O top cropped veio para ficar e tem um monte de gorda maravilhosa provando que podemos fazer looks plus size incríveis com a peça. E tem modelos para todos os gostos! Soltinhos, grudados no corpo, rendados, listrados, estampados… Basta escolher aquele que se sentir melhor e que combine mais com seu estilo. Para quem ainda tem dúvida de como usá-lo, nós separamos algumas dicas e fotos para te ajudar! Se liga só 😀
Top cropped + peças de cintura alta = a combinação que não tem erro!
Você já deve ter percebido que as saias, shorts e calças de cintura alta reinam com o top cropped. Realmente essa é a opção mais fácil de montar um look, principalmente, para quem não se sente muito à vontade de mostrar a barriga. Quer fazer a linha mais discreta? Invista no top com uma saia lápis ou calça jeans, cobrindo o umbigo, deixando apenas um pedaço de pele à mostra.
Para quem nunca usou a peça, tudo é uma questão de adaptação. Trabalhando o amor-próprio e autoestima, você vai ver o quão maravilhoso é se sentir livre e sexy deixando um pouco da barriga de fora, ainda mais com toda opressão que sofremos dos veículos de moda. Meu corpo, minhas regras, né não?
A Ju Romano, por exemplo, montou uma produção superestilosa com um top cropped básico, uma calça jeans de cintura alta, arrematando o look com um casaquinho de onça amarrado na cintura. Dá uma olhadinha!
Se mesmo só com um pouquinho da barriga à mostra você ainda está insegura, dá para finalizar a produção com uma jaqueta jeans, colete ou outro tipo de sobreposição. É uma ótima maneira de começar a usar a peça e quem sabe vai servir de estímulo para você tomar coragem de ousar no próximo look?
Transforme sua camisa em um top cropped plus size e arrase com seu look improvisado!
Está sem grana para investir em novas peças? Dá para transformar camisas que você já tem no seu guarda-roupa em um top cropped. A maneira mais fácil é amarrando a blusa na altura logo abaixo dos seios. Vale aquela t-shirt preferida ou até mesmo uma camisa jeans. Basta abotoar os botões da parte de cima e finalizar com um laço. Fácil, né?
Ah! Sabe aquelas t-shirts velhas que você tem no armário há um tempão? Que tal cortá-las para fazer alguns tops? È uma ótima opção para economizar uma graninha e montar um novo look sem muito esforço. A dica é medir a altura de onde for cortar, experimentando a peça antes. Depois disso, é só passar a tesoura e tcha-ram: um top cropped está em suas mãos!
Quer montar um look formal com top cropped plus size? Se liga aqui então!
Não pense que só dá para fazer looks casuais com o top cropped. Escolhendo as peças corretas, existe, sim, a possibilidade de fazer uma produção elegante para ir em um casamento ou qualquer evento formal. A modelo plus size Tess Holliday arrasou com um top cropped decotado de manga comprida, escolhendo uma calça fluida com estampa floral para finalizar o look.
Brincar com texturas também está valendo! Já pensou em combinar um top cropped de veludo com uma saia de couro? Foi que fez Aline França, do blog Estilo Curvas. A blogueira ainda incrementou o look com uma meia-calça preta.
Numa sexta a noite ou durante o final de semana, nada melhor do que se encontrar com seus amigos para bater aquele papo gostoso e matar a saudade, não é mesmo?! E nessas reuniões, outra presença certa é a das bebidas alcoólicas. Uma cervejinha, um vinhozinho, nesse frio, quem resiste? Mas cuidado com o exagero, que pode trazer consequências como forte dor de cabeça, enjoo e sensação de corpo pesado no dia seguinte. Para te ajudar, reunimos umas dicas ótimas para evitar a ressaca ou tratar os males da bebedeira pós-night. Confira!
A ressaca pode ser evitada com alguns cuidados bem basiquinhos
A regra número um antes de começar a beber é estar de estômago cheio. Já ouviu aquele ditado que diz que saco vazio não pára em pé? É exatamente isso, já que pro organismo metabolizar o álcool é preciso energia, que é apresentada para nós em forma de açúcares e carboidratos. Portanto, quando estamos bem alimentadas, os efeitos da bebida não atingem nosso lindo corpinho tão rápido, evitando de passarmos mal.
Outra dica é beber bastante água durante o dia todo antes de sair, já que a ressaca também é provocada pela falta de hidratação do organismo. Ah, sabe aqueles remedinhos que vendem em farmácia e prometem acabar com o mal-estar pós-bebedeira? Eles também devem ser ingeridos antes da cervejinha, para já deixar nosso corpo preparado para o que vem.
Para evitar a ressaca, a lógica da água é importante: além de estar hidratada durante todo o dia, recomenda-se beber um copo d’água entre as bebidas alcoólicas. Assim, você diminui e muuuuito os riscos de ter um dia seguinte morgado.
Ih! Não consegui evitar a ressaca, e agora? 🙁
Calma! Ter ressaca é a coisa mais normal do mundo. O que você vai precisar fazer nesse dia de muita dor de cabeça e enjoo é dar ao seu corpo tudo que ele está pedindo. A sede vai ser constante, então esteja sempre com uma garrafa de água bem fresquinha ao lado. Mesmo que sua vontade seja ficar no quarto o dia todo, levante da cama e tente respirar um ar fresco, assim como praticar exercícios, já que você sua e libera as toxinas mais rápido, o que vai ajudar a aliviar a sensação de mal-estar.
Mesmo que não te dê vontade de comer, por estar se sentindo enjoada, seu corpo precisa de alimentos. Ah, mas não se esqueça de comer comidinhas beeem levinhas. Seu corpo já vai estar trabalhando pra caramba na digestão de todo o álcool que foi ingerido, portanto, evite frituras, doces e comidas pesadas durante a ressaca. Tome um chá de boldo, se possível, e não exagere nos analgésicos durante o dia.
No mais, curta a vida, mas sempre com moderação, né non? Ninguém merece perder um dia inteiro passando mal e não conseguindo fazer nada, miga!
Se você AMA veludo, mas não sabe como usar a tendência, os looks plus size da Ju Romano vão te ajudar. Eu separei algumas fotos do Instagram dela que provam que o tecido combina com diferentes estilos de produções e ocasiões. Então se liga abaixo e comece a usar esse must have!
Vestido de veludo pode ser usado de várias formas diferentes
Se você tem um ou mais vestidos de veludos, saiba que você pode abusar das maneiras de usá-lo. Se liga nesses looks da Ju:
Aqui, ela usou o vestido azul com um trench coat, meia-calça e sapato. Ótimo para um evento casual chique, sabe? Uma reuniãozinha seguida de um happy hour entre amigos.
Já neste look ela investiu em uma vibe pré + balada. Ótima opção também para ir em um evento mais descolado. É a mesma lógica do look acima: vestido, dessa vez uma jaqueta bomber, meia-calça e sapato baixo.
Ainda na onda dos vestidos, Ju apostou na produção com camisa por baixo, deixando o visual bem moderno, jovial e fresquinho. Vestido + camisa por baixo + jaqueta bomber + botinha de cano curto. Dá pra ir a um almoço de família, ter aquele date, beber com as amigas ou até mesmo passear no shopping. É bem versátil essa produção!
All velvet: combinação top e saia de veludo deixa o look bem moderno
Para fashionistas que nem a Ju, arriscar é algo normal do dia a dia. E é isso que inspira a gente, né? Se você quer dar uma ousada e criar looks diferentões, a combinação veludo + veludo é super interessante. Se liga aqui:
A Ju usou o combo top + saia, ambos de veludo, mas em cores diferentes. E, o mais legal: lançou um cordão que tem as cores das duas peças, criando uma harmonia no visual. Essa produção dá pra curtir uma baladinha tranquilamente e, claro, se for o caso, aparecer no programa da Sabrina Sato! 😀
Nesse look a Ju investiu na mesma lógica de top + saia de veludo, mas as peças tornam tudo diferente da produção anterior. As cores usadas e os modelos das roupas dão um ar bem romântico, e os acessórios complementam essa ideia. Opção legal para um date, almoçar com o namorado ou aquele compromisso de família de fim de semana, sabe?
Veludo no trabalho e em ambientes mais formais pode ser usado também
Se você tem uma reunião de emprego em um lugar mais moderno (aquele que não exige um mesmo tipo de look), foi chamada para um evento de networking ou mesmo vai participar de um happy hour da empresa depois de um dia de trabalho, esse jeito de usar o veludo é ideal. Nessa produção a Ju está com um body de veludo rosa clarinho, mas a calça escura de cintura alta, o salto e o blazer tornam o visual mais formalzinho, tirando o foco principal no tecido. Legal, né?
Já neste look, Ju está com o mesmo body, mas com uma saia metalizada maravilhosa. Bem moderna e ótima para uma festinha de fim de ano da empresa, por exemplo. Vale apostar em uma jaqueta ou blazer para complementar também!
Se você tem cabelo ruivo natural ou pintado, precisa prestar bastaaaante atenção nos cuidados com os fios. Isso porque o tratamento para a madeixa naturalmente vermelha e a que é quimicamente dessa cor é diferente. Mas calma, em poucos segundos você vai entender como cuidar de cada tipo e vai exibir um visual colorido maravilhoso! Se liga só 😉
Por que tem diferença nos cuidados com o cabelo ruivo natural para o pintado?
A lógica é simples: se você nasceu ruiva, seus pigmentos naturais são vermelhos e eles estão – a grosso modo – dentro do seu cabelo. Cuidando com produtos específicos para fios coloridos, eles vão se manter lindos e vibrantes.
Já se você pinta, o pigmento é fantasia, ou seja, ele é colocado dentro do córtex (o coração do cabelo). Só que nada na vida dura para sempre e, de tempos em tempos, você vai precisar retocar a cor, já que ela vai desbotar com facilidade. Além de tomar cuidados para evitar que isso ocorra muito rápido, sacou?
Já que você é ruiva natural, os cuidados são mais simples. Em suma é: usar produtos específicos para fios coloridos. No entanto, a gente não tem APENAS a cor no cabelo né, tem a textura, o tipo etc. Então se liga aqui e veja aonde você se encaixa:
Cabelo ruivo natural com química: se você tem progressiva, alisamento, ou qualquer tipo de química que altere a textura dos seus fios, além de produtos específicos para a cor é necessário alternar com itens para madeixas com química. Também é recomendado fazer um cronograma capilar, que consiste, basicamente, em intercalar o uso de máscaras de hidratação, nutrição e restauração uma vez por semana;
Cabelo ruivo natural cacheado ou crespo: alternar nas lavagens produtos para fios coloridos com os para madeixas nessa textura.
A lógica é a mesma se o seu cabelo também for muito ressecado ou oleoso. Dosar o uso dos cosméticos para conseguir cuidar do fio como um todo 😀
Se o fio é pintado, a coisa muda de figura. Os cuidados são exatamente os mesmos em relação ao uso de produtos para cabelos coloridos e as outras necessidades, como tipo e textura. No entanto, para manter a cor vibrante e bonita, a principal diferença é: retocar, com frequência, a cor. A não ser que você curta um visual desbotadinho, meio alaranjado, é necessário ter esse pequeno trabalho extra. Mas é superfácil, tá? Dá pra fazer em casa mesmo ou no salão de beleza. A Ju Romano já explicou o passo a passo de como ela pinta o dela sem mistérios, se liga nesse vídeo!
Dicas ESSENCIAIS para cuidar de qualquer cabelo ruivo, seja natural ou pintado
Água, sol, calor, umidade, poluição… Todos esses fatores externos são inimigos da cor. Por isso, dê um checklist aqui para ver o que você já faz e o que pode fazer para aumentar o tempo de retoque e manter os fios naturais lindos:
Evite lavar os fios todos os dias: isso faz com que eles desbotem mais rápido. Se o cabelo ficar oleoso rápido, tipo de um dia para o outro, experimente usar shampoo seco e espaçar o tempo entre as lavagens;
Use produtos com proteção solar nos fios: se você se expor ao sol é ESSENCIAL usá-los. Alguns leave-ins já contém essa função e, se a ideia for ficar o dia todo pegando aquele bronze, a lógica é a mesma do filtro solar. Reaplique a cada 2 horas ou depois de mergulhar;
Use sempre protetor térmico: chapinha, secador, babyliss… Um cabelo ruivo, colorido ou não, precisa se proteger dos efeitos nocivos do calor. Então use um produto específico para blindar seus fios e evitar danos futuros!
Hidrate! Já reparou que quando você tem uma nuvem de frizz os fios parecem de uma cor diferente, além de perderem a forma? Pois é. Todo cabelo precisa de hidratação, é o mínimo que você pode fazer por ele: repor a água perdida. E uma madeixa com frizz está desidratada, tendeu?
Aposte em tratamentos profundos: um cabelo poroso sempre vai exibir uma cor diferente da “normal”. Se você pinta de vermelho, há grandes chances da cor ficar manchada devido a porosidade, sabia? O motivo é que, nos pontos em que o fio apresenta essa característica, ele vai “sugar” mais tinta, criando um carnaval de tons na sua cabeça. Por isso, invista em cuidados mais profundos, como cauterização e reconstrução.
E aí, curtiram? Tem mais alguma dica pra dar pra gente? Escreve aqui nos comentários!
A jaqueta bomber tem sua origem na moda masculina ao surgir nos looks de Tom Cruise no filme “Top Gun – Ases Indomáveis”, em 1986, e caiu no gosto da mulherada desde então. E o mais maravilhoso é que existe uma infinidade de modelos, texturas e estilos plus size da peça. Então se liga nas dicas de como usá-la em seus looks e dar um ar urbano para as suas produções!
Como surgiu o nome “bomber” para a jaqueta?
Como falamos, a peça ganhou fama no filme em que Tom Cruise é um piloto. E foi justamente assim que ela surgiu, de uma necessidade de quem trabalhava dentro das aeronaves. Por volta de 1917, na época da Primeira Guerra Mundial, os pilotos de caça precisavam de um casaco que não impedisse seus movimentos dentro do avião, fosse leve, bom para o uso diário e, claro, agasalhasse. Por isso, o que configura uma jaqueta bomber é quando a pela é fechada com elásticos na cintura e nos pulsos, formato criado para evitar que o frio entre.
Depois de Top Gun, o estilo ganhou os colégios e universidades com aplicações de nomes de times de futebol. Mais tarde, em 2011, Ryan Gosling voltou com a moda no filme “Drive”, estilo bem mais parecido com o que vemos hoje em dia!
A jaqueta bomber vai dar ao seu look uma pegada mais urbana
Se você curte o visual street style, com uma pegada esportiva e urbana, essa é a peça ideal pra você. Ela pode ser justa ao corpo ou mais folgadinha, o que nos permite ir além: dê uma olhadinha na seção masculina das lojas, pois pode haver ainda mais opções! Mas nem é tão necessário, sabia? Hoje podemos encontrá-la na versão plus size e em diferentes formatos: couro, bordados, estampadas, lisas, com aplicações de pedrarias e muito mais.
Nessa pegada urbana, você pode usá-la com shorts, leggins, tênis e bonés. É legal porque ela consegue transitar entre qualquer tipo de acessório, sendo bem fácil inseri-la em sua produção.
A jaqueta bomber pode ser a peça central do seu look
É interessante pensar que a jaqueta pode ser a peça central do seu look, ou seja, é ela que vai chamar atenção para o todo. Por isso, invista em vestidos ou no conjunto camisa-calça, camisa-saia mais sóbrios, ou em jeans, destacando apenas a queridinha.
Usando a jaqueta bomber em um look mais sóbrio, bem gótica suave
Sim, a bomber é bem vesátil e você pode criar um look bem gótica suave com ela! Você pode misturar peças em preto e branco, ou até mesmo produções mais coloridas, mas sempre pensando na máxima dos tons da mesma temperatura: quente com quente, frio com frio. Assim, você compõe um visual com informações espalhadas e pode destacar mais nos acessórios!
Não tenha medo de usar a jaqueta bomber; ela salva qualquer look!
Use e abuse da jaqueta bomber enquanto o clima ainda está ameno no Brasil. Mas quer saber? Você pode usar também para passeios no shopping, pra ir na casa de amigos e para eventos com uma pegada casual chique. Ou seja: dá pra usar o ano todo, bebê! Só vai!
Ai, gente! Muita novidade nesse FWPS verão 2018 que vai trazer ainda mais diversidade pro universo plus size! Eu estou particularmente orgulhosa de ver o segmento crescer cada dia mais. Segundo dados do IEMI – Inteligência de Mercado o segmento de vestuário Plus Size deve crescer 8,2% em 2017, enquanto o vestuário adulto geral deve crescer 4,7%. Ou seja, é um mercado carente e com muito potencial de crescimento ainda.
Nessa edição eu e outras blogueiras vamos palestrar para os lojistas, logo no início do evento (as 12hs), sobre o mercado e o que ainda falta para a consumidora plus fashionista. Mas o destaque fica para o ensaio de divulgação do FWPS verão 2018 que, pela primeira vez, trouxe a moda masculina plus size, também em ascensão, pro foco principal. To orgulhosíssima dos meninos, entre eles o Junão e o Otávio, que são amigos queridos e uns homões da porra – tão de parabéns, viu?! hua hua hua
Então olha o ensaio e anota aí na sua agenda a programação para não perder NADA!!!
♥ FWPS verão 2018:diversidade marca a 16ª edição do evento plus size ♥
♦ Homens Plus brilham em editorial do Fashion Weekend Plus Size verão 2018
Renata Poskus, idealizadora e diretora do FWPS e uma das principais influenciadoras do segmento plus no país, escolheu a moda masculina plus size para ser destaque dessa edição, um tema super relevante e necessário ainda no plus. “Este ano, começamos a perceber uma movimentação maior na moda masculina Plus, geralmente homens parecem se importar menos com moda e vestem aquilo que cabe, mas este comportamento está mudando – ainda bem – e as marcas estão percebendo e trazendo novidades para que homens de todos os tamanhos possam se vestir com o que desejam. Normalmente escolhemos algumas modelos para divulgar uma determinada edição do evento e dentro desta grande movimentação masculina decidimos colocar os rapazes no editorial”, declara Renata Poskus.
As marcas masculinas que cederam as roupas para o editorial e que desfilarão no Fashion Weekend Plus Size são: Mais Pano, Reizz, Umen e Afro Style by Rainha Nagô. São marcas com propostas diferentes para vestir homens de todos os tamanhos nas mais diversas situações do dia a dia.
Da esquerda para direita: Marcelo veste camisa e bermuda Umen e camiseta Reizz; Otávio veste Umen e boné Reizz, Junão veste jaqueta mais Pano e bermuda Umen; e Maykon veste camiseta Afro Style, colete Reizz e calça Mais Pano
Umberto Fontolan Filho
Altura: 1,91
Junão veste Umen
Começou a modelar este ano, recebeu um convite para participar de um casting e foi por insistência de amigas Plus Size e foi por diversão. Ao chegar lá se deu muito bem com a equipe e gostou do resultado das fotos, então foi chamado novamente pela mesma marca e já recebeu o convite para o editorial do FWPS verão 2018. O empresário joga futebol americano e foi nos treinos que conheceu algumas modelos Plus Size que o incentivaram na carreira de modelo. Umberto conta que a equipe do Futebol Americano é como uma família e que seus amigos no esporte dão força para os trabalhos como modelo Plus Size além de terem interesse no crescimento da moda masculina Plus já que vários deles possuem porte físico Plus (todo gordo é Plus, mas nem todo Plus é gordo).
Otávio Janecke Altura 1,81
Look 1 (esquerda): Umen e look 2: jaqueta Mais Pano, bermuda e camiseta Umen
O catarinense começou a modelar há cerca de um ano por insistência de uma amiga que trabalha na indústria têxtil e o convidou para fotografar. Atualmente divide seu tempo entre os trabalhos como modelo e o blog O Plus Size, criado há pouco mais de um ano, além de atuar na área comercial de uma construtora em Jaraguá do Sul (SC). Otávio conta que seu primeiro trabalho como modelo foi fotografado em 1 de abril, o dia da mentira, e que postou em suas redes sociais que tinha tido um dia de modelo e as pessoas acharam que ele estava brincando. Um fato que o marcou foi quando um homem enviou um direct no Instagram dele falando que parou de pensar em suicídio ao seguir o IG de Otávio, pois até então, só vivia trancado em casa, se culpando por não se encaixar no padrão. Com isto, caiu a ficha de Otávio sobre a importância de seu trabalho como blogueiro plus size e como modelo pois inspira pessoas a se aceitarem e criarem consciência de como melhorar sua qualidade de vida independente dos padrões impostos pela sociedade.
Marcelo Augusto de Oliveira
Altura: 1,73
Marcelo veste Umen
O barbeiro teve sua primeira experiência como modelo no editorial do Fashion Weekend Plus Size convidado por uma amiga que faz parte da organização do evento. Aceitou modelar como um hobby. Gostou de participar do ensaio, mesmo estando nervoso, afinal nunca tinha feito nenhum, achou divertido e tem grandes expectativas para outros trabalhos como modelo já que o FWPS é a maior vitrine do mercado Plus.
Maykon Alves Sales
Altura: 1,80
Look 1: Umen e look 2: camiseta Afro Style, colete Reizz e calça Mais Pano
Começou a modelar em 2016 realizando um sonho que sempre teve, mas não conhecia ainda o universo Plus Size e a possibilidade de modelar no segmento. Até aqui só teve experiências positivas como modelo e está sempre buscando evoluir.
Ficha técnica:
Editorial FWPS verão 2018
Fotografia: Adriana Libini
Beauty: Priscilla Satim
Stylist: Thiago Gandra
Direção: Renata Poskus
Modelos: Marcelo Augusto de Oliveira, Maykon Alves Sales, Umberto Fontolan Filho e Otávio Janecke
Agradecimentos: Reizz, Afro Style by Rainha Nagô, Umen e Mais Pano
♦ MARCAS PARTICIPANTES DO FWPS VERÃO 2018
Afro Style (masculina)
Arsiè (lingerie e moda praia)
Gracia Alonso (feminina)
Mais Pano (masculina)
Maria Abacaxita (fun size)
Rainha Nagô (feminina street style)
Reizz (moda para todos)
Pernambucanas (rede de varejo, linha Plus feminina)
Vislumbre (lingerie e moda praia)
Zuya (feminina)
O público composto por lojistas de todo o país pode conferir os lançamentos das grifes na passarela e fazer seu pedido no Salão de Negócios além de receber informações sobre áreas
específicas do segmento nas palestras.
♦ PALESTRAS E HORÁRIOS
12 horas Talk com blogueiras Plus Size – O que elas esperam das marcas e lojas?
As influenciadoras Ju Romano (do blog JUROMANO.COM, é jornalista apaixonada por moda, beleza e música), Mel Soares (do blog Relaxa aí Fofa que fala sobre autoestima, moda plus size e beleza, tem um estilo único, bem feminino) e Natália Nascimento (do blog Estilosos no metrô, é consultora de imagem e produtora de moda e mostra a moda do cotidiano e a diversidade de estilos no transporte público, para deixar claro que moda não se resume apenas em desfiles e editoriais). Elas falarão sobre o universo das blogueiras Plus Size e o que
desejam das marcas e lojas do segmento.
14 horas Por que a minha loja não vende? Com Renata Poskus
A diretora do Fashion Weekend Plus Size atua como consultora especializada no segmento Plus Size e apresentará para lojistas, empresários e vendedores os motivos para o sucesso ou o fracasso para lojas especializadas no segmento Plus Size e dando dicas para uma trajetória de
sucesso.
16 horas Tendências verão 2018 com Sandra Teschner, da editora Profashional
A editora Profashional que desenvolve diversas publicações customizadas para marcas de varejo firmou parceria com o Fashion Weekend Plus Size e a Publisher da editora Sandra Teschner apresentará as tendências verão 2018 focando no segmento Plus Size. Sandra circula pelos principais eventos de moda do mundo, de Shangai a Dubai e capta mais do que
tendências de moda e sim lifestyles, moda, arte e cultura.
♦ QUANDO, ONDE, HORÁRIOS
Fashion Weekend Plus Size verão 18
Data: 27 de agosto
Horário: Salão de Negócios 11 horas, palestras ao meio-dia, 14 horas e 16 horas e desfiles a partir das 17 horas
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
SAIBA MAIS EM www.fwps.com.br
Bom, gatonas e gatões, eu fico muito orgulhosa dos eventos plus size e acho que a gente tem que apoiar sempre para que o mercado cresça cada vez mais. Então espalha a novidade pras amigas e pros amigos e vamos ficar de olho pra ver o que as marcas vão trazer de tendência pra próxima estação!
E que por favorzinho, venha com o calor logo que eu não aguento mais congelar nesse frio de SP hua hua hua
Me conta o que você achou do ensaio e o que você espera do FWPS VERÃO 2018! Ahhhhh e se puder, dá uma passada lá pra me ver 😉
Quem não ama ver séries? E é mais legal ainda quando temos uma gorda protagonista, sendo tratada de forma normal na sociedade, afinal de contas é tudo que a gente quer, né non? Nelas, emagrecer não é a questão principal da personagem. Então se liga nas dicas e aproveite muito a representatividade que elas vão te proporcionar!
1) Drop Dead Diva: impossível não se apaixonar por Jane Bingum!
Essa série, sem dúvida, é a minha favorita da vida! Já no primeiro episódio você vai se deparar com Deb, uma modelo loira, magra e fútil que morre num acidente de carro. Massss rola uns paranauês bem loucos e ela volta à vida, só que em outro corpo: no de Jane Bingum, que é uma advogada brilhante, inteligente, linda e GORDA! No início ela não aceita o corpo, mas o legal é que logo isso deixa de ser uma questão, ela eleva sua autoestima e arrasa nos tribunais.
A série conta com 6 temporadas e fala muito sobre o universo da advocacia – eu aprendi muita coisa! -, relacionamentos e vai te fazer dar muita risada! Ela foi produzida pelo canal americano Lifetime, mas tem tudo lá no Netflix. Maratona à vista?
2) My Mad Fat Diary: Rae representa a nossa adolescência
Essa série mexeu fuuuundo no meu coração, porque em quase todas as cenas eu me vi. Baseada no livro homônimo, ela conta a história de Rae, uma adolescente inglesa, de 16 anos, que acaba de sair de um hospital psiquiátrico após 4 meses internada devido a uma tentativa de suicídio.
Ser gorda é um problema para ela, mas vai muito além: na série ela faz terapia e entende que o que ela quer não é emagrecer, mas desenvolver seu o amor-próprio. O relacionamento com seus amigos, a descoberta da sexualidade e os sonhos com o futuro são o centro da atração, mas o tom bem-humorado torna a temática densa ser bem divertida. E, claro, eu me apaixonei pela Rae <3 ! Infelizmente a série foi cancelada, mas as três temporadas são incríveis e valem a audiência!
3) American Housewife: Katy critica padrões de beleza
Nesta série americana que estreou ano passado, Katy é uma comediante que saiu do subúrbio e se mudou com a família para uma cidade com mansões e pessoas cheias da grana. A personagem se incomoda com as mães “perfeitas”, as famílias exemplares e critica o luxo e o padrão de beleza imposto! É bem legal porque ela é uma mãe gorda, empoderada, engraçadíssima e satiriza toda a questão da maternidade. A série tem uma temporada no ar e já foi renovada devido ao sucesso de audiência! Grazadeus!
Gostaram das dicas? Tem mais séries pra indicar pra gente? Diz aê!
Você quer ideias de penteados para casamento? Geralmente, lançamos logo um coque nessas ocasiões especiais, né? Ele é um estilo maravilhoso e muito curinga, mas a gente pode ir além, com cabelo solto, semipreso, cacheado… Que tal? Veja 4 sugestões de diferentes visuais para apostar em eventos glamourosos!
1) Penteado com cabelo solto também é glamouroso, meu bem!
A gente tem mania de achar que penteado é só quando os fios estão presos, né? Mas né não, miga. Se você não curte prender o cabelo, essa é a opção ideal para você. São diversos estilos que você possa apostar:
Ondas naturais: você faz uma escova, depois um babyliss e penteia as madeixas, deixando-as onduladas, como se fossem naturalmente assim. Pode usar com os fios divididos ao meio ou de ladinho. Não esqueça de usar spray fixador para que o visual se mantenha durante todo o evento!
Cachos poderosos: porque prender seus cachinhos? Deixe-os livres para brilharem na festa! Uma dica boa é investir no difusor para secá-los com muita definição e volume, dando um ar poderoso para sua produção!
Sleek hair: sabe quando a raiz fica mais rente ao couro cabeludo? É desse penteado que estamos falando. O estilo é queridinho de muitas fashionistas por ser muito simples: basta fazer uma escova lisa, usar uma pomada para dar uma “baixada” na raiz e está pronto! Você pode usar com os fios divididos ao meio ou todos para trás.
2) Coque ou rabo de cavalo meio preso são penteados para casamento bem divertidos!
Se você não conhece esses penteados, não está seguindo a Ju Romano direito 😀 Os dois são clássicos visuais da nossa ruiva, e funcionam para QUALQUER situação, além de serem extremamente simples de serem feitos e funcionarem com todos os tipos de cabelo. Se liga só:
Coque meio preso, ou half bun: basta levantar os fios frontais, com um pouquinho da metade de cima do cabelo, e prender em um coque. Para um visual mais polido, você pode usar pomada nas mãos enquanto faz o movimento de levantar e prender os fios, o que vai fixá-los e evitar o frizz! As madeixas que estiverem soltas você pode deixar lisinhas, fazer um babyliss ou definir os cachos, se forem cacheadas!
Rabo de cavalo meio preso, ou half bun: o jeito de fazer esse penteado é bem parecido com o coque meio preso, a única diferença é que você não vai torcer os fios de cima, apenas prendê-los em um rabo de cavalo! Você também pode deixá-lo lisinho ou criar ondas para um efeito mais glam.
3) Outros penteados semipresos que fazem sucesso para casamentos
Você pode investir nos clássicos semipresos, que são uma mão na roda por serem super práticos e fáceis de fazer. Olha só algumas ideias pra você:
De ladinho: independentemente do seu tipo de cabelo, esse penteado funciona. Basta jogar os fios para o lado que desejar e prendê-los. Você pode prender mais em cima ou mais embaixo, atrás da orelha. Bem chique!
4) Rabo de cavalo baixo é um penteado discreto e curinga para casamentos
Não tem jeito, é só amarrar os fios em um rabo de cavalo e você está pronta em segundos. E, mais uma vez, combina com todos os estilos capilares. Fácil, né? Se liga só nas ideias abaixo:
E aí, curtiu nossas ideias de penteados para casamento? Lembrando que demos ideias só de penteados, tá? De looks foi nesse post aqui! Comenta aí se tiver mais sugestões!
“Nossa, nunca tinha ouvido falar sobre gordofobia! O que é isso? Pessoas gordas também constituem uma minoria? Mas o que gordos querem?”
Calma.
Se você nunca ouviu falar sobre gordofobia ou se você só viu alguma coisa desconexa por aí, nunca se aprofundou ou tem algumas concepções erradas sobre o assunto (tipo “agora vai ser obrigatório ser gordo???”), essa série de textos é para você.
Nos próximos 5 artigos que escreverei para esse site, você vai aprender de forma resumida o que é a luta antgordofobia, pra que ela serve, o que ela quer e como você pode fazer parte. Segura na minha mão e vamos lá!
Parte 1 de 5: Gordofobia não é igual a pressão estética
Você deve perceber por aí que existe um tipo de corpo, aparência, cor de pele, cabelo, tamanho, formato, que é visto como “bonito”, deixando para todos os outros corpos a classificação de “feios”, “exóticos”, “estranhos” etc. Mesmo que todos nós tenhamos um gosto um pouco diferente um dos outros, não dá para não reconhecer que há um corpo específico que sempre vai ser valorizado, seja nas relações sociais, seja na mídia. A gente chama isso de “padrão de beleza”, um conjunto de características que definem a forma como você deveria aparentar para ser considerado bonito e desfrutar de um enorme leque de privilégios sociais.
Diariamente, somos bombardeados pela mídia com esses corpos “perfeitos”, pessoas que são reconhecidas pela sua beleza e que representam a casta “bem-sucedida” da sociedade. Você, pessoa que provavelmente não está dentro desse padrão, acaba se sentindo mal por isso, e começa a fazer o que qualquer pessoa faz dentro de um sistema capitalista: consumir. Compra uma assinatura de revista digital que dá dicas de beleza, adquire vários produtos que prometem te deixar linda, se matricula na academia e mais um monte de outras ações que fazem a roda do mercado girar.
Todo esse sistema só precisa de uma coisa pra existir: a sua infelicidade. Muito provavelmente, nem com todos os produtos e serviços do mundo, você vai se tornar aquela pessoa da revista, e o segredo é exatamente esse. Você vai ser pressionada pra sempre fazer essa roda girar, se achando feia, “fora do peso” e tudo aquilo que você ouve por aí e provavelmente fala dos outros e de si mesma. O nome disso é pressão estética.
Perceba que, para falar de pressão estética, vou me direcionar principalmente às mulheres. Isso não quer dizer que homens também não sofram desta pressão – principalmente aqueles que não se identificam com os estereótipos masculinos, como pessoas LGBTs e afins – mas sem dúvida nenhuma, mulheres sofrem em uma escala muito maior que homens nesse quesito.
Dentro da pressão estética, vão falar do seu corpo. Vão dizer que ele é maior do que deveria. Vão te chamar de gorda. Vão dizer que “toda mulher está sempre 3 quilos acima do ideal”. Isso tudo é perverso, doloroso e pode acarretar um número enorme de questões psicológicas…
…o que não quer dizer que você está sofrendo gordofobia.
Dentro do espectro possível dos corpos humanos, vemos uma infinidade de variações que vão das mais magras até as mais gordas. O corpo humano é vivo e fluido, e pode transitar nesse espectro de acordo com todas as interações que faz com o mundo. A partir do ambiente, alimentação, relações sociais, genética e outros vários fatores internos e externos, o corpo humano passa a se apresentar em um formato específico, que vai mudando de acordo com a mudança desses fatores.
Mesmo que aparentemente acreditemos que o formato de nosso corpo depende única e exclusivamente da nossa vontade de mudá-lo, a ciência hoje cada vez mais entende que temos muito menos controle sobre o nosso corpo do que acreditamos ter. Por ser um resultado multifatorial, com muitos desses fatores fora de nosso controle, na maioria das vezes, não é possível lutar contra esse sistema de forma efetiva, muito menos mantê-lo sob controle por muito tempo.
Pensando dessa forma, passamos a entender que todos os corpos desse espectro são válidos, afinal, você é só mais um ser humano como qualquer outro, certo?
Errado.
A gordofobia é o sistema que faz pessoas serem julgadas moralmente pelo o tamanho de seus corpos. Esse sistema de opressão escolhe um ponto do espectro dos corpos e o delimita como “normal”, passando a perseguir tudo o que está além deste ponto. Repare quando eu digo que a perseguição é para os corpos além deste ponto. Afinal, nossa sociedade bate palmas para a magreza, seja ela excessiva ou não, mas condena pessoas gordas. Não é exatamente uma preocupação com a sua saúde, mas vou falar mais sobre essa questão num próximo texto.
Quando você é gordo, você é excluído sumariamente do convívio social, e isso está claro no mundo que te cerca. Nada é feito pra você. Cadeiras não te aguentam, catracas entalam, poltronas não te cabem, roupas não são feitas para o seu tamanho. Ser gordo quer dizer não ter direito de desfrutar o mundo, afinal, ele é feito para “pessoas normais”, e você não é considerado normal.
Mas a opressão não está só no mundo material, mas também no mundo subjetivo. Pessoas gordas carregam diversos estigmas, independente de suas personalidades individuais. São vistas como pessoas sujas, relaxadas, preguiçosas. São excluídas do mercado de trabalho como se seu corpo fosse testemunha de sua capacidade. São usadas como forma de entretenimento e retratadas sempre como estranhas, excêntricas, exageradas. Na mídia, pouquíssimas pessoas gordas ganham espaços que não dependam diretamente do tamanho do seu corpo, por exemplo, a gorda engraçada ou a gorda que quer emagrecer.
O que era para ser só mais uma característica de um corpo humano, assim como tantas outras que temos, passa a se tornar um estigma. Se você é gordo, você obrigatoriamente é (adicione vários outros adjetivos degradantes aqui).
Atente para o fato de que até agora, não falei sobre a questão estética de ser gordo, e isso não é por acaso. Pessoas gordas não estão dentro do padrão estético, então é claro que vão ser consideradas feias para aqueles que vivem sequestrados dentro desse sistema. Mas minha escolha por ignorar esse fato nesse texto tem também outro objetivo. Normalmente, pessoas desinformadas acreditam que a luta contra a gordofobia é sobre beleza. É sobre obrigar pessoas a acharem gordos bonitos. E isso não pode estar mais longe da realidade.
Dizer que uma pessoa gorda deve ser considerada bonita está dentro da luta de tentar quebrar o padrão de beleza. De tentar mostrar que o ser humano é bonito pela sua diversidade, não pela sua padronização. De lutar contra o mercado que se alimenta da infelicidade. Pessoas fora do padrão são consideradas feias por diversas características, incluindo não serem magras. Nada disso é gordofobia. É só a pressão estética agindo e dizendo “ou você é assim ou você não é considerado bonito”, ponto.
Estar fora do padrão estético vai, sim, te trazer alguns problemas. Vai, sim, te fazer sofrer se você quiser continuar dentro desse sistema. Mas não vai fazer você ser considerado uma pessoa doente. Ninguém vai dizer que você vai morrer cedo. Nenhuma cadeira vai quebrar com seu peso. Você não vai ser impedido de ir ao cinema por não ter onde sentar ou de sair na rua porque nenhuma roupa te cabe. Mas a gordofobia vai.
Perceba que a gordofobia não é uma versão “agravada” da pressão estética. Toda pessoa gorda sofre pressão estética, por não estar no padrão. Mas nem toda pessoa fora do padrão sofre gordofobia. Você pode, sim, olhar no espelho um dia e falar “dane-se que eu não sou loira” ou “dane-se que eu não tenho barriga negativa”. Mas você não pode olhar pra uma cadeira e falar “dane-se que você não me aguenta, eu vou sentar assim mesmo”. Se você for em uma consulta médica, nenhum profissional vai dizer que sua tosse é culpa da sua falta de depilação. Mas uma pessoa gorda sai até do oftalmologista com prescrição de dieta, sem nem um exame sequer além do visual.
Gordofobia é a visão de que toda pessoa gorda é doente, e pior, é doente porque quer. Afinal, qualquer um pode fechar a boca e emagrecer, né? Se ela não faz isso, é porque é relapsa (“sabe que vai morrer e não faz nada?”), preguiçosa (“não consegue nem levantar pra fazer um exercício!”), descuidada (“desse tamanho, não pode ter nenhum cuidado consigo”), e por aí vai. E o que uma pessoa dessas merece? Lógico, ser humilhada, excluída, desrespeitada. Ser tratada com subhumana, até o momento que ela “caia na real” e resolva se tornar um ser humano novamente.
Percebe como é muito além de só não ser bonito?
Na escala de tamanhos de corpos, é muito difícil dizer onde a gordofobia começa. Não dá pra dizer que a partir de tal peso ou de tal tamanho de roupa, você passa a sofrer gordofobia. Aqui, vale uma reflexão individual. Mesmo que eu não tenha o corpo padrão, será que eu sofro desumanização? Será que o mundo não me cabe? Será que todas as minhas características individuais são apagadas pelo tamanho do meu corpo?
Assim, você descobre se sofre ou não gordofobia.
No próximo texto, vamos falar sobre a questão de saúde e porque a luta também aponta para a gordofobia médica/científica, mas não se restringe só a tentar mostrar que ser gordo nada tem a ver com ser doente.
A gente sabe que comprar calça jeans plus size não é uma tarefa fácil, até porque em cada loja percebemos que temos um tamanho diferente, entre outras questões, como cós, estilos e o tipo de material usado. Mas calma! Para te auxiliar na escolha da peça ideal, conversamos com uma baita especialista no assunto: Mariana Camargo, fundadora da marca Clamarroca Plus, que dá todas as dicas para quem deseja adquirir a sonhada calça jeans perfeita. Se liga só!
A produção de uma calça jeans plus size não é simples e exige entendimento da diversidade de corpos gordos
O grande desafio na criação da calça é encontrar uma infinidade de bases para a infinidade de silhuetas que vestimos. Nenhum corpo é igual o outro, mas uma produção de jeans é feito do que? De pelo menos uma centena de jeans de cada modelo, 100 jeans idênticos, do mesmo formato, em uma variedade de tamanhos. São dezenas, centenas de características de corpos únicos procurando um jeans, o mesmo jeans. A mulher que é baixinha sonha encontrar um jeans que não precise de barra, enquanto a mais alta não quer que a calça fique “pula brejo”. Já mulher que uma cintura fina não quer que fique legal só no quadril, enquanto a que tem barriga saliente não quer se sentir apertada ou incomodada.
Enquanto resolvemos a particularidade de algumas, criamos uma barreira para outras. Então é fato que, enquanto não somos uma grande indústria, mas uma marca independente, iremos ter a capacidade de lançar 8, 10, 12 modelos a cada coleção, em 2, 3, 4 bases diferentes. Vamos precisar que uma cliente faça uma barra aqui, uma pensa acolá. Vamos ter que esperar pela próxima coleção pra ter a lavagem exata que procuramos. É quase impossível que uma mesma base vista todas as mulheres, mesmo que tenha elasticidade, porque, independentemente do material, o caimento é o que conta.
O jeans boyfriend, por exemplo, que é muito, muito desejado (a famosa calça da Bels, rs), não tem nenhuma elasticidade. É lindo, maravilhoso, mas pode machucar uma mulher que tenha o quadril maior que 140cm por conta do atrito do algodão com a pele, das dobrinhas, por ser um jeans mais “durinho”.
Calça jeans plus size de moletom foi uma boa saída para essa questão, pois se adequa a todos os corpos
Nossa fórmula mágica foi criar o jeans conforto, que é um moletom com o corte e a lavagem do jeans. Uma peça que veste TODO MUNDO bem e é, hoje, nosso carro-chefe. Em um ano já estamos na 5ª produção e expandimos de uma para 5 lavagens. Mas ainda assim recebemos alguns pedidos especiais: existe uma skinny que não laceia? Opa! Existe e vamos lançar na próxima coleção! Assistimos ao vídeo da Ju (Moda plus size: o que eu espero de você) em uma noite e fomos correndo pra oficina na manhã seguinte!
Jeans plus size não é o jeans regular em tamanho maior
Nnossa ideia era fazer exatamente o mesmo jeans da magra, com o mesmo caimento, mas para o corpo gordo e há muitas diferenças. A expansão de cada manequim funciona de forma distinta, não há uma fórmula padrão, como acontece para a produção de tamanhos regulares.
Em regra, uma calça 46 tem 46 cm de cós quando estendida e ponto. Mas pra fazer um jeans plus size temos que pensar em cintura, quadril, gancho, coxa, joelho. Se contarmos somente com os parâmetros da cintura, a gente veste só quem tem um corpo mais cabide e nós temos corpos super particulares, né?
É engraçado porque sou advogada e, muitas vezes, ensino o chefe da produção que faz isso há décadas, porque fazer jeans em tamanhos grandes é uma novidade pra todo mundo, até pra quem cria roupa plus size. Todo dia a gente aprende que precisamos subir a cintura, aumentar a altura do gancho, afunilar a largura do joelho, dar uma folga na barriga. A modelagem é, praticamente, feita em cima do corpo. Sou a modelo de prova e, enquanto não tem um caimento perfeito, eu não aprovo a peça piloto.
Preste atenção no material usado na calça jeans para que ela seja confortável e ajustada ao corpo
O material de qualidade é uma das peças-chave. Trabalhar com tecelagens de ponta é um dos fatores que fazem com que nosso jeans seja especial. O negócio é estudar e conversar com quem costura e também na loja, trocando ideia com quem veste é fundamental.
Não podemos contar só com beleza, fazer um jeans bonitinho no manequim é fácil.
Vestir uma pessoa é outra coisa. O desafio é maior! A peça tem que te ter beleza, conforto, elasticidade, compressão, caimento, lavagem bacana, estilo.
Manter o jeans com as mesmas características que ele tem na prateleira, hoje, é o nosso principal desafio, por isso escolhemos um fio de lycra que não desbota, não laceia e, ainda, aceita lavagens mais agressivas, que é o que deixa o jeans com cara de vitrine, digno de Ju Romano 😀
Fique ligada no tamanho do cós da calça jeans plus size
O tamanho do cós faz toda a diferença. O cós estreito é charmosinho, delicado, mas não dá sustentação. Nós usamos o mesmo cós das calças masculinas e, se necessário, reforçamos com mais de 2 tiras, que é a regra. Pra alguns modelos temos costura dupla, pra dar aquela “segurada”, pra outros deixamos a cintura mais solta, porque a proposta é ter elasticidade.
É detalhe em cima de detalhe. Sempre me olham com uma cara de “CÊ TÁ BEM LOCA” na oficina e, depois de uma palestra sobre o corpo gordo todo mundo vai entendendo e, aos poucos, a produção fica mais orgânica.
Mari dá a dica dos estilos de calças jeans plus size que estão em alta
O guarda roupa sem gênero é uma das grandes tendências que a gente vê por aí e que mais se aplicam ao universo do jeanswear. As peças oversized, com um caimento mais geométrico; o retão; o jeans sacudão, pra ser usado com peças que valorizam o corpão, são uma aposta que não é de hoje e que fica.
Acho que o x da questão do jeans é que ele conversa com tudo, pode ter aplicação, pode ter acabamento, customização, pode ser bordado, recortado, rasgado porque o material do jeans por si só é um neutralizador natural.
Esse é motivo do porquê eu amo tanto o jeans: ele facilita a vida e ajuda a gente a se desvendar, a entender do quê gosta e deixar qualquer look com a nossa cara. Ninguém fica com cara de fantasiado vestido de jeans. E todo mundo pode ficar incrível e com sua própria carinha.
A principal dica para comprar sua calça jeans plus size pela internet
A primeira dica é: miga, se nada der certo a sua troca é grátis e a devolução é automática. O risco é todo de quem vende, então não precisa ter medo. É lei, é direito do consumidor, comprar, provar, aprovar, ou não, e poder trocar sem nenhum entrave. Comprar pela internet e não ter uma fita métrica é um risco desnecessário. Se mediu cintura e quadril, é 99% de chance de acerto. O negócio é mandar e-mail, direct, inbox, mensagem, ligar pra, depois de se acostumar, comprar sem medo e ainda ganhar frete grátis ?
E aí, gostou das dicas? A Clamarroca Plus tem loja física em São Paulo (R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 193 – Pinheiros, São Paulo) e loja online para todo o Brasil. 😀