Gordofobia para iniciantes:como saber se eu sofro preconceito?

“Nossa, nunca tinha ouvido falar sobre gordofobia! O que é isso? Pessoas gordas também constituem uma minoria? Mas o que gordos querem?”

Calma.

Se você nunca ouviu falar sobre gordofobia ou se você só viu alguma coisa desconexa por aí, nunca se aprofundou ou tem algumas concepções erradas sobre o assunto (tipo agora vai ser obrigatório ser gordo???), essa série de textos é para você.

Nos próximos 5 artigos que escreverei para esse site, você vai aprender de forma resumida o que é a luta antgordofobia, pra que ela serve, o que ela quer e como você pode fazer parte. Segura na minha mão e vamos lá!

Parte 1 de 5: Gordofobia não é igual a pressão estética

Você deve perceber por aí que existe um tipo de corpo, aparência, cor de pele, cabelo, tamanho, formato, que é visto como “bonito”, deixando para todos os outros corpos a classificação de “feios”, “exóticos”, “estranhos” etc. Mesmo que todos nós tenhamos um gosto um pouco diferente um dos outros, não dá para não reconhecer que há um corpo específico que sempre vai ser valorizado, seja nas relações sociais, seja na mídia. A gente chama isso de “padrão de beleza”, um conjunto de características que definem a forma como você deveria aparentar para ser considerado bonito e desfrutar de um enorme leque de privilégios sociais.

Diariamente, somos bombardeados pela mídia com esses corpos “perfeitos”, pessoas que são reconhecidas pela sua beleza e que representam a casta “bem-sucedida” da sociedade. Você, pessoa que provavelmente não está dentro desse padrão, acaba se sentindo mal por isso, e começa a fazer o que qualquer pessoa faz dentro de um sistema capitalista: consumir. Compra uma assinatura de revista digital que dá dicas de beleza, adquire vários produtos que prometem te deixar linda, se matricula na academia e mais um monte de outras ações que fazem a roda do mercado girar.

Todo esse sistema só precisa de uma coisa pra existir: a sua infelicidade. Muito provavelmente, nem com todos os produtos e serviços do mundo, você vai se tornar aquela pessoa da revista, e o segredo é exatamente esse. Você vai ser pressionada pra sempre fazer essa roda girar, se achando feia, “fora do peso” e tudo aquilo que você ouve por aí e provavelmente fala dos outros e de si mesma. O nome disso é pressão estética.

Perceba que, para falar de pressão estética, vou me direcionar principalmente às mulheres. Isso não quer dizer que homens também não sofram desta pressão – principalmente aqueles que não se identificam com os estereótipos masculinos, como pessoas LGBTs e afins – mas sem dúvida nenhuma, mulheres sofrem em uma escala muito maior que homens nesse quesito.

Dentro da pressão estética, vão falar do seu corpo. Vão dizer que ele é maior do que deveria. Vão te chamar de gorda. Vão dizer que “toda mulher está sempre 3 quilos acima do ideal”. Isso tudo é perverso, doloroso e pode acarretar um número enorme de questões psicológicas…

o que não quer dizer que você está sofrendo gordofobia.

Dentro do espectro possível dos corpos humanos, vemos uma infinidade de variações que vão das mais magras até as mais gordas. O corpo humano é vivo e fluido, e pode transitar nesse espectro de acordo com todas as interações que faz com o mundo. A partir do ambiente, alimentação, relações sociais, genética e outros vários fatores internos e externos, o corpo humano passa a se apresentar em um formato específico, que vai mudando de acordo com a mudança desses fatores.

Mesmo que aparentemente acreditemos que o formato de nosso corpo depende única e exclusivamente da nossa vontade de mudá-lo, a ciência hoje cada vez mais entende que temos muito menos controle sobre o nosso corpo do que acreditamos ter. Por ser um resultado multifatorial, com muitos desses fatores fora de nosso controle, na maioria das vezes, não é possível lutar contra esse sistema de forma efetiva, muito menos mantê-lo sob controle por muito tempo.

Pensando dessa forma, passamos a entender que todos os corpos desse espectro são válidos, afinal, você é só mais um ser humano como qualquer outro, certo?

Errado.

A gordofobia é o sistema que faz pessoas serem julgadas moralmente pelo o tamanho de seus corpos. Esse sistema de opressão escolhe um ponto do espectro dos corpos e o delimita como “normal”, passando a perseguir tudo o que está além deste ponto. Repare quando eu digo que a perseguição é para os corpos além deste ponto. Afinal, nossa sociedade bate palmas para a magreza, seja ela excessiva ou não, mas condena pessoas gordas. Não é exatamente uma preocupação com a sua saúde, mas vou falar mais sobre essa questão num próximo texto.

Quando você é gordo, você é excluído sumariamente do convívio social, e isso está claro no mundo que te cerca. Nada é feito pra você. Cadeiras não te aguentam, catracas entalam, poltronas não te cabem, roupas não são feitas para o seu tamanho. Ser gordo quer dizer não ter direito de desfrutar o mundo, afinal, ele é feito para “pessoas normais”, e você não é considerado normal.

Mas a opressão não está só no mundo material, mas também no mundo subjetivo. Pessoas gordas carregam diversos estigmas, independente de suas personalidades individuais. São vistas como pessoas sujas, relaxadas, preguiçosas. São excluídas do mercado de trabalho como se seu corpo fosse testemunha de sua capacidade. São usadas como forma de entretenimento e retratadas sempre como estranhas, excêntricas, exageradas. Na mídia, pouquíssimas pessoas gordas ganham espaços que não dependam diretamente do tamanho do seu corpo, por exemplo, a gorda engraçada ou a gorda que quer emagrecer.

O que era para ser só mais uma característica de um corpo humano, assim como tantas outras que temos, passa a se tornar um estigma. Se você é gordo, você obrigatoriamente é (adicione vários outros adjetivos degradantes aqui).

Atente para o fato de que até agora, não falei sobre a questão estética de ser gordo, e isso não é por acaso. Pessoas gordas não estão dentro do padrão estético, então é claro que vão ser consideradas feias para aqueles que vivem sequestrados dentro desse sistema. Mas minha escolha por ignorar esse fato nesse texto tem também outro objetivo. Normalmente, pessoas desinformadas acreditam que a luta contra a gordofobia é sobre beleza. É sobre obrigar pessoas a acharem gordos bonitos. E isso não pode estar mais longe da realidade.

Dizer que uma pessoa gorda deve ser considerada bonita está dentro da luta de tentar quebrar o padrão de beleza. De tentar mostrar que o ser humano é bonito pela sua diversidade, não pela sua padronização. De lutar contra o mercado que se alimenta da infelicidade. Pessoas fora do padrão são consideradas feias por diversas características, incluindo não serem magras. Nada disso é gordofobia. É só a pressão estética agindo e dizendo “ou você é assim ou você não é considerado bonito”, ponto.

Estar fora do padrão estético vai, sim, te trazer alguns problemas. Vai, sim, te fazer sofrer se você quiser continuar dentro desse sistema. Mas não vai fazer você ser considerado uma pessoa doente. Ninguém vai dizer que você vai morrer cedo. Nenhuma cadeira vai quebrar com seu peso. Você não vai ser impedido de ir ao cinema por não ter onde sentar ou de sair na rua porque nenhuma roupa te cabe. Mas a gordofobia vai.

Perceba que a gordofobia não é uma versão “agravada” da pressão estética. Toda pessoa gorda sofre pressão estética, por não estar no padrão. Mas nem toda pessoa fora do padrão sofre gordofobia. Você pode, sim, olhar no espelho um dia e falar “dane-se que eu não sou loira” ou “dane-se que eu não tenho barriga negativa”. Mas você não pode olhar pra uma cadeira e falar “dane-se que você não me aguenta, eu vou sentar assim mesmo”. Se você for em uma consulta médica, nenhum profissional vai dizer que sua tosse é culpa da sua falta de depilação. Mas uma pessoa gorda sai até do oftalmologista com prescrição de dieta, sem nem um exame sequer além do visual.

Gordofobia é a visão de que toda pessoa gorda é doente, e pior, é doente porque quer. Afinal, qualquer um pode fechar a boca e emagrecer, né? Se ela não faz isso, é porque é relapsa (“sabe que vai morrer e não faz nada?”), preguiçosa (“não consegue nem levantar pra fazer um exercício!”), descuidada (“desse tamanho, não pode ter nenhum cuidado consigo”), e por aí vai. E o que uma pessoa dessas merece? Lógico, ser humilhada, excluída, desrespeitada. Ser tratada com subhumana, até o momento que ela “caia na real” e resolva se tornar um ser humano novamente.

Percebe como é muito além de só não ser bonito?

Na escala de tamanhos de corpos, é muito difícil dizer onde a gordofobia começa. Não dá pra dizer que a partir de tal peso ou de tal tamanho de roupa, você passa a sofrer gordofobia. Aqui, vale uma reflexão individual. Mesmo que eu não tenha o corpo padrão, será que eu sofro desumanização? Será que o mundo não me cabe? Será que todas as minhas características individuais são apagadas pelo tamanho do meu corpo?

Assim, você descobre se sofre ou não gordofobia.

No próximo texto, vamos falar sobre a questão de saúde e porque a luta também aponta para a gordofobia médica/científica, mas não se restringe só a tentar mostrar que ser gordo nada tem a ver com ser doente.

Até a próxima!

Como comprar a calça jeans plus size perfeita? Mariana Camargo, da Clamarroca Plus, dá todas as dicas!

A gente sabe que comprar calça jeans plus size não é uma tarefa fácil, até porque em cada loja percebemos que temos um tamanho diferente, entre outras questões, como cós, estilos e o tipo de material usado. Mas calma! Para te auxiliar na escolha da peça ideal, conversamos com uma baita especialista no assunto: Mariana Camargo, fundadora da marca Clamarroca Plus, que dá todas as dicas para quem deseja adquirir a sonhada calça jeans perfeita. Se liga só!

A produção de uma calça jeans plus size não é simples e exige entendimento da diversidade de corpos gordos

O grande desafio na criação da calça é encontrar uma infinidade de bases para a infinidade de silhuetas que vestimos. Nenhum corpo é igual o outro, mas uma produção de jeans é feito do que? De pelo menos uma centena de jeans de cada modelo, 100 jeans idênticos, do mesmo formato, em uma variedade de tamanhos. São dezenas, centenas de características de corpos únicos procurando um jeans, o mesmo jeans. A mulher que é baixinha sonha encontrar um jeans que não precise de barra, enquanto a mais alta não quer que a calça fique “pula brejo”. Já mulher que uma cintura fina não quer que fique legal só no quadril, enquanto a que tem barriga saliente não quer se sentir apertada ou incomodada.

Enquanto resolvemos a particularidade de algumas, criamos uma barreira para outras. Então é fato que, enquanto não somos uma grande indústria, mas uma marca independente, iremos ter a capacidade de lançar 8, 10, 12 modelos a cada coleção, em 2, 3, 4 bases diferentes. Vamos precisar que uma cliente faça uma barra aqui, uma pensa acolá. Vamos ter que esperar pela próxima coleção pra ter a lavagem exata que procuramos.
É quase impossível que uma mesma base vista todas as mulheres, mesmo que tenha elasticidade, porque, independentemente do material, o caimento é o que conta.

O jeans boyfriend, por exemplo, que é muito, muito desejado (a famosa calça da Bels, rs), não tem nenhuma elasticidade. É lindo, maravilhoso, mas pode machucar uma mulher que tenha o quadril maior que 140cm por conta do atrito do algodão com a pele, das dobrinhas, por ser um jeans mais “durinho”.

Calça jeans plus size de moletom foi uma boa saída para essa questão, pois se adequa a todos os corpos

Nossa fórmula mágica foi criar o jeans conforto, que é um moletom com o corte e a lavagem do jeans. Uma peça que veste TODO MUNDO bem e é, hoje, nosso carro-chefe. Em um ano já estamos na 5ª produção e expandimos de uma para 5 lavagens. Mas ainda assim recebemos alguns pedidos especiais: existe uma skinny que não laceia? Opa! Existe e vamos lançar na próxima coleção! Assistimos ao vídeo da Ju (Moda plus size: o que eu espero de você) em uma noite e fomos correndo pra oficina na manhã seguinte!

Jeans plus size não é o jeans regular em tamanho maior

Nnossa ideia era fazer exatamente o mesmo jeans da magra, com o mesmo caimento, mas para o corpo gordo e há muitas diferenças. A expansão de cada manequim funciona de forma distinta, não há uma fórmula padrão, como acontece para a produção de tamanhos regulares.

Em regra, uma calça 46 tem 46 cm de cós quando estendida e ponto. Mas pra fazer um jeans plus size temos que pensar em cintura, quadril, gancho, coxa, joelho. Se contarmos somente com os parâmetros da cintura, a gente veste só quem tem um corpo mais cabide e nós temos corpos super particulares, né?

É engraçado porque sou advogada e, muitas vezes, ensino o chefe da produção que faz isso há décadas, porque fazer jeans em tamanhos grandes é uma novidade pra todo mundo, até pra quem cria roupa plus size. Todo dia a gente aprende que precisamos subir a cintura, aumentar a altura do gancho, afunilar a largura do joelho, dar uma folga na barriga. A modelagem é, praticamente, feita em cima do corpo. Sou a modelo de prova e, enquanto não tem um caimento perfeito, eu não aprovo a peça piloto.

Preste atenção no material usado na calça jeans para que ela seja confortável e ajustada ao corpo

O material de qualidade é uma das peças-chave.  Trabalhar com tecelagens de ponta é um dos fatores que fazem com que nosso jeans seja especial. O negócio é estudar e conversar com quem costura e também na loja, trocando ideia com quem veste é fundamental.

Não podemos contar só com beleza, fazer um jeans bonitinho no manequim é fácil.
Vestir uma pessoa é outra coisa. O desafio é maior! A peça tem que te ter beleza, conforto, elasticidade, compressão, caimento, lavagem bacana, estilo.

Manter o jeans com as mesmas características que ele tem na prateleira, hoje, é o nosso principal desafio, por isso escolhemos um fio de lycra que não desbota, não laceia e, ainda, aceita lavagens mais agressivas, que é o que deixa o jeans com cara de vitrine, digno de Ju Romano 😀

Fique ligada no tamanho do cós da calça jeans plus size 

O tamanho do cós faz toda a diferença. O cós estreito é charmosinho, delicado, mas não dá sustentação. Nós usamos o mesmo cós das calças masculinas e, se necessário, reforçamos com mais de 2 tiras, que é a regra. Pra alguns modelos temos costura dupla, pra dar aquela “segurada”, pra outros deixamos a cintura mais solta, porque a proposta é ter elasticidade.

É detalhe em cima de detalhe. Sempre me olham com uma cara de “CÊ TÁ BEM LOCA” na oficina e, depois de uma palestra sobre o corpo gordo todo mundo vai entendendo e, aos poucos, a produção fica mais orgânica.

Mari dá a dica dos estilos de calças jeans plus size que estão em alta

O guarda roupa sem gênero é uma das grandes tendências que a gente vê por aí e que mais se aplicam ao universo do jeanswear. As peças oversized, com um caimento mais geométrico; o retão; o jeans sacudão, pra ser usado com peças que valorizam o corpão, são uma aposta que não é de hoje e que fica.

Acho que o x da questão do jeans é que ele conversa com tudo, pode ter aplicação, pode ter acabamento, customização, pode ser bordado, recortado, rasgado porque o material do jeans por si só é um neutralizador natural.

Esse é motivo do porquê eu amo tanto o jeans: ele facilita a vida e ajuda a gente a se desvendar, a entender do quê gosta e deixar qualquer look com a nossa cara. Ninguém fica com cara de fantasiado vestido de jeans. E todo mundo pode ficar incrível e com sua própria carinha.

A principal dica para comprar sua calça jeans plus size pela internet

A primeira dica é: miga, se nada der certo a sua troca é grátis e a devolução é automática. O risco é todo de quem vende, então não precisa ter medo. É lei, é direito do consumidor, comprar, provar, aprovar, ou não, e poder trocar sem nenhum entrave. Comprar pela internet e não ter uma fita métrica é um risco desnecessário. Se mediu cintura e quadril, é 99% de chance de acerto. O negócio é mandar e-mail, direct, inbox, mensagem, ligar pra, depois de se acostumar, comprar sem medo e ainda ganhar frete grátis ?

E aí, gostou das dicas? A Clamarroca Plus tem loja física em São Paulo ( R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 193 – Pinheiros, São Paulo) e loja online para todo o Brasil. 😀

Alerta: entenda por que ter autoestima baixa é um prato cheio para entrar em relacionamentos abusivos

Sabe quando você está namorando, mas tem aquela sensação de que algo não vai bem? A pessoa diz que te ama, mas te força a mudar, não gosta quando você sai com os amigos, questiona os seus gostos e parece querer que você seja diferente do que é. Pois é, isso é um relacionamento abusivo. E quando a gente tem a autoestima baixa, estamos vulneráveis para entrar nesse tipo de relação. Entenda mais abaixo e veja dicas de como fugir dessas situações e aumentar sua autoestima!

Entenda melhor a relação autoestima baixa x relacionamento abusivo

O que significa autoestima baixa? É um sentimento de menos valia, que cai diretamente na insegurança consigo mesma, fazendo com que a pessoa se veja sempre de forma negativa. Em casos mais extremos é uma das origens da depressão, principalmente quando a pessoa deixa de sair, socializar e prefere ficar sozinha.

Então qual a relação com relacionamentos abusivos? Quando a pessoa está nesse estado de autoestima baixa, ela se torna vulnerável para qualquer tipo de sentimento amoroso e carinhoso. Se alguém a trata com afeto, a chance de se apegar é grande. É fácil entender com essa comparação: é como ainda é, hoje em dia, para comprar roupa plus size em loja de departamento. Quase não tem nenhuma do seu tamanho. Quando tem, a gente compra a que serve, por que precisamos, certo? É mais ou menos isso.

Quando alguém se interessa, vai atrás, fica em cima de você, você se apega em dois segundos naquela pessoa, muitas vezes sem nem avaliar se ela é boa ou não para a sua vida. Eu não estou falando que TODO MUNDO que tem baixa autoestima entra em relacionamento abusivo, mas apenas que há grandes chances disso acontecer.

Saiba como identificar um relacionamento abusivo

A primeira coisa que você precisa saber é: nem toda violência é física. Aliás, a grande maioria das que são começa na agressão psicológica. Veja, abaixo, uma lista de situações para você identificar se está ou não em uma relação abusiva.

  1. Se você acha que seu relacionamento é abusivo, há grandes chances de realmente ser. Onde há fumaça, há fogo;
  2. É comum ele te fazer sentir que está sempre errada, dando a impressão de você nunca fala nada de bom, que é burra e não sabe o que diz;
  3. Ele controla a sua vida e acha que isso é um direito dele, impedindo que use certas roupas, maquiagens, não veja seus amigos, nem tenha amigos homens, e quer validar até a forma como você gasta seu dinheiro;
  4. Ele fala constantemente que ninguém vai te amar como ele e faz chantagem dizendo que se você não fizer do jeito que ele quer, ele vai embora e te larga;
  5. Se você não concorda com ele, é chamada de louca. Ele questiona sua sanidade e acha que tudo é “drama” seu;
  6. Você faz coisas contra a sua vontade por medo da reação dele, inclusive no sexo;
  7. Ele não fica feliz com as suas realizações e sempre dá um jeito de te colocar pra baixo, mesmo quando você está feliz e quer compartilhar com ele;
  8. Ele te isola dos amigos e da família e odeia que você faça qualquer tipo de programa sem ele;
  9. Ele te culpa pela agressividade dele com você, dizendo que você “pediu” ou que o “tirou do sério”;
  10. Ele não bate em você, mas quando brigam ele soca paredes, mesas, quebra coisas;
  11. Ele grita com você;
  12. Ele te bate;
  13. Depois de ser agressivo e violento, pede desculpas e diz que não vai mais fazer isso, mas repete.

Dicas de como sair de um relacionamento abusivo

Se você identificou que está em um relacionamento abusivo, a primeira coisa que você precisa saber é: a culpa não é sua! Para sair disso, converse com pessoas de sua confiança e fale tudo que está acontecendo. Você também pode ligar pra Central de Atendimento à Mulher (180), que funciona 24h, e até mesmo a Delegacia da Mulher.

E vale lembrar que eu falei tudo de forma heteronormativa, mas não é apenas em relacionamentos heterossexuais que existe abuso. E, sim, as mulheres também podem ser abusivas, apesar de ser uma taxa incrivelmente menor em relação aos homens.

Como aumentar a autoestima?

A principal dica é: autoconhecimento é tudo. Mas nesta matéria aqui (clica aqui, amiga) você vai ter 9 dicas incríveis de como iniciar o processo de amor-próprio e desenvolver sua autoestima! Lembre-se, sempre: você não está sozinha!

 

Vestidos plus size para casamentos e festas: dicas de looks para gordinhas usarem em eventos formais

Eventos formais exigem sempre uma atenção a mais em relação ao look e se a ideia for usar vestidos plus size, o desafio para nós, gordinhas, é encontrar peças que valorizem as curvas e sejam adequadas para a ocasião. Mas não existem regras, afinal de contas, devemos vestir aquilo que nos faz bem! Por isso, conhecer bem o seu corpo faz toda a diferença na produção. Confira dicas para escolher seu visual no próximo casamento ou festa sem medo de errar!

Foco no decote! Procure por modelos de vestidos plus size que valorizem o seu busto

Na hora de escolher um vestido plus size para ocasiões como casamentos e festas, vale se atentar para o modelo de decote da peça, já que existem opções que valorizam mais alguns tipos de busto do que outros. No caso de mulheres com peitos médios e que não desejam chamar a atenção para essa região, o decote canoa é ideal, valorizando o pescoço, nuca e colo de uma forma harmônica e delicada.

Já para quem possui seios grandes, o decote coração é perfeito. Esse estilo, mais romântico,  ajuda a destacar a região sem expor demais, efeito buscado por muitas mulheres. No caso contrário, quando o busto é menor, você pode usar um sutiã de sustentação e apostar nos decotes que quiser ou, se a ideia for dar uma disfarçada na área, invista em modelos de vestidos com decotes nas costas ou frente única. E não se esqueça das fendas! Elas deixam qualquer look sexy e bonito 😀

Comprimento ingrato? O midi pode ser favorável para as gordinhas

Vestidos plus size em versão midi ganharam as ruas nas últimas temporadas e aparecem também nas produções de festas e eventos formais como opção mais moderninha e descolada. Apesar de ser conhecido como comprimento ingrato – por não valorizar tanto todos os tipos de corpo – ele pode ser usado sem medo. As peças com acabamento entre o tornozelo e joelho deixam um pedaço da canela à mostra e, com isso, consegue alongar a silhueta e valorizar ainda mais suas curvas.

As transparências estão com tudo nessa temporada! Se jogue sem medo!

Peças com detalhes em transparência ganharam o coração do público feminino em 2017, e apareceram tanto em produções para o dia a dia como em eventos mais formais. Para apostar, escolha vestidos que tenham a tendência no busto, mangas ou onde preferir, sempre garantindo um toque mais sexy e glamouroso para a produção.

E aí, gostou das ideias?

Manchas escuras na pele de gordinhas: dicas de tratamentos e produtos que ajudam a clarear a região

Você já deve ter percebido que é comum aparecer manchas escuras na pele, principalmente em lugares que temos dobrinhas: pescoço, axilas, barriga, virilha e nas pernas, onde rola o atrito entre as coxas. É claro que a primeira dica é procurar um dermatologista para saber se está tudo bem com a sua pele. A partir daí, você pode investir em produtos específicos e receitas caseiras que te ajudem nesse processo de clareamento. Mas nada de desespero! Se liga em alguns truques para amenizar o problema 😉

Esfoliar a pele ajuda a eliminar as células mortas

Em alguns lugares as manchas escuras podem não incomodar tanto porque ficam escondidas. Mas uma área que é campeã de reclamações é o pescoço. Uma solução é esfoliar a pele da região para ajudar no clareamento e evitar que escureça novamente. Você pode usar um sabonete esfoliante específico ou fazer uma misturinha caseira para economizar.

A esfoliação caseira de café é bastante conhecida. É só misturar o pó de café com azeite – ou óleo de coco – e aplicar no pescoço por alguns minutos com movimentos circulares. Você pode usar também aquelas luvinhas esfoliantes, que potencializam o processo. Mas não é para esfregar e machucar não, é realmente uma ação delicada. Depois desta etapa, é só enxaguar bem e finalizar com o creme hidratante da sua preferência.

Poxa, que coxa! Saiba como evitar o atrito entre as pernas e veja dicas para clarear a região

Quem nunca ficou com as coxas assadas depois de dançar muito em uma festa ou por causa de uma simples caminhada? Além das assaduras, o atrito causa manchas escuras. Para evitar o problema, a esteticista integral e consultora de beleza Tairyne Agra deu algumas dicas. “Usar aqueles shortinhos segunda pele (tipo meia-calça) é uma ótima opção. Aplicar óleos vegetais entre as coxas ao usar saias e vestidos também evita assaduras. Mas nada de óleos siliconados, pois esses produtos fazem uma lambança e entopem os poros da pele, piorando a situação e deixando a área mal oxigenada”, afirma a profissional.

Em caso de assaduras, você pode usar pomadas para ajudar na cicatrização. No caso das manchas escuras, Tayrine também indica a esfoliação. “Uma vez por semana para limpar as células mortas do local”, acrescenta.

Receita caseira com açúcar e argila branca é milagrosa para tratar  manchas escuras na pele

Essa receita vale para todos os os lugares que te incomodam com as manchas escuras. Tairyne já adianta que a misturinha faz sucesso com as clientes e ela mesma usa para clarear algumas regiões da pele. Anota aê:

  • Ingredientes:
    – 1 colher de sobremesa de açúcar;
    – 1 colher de sobremesa de argila branca;
    – Tônico facial (coloque por último e, no olho, vá observando até que forme um creminho);
    – 40 ml de água;
    – 5 gotinhas de óleo essencial de rosa mosqueta.
  • Como aplica?

1° passo: lave bem a região que for aplicar a mistura;
2° passo: faça uma pasta com açúcar e água e aplique na região sempre no sentido do fluxo sanguíneo, de baixo para cima;
– 3° passo: misture a argila e o tônico facial, criando uma mistura bem cremosa, de fácil espalhabilidade. Adicione duas gotas de rosa mosqueta e aplique na região, deixando agir por 15 minutos;
– 4° passo: lave bem e aplique o protetor solar.

A profissional ressalta a importância de não fazer o procedimento debaixo do sol, combinado? “Todos os produtos da receita são fáceis de comprar em lojas naturais e farmácias”, finaliza Tairyne.

E aí, bora testar os tratamentos?

Empreendedora, Flávia Durante se destaca no mercado plus size. Conheça a história da fundadora do bazar PopPlus

Quem não gosta de se inspirar com histórias de sucesso? E quando vem de uma mulher gorda a gente faz o que? Bate palmas lentas de orgulho, né não? Conversamos com a DJ, jornalista e empresária Flávia Durante, que comanda o maior bazar plus size do Brasil, o PopPlus, em São Paulo. Na entrevista ela conta como começou no mercado plus size, fala das dificuldades que teve enquanto gorda, sobre moda e dá dicas para quem, assim como ela, quer empreender. Se liga só!

Como você começou no mercado plus size? Foi uma motivação pessoal?

Eu comecei trabalhando com isso em final de 2012. Sabe aquela coisa de jornalista para ganhar um dinheiro extra no fim de ano? Eu juntei 500 reais e comprei tudo em biquíni da fábrica de onde eu costumava comprar no Guarujá, já que eu sou da Baixada Santista. Só que eu não tinha muito tempo de ficar vendendo, indo de porta em porta.

Aí eu tive a ideia de fazer um bazar para ajudar a vender as peças e juntar outras marcas que eu já consumia na época, com a moda plus size mais moderna e mais alternativa que estava começando a aparecer na época. Foi uma motivação profissional e pessoal também!

Qual a diferença que você vê do mercado plus size de quando você começou para os dias de hoje?

Eu comecei a engordar depois de adulta, quando mudei para São Paulo, depois de uns 20 e poucos anos. Antigamente eu tinha três opções de compra, né. Na seção masculina, de grávidas ou roupinha de senhora em lojas de departamento. Sendo que eu era jovem. Era muito ruim, pois isso me limitava totalmente. Eu vejo hoje fotos minhas antigas e me sinto mais velha do que hoje, que tenho 40. Embora ainda precise melhorar muito, está bem melhor do que era há 10/15 anos.

O que o PopPlus representa na sua vida e na das pessoas que vão?

Uma mudança que eu nunca imaginei na vida. Eu sou jornalista de formação, sempre trabalhei com internet, assessoria de imprensa, música, noite, comportamento… Nunca tinha trabalhado com moda, até rejeitava, justamente porque achava um assunto chato e não me sentia representada.

Foi a partir de 2009 que eu comecei a me interessar, quando uma ex-chefe minha me convidou para ser editora de lifestyle do portal Vírgula. Aí falei pra ela ˜tem certeza? Eu não entendo nada˜. E ela disse que queria justamente alguém que passasse uma linguagem da moda popular para o jovem.

Comecei a chamar as blogueiras plus que estavam começando a surgir no Brasil para fazer reuniões de pauta, trocava ideia etc. Foi aí que tomei conhecimento de moda e pude entendê-la de forma mais séria, que vai além do vestir uma roupa.

Sendo assim, fico muito feliz que o PopPlus ajuda a mudar a vida das pessoas para melhor. E não só dos clientes que vão, mas também de pessoas que descobrem como se expressar, como também dos empreendedores que participam. Tem marca que está praticamente há 5 anos comigo, como a Chica Bolacha, e crescemos juntas. Meu lema é “nunca diga nunca”. Eu rejeitava moda e hoje vivo disso totalmente feliz.

Você contribuiu para a mudança de muitas marcas; como se sente a respeito disso e o que você acha que fez para que isso ocorresse?

Eu fui uma das peças desse motor. As blogueiras começaram a surgir em 2008/2009, a Flúvia Lacerda, os eventos de moda plus size… O meu papel foi trazer essa linguagem mais jovem para a moda plus size, misturar com festa, mostrar que ela precisa ser diversa, que não é só senhora ou só sexy, que tem a fashionista, a hipster, esportista…

O que eu fiz foi trazer diversidade para a moda plus size e mostrar que ele não acaba no 48 ou 50. Faço questão que as marcas atendam, no mínimo, até 54 ou 56 e, se for 60 ou mais, melhor ainda. Se a marca não atende no mínimo 54 eu nem olho, nem passa no filtro. O papel do PopPlus foi mostrar a representatividade das gordas maiores, quebrando o padrão do próprio plus size, que acabou se criando infelizmente.

Para você, qual é o maior desafio em ser gorda?

Atualmente é não ser vista como aquela coisa exótica, engraçadinha, fofinha, muito menos como uma pessoa que faz corpo mole. Eu e várias mulheres estamos mostrando que temos muito mais para mostrar para o universo profissionalmente, artisticamente etc. Mas o maior desafio é quebrar esse estigma, que traz preconceito. Nenhuma marca quer aliar seu nome a gente que é “doente”, “preguiçosa”.

O maior desafio é mostrar que não é nada disso, que a gente é ativa, saudável, consome e tem muito a servir a sociedade e ao Brasil, trazendo benefícios e gerando empregos. Olha quanta renda a gente gera no PopPlus! Isso não pode ser ignorado, ainda mais em tempos de crise.

Você que também é DJ sentia problemas com a falta de roupas para balada? Como se sente agora?

Exatamente um dos motivos que me fez criar o PopPlus foi essa falta de opções de roupa para balada. Anos atrás não era essa coisa descolada que temos hoje em dia, com blusa de tule, calça destroyed… Hoje temos muita opção perto do que era antes. Ainda são coisas mais artesanais e não tão acessíveis para a população em geral, sendo difícil de achar, poucas peças, mais caras… Mas já conseguimos encontrar muitas marcas legais. Eu brinco que a Oh, querida! e o Clube da Meia-calça são a alegria da clubber gorda hahahah!

Quais seus planos para o futuro como empreendedora?

Vejo que tem muita gente talentosa, mas às vezes falta mão e verba para melhorar. Então agora estou fazendo esse trabalho de fomentar o trabalho plus size nacional oferecendo workshops, consultorias, cursos etc. Minha ideia agora é isso e, depois, oferecer outros cursos também, como marketing, merchandising, visual. Tudo que possa melhorar o mercado e o trabalho de todo mundo.

Qual a dica que você dá para quem está começando no mercado plus size? 

É ter comprometimento com o que você vai fazer e levar muito a sério. Saber que é um trabalho duro. Eu mesma já faço o PopPlus há 5 anos e estou me dedicando exclusivamente há apenas um ano, e mesmo assim não consigo viver só disso. Faço meus freelas de jornalista e DJ para pagar minhas contas, mas eu vislumbrei isso e vou continuar aperfeiçoando. Hoje em dia consigo delegar, tenho sócio, parceiros e funcionários porque sozinha não dá!

É importante saber também que não vai ganhar dinheiro de uma hora pra outra. Não é um oba-oba. Por isso é importante fazer planejamento de mercado, estudar, se estruturar.

>>>O bazar plus size PopPlus continua sendo 4 vezes por ano: março, junho, setembro e dezembro em São Paulo, com edições esporádicas e temáticas. Conheça: http://popplus.com.br

Tinta sem amônia: conheça a Maxton Free liberada para todos os cabelos!

Se você tem medo de pintar o cabelo porque sente que vai ser muito agressivo aos fios, tem que conhecer a nova linha MAXTON FREE, da Embelleze! Ela é uma tinta sem amônia e ainda tem uma fórmula que ajuda a fortalecer o fio durante o procedimento \o/ #todascomemora

Liberadíssima, além de ser uma tinta sem amônia, não tem parabenos, petrolatos ou sulfatos – que é ótimo para quem faz Low Poo. A fórmula ainda é enriquecida com D-Pantenol, que ajuda a deixar o fio mais forte e brilhante, e PhytoScreen, que protege o cabelo da ação solar.

Se você está se perguntando POR QUE não ter amônia é melhor, te explico de forma simples: a amônia abre as escamas do fio para depositar a cor dentro dele e é nesse processo que o fio perde nutrientes e hidratação. Sem amônia o processo de coloração é mais suave e, embora o efeito final seja o mesmo, o fio não sofre tanto.


A linha MAXTON FREE da Embelleze  foi desenvolvida pensando no cabelo das crespas e cacheadas, que já têm o fio mais fragilizado, mas pode ser usada por todas e tem 12 tons de coloração! O benefício é que além de ser uma tinta menos agressiva, ela também não tem cheiro forte e corre menos risco de causar alergias.

Claro que o teste de mecha ainda é indicado, porém a chance de dar aquela coceirinha é bem menor.

Outro ponto positivo é que ela é compatível com alisamentos, já que normalmente é a amônia que causa essa incompatibilidade. Mas veja, se você fizer muitas químicas, é sempre bom consultar seu cabeleireiro antes de usar qualquer coisa. Se for só alisamento, vai com fé!

DICA: BANHO DE BRILHO TONALIZANTE

Eu ainda não testei a tinta sem amônia MAXTON FREE, porque me adaptei MUITO bem com a tinta Maxton 8.43 Ruiva + Provocante, da Embelleze. Maaaas estou seriamente tentada a usar antes do próximo retoque como tonalizante.

Se misturada com um creme branco e umas gotinhas de água oxigenada, ela reaviva a cor e dá mais brilho para o cabelo que está desbotando.

O que vocês acham? Já testaram como tonalizante para reviver a cor?

 

O QUE VEM NA CAIXINHA DA TINTA SEM AMÔNIA MAXTON FREE?

Vem um tubinho da tintura creme, um potinho de água oxigenada 20 volumes e um par de luvinhas de plástico.

 

QUAL É O PREÇO DA MAXTON FREE?

A tinta sem amônia custa em média R$ 12. O que é excelente!

 

MEU CABELO VAI FICAR IGUAL AO DA CAIXINHA?

Depende muito. Se você tiver uma coloração mais escura tinta não clareia outra tinta. Se o seu cabelo for virgem, aí você tem que ver qual é a cor base do seu cabelo e comparar com o espectro na caixinha pra ver qual chega mais perto:

 


LEIA TAMBÉM >>> GORDA DE CABELO VERMELHO: DICAS PARA PINTAR E CUIDAR DA COR + FOTOS DE LINDAS RUIVAS PARA SE INSPIRAR


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Bom, gatonas, achei a novidade MUITO legal, principalmente pra quem, assim como eu, torcia o nariz forte para as tintas de cabelo. No fim eu me rendi, mas acho que se tivesse conhecido a tinta sem amônia antes, já teria pintado o cabelo sem medo há muuuuito tempo.

Vocês testaram já? Têm medo? Me contem TUDO aqui nos comentários!!!

 

HUA HUA

BJÓN

 

 

Como comprar roupa plus size online: veja dicas para não errar na compra pela internet

Comprar roupa plus size online já é algo complicado, e quando cada marca tem um tamanho diferente a cabeça entra em parafuso e é muito fácil desistir no meio do caminho. Até porque ninguém merece ficar namorando uma peça, pagar por ela, esperar ansiosa em casa e depois ficar apertada ou larga demais, né? Mas CALMA! Dicas simples, como saber suas medidas e o tipo de tecido que você tá adquirindo já fazem muita diferença e reduzem possíveis frustrações. Se liga nos truques abaixo:

Conheça o seu corpo: saber as suas medidas é ESSENCIAL para comprar roupa plus size online

Toda mulher que usa roupa plus size tem, pelo menos, dois tamanhos diferentes. Em uma loja é 50, na outra 52, isso quando não tabelam como G1, G3 etc. E isso não tem naaaada a ver com seu peso, tá? São as medidas mesmo! Para não ficar perdida, meça as principais: braço, busto, tronco, cintura, quadril e coxas. A grande maioria dos sites tem uma tabela de medidas justamente pra isso, o que facilita a compra e você já sabe, de cara, o tamanho certo naquela marca específica.

Preste atenção no tipo de tecido que você está comprando

Não é apenas na medida da roupa que você precisa prestar atenção. Dependendo do tipo de tecido, tudo muda. Por exemplo: se você comprar uma calça jeans com elastano, a chance dela ceder é grande, valendo a pena investir em um tamanho menor. Já tecidos que não são flexíveis, como cetim, você precisa comprar o tamanho exato para que ele caiba perfeitamente no seu corpitcho.

Dica extra: se você vai comprar algo que tem a mesma tecelagem de uma peça que você tem em casa, olhe na etiqueta a composição. Exemplo: uma calça com 78% de algodão, 4% de elastano e 18% de poliéster fica perfeita no seu corpo? Procure por composições parecidas!

Fique ligada se existem comentários de quem já comprou a peça que você está desejando

Muitos sites de roupas plus size, como a Posthaus, por exemplo, têm um box de comentários em cada peça disponível para compra. Se houve esse espaço, atente-se para o que as outras consumidoras já falaram. Isso facilita muito a sua vida, pois você fica ligada na opinião de quem já comprou, usou, se a peça condiz com a foto etc. 

É LEI: todo produto comprado online pode ser trocado gratuitamente em até 7 dias úteis

Diferentemente das leis a respeito de compras físicas, quando o produto é comprado pela internet o Código do Consumidor garante o direito de arrependimento. Ou seja, você tem até 7 dias úteis, a partir da data de entrega, para ver se curtiu ou não, podendo desistir da compra, sendo reembolsada, ou fazer a troca sem custos adicionais de frete ou taxas. Bom saber, né?

Tem mais dicas que deram certo com você? Comenta aqui para atualizarmos!

 

Body positive: o que é o movimento + dicas de como começar a ter uma imagem corporal positiva

Você sabe o que é body positive? Na tradução literal do inglês significa imagem corporal positiva. Tá, mas o que isso quer dizer na prática? É simples: é você ter um olhar positivo e sincero para com a sua imagem e também a dos outros. É deixar de lado padrões do que é ser feio ou bonito e enxergar beleza em todos. Parece complicado, né? Mas se liga aqui que vou explicar como EU, Alexandra, entendo e vivo isso. E podexá que vou te dar dicas para iniciar nesse universo maravilhoso 😀

Aceitar seu corpo não quer dizer conformismo

A primeira dúvida que vem à cabeça das pessoas que começam a se olhar de forma positiva e carinhosa é: “Então eu não posso mudar mais nada?”. Miga, você não é obrigada a nada! Não é nenhuma religião, é você quem trilha e cria esse processo.

Ter uma visão positiva sobre você NÃO É não mudar nada. O que muda é a forma como você pensa sobre isso: será que eu preciso mesmo? De onde vem essa vontade de fazer uma lipo? Não é se conformar com quem você é e pronto, é entender que ter uma visão positiva sobre você mesma é prerrogativa para viver em sociedade.

Ser positiva não é esquecer o lado negativo 

Continuando no tema do conformismo: você se olhar de outra forma não é colocar embaixo do tapete o lado negativo. A grande diferença é que você vai parar de dar TANTA atenção para o que você não gosta e ressignificar esse não gostar – se for ÓDIO isso é mais urgente ainda.

Ou seja, é você entender porque não curte aquela parte do corpo, mas não focar apenas nisso. Você ir à praia com as estrias aparecendo não é uma questão de vida ou morte, entende? Mesmo que não goste delas, porque deixar de fazer algo por isso?

Eu sei que é difícil, pra mim também foi, mas comece a enaltecer o que mais ama em você, miga. Logo essas coisas vão deixar de ser o foco da sua existência e se tornar detalhes. Mas, ratificando aqui: você pode fazer o que quiser e mudar a hora que estiver a fim, não há regras, o que existem são dicas para facilitar sua vida 😉

Enxergar os outros de forma positiva não é utopia

Pode anotar: quando você iniciar esse novo olhar por você isso vai se expandir para os outros. A lógica é simples: se amar e se ver de forma positiva é muito mais difícil do que externar isso. O caminho mais difícil você passa ao começar a se trabalhar, então o externo fica mais simples, apesar de exigir mudanças.

Um exemplo meu: sabe quando você é gorda, não se aceita, e coincidentemente nunca se interessa por um homem gordo? Isso é espelho. A partir do momento em que o seu corpo não for mais uma questão, naturalmente sua percepção do que é bonito muda. Vai por mim que é maravilhoso 😀

Dicas práticas de como ser body positive e mudar sua imagem corporal

Bom, depois de todas essas teorias, vamos à prática. Existem algumas dicas simples que vão te ajudar a iniciar o processo body positive. E, como eu falei, exige força de vontade e ação para que isso tudo role. Se liga:

    1. Reveja quem anda com você: o ditado “diga-me com quem andas e direi quem és” é super válido. Às vezes temos amizades tóxicas, relacionamentos abusivos e estamos rodeadas de pessoas que apenas nos colocam pra baixo, não nos incentivam… Você sabe identificar quais são essas pessoas, né? Que tal tirá-las da sua vida OU dar menos espaço?
    2. Pare de se comparar: a comparação é a pior coisa que existe se você quer entrar num processo de positividade corporal. Não enxergue as outras mulheres como rivais. É uma visão machista e muito maléfica para que a sororidade prevaleça e só vai te fazer mal.
    3. Pare de seguir quem te faz mal: sabe quando você entra no Instagram da musa @fulana-que-tem-vida-perfeita e se sente UM LIXO? Fica um tempão rolando o feed, pensando como ela é feliz, tem um corpo perfeito e inatingível etc. Pois é, se você vai para esse lado de se sentir mal, pare de seguir essas pessoas. Não vale à pena e, mais uma vez, gera comparação da sua vida com a dela. Um mar de insatisfação, né, miga?

4. Comece a ter referências de corpos reais:  crie um novo feed inspirador, com pessoas de todas as cores, tamanhos, tipos de cabelos e estilos diferentes. É importante que você siga e se inspire em gente que é que nem você, que tem alguma característica como a sua, sabe? Se você tem cabelo afro, por que não seguir meninas com black power maravilhoso? Quando você se vê representada tudo muda e seu olhar do que é BONITO também.

5. Tenha paciência com você e com os outros: quem está passando pelo processo body positive é você, não os outros. Então pode rolar gente que não te entenda e pode ser que você fique mal, caia, ache que não tem nada a ver. Nada, menina! Tenha paciência contigo e com os outros e saiba que é dia após dia, é um processo, e estamos todas juntas, beleza?

Você não é cheinha, gordinha, plus size… Você é gorda. E tá tudo bem seu empoderamento | Bernardo Fala

Empoderamento. Uma pesquisa feita pelo Instituto Bernardo Fala atesta que 93,87% dos textões de internet possuem essa palavra em algum lugar. Enquanto uns vários tentam buscar a formula mágica para o tal empoderamento, outros criticam a banalização do termo. Banalizado ou não, é relativamente simples entender o que é “empoderar-se“. É só atentarmos para o significado da palavra no dicionário:

Empoderamento (substantivo masculino): Ato ou efeito de dar ou adquirir poder.

Numa sociedade que constrói a ilusão de que seu valor está atrelado a como você aparenta, como você se veste, o que você consome e quem você conhece, que cria uma ambiente hostil para fazer você acreditar que você não é o suficiente e que você precisa se provar o tempo inteiro, o empoderamento nada mais é do que o processo de tentar trazer esse poder pessoal de volta. Aprender que sua vida vale por ela própria, não pelo o que acham dela. Mas, mesmo que tudo isso pareça ser muito óbvio, mudar nossa autopercepção não é tão simples quanto entender algo racionalmente. Depende também de compreender de forma emocional, profunda, o que acaba tornando a jornada um desafio.

Seguir fórmula mágica de empoderamento é que nem comprar roupa de tamanho único: não serve pra quase ninguém. Empoderar-se é um trabalho individual, que depende de revisitarmos nossa própria história. Mas, mesmo com todo esse caráter único, alguns momentos desse processo costumam ser parecidos para um grande número de pessoas.

Se eu pudesse dar uma dica de como começar, sem dúvida seria através da observação. Parar e investigar na sua rotina todas as formas, concretas ou sutis, que a sociedade retira ou nega seus direitos. Você vai começar a perceber que, mesmo que a forma seja diferente para cada uma das pessoas, grande parte dessas ações se baseiam em lógicas parecidas.

No caso das identidades sociais, você vai notar que uma forma muito eficaz que a sociedade tem de atacar um determinado grupo é criando estereótipos, uma lista fictícia de coisas negativas que todas as pessoas daquele grupo supostamente praticam. Por exemplo, dizer que pessoas negras tem tendência maior a roubar (e por isso são perseguidos pela polícia) ou que todo gay é promíscuo (e por isso não pode doar sangue) e diversos outros tipos de comportamentos que são atribuídos a grupos só pelo fato deles terem uma característica específica.

Na prática, isso causa não só um enfraquecimento daquele grupo como um todo, mas também um movimento de rejeição dessas identidades por parte das próprias pessoas que fazem parte delas. Quantos gays você conhece que falam por aí que “pode ser gay, mas não pode ser viado”?

 

E sabe que outra identidade cai nessa armadilha de falar contra si mesmo e muitas vezes nem percebe? Pessoas gordas.

Plus size, gordinha, cheinha, gordelícia, fofinha… são infinitos os termos usados para não falar diretamente sobre seu tamanho de alguém. Falar que alguém é “gordo” parece uma ofensa absurda, como se isso não estivesse só constatando o óbvio. Pior ainda quando todos esses termos, a primeira vista, parecem trazer um lado “positivo” para o ser gordo, o que parece ser ótimo. Mas é só a gente parar para pensar um momento e reconhecer aonde está a armadilha: se eu preciso de um termo pra suavizar o fato de eu ser gordo, eu estou afirmando que ser gordo é algo ruim.

Toda a delicadeza do outro em dizer que “você não é gorda, é plus size”, não é um elogio, mesmo que pareça muito. É a mesma coisa que dizer que uma pessoa negra “é só moreninha”, ou que fulano “é gay mas é macho”. Cada vez que a identidade real é substituída por algo que a suavize ou a “corrija”, aquela pessoa só está reforçando a ideia de que aquela identidade é negativa.

Aqui, voltamos para o empoderamento. Se empoderar-se é “retormar o poder”, não sentir que seu valor está atrelado a opinião do outro, não há retomada maior do seu poder pessoal que ter orgulho de sua própria identidade. Nua e crua, sem rodeios, sem correções e sem amenizações. É entender que dizer “sim, eu sou gorda” só está falando do tamanho do seu corpo e nada mais. Afinal, ser gordo, ser negro, ser LGBT, é somente uma característica que não diz NADA além do que a própria característica.

Ser gordo não te torna automaticamente preguiçoso, doente, feio ou nada daquilo que é normalmente associado a pessoas gordas. Ao contrário, ser gordo e não ser nada daquilo que acham que você é, é a forma mais contundente de mostrar que esses estereótipos não tem qualquer fundamento. E isso não é só para provar para os outros, mas para mandar uma mensagem para você mesmo. Afinal, como você vai começar a aceitar seu corpo gordo se você não tem nem coragem de dizer essa palavra em voz alta ou se identificar com ela?

Imagem do blog GRANDES MULHERES, da Paulinha Bastos

 

Enquanto você fugir da palavra gorda ou aceitar que ela seja suavizada, vai continuar, mesmo que inconscientemente, achando ser gordo algo digno de vergonha ou de ser escondido.

E ai, não se engane, não há empoderamento que resista.

Você é gorda, sim. E tá tudo bem.

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