Onde comprar roupas plus size? TEM POP PLUS, SÓ VEM!

Quem avisa amiga é! ♥ Você finalmente vai sanar sua dúvida “ONDE COMPRAR ROUPAS PLUS SIZE” porque vai rolar o Bazar Pop em São Paulo, durante os dois dias desse fim de semana, 09 e 10 de dezembro. 

O evento acontece na Avenida Paulista, número 735, no Club Homs, das 12hs às 20hs, com entrada GRÁTIS e 50 marcas expondo roupinhas lindas!

Esse é o aniversário de 5 anos do Pop Plus, que é um dos maiores eventos plus size do MUNDO. Então vem comemorar com a gente e já garantir seus looks pras festas de final de ano e os presentes pra família! 

Anota aí:

Onde comprar roupas plus size? TEM POP PLUS, SÓ VEM! ♥

DATA, HORA E LUGAR

19º Pop Plus – www.popplus.com.br
Data: 09 e 10 de dezembro (sábado e domingo)
Horário: das 12h às 20h
Local: Club Homs
EndereçoAvenida Paulista, 735 – Jardim Paulista – São Paulo/SP (próximo ao Metrô Brigadeiro)

QUANTO CUSTA?

NADA, É DE GRAÇA! VEM QUE É SÓ CHEGAR COM AMOR ♥

ONDE COMPRAR ROUPAS PLUS SIZE E ACESSÓRIOS

MODA FEMININA: Ackon Wear, Asobi Mode Japan, Assens, Atelier Cretismo, Attribute Jeans, Belle Rose Plus Size, Carol Zacarias PlusSize, Clamarroca Plus, Chica Bolacha, Creare, FALA, Flaminga, Gracia Alonso, LAB, Lambuzada, Lólla Rio, Lu Carmell, Madee Moda Plus, Madeleines, Maria Abacaxita, Melinde, NaBeca Tamanhos Reais, Nina Vazquez Moda e Estilo, Psil Plus Size, Rainha Nagô, Rouge Marie Plus Size, Scarlets, Taty Tá Lokaa, Titha Plus Size, True E-motion, Vestgrande, Vintage&Cats, We Love Atelier, Zuya.

MODA MASCULINA: Ackon Men’s Wear, Afro Style, Chico, LAB, Lambuzada, Vestgrande.

CALÇADOS E ACESSÓRIOS: Clube da Meia Calça, Fofura Plus, Mary Help, Paula Ribeiro Bolsas, Sandalú Sapatilhas.

MODA PRAIA/FITNESS: Bambina Beachwear, Cor de Jambo Moda Praia, Wonder Size.

LINGERIE/DORMIR: Basic 4 Curves, Cuecas Santo Homem, For All Types, GG.rie, JM Pijamas, Morisco Lingerie

TEM O QUE COMER?

GASTRONOMIA: Cupcake Ito, Mapuche Empanadas, Le Velmont Crepes

 

 

Bom, sua linda, além de ter muita roupa legal pra comprar, coisa gostosa pra comer, é no Pop Plus que muitas amizades são feitas e a gente consegue se sentir muito normal, afinal todas as meninas lá são gordas e ninguém fica te olhando torto ou te julgando por qualquer motivo que seja.

Eu amo o evento e estarei lá no sábado pra conferir as novidades, comprar umas coisinhas e ver vocês!!! 

Não esquece de avisar suas amigas e vamos nessa!

 

HUA HUA

BJÓN

Alerta: entenda por que ter autoestima baixa é um prato cheio para entrar em relacionamentos abusivos

Sabe quando você está namorando, mas tem aquela sensação de que algo não vai bem? A pessoa diz que te ama, mas te força a mudar, não gosta quando você sai com os amigos, questiona os seus gostos e parece querer que você seja diferente do que é. Pois é, isso é um relacionamento abusivo. E quando a gente tem a autoestima baixa, estamos vulneráveis para entrar nesse tipo de relação. Entenda mais abaixo e veja dicas de como fugir dessas situações e aumentar sua autoestima!

Entenda melhor a relação autoestima baixa x relacionamento abusivo

O que significa autoestima baixa? É um sentimento de menos valia, que cai diretamente na insegurança consigo mesma, fazendo com que a pessoa se veja sempre de forma negativa. Em casos mais extremos é uma das origens da depressão, principalmente quando a pessoa deixa de sair, socializar e prefere ficar sozinha.

Então qual a relação com relacionamentos abusivos? Quando a pessoa está nesse estado de autoestima baixa, ela se torna vulnerável para qualquer tipo de sentimento amoroso e carinhoso. Se alguém a trata com afeto, a chance de se apegar é grande. É fácil entender com essa comparação: é como ainda é, hoje em dia, para comprar roupa plus size em loja de departamento. Quase não tem nenhuma do seu tamanho. Quando tem, a gente compra a que serve, por que precisamos, certo? É mais ou menos isso.

Quando alguém se interessa, vai atrás, fica em cima de você, você se apega em dois segundos naquela pessoa, muitas vezes sem nem avaliar se ela é boa ou não para a sua vida. Eu não estou falando que TODO MUNDO que tem baixa autoestima entra em relacionamento abusivo, mas apenas que há grandes chances disso acontecer.

Saiba como identificar um relacionamento abusivo

A primeira coisa que você precisa saber é: nem toda violência é física. Aliás, a grande maioria das que são começa na agressão psicológica. Veja, abaixo, uma lista de situações para você identificar se está ou não em uma relação abusiva.

  1. Se você acha que seu relacionamento é abusivo, há grandes chances de realmente ser. Onde há fumaça, há fogo;
  2. É comum ele te fazer sentir que está sempre errada, dando a impressão de você nunca fala nada de bom, que é burra e não sabe o que diz;
  3. Ele controla a sua vida e acha que isso é um direito dele, impedindo que use certas roupas, maquiagens, não veja seus amigos, nem tenha amigos homens, e quer validar até a forma como você gasta seu dinheiro;
  4. Ele fala constantemente que ninguém vai te amar como ele e faz chantagem dizendo que se você não fizer do jeito que ele quer, ele vai embora e te larga;
  5. Se você não concorda com ele, é chamada de louca. Ele questiona sua sanidade e acha que tudo é “drama” seu;
  6. Você faz coisas contra a sua vontade por medo da reação dele, inclusive no sexo;
  7. Ele não fica feliz com as suas realizações e sempre dá um jeito de te colocar pra baixo, mesmo quando você está feliz e quer compartilhar com ele;
  8. Ele te isola dos amigos e da família e odeia que você faça qualquer tipo de programa sem ele;
  9. Ele te culpa pela agressividade dele com você, dizendo que você “pediu” ou que o “tirou do sério”;
  10. Ele não bate em você, mas quando brigam ele soca paredes, mesas, quebra coisas;
  11. Ele grita com você;
  12. Ele te bate;
  13. Depois de ser agressivo e violento, pede desculpas e diz que não vai mais fazer isso, mas repete.

Dicas de como sair de um relacionamento abusivo

Se você identificou que está em um relacionamento abusivo, a primeira coisa que você precisa saber é: a culpa não é sua! Para sair disso, converse com pessoas de sua confiança e fale tudo que está acontecendo. Você também pode ligar pra Central de Atendimento à Mulher (180), que funciona 24h, e até mesmo a Delegacia da Mulher.

E vale lembrar que eu falei tudo de forma heteronormativa, mas não é apenas em relacionamentos heterossexuais que existe abuso. E, sim, as mulheres também podem ser abusivas, apesar de ser uma taxa incrivelmente menor em relação aos homens.

Como aumentar a autoestima?

A principal dica é: autoconhecimento é tudo. Mas nesta matéria aqui (clica aqui, amiga) você vai ter 9 dicas incríveis de como iniciar o processo de amor-próprio e desenvolver sua autoestima! Lembre-se, sempre: você não está sozinha!

 

A única pergunta que você precisa se fazer antes de querer mudar seu corpo | Bernardo Fala

Nenhuma decisão é óbvia. Nenhuma. Decidir algo é como colapsar todas as oportunidades, possibilidades, variações em um só veredito. É abrir mão de toda uma infinidade de trajetos para caminhar de uma única forma. Claro que, como humanos, precisamos fazer isso diariamente. Ainda não desenvolvemos a habilidade de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo nem nos desdobrarmos em versões diferentes de nós mesmos. Mas então, se nenhuma decisão é óbvia, por que algumas delas nos parecem tão claras e evidentes, como se elas já estivessem decididas antes mesmo da gente sequer pensar sobre aquilo? A resposta é simples: porque elas realmente já estavam decididas.

Não se assuste. Não estou aqui tentando te levar para uma área matrix-harebô da internet, nem dizer que seu destino já está traçado sem você saber. Se existe alguém que toma decisões por você, esse alguém é um ser muito menos cósmico, muito mais de carne e osso, como eu ou você.

Compre isso, coma aquilo, seja assim, pareça assado, não faça aquele, tenha esse. Do alto de nossa ilusão individualista, costumamos achar que somos seres inteligentes e independentes. Pessoas de pensamento forte, que nunca nos deixaríamos ser influenciados por toda a enorme onda de obrigações implícitas e “sugestões amigáveis” que nos rondam. A verdade, queridx leitorx, é que nem a pessoa mais inteligente do mundo está imune a algo que não só nos domina, mas também é reforçada por nós mesmos: a cultura em que vivemos.

Não se engane, você é um produto do lugar que você nasceu, da família que você conviveu, dos programas que viu, dos livros que leu. Aquele episódio descompromissado da sua série favorita não era só uma forma boba de te manter entretido, mas também um ação de reforço dessa cultura. Não porque é uma forma maligna e conspiratória para não te fazer perceber nada além daquilo (mesmo que algumas vezes, pareça exatamente isso), mas porque a cultura se constrói sobre ela mesma, e está sempre se autoreferenciando.

Pensa só: tudo que você é hoje, é resultado de toda a sua história. Todos os seus sentimentos, seus desejos, seus pensamentos, tudo, é parte e foi formado pelas suas experiências. E se toda essa história se passou dentro de uma única forma de ver o mundo, é muito provável que você só conheça essa maneira de viver, e vai encontrar na sua vida diversos argumentos para reforçar essa forma como “certa”.

A chave é tentar perceber que nossa história nem sempre (quase nunca) é algo natural e expontâneo. Toda a cultura a qual você foi exposto a vida inteira, foi moldada a partir de determinados pensamentos, padrões, crenças, as quais você, mesmo que não se identifique internamente, entende que são normais. Essa condição humana, de se formar a partir da cultura, é ruim? Não! Isso tudo seria maravilhoso se a gente fosse exposto a pensamentos, pessoas e histórias diversas, mostrando a riqueza da vida humana. Só que eu sei e você sabe que não é bem assim.

Ver os mesmos padrões e as mesmas formas de viver o tempo todo retratado em tudo quanto é lugar, uma hora nos leva a acreditar que aquela é a única forma de viver. E como já nascemos imersos nessa cultura, muitas vezes é impossível perceber que tem algo fora dela. Sabe aquela história de que o peixinho nunca reconhece o aquário em que ele está preso, e pra ele, aquele aquário é o oceano?

“Ah, Bernardo. Mas eu posso estar dentro da minha cultura mas buscar conhecer coisas fora dela né. Não é só porque as pessoas a minha volta pensam de uma forma que eu vou pensar também”.

Não estou dizendo que você não tem seus pensamentos próprios. Mas a cultura nos forma até nas questões mais sutis. Para provar isso, vamos fazer um exercício que encontrei um dia na internet e que acredito ser ideal para usarmos nesse momento.

“Pai e filho sofrem um acidente terrível de carro. Alguém chama a ambulância, mas o pai não resiste e morre no local. O filho é socorrido e levado ao hospital às pressas. Ao chegar no hospital, a pessoa mais competente do centro cirúrgico vê o menino e diz: ‘Não posso operar esse menino! Ele é meu filho!’.”

Isso quer dizer que na verdade a criança era filha da um casal gay? Ou não era o mesmo pai que estava no acidente e no hospital? Lendo rápido, essa história parece não fazer sentido algum!

Aqui entra a formação sutil da cultura. Nosso cérebro é tão acostumado a pensar de uma determinada forma, que muitas pessoas demoram a perceber que a “pessoa mais competente do centro cirúrgico” era a mãe do menino. Afinal, não é muito comum colocarmos mulheres na posição de “pessoas competentes” no imaginário popular. E logo você, que entende conscientemente que mulheres são seres tão capazes quanto homens, acabou caindo nessa armadilha do seu cérebro. O nome disso é cultura. Percebe agora como nem você está imune?

Se depois de tanta discussão de gênero e da sociedade ainda estar debatendo o papel da mulher, ainda não conseguimos desligar totalmente a área de nosso cérebro que correlaciona “posições de destaque” com figuras masculinas, imagina outras áreas que tomamos como normais e que pouco se debatem hoje em dia, como por exemplo, o nosso corpo.

Vivemos em uma sociedade gordofóbica. Uma sociedade que ama o corpo magro, acima de tudo. Que diz que todas as pessoas precisam ser magras, independente se esse não seja seu biotipo, ou se você precisa fazer uma dieta absurda para alcançá-la. Não interessa o que você vai fazer, contanto que você emagreça.

Querer emagrecer é uma vontade tão comum que parece inata. Todo mundo quer sempre perder um quilinho ou dois. Ninguém está satisfeito. Qualquer oportunidade que aparece, qualquer tratamento novo, ganha rapidamente uma fila infinita de seguidores. Não estamos preocupados com saúde (mesmo que esse seja um argumento que usamos para tentar validar essa vontade), estamos preocupados em ser aquilo que a sociedade nos diz que é certo. Fazemos tudo tão no automático que nunca nem paramos um segundo para pensar: “opa, pera aí, por que eu tenho que emagrecer?”, “Por que só pessoas magras são consideradas bonitas?” ou pior, “Por que eu me olho no espelho e me acho horrível?”.

Não paramos pra pensar porque emagrecer é uma daquelas decisões óbvias. Daquelas que não paramos pra decidir. Que já foram decididas por nós. Devemos ser nós mesmos, contanto que sejamos todos com corpo magro.

Podemos ficar parágrafos e mais parágrafos debatendo sobre a relação equivocada entre ser magro e ser saudável, sobre padrão de beleza, sobre a infelicidade ser necessidade básica para o consumo… mas depois de todas essas palavras, me contento em trazer a pergunta que prometi no título desse texto. Então, da próxima vez que você encontrar uma decisão dessas que parecem óbvias, como emagrecer, por exemplo, encontre um lugar tranquilo, respire fundo e se faça a seguinte pergunta:

“O que eu quero quando eu quero isso?”

Desculpe queridx leitorx. Agora que você sabe qual é a pergunta, talvez tenha notado que eu te enganei um pouco. Essa pergunta, sem dúvida, não vem sozinha. É como entrar no buraco da Alice e perceber tudo aquilo que está escondido atrás das decisões rápidas que tomamos. Essa é uma pergunta que convida mais a uma reflexão do que a uma resposta rápida, e pode sim, te levar a cada vez mais perguntas.

No entanto, não se assuste. Pode ser que uma pergunta dessas te salve de um processo que é muito comum quando escolhemos decisões óbvias: entrar em um ciclo de busca de alguma coisa que te sacie, sem nunca encontrar nada.

O padrão de beleza tóxico também está no plus size | Bernardo Fala

Se você acompanha o meio plus size, deve ter visto o post que a modelo Mayara Russi fez recentemente no Facebook. No relato, Mayara conta estar fazendo dieta para tentar chegar ao número 46. O motivo: mesmo sendo uma modelo bastante reconhecida no meio plus size e vestindo número 52, não consegue tanto trabalho quanto suas amigas mais magras.

Que um padrão de beleza existe na moda “regular”, a gente já sabe. Todo dia, modelos são obrigadas a emagrecer e atingir corpos cada vez mais irreais para desfilar nas maiores passarelas do mundo. A mensagem para a população é clara: só a magreza é bonita. Roupas são feitas para corpos magros. Quanto mais gorda, menos você se encaixa, menos opções você tem. Até o momento que você chega ali nos 42 e se torna praticamente invisível.

O mercado plus size, supostamente, teria nascido como resposta a essa exclusão: marcas que começam a suprir uma demanda de roupas para pessoas que não querem passar a vida inteira se odiando ou buscando um corpo que não é o seu. O problema é que, tanto as marcas “regulares” quanto as marcas plus size, convivem dentro do mesma cultura, dentro do mesmo padrão de beleza, e acabam se deixando influenciar por ele, por diversos motivos. Com isso, mesmo com toda a proposta de vestir pessoas que ultrapassam o número 46, é ainda comum vermos marcas que reproduzem a pressão estética da magreza até dentro das grades maiores, excluindo modelos que não sejam “quase magros” – ou tenham características de corpos magros como cintura fina e barriga chapada.

Sem perceber o tamanho da hipocrisia, essas marcas fazem corpos gordos serem constantemente apagados, invisibilizados, dando lugar exclusivamente àqueles que podemos chamar de “fora do padrão de beleza porém esteticamente aceitável”, pessoas que ultrapassam a grade “regular”, mas que também não são vistas como gordas pela sociedade.

E por que isso acontece? Porque o corpo gordo ainda é visto por grande parte da população como algo a ser escondido, excluído, e pior, combatido. Por visão estratégica, muitas marcas não querem enfiar o dedo nesse vespeiro. Querem aproveitar o mercado sem entrar de cabeça na briga do body positive. Querem explorar o setor aquecido plus size sem realmente exaltar um corpo que ainda não é visto com bons olhos pela sociedade. No final das contas, não estão interessadas em fazer grandes mudanças de cultura, ou de usar seu poder para incluir cada vez mais pessoas na moda e fazê-las se sentirem bonitas ou felizes. Essas marcas só estão interessadas no seu bolso. 

[blockquote author=”” ]”Não adianta ser body positive só quem com a sociedade já acha bonitinho ou aceitável. Ser body positive é exaltar o corpo em todas as suas formas”[/blockquote]

Não adianta ser body positive só quem com a sociedade já acha bonitinho ou aceitável. Ser body positive é exaltar o corpo em todas as suas formas. É bater de frente com a ditadura da magreza e dizer que todo corpo é bonito sim. Que todo mundo merece respeito e o direito de se sentir bem vestindo o que gosta. E não adianta dizer que “é só uma roupa”. Dar o direito de uma pessoa se sentir bem com o corpo que tem é muito mais que “só uma roupa”. É sair dessa posição de marca que só “aproveita uma demanda”, pra entrar na visão do negócio que trabalha em prol da sociedade e da construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Não adianta tentar fugir: vender é um ato político, consumir é um ato político.<

Toda vez que você compra algo, não adquire só um produto ou um serviço. Você diz para a sociedade que você quer ver mais daquilo no mundo. Que você concorda com aquela empresa e que você acha que ela deve ser um modelo a ser seguido. Por isso, da próxima vez que você encontrar mais uma dessas marcas fazendo “coleção plus size” sem colocar ninguém gordo nas fotos, lembre-se disso. Pra ela, você, pessoa gorda, continua sendo feia. Mas uma feia com dinheiro.


Compre de quem te exalta, não de quem te explora. Assim, não só pessoas gordas vão ter cada vez mais espaço na mídia, na moda e no imaginário das pessoas. Mas também, vão ter o direito de serem tratadas como qualquer outra pessoa. Pessoas como a Mayara não vão precisar modificar seu corpo para conseguir trabalho. Pessoas como você, pessoa gorda, que vai poder ser ainda mais feliz com seu corpo, tendo a certeza de que você, independente do seu tamanho, também é linda e merece ser representada.

As escolhas sobre seu corpo são SÓ suas – e de ninguém mais!

  • Não estou bebendo, Ju… 
  • Eita, miga, por que não? 
  • Porque estou com uma cintura que eu gosto e quero mantê-la
  • Ahhh sério que você vai falar isso pra mim? 
  • Não me julgue… Eu sou assim, aceite. Eu to muito bem tomando suco, não sinto falta de cerveja.

Esse foi um dos diálogos que tive com uma das minhas melhores amigas e logo em seguida percebi que estava tendo uma atitude que mais condeno na minha vida: querendo tomar conta de um corpo que não é meu. Que direito tenho eu de dizer como deve ou não outra pessoa se divertir? Que direito tenho eu, baseada nos MEUS gostos pessoais, dizer o que faz ou não outra pessoa feliz? 

Infelizmente esse é o tipo de atitude que presencio muito no meu dia a dia. Fora e dentro do meio plus size, inclusive. As pessoas de fora julgam o que a gente come, como a gente vive e a nossa saúde, da mesma forma que a gente de dentro, julga as pessoas de fora pelos regimes que elas fazem e o que deixam de fazer com seus corpos.

A verdade é que acima de tudo, a gente tem que parar de achar que o que a gente leva como verdade para a NOSSA vida deva ser a verdade para a vida do outro. Eu não sou feliz fazendo regime restritivo. Eu não ligo para o formato da minha cintura e eu jamais deixaria a cervejinha de lado por isso. Mas isso é o que ME faz feliz. Para a minha amiga, a cervejinha não é tão importante. Não é algo que faz diferença na vida dela. Não é um sacrifício deixar a cerveja de lado e ela não deixou para chegar a um corpo ideal. No entanto, ela gosta do jeito que está e quer se manter assim – e isso não é um sacrifício para ela.

É como eu levo a minha vida? Não. Mas é como ela se sente mais feliz, então bom para ela. Eu, como amiga, fico feliz que ela não esteja sacrificando uma coisa importante para ela, fico feliz que ela não esteja em busca de um tipo de corpo “perfeito” e fico feliz também que ela esteja buscando um equilíbrio em sua vida para o que a faz feliz. Isso se chama respeito.

Se fosse o contrário eu não gostaria de ouvir dela que eu tenho que parar de beber ou de comer ou de fazer atividades que me deixam feliz porque ela gosta da minha cintura. E ela nunca fez isso. Isso se chama respeito também.

Vejo todo dia as pessoas que defendem que a gente tem que fazer nossas próprias escolhas julgarem as escolhas alheias – e vida me perdoe, mas fiz isso hoje com a minha amiga também. Quer dizer então que, porque eu escolhi aceitar meu corpo como ele é e amá-lo como ele é, eu não posso querer mantê-lo assim ou mudá-lo quando eu bem entender? Achei que o direito de escolha era meu, não?! 

Quer dizer que porque a minha amiga resolveu deixar de lado uma coisa para manter o corpo que ela tem, ela não ama o corpo dela e está em busca de um padrão? Não! Não é todo mundo que faz regime, que emagrece, que muda o corpo, que está tentando se encaixar em um padrão. As vezes, as pessoas só estão buscando o que é melhor para elas mesmas. E não interessa a ninguém os motivos, nem a mim nem a você, só a ela mesma. E se não faz diferença no NOSSO corpo ou na NOSSA vida, por que RAIOS a gente acha que tem direito de opinar?!?!

A discussão é bem complexa e eu acho problemático demais uma pessoa deixar de fazer coisas que gosta em prol de um corpo ideal, é disso que falo desde sempre aqui no blog, mas também temos que tomar cuidado para não radicalizar e pender para o outro lado. Não podemos defender que a mulher tem que se libertar das amarras dos padrões, querendo impor a ela a amarra do “você NÃO pode mudar se quiser”. Todos os extremos são problemáticos.

Qual a solução então? EU não tenho uma solução, não sou dona da verdade. Mas acredito que a informação liberta as pessoas. Dê liberdade para a mulher ser o que ELA quiser, mostre para ela que os padrões não a levarão ao sucesso, que o corpo “perfeito” não existe e não faz diferença o tamanho do corpo dela, se ela tiver amor próprio e autoestima. Uma vez que essas mulheres souberem que a felicidade não está atrelada ao formato de seus corpos, elas poderão escolher COMO é o melhor para SI, como é a melhor versão de si mesmas.

EU hoje acho que meu corpo, tamanho 50, tem o melhor formato para mim. Mas se minha amiga acha que o melhor formato de corpo dela é vestindo 38, quem sou eu para julgar a decisão dela?

Mulher, saiba que você é linda. No tamanho que você for. Saiba também que as decisões sobre o SEU corpo só devem dizer respeito a VOCÊ. Saiba que você não tem que agradar ninguém. Você não tem que se justificar. Você não tem que se desculpar. Você é dona de si e seu corpo é só seu.

E a partir disso tente não julgar as escolhas dos outros, nem as minhas, nem as da minha amiga, porque do nosso corpo só quem sabe somos nós.  😉

 

Como eu disse acima, não sou dona da verdade, essa foi só uma reflexão que tive hoje e quis compartilhar, mas adoraria ouvir a opinião de vocês também. Então me contem aqui embaixo como vocês se sentem sobre isso também!!!

 

HUA HUA

BJÓN

 

 

 

 

 

Mulher, me promete respeito, que eu te prometo liberdade!

Quando eu comecei a escrever um blog de moda, fiz isso porque sou a favor de que a mulher pode usar o que ela quiser. Pouco tem a ver com a passarela da última estação, e muito tem a ver com a expressão de cada mulher dentro do seu estilo, independente do seu formato de corpo. Eu acredito que a mulher é dona de seu próprio corpo e que ninguém pode lhe dizer como se vestir, como se comportar e como ela deve viver sua vida a não ser ela mesma – e ninguém tem nada a ver com suas escolhas pessoais. E se você está lendo esse texto, nesse blog, acredito que você também seja a favor dessa ideia.

Então me diz, como você quer ter liberdade para usar um top cropped e botar a pancinha plus size de fora, se quando uma menina usa saia curta você pensa “aff que vagabunda”?!? Quando vê uma menina com decote e peitão e pensa: “essa quer dar”. Como você quer que as pessoas respeitem seu estilo e suas escolhas, se você mesma não consegue olhar outra pessoa sem julga-la?!? Me diz por que você acha que as pessoas devem respeito a você enquanto você mesma não respeita a decisão delas?!? Como você pretende parar de ser julgada, se nem você mesma para de julgar a outra?!?!

Eu pensei muito sobre os acontecimentos trágicos dessa semana, pensei muito sobre como as pessoas falam sobre a mulher, pensei muito sobre o que falamos por aqui. Infelizmente vi na minha timeline pipocarem várias opiniões de mulheres plus size bem resolvidas que querem ter suas escolhas respeitadas, mas esbravejaram opiniões invasivas sobre a maneira que outra mulher vivia sua vida, se vestia, se comportava, como se ela fosse culpada por uma decisão que ela não tomou.

Alguém me explica: a gorda sempre foi excluída, limitada nas suas escolhas de roupa e comportamento por conta de julgamentos e preconceitos alheios, mas não é justamente disso que a gente quer se libertar? Não queremos e lutamos todos os dias para que as pessoas PAREM de nos julgar pelo nosso corpo e escolhas e possamos finalmente tomar nossas decisões como SÓ nossas e com a maior liberdade possível?

Então fiquei pensando, a gente tem mesmo que parar é de ser hipócrita e fingir que lutamos pela liberdade, enquanto formos egoístas a ponto de acreditar que a liberdade só é válida para um grupo de mulheres ou, pior, só para nós mesmas.

A gente tem que desconstruir TODO E QUALQUER julgamento que a gente cresceu ouvindo, porque não é o que as pessoas olham por fora que define você. Não é seu corpo que define sua personalidade. Não é sua roupa que define suas vontades sexuais. Não é seu comportamento que dá liberdade para alguém invadir sua privacidade e seu corpo.

Compartilhei uma frase na minha página esses dias e acredito que esqueci de completar o pensamento:

Mulher, SEU CORPO É SÓ SEU, E NINGUÉM TEM O DIREITO DE OPINAR SOBRE ELE, TOCÁ-LO OU TOMÁ-LO COMO PÚBLICO. ASSIM COMO O CORPO DA OUTRA NÃO CABE A MAIS NINGUÉM, TAMPOUCO A VOCÊ.

 

Acho que antes de pedir respeito, a gente tem que começar a exercer o que desejamos. Não olhe outra mulher como uma inimiga, ela não é. Ela é sua irmã, ela sofre as mesmas dores que você, ela tem as mesmas pressões sociais que você, ela luta ao seu lado e suas conquistas beneficiam sua vida também. 

A gente faz parte de um grupo plus size, mas antes fazemos parte de um grupo muito maior chamado MULHERES. Se uma lutar pela outra, todas nós saímos ganhando.

Eu luto há 9 anos por vocês, mulheres, para que vocês enxerguem a beleza única de cada uma, para que vocês tenham cada vez mais liberdade. Nessa luta, criando empatia pelos problemas de mulheres que nunca conheci ao vivo, já vi e vivi muitos avanços. Eu acredito porque vi com os próprios olhos que quando as mulheres se ajudam, vidas são mudadas para melhor. VIDAS.

Imagem do movimento She For She

Fica aqui minha reflexão, meu posicionamento e minha promessa de que SEMPRE, sempre mesmo, eu vou lutar pela liberdade de cada mulher. Pela liberdade de que cada mulher possa ser o que, como e quando quiser, sem ter medo sem precisar se calar. Vou lutar sempre por mais respeito e gostaria muito que você fizesse parte dessa reflexão comigo e se juntasse a mim e outras mulheres nessa luta. A (r)evolução começa dentro de cada mulher.

 

Vem comigo?!? 

 

 

 

Por que você precisa tanto saber quanto eu peso?

Vira e mexe eu recebo a mesma pergunta: “quanto você pesa?” Há muitos anos, quando eu era a louca do regime e achava que só seria alguém se tivesse um certo peso na balança (muito baixo, diga-se de passagem) , o número que dava quando eu subia naquele quadradinho realmente me interessava. Ele não tinha nada a ver com controle de doenças, o tal do “quanto eu peso” era apenas um controle para o meu cérebro, que teimava em dizer: AINDA NÃO ESTÁ BOM, AINDA É MUITO. Um controle que é imposto a todas as mulheres para que elas fiquem cada vez mais infelizes com sua aparência e seu corpo e consumam e gastem o que tiverem que gastar para diminuir o tal do número, tendo mais em vista se encaixar em um padrão do que de fato manter a saúde (e antes de sair soltando fumaça pela orelha, favor ler o resto do post, ok?!).

O peso de uma pessoa sozinho não indica absolutamente nada. Dentro de um contexto aprofundado, talvez ele signifique alguma coisa. O que adianta saber o peso se você não sabe a altura? Já não dá nem pra calcular IMC. E se tiver a altura também, o que você tem a ver com o IMC do outro? Vai cuidar do seu e deixe a vida e a saúde das outras pessoas para elas cuidarem! Também de que adianta ter apenas o peso se você não sabe a porcentagem de gordura corporal? Sabia que músculo é mais denso e pesado que gordura? Ou seja, uma pessoa pode pesar 70kg e ser magra e malhada ou pode pesar os mesmos 70kg e ser só gordura. Mas, de novo, o que você tem a ver com o corpo dela, mesmo?!?

O fato é que eu posso pesar 50kg, 75kg ou 100kg e isso continua não sendo da conta de ninguém e, para ser sincera, não me interessa muito esse número, não… Depois que eu fiz terapia e comecei a ter outra percepção do mundo, do que é beleza e descobri que quem tem que tomar conta do meu corpo sou eu, simplesmente parei de subir na balança para controlar loucamente quanto eu peso. Comecei a ir ao consultório da minha médica e me pesar de costas, de forma que ela visse o peso e me dissesse o que eu precisava ou não fazer. Se ela dissesse que era para eu emagrecer, eu emagreceria… Mas não foi o caso até agora. Então, como você pode ver, o número na balança pouco teve a ver com o resultado dos meus exames – embora eu tenha passado a minha infância e adolescência sendo levada a acreditar o contrário.


>>> Leia também: Confissões de uma mulher normal


Fazer exercícios e manter uma alimentação equilibrada têm a ver com o resultado ótimo dos meus exames, mas éééééé…. O que alguém tem a ver com isso mesmo? Pra ser sincera, o resultado dos meus exames e minha saúde cabem a mim, apenas a mim. Se eu pedir ajuda ou conselhos, aí sim a opinião de quem quer que seja possa ter algum sentido, enquanto isso, vamos fazer o seguinte: cada um cuida da sua vida e vale dizer que se o visor da balança é tão pequeno deve ser para apenas 1 pessoa enxergar, não é? (Você tem toda licença poética para roubar essa frase e usar na sua vida 😉 )

Voltando à pergunta que sempre me fazem, entendo a curiosidade, mas como não tenho a resposta, então rebato com outras perguntas: por que você precisa saber o meu peso? Será que esse número não vai te fazer tirar conclusões muito precipitadas a respeito do MEU corpo e da MINHA saúde? Conclusões que não cabem a você e que só fariam você me olhar cheia de preconceitos? REFLITA. 

A desculpa da preocupação com a minha saúde também não cola, sinto informar, já que circunferência abdominal e a frequência de exercícios físicos são outros, entre muitos, números tão importantes quanto o peso para a manutenção da saúde – se não forem ainda mais importantes – e ninguém NUNCA me pergunta isso. Então, vamos parar de ser hipócritas e nos esforçar para sair da ignorância com dignidade.

Já como blogueira que expõe roupas e acessórios no blog, acredito que tenham perguntas que fazem muito mais sentido como, por exemplo, quais são minhas medidas. Se eu te disser que tenho 125cm de quadril e que visto G1 de tal loja, essa informação pode REALMENTE ser útil a alguém que queira comprar a mesma peça. Se eu falar que tenho 1,57m de altura e a calça flare fica curta na minha perna, essa informação também será útil. Agora, o peso que meu corpo tem não influencia minha aparência, o número que eu visto ou o caimento das roupas.

 


Para pensar

As vezes a gente entra tanto na inércia de cobranças corporais, padrões e pressão social que acaba não conseguindo frear e parar para refletir o real sentido das coisas. Então eu proponho um desafio: que tal toda vez que você pensar QUALQUER coisa sobre o seu corpo ou o corpo dos outros você apenas parar durante 1 minuto e começar a se questionar por que você pensou aquilo e o que te levou a ter essa opinião? Algumas formas de pensar não têm muita razão e não passam de preconceitos, mas a gente raramente para para perceber.


Será que você não tira conclusões precipitadas baseada em informações rasas?

 

Bom gatonas, esse é um post total para refletir sobre se de fato esse número chamado peso é realmente importante ou só vai fazer a gente tirar conclusões precipitadas a respeito do corpo dos outros.

Eu sempre digo que aqui no blog a gente NÃO faz apologia a obesidade ou a um tipo específico de corpo, a gente só acredita que uma mulher que consegue enxergar sua própria beleza (seja ela como for), consegue aumentar seu amor próprio e a partir daí vai passar a se cuidar melhor, mas acima de tudo, vai passar a ser dona do seu próprio corpo e fazer dele o que quiser!!!

 

Enfim, gatonas, já passaram por isso? Já ficaram constrangida com peso alguma vez? Já se perguntaram por que vocês se cobram tanto em cima desse número?

Me contem tudo! E desculpem a revolta, mas foi sincero… hua hua hua

 

HUÁ HUÁ

BJÓN

Batom em gel Ultra Color Revolution da Avon | Testei!

Semana passada foi de fortes emoções! Além de lançar o batom em gel Ultra Color Revolution (um dos primeiros do Brasil), a Avon reafirmou seu posicionamento a favor do empoderamento da mulher com a campanha “Beleza que faz sentido“, que entre muitas outras coisas, traz as próprias revendedoras como “modelos” das fotos e vídeos da campanha. Sabe o que isso significa? Vai ter loira, morena, branca, negra, amarela, parda, gorda, magra, jovem, velha, com aparelho, cicatriz… Vai ter tudo! E pelo menos uma delas vai chegar perto da sua realidade. Vai ser lindo!

Mas deixando a maravilhosa campanha de lado hoje vou falar da novidade mesmo: o batom em gel Ultra Color Revolution! Você sabe o que é batom em gel? Já imaginou uma coisa líquida e pegajosa, né? Mas não! Ele vem no formato de bala, como outros batons, mas o que dá estrutura é o gel e ele não tem cera – que é o que mais resseca os lábios e também, infelizmente, o que mais aumenta a fixação da cor.

[blockquote author=”Anthony Gonzalez, cientista do Centro de Pesquisa e Tecnologia da Avon em Suffern, Nova Iorque” pull=”normal”]“A nova fórmula patenteada é feita de géis que oferecem hidratação superpotente na aplicação, o que permite uma sensação nos lábios incrível, cremosa e suave mantendo uma cor linda”[/blockquote]

Os géis usados na formulação dos novos produtos são elásticos e leves, o que permite que os lábios fiquem tão confortáveis quanto eles aparentam estar. O resultado é um batom que tem um sensorial muito gostoso, desliza facilmente e tem uma aparência e textura diferentes, além de deixar os lábios bem hidratados.

Enfim, vamos às cores:

Batom em gel Ultra Color Revolution da Avon ♥


O que eu achei

Sensorial > Eu realmente achei bem gostoso de passar nos lábios, facinho de deslizar e também não mancha tudo caso você erre o contorno. Tem jeito de ser bem hidratante, mas sem ser pegajoso como o gloss ou como os batons cremosos.

Cor > A intensidade varia de cor para cor. O Framboesa por exemplo é bem vivo e bem intenso com uma ótima cobertura, já o Rosa Urbano tem a cobertura um pouco mais suave.

Duração > É o tipo de batom que você tem que ficar retocando (principalmente os menos intensos), acho que talvez por não conter cera que é o que fixa.

Resultado final > Apesar de precisar de retoque, eu achei o acabamento bem diferente de qualquer outro batom que eu já tenha usado. Ele não brilha como um cremoso e não é mate. Ele tem realmente um brilho bem diferente. As cores também foram super felizes, como a intensidade não é altíssima, a cor fica suave, delicada, bonita… Quase como se sua boca pudesse mesmo ser de algumas dessas cores. O Coral Vibrante, o Nude Especial e o Malva Elegante são as minhas 3 cores favoritas, justamente porque nunca tive nenhum batom parecido – acho que o que usei mais perto disso foi o Chubby Stick da Clinique, que é tipo 3 vezes mais caro.

Preço > R$ 29,99 o que é ótimo para aquele batom para ter na bolsa e dar uma cor aos lábios sem ficar endividada.

A novidade é super quente e o batom em gel só estará disponível a partir do dia 7 de agosto por meio de pedidos feitos diretamente aos revendedores autônomos Avon ou por meio do folheto virtual, disponível em www.folhetoavon.com.br

Mas já dá para ver as cores e saber da novidade tecnológica hua hua hua

O que você achou? Curtiu as cores? Me conta TUDO!!!!

 

HUA HUA

BJÓN

5 lugares do corpo que a gente tem que disfarçar… SÓ QUE NÃO!

Uma coisa é fato: a gente cresceu ouvindo que a gente tinha que usar isso, para valorizar aquilo e tem certos lugares do corpo que a gente tem que disfarçar. Nos acostumamos tanto com a ideia de que disfarçar era algo bom, que hoje quando alguma pessoa não disfarça a gente acha feio – me incluo no meio, porque sou humana e também fui criada nesse mundão de preconceitos, sendo que, às vezes, também me pego falando umas asneiras.

Mas aí que fiquei pensando, a função principal do que chamam de “disfarçar” normalmente é “tentar fazer com que pareça mais magro” e quando apenas não dá a solução é tapar. Isso por si só já um baita problemão, mas fica ainda maior quando uma pessoa – como eu e talvez como você – tem vááááárias partes do corpo que não são bem o exemplo de magreza. E aí, o que fazer? Vestir um saco de batatas? Usar capas para tapar tudo? Montar um guarda-roupa gótico porque preto “disfarça” tudo?! Eu digo uma coisa: SÓ QUE NÃO!

Pensando nisso, fiz essa lista de incentivo, para a gente refletir juntas a origem de nosso desespero e ansiedade por disfarçar tudo que vemos no nosso corpo. Olha só…

 

1. Braços

Não foi 1, nem duas, nem 3 as vezes que ouvi mulheres de todos os pesos reclamando de seus braços. Se é gorda é porque ele é roliço. Se é magra é porque ele é flácido. Se é velha é porque é pelancudo. Resultado: mulheres lindas passando calor com o braço mumificado em mangas 3/4. Veja bem, quem disse que existe apenas 1 tipo de braço bonito? (E se alguém disse, certamente era para te vender algum pacote de academia ou pra te fazer comprar um suplemento para deixar tudo durinho). Já ouvi mulheres dizendo: “escondo meu braço para tirar foto porque pareço mais gorda com ele aparecendo” ou ainda pessoas que apenas se recusam a tirar fotos de lado. Gente, vou contar um segredo: quando o braço encosta no corpo a gordura se espalha para os lados. Agora vou contar uma coisa revolucionária: ACONTECE COM TODO MUNDO! E pensa bem, por que e para que você quer parecer mais magra? Ao vivo as pessoas te veem como você é, então por que na foto você quer parecer outra coisa? Seja você mesma, com braços como eles são. Nenhuma pessoa é igual a outra e o seu braço roliço/flácido/pelancudo/bolado/magro faz parte de você. Você realmente acha que colocar uma manga vai fazer as pessoas te acharem menos gorda, magra ou velha? Não vai. Colocar empecilhos na hora de se vestir pode reduzir muito suas possibilidades e bloquear sua expressão criativa por meio das roupas. Seja livre! Arregace essas mangas e bote os bracinhos de fora!!! E faça um exercício: saia na rua e veja como cada braço de cada pessoa que passa é diferente um do outro. Pronto, se não tem um modelo certo ou errado, por que você acha que o seu é ruim?!

 

2. Joelho gordo

Já ouviu a expressão joelho de porco? Eu já em inúmeros e-mails que recebo de mulheres que não conseguem usar vestidos ou meias-calças com peças curtas por causa daquela gordurinha atrás do joelho. Posso dizer com propriedade sobre esse drama, já que eu mesma o vivi há uns 5 anos. Eu usava vestido com calça ou com meia-calça fio 80 não importa se estivesse frio ou calor. Isso porque eu não conseguia admitir o fato de ter uma bolotinha de gordura na parte interna das pernas e na altura dos joelhos e com o tempo – e os quilos – ainda por cima apareceram estrias! Passei um tempo tentando esconder aquilo. Mas aí chegou um dia que eu pensei: se eu tenho ou não gordura atrás do joelho isso é um problema pra quem? Oi? Só para mim mesma – isso se for um problema né?! Porque a minha gordura não atrapalha a vida de ninguém e eu não preciso que as pessoas achem meu JO-E-LHO bonito para que eu possa viver e ser feliz. Aí resolvi ser feliz e comecei a usar vestidos curtos. Nos primeiros dias, tive a impressão de que estava TODO mundo olhando minhas pernas e me julgando (que pensamento idiota… E se tivessem? E daí? O que eu tenho a ver com o preconceito dos outros?), mas um dia uma colega de trabalho virou pra mim e disse: ai você fica tão bonitinha de vestidinho, parece uma bonequinha. E lembrei que nossas bonecas também tinham ~joelhinho de porco~. Aí cheguei à conclusão: nada como uma referência diferente da sua para fazer você repensar a sua opinião. Depois, tinha uma menina plus size MUITO estilosa que trabalhava na mesma empresa que eu e eu comecei a reparar que ela usava tudo sem medo e eu achava lindo, aí comecei a pensar: e se eu usar e as pessoas também me enxergarem assim e só eu que não?! Tava na hora de mudar. Hoje uso tudo (e uso até nada… heheh) porque aceitei que meu joelho é o meu joelho e ele não precisa parecer o de nenhuma outra pessoa.

 

3. Quadris largos


Gente, só vou lembrar uma coisa: quadril é osso, tá?! Ele pode vir revestido de uma boa camada de gordura, como é o meu caso, mas a formação do seu quadril é uma coisa genética e não tem nada a ver com o fato de você ser gorda ou magra. Eu passei ANOS ouvindo que tinha que disfarçar os quadris largos, para anos depois chegar a Nadia Aboulhosn e a Kim Kardashian e sambarem na cara da sociedade com salto 15 e muito orgulho de suas raízes. Aí tem como você ficar se negando, se escondendo? Não, né! É claro que você está no seu direito de fazer o que quiser da sua vida, mas se você resolver esconder os quadris porque sempre te falaram que isso é preciso e apenas por isso, meu bem… Bota essa bunda no sol sem medo de ser feliz!

 

4. Falta de quadris

Outro grande problema que muuuuitas mulheres passam. Como eu sou o contrário, não posso dizer que senti na pele, mas amigas muito próximas já sofreram muito pelo famoso corpo triângulo invertido. Agora me diz, onde é que está escrito que só um tipo de corpo é bonito? Cadê a referência bíblica dizendo que a mulher só será um ser divino se tiver um corpo ampulheta?! Não tem, não existe! Eu sempre digo que cada corpo tem sua particularidade e, da mesma forma como as popozudas de quadris largos fazem questão de usar calças justas e blusas curtas para acentuá-los (eu inclusive), você de ombros largos também PODE, SIM, usar um blazer com ombreira, por exemplo. E daí que não vai ficar proporcional? E daí que você vai ficar com ombro de jogador de rugby? A moda é cheia dessas de desconstruir os velhos pensamentos e trazer novos olhares, então comece por você mesma!

 

5. Gorduras laterais

Eu tenho e na maioria das roupas está disfarçada. Mas não faço isso por imposição ou porque me disseram que eu não podia ter. Eu uso calças de cintura alta porque além de achar muito mais confortável, elas ainda deixam meus quadris mais bonitos. Na hora de usar um vestido, também coloco calcinhas altas, porque não gosto que a gordurinha atrapalhe o caimento do vestido, deixando o tecido marcado. Mas isso é uma questão minha e só minha. Tanto que na hora de ir para a praia (já falei sobre isso aqui) eu não to nem vendo e taco um biquininho com as gorduras laterais de fora e é isso aí. Quem não gostar que não olhe! Ó, pensa assim: “se você não gosta da forma como eu aparento, o problema é seu e não meu, queridinho(a)”. E essa frase, se usada como um mantra diário, tem a capacidade libertadora de mudar a nossa vida.

 

 

Enfim, como já disse no texto, a decisão sobre o seu corpo deve ser sua e somente sua, mas me deixa triste ver que algumas mulheres já desistiram e se renderam a alguns pensamentos que não fazem o menor sentido. Eu acho que esses 5 lugares do corpo que a gente tem que disfarçar SÓ QUE NÃO! é só pra abrir a cabeça e gerar a discussão (boa tá?), porque afinal quero muito ouvir a opinião de vocês: vocês têm outros lugares que não estão na lista? O que mais incomoda vocês na hora de usar uma roupa? Você já parou para pensar por que você se limita em alguns aspectos? Me contem tudo e vamos abrir esse coração!!!

 

HUA HUA

BJÓN

Chega de Fiu Fiu!

Olá queridas, quando as meninas do Think Olga lançaram a campanha Chega de Fiu Fiu eu acabei perdendo o timing de falar aqui no blog e nunca postei nada sobre. Mas agora vale trazer isso de volta porque é um projeto MUITO importante para nós mulheres, que foi criado para lutar contra o assédio sexual em locais públicos e que está crescendo sempre a favor da segurança da mulher em todas as formas. O nome da campanha vem principalmente daquelas coisas horrorosas que a gente é obrigada a ouvir de alguns homens na rua, nos transportes públicos e em outros lugares. É sobre o que nos deixa com medo de sair de saia na rua. É sobre a falta de respeito nos olhares maliciosos e nas palavras dos famosos “xavequeiros”, que acham que só porque eles são homens e nós somos mulheres, eles têm o direito de expor seus desejos sexuais e têm direito sobre nosso corpo.

Além de todas as pesquisas incríveis que as meninas do Think Olga já realizaram e tantas histórias encorajadoras sobre a violência contra a mulher compartilhadas, agora elas querem fazer um documentário para crescer essa discussão e conseguir chegar com o tema ainda mais longe. A ideia do documentário é filmar assédios com uma micro-câmera espiã presa em um óculos nas ruas do país e criar o documentário Chega de Fiu Fiu para discutir e conscientizar sobre a cantada e os direitos da mulher no espaço público. Me lembrou o caso da americana que foi assediada na rua mais de 100 vezes durante uma gravação de 10 horas e que conseguiu levar o tema a muitas discussões sobre a segurança da mulher e a falta de respeito conosco (assista o vídeo 10 Hours of Walking in NYC as a Woman AQUI)

Para arrecadar dinheiro para esse projeto elas colocaram o projeto no Catarse e o interesse foi tanto que em menos de 24 horas o Chega de Fiu Fiu bateu um recorde e arrecadou 20 mil reais. O objetivo é chegar aos 50 mil para dar conta de toda a produção, então se você quiser ajudar nessa luta contra a violência é só entrar AQUI ir do lado direito do vídeo, clicar em e escolher o valor, a recompensa, preencher os dados e selecionar a forma de pagamento.

Assista o vídeo da Campanha Chega de Fiu Fiu para entender melhor:

Bom, se você não puder ajudar com dinheiro, pode sempre ajudar compartilhando o projeto, já que a quanto mais pessoas chegarem essa ideia, maior é a chance de encontrar patrocinadores.

Enfim, fecho o post com uma das ilustrações do projeto, que vale levar para a vida:

 

Lembre-se que esse tipo de projeto luta para que nós, mulheres, tenhamos a liberdade de sair de casa com a roupa que quisermos, da forma que quisermos e na hora que quisermos, sem que precisemos ter medo ou vergonha de comentários nojentos por aí. Então, ajude como puder, mas ajude 😉

 

Por hoje é isso, se quiserem saber mais os contatos das idealizadoras desse projeto segue abaixo:

Juliana de Faria – olga@thinkolga.com
Fernanda Frazão – contato@fernandafrazao.com
Amanda Kamanchek – amandaklemos@gmail.com
Camila Biau – biau@brodagemfilmes.com.br

 

 

HUA HUA

BJÓN

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