Ideias de looks para gordinhas no inverno: 25 fotos + como montar produções plus size bonitas para os dias frios

Os dias mais frios chegaram e você não sabe como montar looks simples e estilosos no dia a dia? Para nós, gordas, nem sempre é tão fácil encontrar peças que tenham personalidade e vistam bem, mas com os truques certos é possível conseguir produções modernas e quentinhas para essa temporada, até mesmo reaproveitando o que você já tem aí no armário. Duvida? Então confira as nossas dicas e garanta um visual cheio de atitude mesmo em baixas temperaturas!

Reaproveite os vestidos e saias do verão nos seus looks do inverno

Quem foi que disse que seus vestidos queridinhos do verão precisam ser esquecidos no inverno? Combinados às peças certas, como meias-calças, jaquetas e botinhas, eles são perfeitos para as produções dos dias mais frios, além de deixar os looks do dia, que costumam ser mais sóbrios nesse período, descontraídos e coloridos. Então já sabe, dê uma olhada aí no seu armário e pense em como as peças que você já tem podem ser reaproveitadas nessa estação. Bora economizar, né, mores?

Se jogue na moda do jeans oversized e abuse das jaquetas nesse inverno

Nas ultimas temporadas as versões “grandonas” das jaquetas jeans ganharam as ruas e são perfeitas para compor looks moderninhos e descolados nos dias frios. Combine a peça com leggings, blusões, tricôs ou o que mais quiser. Ah! E ela serve tanto para ocasiões mais informais, como um dia no escritório, até um happy our com os amigos no bar. Para completar a produção, um coturno ou bota de cano médio – outra trendy para investir em 2017.

O combo legging + maxitricô é estiloso e quentinho para os dias frios

Para as mulheres que possuem curvas mais destacadas, a tendência de peças em versão maxi é ideal, afinal, quem não curte conforto e praticidade no look do dia? Durante o inverno, o maxitricô, por exemplo, é perfeito para te manter quentinha e estilosa. Combine com uma camisa jeans por baixo, deixando a gola e barra inferior aparecendo, ou coloque uma jaqueta jeans ou de couro por cima do casaquinho. Na parte de baixo, a legging é ideal, criando um contraste interessante com a parte de cima mais larga.

Gostou das dicas? Então agora é só investir nas peças certas e garantir looks estiloso e modernos nos dias mais frios!

Quanto mede seu quadril, cintura e coxas?Descubra a importância de saber as medidas e como fazer da forma correta

Você já parou para pensar que saber as medidas do seu corpo é superimportante? Muitas vezes nos prendemos ao número que vestimos sem nos dar conta que seria bem mais fácil se soubéssemos o tamanho exato de determinada região, afinal de contas podemos vestir 48 em uma loja e até 54 em outra. Quando se trata de calças, shorts e saias, saber suas medidas faz toda diferença na hora de escolher a peça para que sua compra seja eficiente – ainda mais pela internet – e você fique totalmente confortável. Então se liga aqui!

Por que é importante saber as medidas?

Medir o quadril, a perna e a cintura é muito importante para comprar peças de baixo
Infelizmente, ainda é bastante difícil encontrar lojas físicas de moda plus size. E é por isso que nós corremos para sites com peças destinadas aos nossos corpos, como a Chica Bolacha e a Posthaus, por exemplo. Mas é aí que bate aquele medo de comprar errado, que a peça fique apertada ou larga demais.

Aprenda como medir os centímetros das suas coxas, quadril e cintura!

Para te ajudar a determinar de maneira mais precisa as medidas do seu quadril, é importante seguir alguns passos:

1) Fique em frente a um espelho que mostre o seu corpo inteiro. Assim, você terá certeza que está medindo todas as partes de forma certinha;
2) Fique sem roupa! O tecido pode atrapalhar na hora de envolver a fita métrica em volta do corpo. Ah, aproveite o momento para se admirar e amar ainda mais;
3) Coloque seus pés juntinhos, já que deixá-los separados pode interferir na hora de tirar a medida do quadril;
4) Encontre o ponto mais largo do quadril, da cintura e das coxas. Isso vai garantir que não haverá nenhum erro na medição;
5) Pegue sua fita métrica e a enrole, bem justinha, mas não apertada, em volta de cada região;
6) Por fim, é só marcar o número e anotar o resultado 😉

Agora vai ficar mais fácil comprar suas roupas, né?

Dobrinhas: como cuidar, dicas de produtos para passar na pele + aprenda a evitar assaduras

Cuidar de cada parte do corpo é essencial para manter a beleza desse mulherão que você é, né meu bem? E isso também pode se refletir em sua saúde e bem-estar, já que alguns cuidados previnem problemas mais sérios e certos desconfortos. É o caso das dobras cutâneas, também conhecidas como nossas amadas dobrinhas. Por isso, veja algumas dicas abaixo de como manter a região longe de assaduras e os produtos indicados para usar!

A hora do banho é essencial nos cuidados com as dobrinhas

O momento de tomar banho é relaxante e é nessa hora que mais cuidamos de cada parte do nosso corpo. Com as dobrinhas não é diferente, já que elas devem ser lavadas com um sabonete líquido, hidratante e bem gostosinho. Não se esqueça que a região deve estar bem seca, já que a umidade pode trazer alguns desconfortos e problemas de pele futuros.

Os produtos pós-banho não devem ser descartados

O uso de óleos e cremes corporais tem o papel de finalizar os cuidados da higiene local. Além do cheirinho ótimo para o corpo, eles te dão a oportunidade de se conhecer ainda mais enquanto os passa, sabe, se tocar! Aplicá-los também nas dobrinhas evita o atrito da pele e previne as temidas assaduras, que deixam a região machucada, áspera e dolorida. Só bons motivos para usar os produtos, não é mesmo?

 


♥ LEIA TAMBÉM: PRODUTOS PARA EVITAR AS ASSADURAS ♥


 

 

A dica da sua avó ainda é valiosa para cuidar das dobrinhas

Sabe quando você abraça a sua avó e sente aquele cheirinho gostoso e perfumado? Provavelmente é porque ela está usando talco por baixo das roupas! O produto evita o atrito da pele com ela mesma e também com as roupas, prevenindo qualquer machucado e desconforto durante os dias mais quentes. Passe o pó por entre as dobrinhas e aproveite o resultado que essa ótima dica traz! 🙂

 


LEIA TAMBÉM: 11 MODELOS DE SHORT PARA EVITAR ASSADURA ENTRE COXAS ♥ 


 

Se mesmo tomando esses cuidados você sentir qualquer tipo de desconforto na região, procure uma dermatologista para te auxiliar e indicar o melhor tratamento 😀

Meia-calça para gorda: onde comprar e dicas de como montar looks plus size incríveis com a peça

Meia-calça plus size existe? A peça é quase que uma unanimidade nos looks com a chegada do inverno. A versão preta é a mais famosa, mas garantimos que dá para fazer combinações incríveis com as coloridas, estampadas e com a meia arrastão, a queridinha do momento!

A gente sabe que ainda rola uma dificuldade para encontrar tamanhos plus size da peça, porém, algumas lojas populares já conseguem atender mulheres de numeração até o 56. Para te dar dicas de como montar produções com o item, contamos com a ajuda da consultora de estilo Aline Massa. Olha só!

Gorda de meia-calça, sim! A moda é para todas! 

Provavelmente, você já deve ter lido em algum veículo de moda que a meia-calça não fica bem em mulheres gordas. Estamos aqui para provar justamente ao contrário, né mores? Aline parte do princípio que todo mundo pode usar o que quiser, o importante é se sentir bem! “A meia-calça está liberada para todas! Quanto maior o número do fio, mais grossa e mais quentinha é a peça. Para lugares com invernos mais leves, a fio 40 é uma ótima opção”, afirma a consultora.

Para quem tem pernas muito grossas pode rolar o imprevisto da meia-calça desfiar com o atrito das coxas. Nesse caso, o legal é investir nas versões mais espessas (fio 60, por exemplo) para evitar o problema.

Sou gorda e quero começar a usar meia-calça; qual o melhor look? 

Se você ainda não está acostumada com a peça, algumas combinações são certeiras! “Acho a meia-calça um item muito versátil, que leva facilmente os looks do verão para o inverno. Com vestidos e saias não tem erro! Sabe aquele short soltinho nas pernas? Também fica bem legal. E sempre dá para usar por baixo da calça jeans rasgada, deixando a meia aparecer como um detalhe de estilo!”, diz Aline.

Dicas de looks com meia-calça para gordas baixas e altas 

Já adiantamos que não existem regras e nem limitações! Mas se você é uma gorda baixinha e não quer aparentar ser mais pequenina, Aline dá algumas dicas de como usar a meia-calça a seu favor. “Em geral, meias opacas e neutras diminuem visualmente pernas e quadris, mas isso não precisa limitar ninguém! Pra quem quer parecer mais alta (baixinhas ou não!), o grande truque é combinar a cor da meia com o sapato e a parte de baixo do look!”, explica a profissional.


E nada de pensar que essa dica vale a apenas para a meia-calça preta. A consultora garante que a peça na cor vermelha, por exemplo, com o sapato da mesma cor ou vinho fica lindo! “Looks monocromáticos têm essa vantagem!”, acrescenta Aline.

As gordas altas podem seguir a mesma linha. O look todo de uma cor dá a impressão de alguns centímetros a mais e os que tem quebra de cores encurtam a silhueta. ”Mas vale frisar que as informações da moda têm que ser usadas ao nosso favor para manipular mensagens, nunca limitar! Se você ama alguma combinação, se joga!”, pontua a consultora.

Meia arrastão em perna grossa? Pode apostar! 

A meia arrastão começou a bombar no verão, mas a peça continua reinando no inverno e dá para usá-la tranquilamente em dias de temperaturas mais amenas. E nada de achar que sua perna é muito grossa, hein? Para de neura e teste com looks que você se sinta confortável e, claro, que tenham a ver com o seu estilo. “Você pode pensar na arrastão como uma meia-calça normal, mas com um plus de ter textura, o que deixa o look mais interessante. Quanto menor o espaço da trama, mais discreta ela é!”, afirma Aline.

Ainda não sabe como investir na peça? Aline mostra que não tem mistério para combinar esse tipo de meia-calça com roupas que você, com certeza, já deve ter no seu guarda-roupa. “Gosto muito da meia arrastão por baixo de calças rasgadas ou com a barra mais curtinha, aparecendo de leve. Também fica linda com looks mais despojados, fazendo um contraponto com o estilo mais sexy da meia”, explica a consultora, dando exemplo de itens como jaqueta jeans ou esportiva, camisa de botão oversized e tênis.

Onde comprar meia-calça para gorda em tamanhos grandes, plus size? 

O Clube da Meia-Calça já é conhecido pela disponibilidade de tamanhos plus size, mas separamos outras lojas para você! Confira abaixo:

Look com tênis: como usar de um jeito legal?

Olá queridas! Esses dias recebi uma dúvida de uma leitora: “como usar tênis de um jeito fashion? Quando eu coloco tenho a impressão de que estou desleixada, me ajuda?“. Pois bem, reuni algumas dicas basiquinhas, para facilitar sua vida na frente do espelho e ficar fashion com MUITO conforto. Vamos aproveitar essa onda de conforto nos pés, né non?

Look com tênis: como usar de um jeito legal?

A princípio, escolha um tênis fashion

Se você não está acostumada a combinar look com tênis, comece escolhendo um modelo de tênis que tenha mais afinidade com a moda. Esses que têm solado reto, como Keds, All Star, Adidas Star, etc, são ótimas opções! O tênis de academia também pode ficar legal em um look mais street, mas deixe para combiná-lo quando você já estiver mais íntima do estilo.

Uma andorinha não faz verão.

O tênis sozinho não fará milagres pelo seu visual, então combine com outras peças que tenham alguma pegada fashion também.

Sobreposições deixam qualquer look mais legal.

Seja uma blusinha por cima de outra de gola (como no meu look abaixo) ou um colete por cima de uma regata ou vestido e até um casacão longo com uma roupa de alfaiataria e um tênis para quebrar a seriedade. Aposte nas sobreposições!

Não leve seu look tão a sério!

O tênis, além do conforto, também vem com a proposta de deixar seu visual mais casual. Então não tem problema nenhum se você colocar o tênis com peças que teoricamente pediriam uma sandália ou mocassim, como vestidinhos, saias tulipa e roupas sociais.

Fique atenta ao comprimento da calça!

A gente sempre defende aqui que temos que usar o que bem temos vontade como quisermos e isso é super válido. Mas alguns truques realmente deixam o look mais fashion. É o caso da barra da calça dobrada deixando um pedacinho do tornozelo à mostra. Além de definir bem os limites das peças que você está usando, também dá mais destaque para o tênis, deixando claro que você está usando um look com tênis propositalmente – e não só porque não aguentou ficar no salto. A calça da barra caindo por cima do tênis pode dar uma impressão de desleixo mesmo.

O básico não tem problema algum e pode ser fashion, sim! 

Você não precisa ser a Costanza Pascolato para usar um look com tênis de jeito legal. As vezes uma roupa básica pode ser mais fashion que muito look elaborado. Pense em todos os elementos do seu look, combine cores, invista em acessórios, um make legal e ATITUDE. Você pode estar vestindo a roupa mais básica do mundo, mas se tiver atitude e colocar sua personalidade em detalhes ela fica muiiiito estilosa!

 

Look com tênis: o básico pode ser fashion, sim! 


 


ONDE ENCONTRAR AS PEÇAS

Cardigã > Caedu

Blusa jeans plus size > Caedu

Calça preta plus size > Caedu

Tênis > Keds

Choker de corações > Fricote Acessórios

Corrente comprida > Fricote Acessórios

Anéis para dedo gordo > Fricote Acessórios


 

 

Bom, gatonas, é isso. Me contem aqui nos comentários como vocês usam look com tênis e quais são suas dicas.

 

 

HUA HUA

BJÓN

A única pergunta que você precisa se fazer antes de querer mudar seu corpo | Bernardo Fala

Nenhuma decisão é óbvia. Nenhuma. Decidir algo é como colapsar todas as oportunidades, possibilidades, variações em um só veredito. É abrir mão de toda uma infinidade de trajetos para caminhar de uma única forma. Claro que, como humanos, precisamos fazer isso diariamente. Ainda não desenvolvemos a habilidade de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo nem nos desdobrarmos em versões diferentes de nós mesmos. Mas então, se nenhuma decisão é óbvia, por que algumas delas nos parecem tão claras e evidentes, como se elas já estivessem decididas antes mesmo da gente sequer pensar sobre aquilo? A resposta é simples: porque elas realmente já estavam decididas.

Não se assuste. Não estou aqui tentando te levar para uma área matrix-harebô da internet, nem dizer que seu destino já está traçado sem você saber. Se existe alguém que toma decisões por você, esse alguém é um ser muito menos cósmico, muito mais de carne e osso, como eu ou você.

Compre isso, coma aquilo, seja assim, pareça assado, não faça aquele, tenha esse. Do alto de nossa ilusão individualista, costumamos achar que somos seres inteligentes e independentes. Pessoas de pensamento forte, que nunca nos deixaríamos ser influenciados por toda a enorme onda de obrigações implícitas e “sugestões amigáveis” que nos rondam. A verdade, queridx leitorx, é que nem a pessoa mais inteligente do mundo está imune a algo que não só nos domina, mas também é reforçada por nós mesmos: a cultura em que vivemos.

Não se engane, você é um produto do lugar que você nasceu, da família que você conviveu, dos programas que viu, dos livros que leu. Aquele episódio descompromissado da sua série favorita não era só uma forma boba de te manter entretido, mas também um ação de reforço dessa cultura. Não porque é uma forma maligna e conspiratória para não te fazer perceber nada além daquilo (mesmo que algumas vezes, pareça exatamente isso), mas porque a cultura se constrói sobre ela mesma, e está sempre se autoreferenciando.

Pensa só: tudo que você é hoje, é resultado de toda a sua história. Todos os seus sentimentos, seus desejos, seus pensamentos, tudo, é parte e foi formado pelas suas experiências. E se toda essa história se passou dentro de uma única forma de ver o mundo, é muito provável que você só conheça essa maneira de viver, e vai encontrar na sua vida diversos argumentos para reforçar essa forma como “certa”.

A chave é tentar perceber que nossa história nem sempre (quase nunca) é algo natural e expontâneo. Toda a cultura a qual você foi exposto a vida inteira, foi moldada a partir de determinados pensamentos, padrões, crenças, as quais você, mesmo que não se identifique internamente, entende que são normais. Essa condição humana, de se formar a partir da cultura, é ruim? Não! Isso tudo seria maravilhoso se a gente fosse exposto a pensamentos, pessoas e histórias diversas, mostrando a riqueza da vida humana. Só que eu sei e você sabe que não é bem assim.

Ver os mesmos padrões e as mesmas formas de viver o tempo todo retratado em tudo quanto é lugar, uma hora nos leva a acreditar que aquela é a única forma de viver. E como já nascemos imersos nessa cultura, muitas vezes é impossível perceber que tem algo fora dela. Sabe aquela história de que o peixinho nunca reconhece o aquário em que ele está preso, e pra ele, aquele aquário é o oceano?

“Ah, Bernardo. Mas eu posso estar dentro da minha cultura mas buscar conhecer coisas fora dela né. Não é só porque as pessoas a minha volta pensam de uma forma que eu vou pensar também”.

Não estou dizendo que você não tem seus pensamentos próprios. Mas a cultura nos forma até nas questões mais sutis. Para provar isso, vamos fazer um exercício que encontrei um dia na internet e que acredito ser ideal para usarmos nesse momento.

“Pai e filho sofrem um acidente terrível de carro. Alguém chama a ambulância, mas o pai não resiste e morre no local. O filho é socorrido e levado ao hospital às pressas. Ao chegar no hospital, a pessoa mais competente do centro cirúrgico vê o menino e diz: ‘Não posso operar esse menino! Ele é meu filho!’.”

Isso quer dizer que na verdade a criança era filha da um casal gay? Ou não era o mesmo pai que estava no acidente e no hospital? Lendo rápido, essa história parece não fazer sentido algum!

Aqui entra a formação sutil da cultura. Nosso cérebro é tão acostumado a pensar de uma determinada forma, que muitas pessoas demoram a perceber que a “pessoa mais competente do centro cirúrgico” era a mãe do menino. Afinal, não é muito comum colocarmos mulheres na posição de “pessoas competentes” no imaginário popular. E logo você, que entende conscientemente que mulheres são seres tão capazes quanto homens, acabou caindo nessa armadilha do seu cérebro. O nome disso é cultura. Percebe agora como nem você está imune?

Se depois de tanta discussão de gênero e da sociedade ainda estar debatendo o papel da mulher, ainda não conseguimos desligar totalmente a área de nosso cérebro que correlaciona “posições de destaque” com figuras masculinas, imagina outras áreas que tomamos como normais e que pouco se debatem hoje em dia, como por exemplo, o nosso corpo.

Vivemos em uma sociedade gordofóbica. Uma sociedade que ama o corpo magro, acima de tudo. Que diz que todas as pessoas precisam ser magras, independente se esse não seja seu biotipo, ou se você precisa fazer uma dieta absurda para alcançá-la. Não interessa o que você vai fazer, contanto que você emagreça.

Querer emagrecer é uma vontade tão comum que parece inata. Todo mundo quer sempre perder um quilinho ou dois. Ninguém está satisfeito. Qualquer oportunidade que aparece, qualquer tratamento novo, ganha rapidamente uma fila infinita de seguidores. Não estamos preocupados com saúde (mesmo que esse seja um argumento que usamos para tentar validar essa vontade), estamos preocupados em ser aquilo que a sociedade nos diz que é certo. Fazemos tudo tão no automático que nunca nem paramos um segundo para pensar: “opa, pera aí, por que eu tenho que emagrecer?”, “Por que só pessoas magras são consideradas bonitas?” ou pior, “Por que eu me olho no espelho e me acho horrível?”.

Não paramos pra pensar porque emagrecer é uma daquelas decisões óbvias. Daquelas que não paramos pra decidir. Que já foram decididas por nós. Devemos ser nós mesmos, contanto que sejamos todos com corpo magro.

Podemos ficar parágrafos e mais parágrafos debatendo sobre a relação equivocada entre ser magro e ser saudável, sobre padrão de beleza, sobre a infelicidade ser necessidade básica para o consumo… mas depois de todas essas palavras, me contento em trazer a pergunta que prometi no título desse texto. Então, da próxima vez que você encontrar uma decisão dessas que parecem óbvias, como emagrecer, por exemplo, encontre um lugar tranquilo, respire fundo e se faça a seguinte pergunta:

“O que eu quero quando eu quero isso?”

Desculpe queridx leitorx. Agora que você sabe qual é a pergunta, talvez tenha notado que eu te enganei um pouco. Essa pergunta, sem dúvida, não vem sozinha. É como entrar no buraco da Alice e perceber tudo aquilo que está escondido atrás das decisões rápidas que tomamos. Essa é uma pergunta que convida mais a uma reflexão do que a uma resposta rápida, e pode sim, te levar a cada vez mais perguntas.

No entanto, não se assuste. Pode ser que uma pergunta dessas te salve de um processo que é muito comum quando escolhemos decisões óbvias: entrar em um ciclo de busca de alguma coisa que te sacie, sem nunca encontrar nada.

Mulherão da porra: a linha tênue entre autoestima e arrogância + como se sentir maravilhosa

Mulherão da porra! Olha o lacre! Abaixa que é tiro! Pisa menos! Com certeza você já deve ter visto algumas dessas expressões em legendas de fotos no Instagram. Quando você se depara com esse tipo de postagem, qual é o seu primeiro pensamento? Vamos combinar que autoestima, empoderamento e todas essas questões que envolvem o feminismo ainda estão engatinhando. Por isso, o ato de se amar pode ser facilmente confundido com arrogância. Mas será mesmo que existe uma linha tênue entre as duas palavras? Vamos analisar isso juntas!

A expressão “mulherão da porra” encosta na linha tênue entre autoestima e arrogância: vamos entender a diferença? 

Para entender qual é a principal diferença entre essas duas palavras, vamos procurar no dicionário. No dicionário, autoestima é “característica da pessoa que se valoriza, estando satisfeita com sua maneira de ser, com sua forma de pensar ou com sua aparência física”. Já arrogância é ”prepotência; atitude de quem se sente superior aos demais”.

Partindo dessas duas definições, já dá para ver que são completamente diferentes, certo? Ter autoestima alta não significa ser arrogante, já que o objetivo não é se sentir superior e, sim, saber valorizar a própria imagem e se amar do jeitinho que você é. E não existe nenhuma fórmula mágica: é um processo gradativo e você precisa estar disposta a se conhecer e respeitar o seu corpo acima de tudo.

Seja livre para se empoderar aonde quiser! 

Já percebeu como você lida com a autoestima boa de uma amiga ou até de uma mulher que você admira na internet? Vale a reflexão! Se sentir bem e estar feliz com a própria aparência é tão libertador que é normal querer exibir essa tão sonhada conquista pelas redes sociais. Você é um mulherão da porra e pode se empoderar aonde quiser!

E é sempre bom lembrar que o empoderamento também é uma forma de ajudar outras mulheres a se conscientizarem de que todas nós somos dignas de respeito, independentemente da aparência. Ser gorda não é uma ofensa e o corpo gordo é tão lindo como qualquer outro. Se você ainda tem dificuldades de autoaceitação, procure seguir mulheres que te inspiram e que tenham características parecidas com as suas.

Se liga no bate-papo sobre o assunto com Alexandrismos e Raquel_Brandao 

Antes mesmo de escrever essa matéria, eu a minha amiga Raquel Brandão (@raquel_brandao, segue lá) já tínhamos conversado sobre o assunto em um vídeo no meu canal Alexandrismos. Além de falarmos sobre autoestima e arrogância, abordamos a questão de como os likes no Instagram podem afetar diretamente nosso amor-próprio/autoestima e como ter uma rede de apoio é importante para o processo de empoderamento.

Empoderamento também é resistência! 

Não há o menor problema em se amar e querer mostrar para o mundo que você tem, sim, uma autoestima boa. Já não é nenhuma novidade que nós, mulheres, sofremos pressão estética desde que nos entendemos por gente.  Sendo assim, você externar que está tudo bem com sua aparência pode causar um certo estranhamento. Principalmente quando se trata de mulheres gordas nessa sociedade gordofóbica, né?

Mas é aquela coisa: se empoderar também é resistir! Gorda ou magra, a sua aparência é apenas uma parcela do que você é. Como diz a música “Triste, louca ou má”, da banda Francisco El Hombre: sua carne não te define, você é seu próprio lar!

E aí, bora ser um mulherão da porra hoje e sempre?

Gorda de cabelo vermelho: colorista ensina como pintar e cuidar da cor + fotos de ruivas lindas para inspirar!

Tem muita gente querendo ficar ruiva, mas não sabe por onde nem como começar. Tem que descolorir? Como faz para cuidar da cor para que ela não desbote rápido? E depois, retoca de quanto em quanto tempo? Conversamos com a colorista Rê Maldonado, do Rio de Janeiro, que explicou tudinho pra gente. Ah! E para te inspirar na decisão se liga nas fotos de gordas maravilhosas com cabelo vermelho!

Qual é a primeira coisa que eu preciso saber antes de ficar ruiva? 

Segundo Rê, além de atitude é necessário ter noção de que é preciso cuidar da saúde antes e depois de mudar a cor do cabelo. “Quanto mais aberto (vibrante) o ruivo, mais descolorido o cabelo será. Por isso, prepare-se para cortar um ou dois dedinhos do comprimento logo depois, pois há chance das madeixas ‘queimarem’”, comenta.

Também é necessário saber que ter um cabelo vermelho é se comprometer com cuidados especiais para que a cor não desbote, mudar hábitos e retocar, com frequência, a coloração, seja no salão ou em casa.

Posso ficar ruiva mesmo se eu tiver cabelo cacheado ou afro? 

Sim! Mas se liga: busque sempre um profissional especializado no seu tipo de cabelo. “Coloração e descoloração são serviços que envolvem química, por isso é preciso muita expertise para que o cacho não perca sua forma”, explica.

Como fazer a cor do cabelo vermelho durar mais tempo? 

Rê dá algumas dicas para você evitar o desbotamento precoce da cor e aumentar o tempo de retoque no salão. Olha só:

Não lavar o cabelo todos os dias, pois a água é o principal agente que auxilia no desbotamento. Se os fios estiverem oleosos, use shampoo seco;

– Se for se expor ao sol, use produtos com proteção solar capilar;

– Antes de usar chapinha, secador ou babyliss, use sempre protetor térmico;

– Fazer no salão ou em casa, a 15 dias (ou 7 a 10 lavagens), um banho de brilho pra reviver a cor que fica sempre mais opaca;

– Alternar uso das técnicas de low poo e no poo pra manter mais tempo a cor porque o shampoo abre as cutículas e sai a cor; logo, o co-wash (lavar os fios apenas com um condicionador limpante, sem agentes alcalinos, que desbotam) é menos agressivo e prolonga o tempo de retoque;

– Lave apenas com shampoo liberado pra low poo no dia de retoques;

– Siga um cronograma capilar de tratamentos para manter a cutícula selada por mais tempo.

E qual o cronograma capilar ideal para cabelos coloridos? 

O tratamento é ideal para repor a massa perdida no processo químico. “Eu sempre indico pras minhas clientes um cronograma intenso alternando máscaras de nutrição e umectação com óleos (essa, apenas uma vez por semana)”, ensina. “Para potencializar os resultados, faça hidratação a cada 15 dias com carga de queratina e continue nesse processo alternado por até dois meses, quando sentir que o cabelo está mais macio e saudável”, explica.

Qual a dica para as gordas que estão com medo de se expressar através do cabelo vermelho? 

“Nunca faça nada que não se sinta segura, pois para fazer uma mudança de visual você precisa ter certeza! Mas se quer muito e ainda se sente insegura, tente aplicativos pra ver qual tom ou cor mais combina contigo, pergunte opinião de pessoas que confie, mas não desista”, incentiva, afirmando que o essencial é pesquisar um bom colorista.

“No mais, respeite os seus limites, mas ouse sem se preocupar com a opinião alheia, se expresse como se sentir melhor que eu garanto que vai se sentir maravilhosa”, finaliza.

 

Tem coragem de pintar em casa? Ju Romano te mostra o passo a passo! 

 

E aí, tá com vontade de ficar ruiva agora, miga?

Serviço:
Rê Maldonado é colorimetrista, barbeira e cabeleireira especialista em cabelo afro. Formada pelo Instituto L’Oréal Paris.
Contatos:
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Gorda tatuada: youtuber Jéssica Lopes conta sua história com tatuagens; veja fotos e inspire-se para fazer a sua!

A youtuber Jéssica Lopes, do canal Femme Fatale by Jeh no Youtube, é conhecida por seus vídeos sobre maquiagem, vlogs e seu gosto apurado por cerveja – ela entende muuuito! Mas uma coisa que chama atenção na gaúcha são suas tatuagens, que já somam mais de 50 artes espalhadas pelo corpo. Conversamos com ela para saber sua história com as tattoos e as dicas para as gordas que estão a fim de fazer também. Se liga!

Desde quando você começou a fazer tatuagem? Hoje você tem quantas? 

Comecei aos 18 anos! Fiz um lacinho nas costas. Hoje, confesso que não sei quantas tenho haha! Já perdi a conta! Mas contei até o número 50 e isso já tem um tempinho…

O que a tatuagem significa para você? 

Significa expressão. Eu me expresso através das minhas tatuagens. Seja momentos, gostos, coisas marcantes ou nem tanto, mas com certeza elas traduzem muito do que sou.

Alguma vez o fato de ser gorda e tatuada te colocou em situação de preconceito/fetiche etc? 

Fetiche talvez.. Acho que o combo gorda+tatuagem+ruiva seja fetiche de alguns, entretanto, nunca fiquei em nenhuma situação constrangedora por causa disso. Fora isso, alguns olhares tortos por onde passo sempre tem.

Qual sua tattoos favorita? E você ainda pretende fazer mais? 

Olha, a minha favorita, apesar de muito difícil, é meu céu no braço! E sim, com certeza quero fazer mais, enquanto houver espaço haha!

Qual o local que você não tatuou ainda por medo de dor? 

Por enquanto, estou ensaiando tatuar o joelho. Tatuagem em um geral DÓI, não tem muito o que escapar. E quem realmente curte, vai lá e enfrenta. Uma hora sai a minha tattoo do joelho haha!

Qual a dica você dá para quem tá louca para ser uma gorda tatuada? 

Minha dica sempre é: procure um bom profissional! O barato muitas vezes sai caro e corrigir uma tattoo mal feita custará mais dinheiros e também vai render frustração e dor de cabeça. Conheça o profissional que tu vai escolher, procure recomendações, converse com quem já fez, veja fotos das tattoos!

 

O padrão de beleza tóxico também está no plus size | Bernardo Fala

Se você acompanha o meio plus size, deve ter visto o post que a modelo Mayara Russi fez recentemente no Facebook. No relato, Mayara conta estar fazendo dieta para tentar chegar ao número 46. O motivo: mesmo sendo uma modelo bastante reconhecida no meio plus size e vestindo número 52, não consegue tanto trabalho quanto suas amigas mais magras.

Que um padrão de beleza existe na moda “regular”, a gente já sabe. Todo dia, modelos são obrigadas a emagrecer e atingir corpos cada vez mais irreais para desfilar nas maiores passarelas do mundo. A mensagem para a população é clara: só a magreza é bonita. Roupas são feitas para corpos magros. Quanto mais gorda, menos você se encaixa, menos opções você tem. Até o momento que você chega ali nos 42 e se torna praticamente invisível.

O mercado plus size, supostamente, teria nascido como resposta a essa exclusão: marcas que começam a suprir uma demanda de roupas para pessoas que não querem passar a vida inteira se odiando ou buscando um corpo que não é o seu. O problema é que, tanto as marcas “regulares” quanto as marcas plus size, convivem dentro do mesma cultura, dentro do mesmo padrão de beleza, e acabam se deixando influenciar por ele, por diversos motivos. Com isso, mesmo com toda a proposta de vestir pessoas que ultrapassam o número 46, é ainda comum vermos marcas que reproduzem a pressão estética da magreza até dentro das grades maiores, excluindo modelos que não sejam “quase magros” – ou tenham características de corpos magros como cintura fina e barriga chapada.

Sem perceber o tamanho da hipocrisia, essas marcas fazem corpos gordos serem constantemente apagados, invisibilizados, dando lugar exclusivamente àqueles que podemos chamar de “fora do padrão de beleza porém esteticamente aceitável”, pessoas que ultrapassam a grade “regular”, mas que também não são vistas como gordas pela sociedade.

E por que isso acontece? Porque o corpo gordo ainda é visto por grande parte da população como algo a ser escondido, excluído, e pior, combatido. Por visão estratégica, muitas marcas não querem enfiar o dedo nesse vespeiro. Querem aproveitar o mercado sem entrar de cabeça na briga do body positive. Querem explorar o setor aquecido plus size sem realmente exaltar um corpo que ainda não é visto com bons olhos pela sociedade. No final das contas, não estão interessadas em fazer grandes mudanças de cultura, ou de usar seu poder para incluir cada vez mais pessoas na moda e fazê-las se sentirem bonitas ou felizes. Essas marcas só estão interessadas no seu bolso. 

[blockquote author=”” ]”Não adianta ser body positive só quem com a sociedade já acha bonitinho ou aceitável. Ser body positive é exaltar o corpo em todas as suas formas”[/blockquote]

Não adianta ser body positive só quem com a sociedade já acha bonitinho ou aceitável. Ser body positive é exaltar o corpo em todas as suas formas. É bater de frente com a ditadura da magreza e dizer que todo corpo é bonito sim. Que todo mundo merece respeito e o direito de se sentir bem vestindo o que gosta. E não adianta dizer que “é só uma roupa”. Dar o direito de uma pessoa se sentir bem com o corpo que tem é muito mais que “só uma roupa”. É sair dessa posição de marca que só “aproveita uma demanda”, pra entrar na visão do negócio que trabalha em prol da sociedade e da construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Não adianta tentar fugir: vender é um ato político, consumir é um ato político.<

Toda vez que você compra algo, não adquire só um produto ou um serviço. Você diz para a sociedade que você quer ver mais daquilo no mundo. Que você concorda com aquela empresa e que você acha que ela deve ser um modelo a ser seguido. Por isso, da próxima vez que você encontrar mais uma dessas marcas fazendo “coleção plus size” sem colocar ninguém gordo nas fotos, lembre-se disso. Pra ela, você, pessoa gorda, continua sendo feia. Mas uma feia com dinheiro.


Compre de quem te exalta, não de quem te explora. Assim, não só pessoas gordas vão ter cada vez mais espaço na mídia, na moda e no imaginário das pessoas. Mas também, vão ter o direito de serem tratadas como qualquer outra pessoa. Pessoas como a Mayara não vão precisar modificar seu corpo para conseguir trabalho. Pessoas como você, pessoa gorda, que vai poder ser ainda mais feliz com seu corpo, tendo a certeza de que você, independente do seu tamanho, também é linda e merece ser representada.

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