Como melhorar a autoestima? 10 dicas práticas para adotar no dia a dia

Olá queridas, sempre me perguntam como faz pra manter a autoestima boa e conseguir se proteger mesmo com os comentários negativos do dia a dia. Uma coisa eu falo pra você: amor próprio não vem da noite pro dia. Eu demorei anos pra me sentir confortável com o meu corpo e foi um processo diário. Por isso desenvolvi algumas “técnicas” e hábitos que me fazem sempre lembrar que meu corpo é incrível e que não tem nada de errado com ele.

Anota aí pra levar também pro seu dia a dia:

1 Se olhe com mais compaixão

Eu tiro sempre uns minutinhos depois do banho pra olhar meu corpo sem criticá-lo.  Nessa hora eu evito qualquer ponto negativo e tento perceber tudo no meu corpo que conta um pouco da minha história. É da coxa grossa que veio de herança da família, até a cicatriz no joelho que ganhei por jogar bola. Tudo no seu corpo conta a sua história. Cada marca, cada pedacinho, cada ruga e cicatriz mostra como você chegou até aqui. Não existem defeitos, existem características que te tornam única! Olhar pra si com mais compaixão é o início de uma relação de autoconfiança consigo mesma.

 

2 Use o unfollow e pare de seguir gente que te faz mal

As vezes eu entrava nas minhas redes sociais e quando me dava conta já estava questionando uma série de coisas na minha vida. Me perguntando por que eu não tinha a vida assim ou assado, o corpo assim ou assado, a vontade de fazer isso ou aquilo… Uma série de questionamentos que faziam eu me sentir inferior. Mas acredite: você não é inferior a ninguém! As pessoas são diferentes, com histórias diferentes e oportunidades diferentes. Portanto se algum perfil faz você se sentir mal ou inferior use o botãozinho de unfollow JÁ! E se livre dessa pressão desnecessária. Você pode inclusive trocar e começar a seguir perfis que fazem com que você se sinta única e especial!

 

3 Crie hábitos com o seu próprio corpo

Se você não cuidar do seu corpo, ninguém vai cuidar por você. Não sei se vocês repararam mas eu tenho uma rotina de cuidados diária com o meu corpo, que inclui sempre hidratação do rosto e do corpo e um momento só meu me maquiando na penteadeira. Pra mim, esse momento de amor com o meu corpo faz toda diferença. Se a gente abraça quem a gente ama, por que a gente não se abraça?

Esse mês inclusive, tô testando a loção hidratante Ceravê, que é a marca de hidratação número 1 em recomendação dos dermatologistas lá nos EUA e quando postei nos recebidos várias seguidoras falaram que amam também. É super lançamento e tem uma textura levíssima, fácil de aplicar e de espalhar, seca super rapidinho e não deixa a pele grudenta. O que é PERFEITO pro calor. Achei muito eficiente, ela deixa a pele macia e luminosa graças à mistura de 3 ceramidas e ácido hialurônico. O melhor é que não precisa reaplicar, porque tem uma tecnologia chamada MVE que garante a liberação dos ativos ao longo de 24hs, não tem cheiro e é hipoalergênica.  Ou seja, é super eficaz, tem o toque sequinho deixa a pele uma delícia, não briga com o seu perfume, não te dá alergia e tem um custo-benefício maravilhoso! Essa bisnaga de 200ml custa 49,90 na Drogasil. Se quiser saber mais, veja nesse link https://goo.gl/RXRfqN

 

4 Faça uma lista das suas qualidades e talentos

Uma coisa eu garanto pra você: a autoestima não vem só de como você vem no espelho, vem de fora e de dentro – bastante de dentro. Pegue um papelzinho e uma canetinha ou abra o bloco de notas do seu celular e comece a listar tudo que você tem de bom. Todas as suas qualidades, talentos, prêmios, boas ações, sentimentos positivos que você tem em relação às pessoas, ao meio ambiente, ao trabalho, à familia… TUDO. Ao final da lista leia como se você estivesse lendo uma lista de outra pessoa e perceba o quão incrível você acharia aquela pessoa com essa lista incrível. Pois então, essa lista de coisas incríveis é você!

5 Se esforce pra não se comparar

De toda essa lista esse é sempre o mais difícil pra mim, porque é inevitável quando a gente vê alguém que aparentemente tem a mesma vida que a nossa e parece estar muito melhor. Mas a verdade é que não dá pra gente saber exatamente como é a vida de outra pessoa, o que ela passa, e como funciona a cabeça dela. O máximo que a gente pode fazer é trabalhar com o que a gente tem na nossa vida e tirar o melhor disso. Ficar se lamentando pelo sucesso do outro não faz com que sua vida não tenha falhas. Da mesma forma que ficar comparando seu corpo ao de outra pessoa também não ajuda muito na sua autoconfiança. Então em vez de ficar se comparando, concentre-se mais em como você pode melhorar a sua vida com o que você tem na sua frente.

 

6 Deixe o passado no passado

Uma das coisas mais difíceis é entender que o passado não volta. Parece lógico, mas vira e mexe a gente vê umas mudanças no nosso corpo e em vez de aprender a lidar da melhor forma com elas, a gente fica sofrendo por não ter o corpo de antes ou a vida de antes. Mas gente, independentemente de como você é hoje, como é o seu corpo hoje, como é a sua vida hoje, o tempo não volta. Esse é o corpo que você tem hoje, você tem que cuidar dele e amá-lo hoje. O que não quer dizer que você não possa mudar, mas se você não começar a amar seu corpo como ele é hoje, não terá vontade de cuidar dele para mudar no futuro. Não espere acontecer alguma mudança para se amar.

 

7 Se proponha desafios

 

Pode ser dos mais bobos aos maiores. Alguns dos meus por exemplo é tomar uma quantidade mínima de água por dia, outro é fazer atividades físicas ao menos uma vez na semana, hidratar o corpo e o rosto todo dia, tirar a maquiagem antes de dormir… Mas pode ser desde desafios físicos até desafios no trabalho. Colocar metas e vencê-las te mostra todo dia que é você quem está no controle da sua vida. Pequenas vitórias te dão grandes poderes. Você percebe aos poucos que você é capaz de fazer tudo. Isso dá uma força imensa na nossa autoestima.

 

8 Reconheça seus méritos

Nada adianta você se propor desafios se não souber reconhecer as suas vitórias. Se você reconhece as vitórias dos outros, por que não consegue ver as suas? Nem toda vitória vem com um troféu e um prêmio em dinheiro, gente. As vezes reconhecer o que você faz de bom no dia a dia – seja por si mesma ou por outra pessoa – pode fazer com que você veja o quão incrível você é.

9 Tenha pensamentos mais positivos e gratidão

Esse é difícil pra caramba, mas pequenas mudanças aos poucos mudam muita coisa. Antes de criticar alguma coisa ou alguém, tente antes pensar em qualidades. Quando estiver triste, pense no motivo da sua tristeza e imediatamente pense em outro motivo pelo qual você poderia agradecer. Seu corpo não é como você gostaria? Mas ele te permite fazer tudo que você tem vontade. O sentimento de gratidão não é comodismo, é apenas criar o hábito de equilibrar as coisas negativas. O sentimento de gratidão faz com que a gente reconheça que apesar de alguns pontos ruins, outros valem a pena, além de trazerem mais paz ao coração.

 

10 Tire fotos de você mesma

Eu gosto muito de maquiagem né (ah vá?) e pra mim é um momento de prazer sentar em frente ao espelho e me maquiar, enaltecer o que eu mais gosto no meu rosto e depois tirar várias fotos, de vários ângulos diferentes. Observar minha beleza por meio das fotos é um jeito que eu achei de me ver sempre bonita. A minha dica é: peça para alguém lhe fotografar também, se ver pelo olhar do outro nem sempre é uma experiência negativa. Um(a) fotógrafo(a) com sensibilidade pode te mostrar mais pontos bonitos em si mesma que você sozinha não conseguiu ver.

Sejam fotos para publicar e compartilhar pro mundo ou só fotos pra você guardar e olhar de vez em quando, vale muito se ver registrada para repensar a maneira como você se enxerga.

 

Falei sobre esses itens no vídeo a seguir também, vale o play ♥

 

Agora conta aqui pra mim: o que você tem feito pela sua autoestima? Tem mais algum item nessa listinha que você gostaria de acrescentar?

 

 

HUA HUA

BJÓN

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Empreendedora, Flávia Durante se destaca no mercado plus size. Conheça a história da fundadora do bazar PopPlus

Quem não gosta de se inspirar com histórias de sucesso? E quando vem de uma mulher gorda a gente faz o que? Bate palmas lentas de orgulho, né não? Conversamos com a DJ, jornalista e empresária Flávia Durante, que comanda o maior bazar plus size do Brasil, o PopPlus, em São Paulo. Na entrevista ela conta como começou no mercado plus size, fala das dificuldades que teve enquanto gorda, sobre moda e dá dicas para quem, assim como ela, quer empreender. Se liga só!

Como você começou no mercado plus size? Foi uma motivação pessoal?

Eu comecei trabalhando com isso em final de 2012. Sabe aquela coisa de jornalista para ganhar um dinheiro extra no fim de ano? Eu juntei 500 reais e comprei tudo em biquíni da fábrica de onde eu costumava comprar no Guarujá, já que eu sou da Baixada Santista. Só que eu não tinha muito tempo de ficar vendendo, indo de porta em porta.

Aí eu tive a ideia de fazer um bazar para ajudar a vender as peças e juntar outras marcas que eu já consumia na época, com a moda plus size mais moderna e mais alternativa que estava começando a aparecer na época. Foi uma motivação profissional e pessoal também!

Qual a diferença que você vê do mercado plus size de quando você começou para os dias de hoje?

Eu comecei a engordar depois de adulta, quando mudei para São Paulo, depois de uns 20 e poucos anos. Antigamente eu tinha três opções de compra, né. Na seção masculina, de grávidas ou roupinha de senhora em lojas de departamento. Sendo que eu era jovem. Era muito ruim, pois isso me limitava totalmente. Eu vejo hoje fotos minhas antigas e me sinto mais velha do que hoje, que tenho 40. Embora ainda precise melhorar muito, está bem melhor do que era há 10/15 anos.

O que o PopPlus representa na sua vida e na das pessoas que vão?

Uma mudança que eu nunca imaginei na vida. Eu sou jornalista de formação, sempre trabalhei com internet, assessoria de imprensa, música, noite, comportamento… Nunca tinha trabalhado com moda, até rejeitava, justamente porque achava um assunto chato e não me sentia representada.

Foi a partir de 2009 que eu comecei a me interessar, quando uma ex-chefe minha me convidou para ser editora de lifestyle do portal Vírgula. Aí falei pra ela ˜tem certeza? Eu não entendo nada˜. E ela disse que queria justamente alguém que passasse uma linguagem da moda popular para o jovem.

Comecei a chamar as blogueiras plus que estavam começando a surgir no Brasil para fazer reuniões de pauta, trocava ideia etc. Foi aí que tomei conhecimento de moda e pude entendê-la de forma mais séria, que vai além do vestir uma roupa.

Sendo assim, fico muito feliz que o PopPlus ajuda a mudar a vida das pessoas para melhor. E não só dos clientes que vão, mas também de pessoas que descobrem como se expressar, como também dos empreendedores que participam. Tem marca que está praticamente há 5 anos comigo, como a Chica Bolacha, e crescemos juntas. Meu lema é “nunca diga nunca”. Eu rejeitava moda e hoje vivo disso totalmente feliz.

Você contribuiu para a mudança de muitas marcas; como se sente a respeito disso e o que você acha que fez para que isso ocorresse?

Eu fui uma das peças desse motor. As blogueiras começaram a surgir em 2008/2009, a Flúvia Lacerda, os eventos de moda plus size… O meu papel foi trazer essa linguagem mais jovem para a moda plus size, misturar com festa, mostrar que ela precisa ser diversa, que não é só senhora ou só sexy, que tem a fashionista, a hipster, esportista…

O que eu fiz foi trazer diversidade para a moda plus size e mostrar que ele não acaba no 48 ou 50. Faço questão que as marcas atendam, no mínimo, até 54 ou 56 e, se for 60 ou mais, melhor ainda. Se a marca não atende no mínimo 54 eu nem olho, nem passa no filtro. O papel do PopPlus foi mostrar a representatividade das gordas maiores, quebrando o padrão do próprio plus size, que acabou se criando infelizmente.

Para você, qual é o maior desafio em ser gorda?

Atualmente é não ser vista como aquela coisa exótica, engraçadinha, fofinha, muito menos como uma pessoa que faz corpo mole. Eu e várias mulheres estamos mostrando que temos muito mais para mostrar para o universo profissionalmente, artisticamente etc. Mas o maior desafio é quebrar esse estigma, que traz preconceito. Nenhuma marca quer aliar seu nome a gente que é “doente”, “preguiçosa”.

O maior desafio é mostrar que não é nada disso, que a gente é ativa, saudável, consome e tem muito a servir a sociedade e ao Brasil, trazendo benefícios e gerando empregos. Olha quanta renda a gente gera no PopPlus! Isso não pode ser ignorado, ainda mais em tempos de crise.

Você que também é DJ sentia problemas com a falta de roupas para balada? Como se sente agora?

Exatamente um dos motivos que me fez criar o PopPlus foi essa falta de opções de roupa para balada. Anos atrás não era essa coisa descolada que temos hoje em dia, com blusa de tule, calça destroyed… Hoje temos muita opção perto do que era antes. Ainda são coisas mais artesanais e não tão acessíveis para a população em geral, sendo difícil de achar, poucas peças, mais caras… Mas já conseguimos encontrar muitas marcas legais. Eu brinco que a Oh, querida! e o Clube da Meia-calça são a alegria da clubber gorda hahahah!

Quais seus planos para o futuro como empreendedora?

Vejo que tem muita gente talentosa, mas às vezes falta mão e verba para melhorar. Então agora estou fazendo esse trabalho de fomentar o trabalho plus size nacional oferecendo workshops, consultorias, cursos etc. Minha ideia agora é isso e, depois, oferecer outros cursos também, como marketing, merchandising, visual. Tudo que possa melhorar o mercado e o trabalho de todo mundo.

Qual a dica que você dá para quem está começando no mercado plus size? 

É ter comprometimento com o que você vai fazer e levar muito a sério. Saber que é um trabalho duro. Eu mesma já faço o PopPlus há 5 anos e estou me dedicando exclusivamente há apenas um ano, e mesmo assim não consigo viver só disso. Faço meus freelas de jornalista e DJ para pagar minhas contas, mas eu vislumbrei isso e vou continuar aperfeiçoando. Hoje em dia consigo delegar, tenho sócio, parceiros e funcionários porque sozinha não dá!

É importante saber também que não vai ganhar dinheiro de uma hora pra outra. Não é um oba-oba. Por isso é importante fazer planejamento de mercado, estudar, se estruturar.

>>>O bazar plus size PopPlus continua sendo 4 vezes por ano: março, junho, setembro e dezembro em São Paulo, com edições esporádicas e temáticas. Conheça: http://popplus.com.br

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