Saia bandage plus size e blusa com estampa de frutas

Olá queridas, eu já mostrei essa saia bandage plus size aqui, nesse look, mas achei que o azul ia ficar muito incrível com essa blusa com estampa de frutas.

Quem lançou a tendência das estampas de frutas foi a Prada, no verão de 2010, com as bananas. Depois elas vieram com força de novo na semana de moda de Milão, em 2011, e como tudo demora a pegar aqui no Brasil, por aqui os desfiles apresentaram flores e frutas nas coleções de verão 2014. Marcas como Mixed, Isolda, Farm, Maria Filó e outras lançaram nas suas coleções maçãs, limões, laranjas, cajus, bananas, cerejas, abacaxis e outras estampas de feira.

A minha camiseta é de limões, olha só:

Truque: a camiseta é plus size e eu acho ótimo porque assim ela fica larguinha na barriga, onde eu não gosto que aperte, porém na parte de cima, como eu tenho pouco peito e ombro menor que o quadril, ela fica enorme. O meu truque é prender a ponta da manga na alça do sutiã, assim a camiseta vira uma regata e não fica tão grande na parte de cima.

 

→ Veja 5 maneiras de evitar assaduras entre as pernas ao usar saias e vestidos

 

SERVIÇO:

♥ Camiseta com estampa de frutas > Rouge Marie

♥ Saia bandage > Rouge Marie

♥ Bolsa > Olook

♥ Sandália > Schutz

♥ Pulseiras, bracelete, colar, anéis e óculos > 25 de Março

 

Bom, gatonas, por hoje é isso, curtiram o look? Então vamos lá pro meu Facebook conversar mais!

 

HUÁ HUÁ

BJÓN

Gordinha de branco e animal print

Olá queridas, como eu falei no post sobre o Fashion Weekend Plus Size, uma estampa que veio com tudo foi o animal print. Bom, sou suspeita porque eu amo estampas de onça, zebra e afins. Acho que é um jeitinho bacana de a gente quebrar aquele tabu “gorda X estampa“, sabe? Sem contar que animal print tem a capacidade de tirar qualquer look da monotonia.

Outra regra que eu adoro quebrar é a da gordinha de branco… Quem disse que gorda fica maior de branco, meu Deus?! Pode até ser que, se usadas de algumas formas, as cores claras deem a impressão de aumentar. Mas até aí, se você for gorda, você realmente acha que uma roupa preta vai fazer com que você pareça magra? Não! Além do mais, roupas claras deixam a gente iluminada, alegre, pra cima…

Sem contar que alguns truques podem muito bem fazer até as cores claras alongarem o corpo (ninguém tá dizendo que você precisa obedecer, mas sei que muita gente tem medo de roupa clara porque não quer ficar maior e os truques podem ajudar):

Um deles é o cardigã aberto, que cria uma verticalidade na parte da frente, ajudando a alongar o tronco (o mesmo truque funciona com listras horizontais, por exemplo).

O comprimento da peça é muito importante. Se for vestido, por exemplo, deixar o joelho e até uns dedinhos a mais à mostra também ajuda a alongar as pernocas. Se for uma blusa, o comprimento máximo é a altura do quadril, para não dividir o corpo ao meio e deixar as pernas com impressão de serem curtiiiinhas.

O salto alto é um aliado daqueles. Calma! Não tô falando para você sair por aí no salto fino de 15 cm, eu também não uso. Mas uma sandália de plataforma, com uma estampa ou design diferenciados, é uma ótima opção – e confortável.

Um cinto bacana, marcando a cintura, ajuda a modelar o vestido e deixá-lo com um caimento mais bonito na parte de baixo. O resultado para quem tem barriga é divino!

Por último, mas a mais importante, a regra mãe de tudo: NUNCA use uma roupa menor que o seu tamanho. Se for necessário, use uma maior e ajuste com algumas costurinhas ou com cintos, mas nunca use uma menor esperando que você vá emagrecer. Mesmo que você emagreça um dia, você vive o presente e não o futuro!

Dito isso, vamos ao look com a gordinha de branco e animal print:

SERVIÇO:

 Cardigã > Flaminga (aproveita que a loja está em liquidação e entrega em todo o Brasil)

 Vestido > Emme (o meu é G, mas em quem tem muito peito acho que não dá)

 Sandália > Schutz

 Bolsa > 25 de março

 Bracelete > Yasso Mania

 Pulseiras > Vem Bijoux

 Cinto > Rery

 

Bom, gatonas, por hoje é isso. Curtiram? Vocês têm medo de alguma cor? Me conta tudo aí nos comentários e vamos lá pro meu Facebook conversar mais.

 

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BJÓN

Vestido plus size com mix de estampas floral e étnica e vazado nas costas

Olá queridas, quando eu vi esse vestido plus size fiquei absolutamente apaixonada pelo mix de estampas, pelas cores, pela modelagem, enfim, por tudo! Esse modelo de vestido é ótimo para qualquer tipo de corpo, isso porque ele faz o formato ampulheta, que ajuda a equilibrar a parte de baixo com a de cima. Se você tiver quadris largos como eu ele dá uma disfarçada, já se você tiver o quadril muito fino em relação ao busto ele ajuda a aumentar um pouquinho. E ele também tem as costas vazadas, para dar um ar sexy. Achei ótimo e mega confortável.

Se você tem encanação em usar vestido porque uma coxa fica ralando na outra e acaba assando, eu escrevi um post com 5 alternativas para evitar assaduras entre as pernas, clica AQUI pra ler. E vamos ao look!

A bolsa também é bafo! É da loja online Olook e eu gostei tanto do modelo que comprei essa e um modelo colorido, azul e verde. hua hua hua

ATENÇÃO: meu vestido é EG, mas apesar de não estar aparecendo na foto, ele está muito grande em mim. Principalmente nas costas, eu tive que dar uns pontinhos para acertar o vazado atrás, porque ele estava quase na minha bunda. Minhas medidas são 127cm de quadril e 105cm de busto. Se você for menor que isso e for comprar, PEGUE O GG.

 

SERVIÇO:

♥ Vestido > Wear Ever

♥ Sandália > Mundial Calçados

♥ Bolsa > Olook

♥ Pulseiras > 25 de março

♥ Colar > Selina

♥ Anel > Viennois

 

Bom, gatonas, por hoje é isso. Fica aí a dica de look confortável pra pular carnaval também! Curtiu? Então vamos lá pro meu Facebook conversar mais

 

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BJÓN

Ensaio retrô de lingerie plus size com a modelo GG Whitney Thompson

Olá queridas, quando vi esse ensaio retrô de lingerie plus size com a modelo GG Whitney Thompson não resisti e PRE-CI-SEI compartilhar. Está tão fofo!

Pra quem não conhece, a Panache, marca de lingerie que produziu esse ensaio para a linha Sculptresse é cheia de boas ideias quando se trata de variedade. Ela tem modelos com quadris bem largos, peitos grandes, barriguinha, etc… Acho muito democrático uma loja se propor a atender diferentes tipos de corpo e mostrar isso com muito orgulho!

Fiquem com a linda Whitney Thompson e o ensaio de lingerie plus size mais lindinho ainda:

 

E aí, o que acharam? Antes que alguém fale que ela é magra para ser plus size, vamos lembrar que plus size é qualquer mulher que vista acima do 46, ok?

 

Me contem se vocês também acharam um amor e vamos lá pro meu Facebook conversar mais!

 

HUÁ HUÁ

BJÓN

 

 

O melhor do Fashion Weekend Plus Size Inverno 2014

Este domingo, dia 23 de fevereiro, rolou o Fashion Weekend Plus Size Inverno 2014, que trouxe 12 grifes ao palco do Auditório Elis Regina, no Anhembi (São Paulo). Na galeria abaixo (clica na imagem e vai passando para frente na flecha) reuni os melhores looks de todos os desfiles. Logo abaixo listo alguns pontos em comum e o que é tendência na moda plus size.

 

[EasyGallery id=’fwps’]

 

P&B

Muitos looks tinham a combinação de preto e branco. O P&B apareceu na Pernambucanas, Maison Zank, Melinde, Xica Vaidosa, Aline Zattar… Enfim, eu amo porque acho chiquérrimo e muito fácil mesmo de combinar com acessórios legais.

 

ANIMAL PRINT

Também apareceu com tudo. Animal print nunca sai de moda, né? Mas ele veio em umas estampas bonitas, com cores intensas e diversas padronagens (zebra, tigre, onça…). Meu look favorito é o de blusa com estampa de onça e saia preta rodada (amei de paixão), da Xica Vaidosa.

 

COURO FAKE

Em alta há algumas temporadas, o couro fake apareceu em vestidos, em mangas, em ombreiras, em calças e até em saias (sim, finalmente saias para gordinhas nesse estilo!). Eu gosto muito desse tecido, mas quem não gosta de roupa marcando tem que tomar cuidado com a modelagem. Apareceu na Xica Vaidosa, na Aline Zattar e na Maison Zank, por exemplo.

 

APOSTAS:

Estampa: animal print

Tecido: couro fake

Cor: vermelho fechado, azul e P&B

Melhor peça: saia em A

Peça da temporada: camisa com detalhes

 

Eu sempre falo que a cada ano o FWPS fica melhor. Dessa vez eu vi coisas lindas e coisas horrorosas. Sabe aquela história 8 ou 80? Pois é. Alguns desfiles deixei até de fora, porque não consegui salvar NA-DA (não foi o caso do de lingerie, viu? Só deixei de fora o de lingerie porque separei só as roupas). Em compensação, acho que os desfiles da Marri Gattô, Melinde e Xica Vaidosa compensaram qualquer ponto negativo.

 

Enfim, acho válido olhar todas as roupas para tirar inspiração na hora de montar os looks e na hora de comprar.

 

Bom, gatonas, por hoje é isso. Me contem, vocês foram ao Fashion Weekend Plus Size Inverno 2014?! O que acharam? Me conta tudo nos comentários e vamos lá no Facebook conversar melhor.

 

HUA HUA

BJÓN

 

 

 

 

Saia bandage para gordinha e camisa plus size estampada

Olá queridas! Eu nunca fui uma pessoa “sexy”. De verdade, sempre me incomodou muito pensar que as pessoas (e nesse caso os homens) pudessem gostar de mim só pela aparência. Eu não queria conquistar ninguém com as minhas pernas, queria conquistar com o meu cérebro.

Me chamem de feminista e o que for, mas esse pensamento sempre caminhou comigo “o cara tem que gostar de mim pelo o que eu tenho por dentro, não pelo tamanho do meu peito ou pelas minhas pernas”. E isso nunca foi motivo para eu andar por aí de burca, mas eu também nunca me importei muito em usar decotões ou saias justérrimas.

Imaginem, então, a minha reação quando veio a moda das saias bandage – e, diga-se de passagem, a vida é curta, mas essas saias… Nem sequer provei uma para testar e ver como ficava no meu corpo. Pensei: “saia bandage para gordinha de coxas grossas e bundão? JAMAIS!” Primeiro porque achei que ficaria subindo conforme eu caminhasse (e aí eu teria que ficar na eterna luta do abaixa-abaixa) e segundo porque eu imaginei que seria engolida com olhares nojentos de homens tarados mundo afora (sim, eu tenho esse nível de autoestima huahuahua). E, para variar, paguei a minha língua…

Semana passada (quando ainda estava calor em SP) ganhei essa saia bandage e amei de paixão a cor. Aí, claro que eu ainda não desenvolvi a arte de ser sexy, mas essa saia tem o comprimento perfeito e é ultra confortável! Então montei um look mais divertido, com uma camisa de estampa de gatinho e uma bolsa giga, contrastando com o azul das peças.

Depois que fui olhar as fotos, percebi que a camisa por fora, cobrindo os quadris e os culotes, emagrece muito o corpo. Eu não ligo em usar roupas que me “engordem”, mas sei que muitas meninas buscam combinações que deixem o corpo mais fino. Então aí vai a dica: saia justa  + camisa por fora = sucesso!

 

SERVIÇO:

Saia > Rouge Marie

Camisa > Rouge Marie

Bolsa > Yasso Mania

Bracelete > Le Charm

Pulseiras e anel do dedo indicador > Vem Bijoux

Sandália > Mundial Calçados

Anel azul e brincos > ganhei do boy

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Bom, gatonas, só para deixar claro eu não acho errado de forma alguma você querer ser sexy, usar saias curtas e justas. Eu acho, inclusive que esse é um direito seu e que isso não quer dizer NADA sobre a sua personalidade (odeio gente que vê uma mina de roupa curta e justa e comenta “Nossa que vadia”, acho o cúmulo!). Só compartilhei a minha história aí acima, porque as vezes vejo várias gatas super sexy e acho lindo, mas não combina com a minha personalidade… E o que a gente sempre defende aqui? Roupa é para expressar a SUA personalidade, ok!? (no caso a minha tá mais pra “gatinhos” do que pra “coxões” hua hua hua)

 

Por hoje é isso lindonas, curtiram? Como vocês usam as saias bandage? Me contem tudo e vamos lá pro meu Facebook conversar mais

 

HUA HUA

BJÓN

Entrevista com Edull o brasileiro que desenha princesas plus size e heroínas acima do peso

O Eduardo Santos, ou Edull como é conhecido, é um cara super talentoso. O designer, com seus 27 anos, já conquistou uma clientela fiel: as plus size Brasil afora. Isso porque ele tem um olhar diferente para a ilustração e consegue desenhar super-heroínas, bruxas más, personagens de filmes e qualquer outra mulher na versão gordinha. Além da riqueza de detalhes, o trabalho do Edull é bacana porque prova que é tudo uma questão de acostumar o olhar. E se nossas crianças se acostumassem com a ideia de uma super-heroína ser gorda? Será que teríamos tanto preconceito?

Essa mesma reflexão levou a estudante de ensino médio Jewel Moore a criar o Everybody is Beautiful (todo mundo é bonito) uma petição online para que a Disney criasse princesas plus size. Ela diz: “eu sou uma jovem plus size e eu sei que muitas meninas e mulheres lutam com a autoconfiança e precisam de um personagem assim na mídia. Estudos mostram que a confiança de uma criança se relaciona muito com o quanto eles têm representação na mídia. […] Se a Disney fizesse uma princesa plus size que fosse tão brilhante, surpreendente e memorável quanto as outras, faria muito bem para as meninas plus size por aí que são bombardeados com imagens que as fazem sentir-se feia perto do padrão magro atual”. A petição já tem mais de 22 mil assinaturas.

Para entender melhor o trabalho do Edull e saber como ele chegou até aqui, fiz um bate-papo e adorei a visão dele. Vale a pena dar uma lidinha:

→ Como você começou a desenhar?
Comecei quando criança, reunindo os amigos para “brincar de desenhar”. Nos meus primeiros desenhos fiquei impressionado com a minha habilidade. E pensei, “Sou um desenhista!”. Na verdade, depois de alguns anos, descobri que estes desenhos estavam todos muito estranhos e desproporcionais. (rsrs) Mas minha mãe sempre dizia que estavam lindos! E isso serviu de motivação e empolgação para continuar. Por isso, deixo uma dica pra quem está começando: mostre sempre para a sua mãe.

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→ De onde surgiu o interesse por corpos curvilíneos?

Não sei explicar. Muitos acham estranho esse gosto, mas eu acho normal. A mulher gordinha é uma mulher. É normal. O que eu gosto nas gordinhas são as formas arredondadas e volumosas.

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→ Você já sofreu preconceito ou algum tipo de estranhamento por desenhar gordinhas? Como foi?
Já sofri preconceito sim. Eu comecei a desenhar gordinhas bem antes desse “boom” do mercado plus size, quando era raro esse assunto em qualquer tipo de mídia.  Então, já dá pra imaginar o quanto eu era considerado estranho.  Mas isso é bom. O princípio do artista é, de alguma forma, ser estranho.

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→ Você passou a imprimir seus desenhos em produtos como camisetas e calendários. Como funciona? Quais são os produtos que podem levar seus desenhos?

No final de 2012, larguei o emprego (que era criar estampas para tecido), para me dedicar a minha arte e trabalhar como designer freelancer. Eu vivo das encomendas de ilustrações, para empresas e pessoas. E agora estou começando a comercializar produtos. Tudo o que pode ser impresso, pode ser um produto meu (esse é o meu objetivo num futuro próximo rsrs). Sobre as encomendas, é só entrar em contato comigo. Faço retrato/caricaturas, mascotes gordinhas para lojas, ou qualquer outro serviço que precisarem (no contexto da ilustração, claro rsrs).

♥ O Edull fez um calendário lindo com princesas plus size, compre aqui

 

→ Você encontrou um nicho esquecido pela moda, pelo design e, por que não dizer, pela sociedade. Como você acha que seu trabalho ajuda para melhorar esse cenário?

Eu fico muito feliz quando recebo mensagens de mulheres falando da importância da minha arte na vida delas. O quanto meu trabalho ajuda na sua autoconfiança. Esse é o maior estímulo que posso receber.  Porque é esse o meu objetivo.

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 Qual é o desenho que mais te deixou orgulhoso?
A She-Ra! Fiz muitas experimentações até chegar nesse resultado. E quando terminei eu fiquei emocionando, nem parecia que era eu quem tinha feito.  Foi o desenho maior e mais colorido que fiz na época. A partir daí continuei nesse estilo.


Qual foi a melhor história que o seu trabalho te proporcionou? 

Tenho duas. Uma mulher me contou a sua história. Sofreu durante toda a sua vida, com problemas familiares e sociais. Hoje ela está se recuperando de uma depressão profunda. E meus desenhos estão a ajudando superar essa situação. Uma blogueira dos Estados Unidos, contou que estava vendo minhas ilustrações das princesas da Disney e sua filha adorou os desenhos. Além de identificar todas as princesas, ela não perguntou porque elas eram gordinhas. Apenas as achou lindas em pronto.

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 Um dos seus trabalhos mais conhecidos são as heroínas gordinhas, é assim que você enxerga uma menina plus size, como uma super-heroína?

O objetivo é mostrar que as gordinhas podem ser tudo o que elas querem. O fato de serem gordas não é empecilho para nada. A limitação está na nossa cabeça. Cada um pode achar em si mesmo um defeito e fazer disso uma limitação. Se não fosse a gordura, talvez fosse outra coisa. Então é mais fácil se aceitar como é do que mudar a si mesmo (isso sim é difícil).

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 O que você acha dos padrões de corpo feminino aqui no Brasil?
O padrão e o preconceito sempre vão existir. Faz parte da sociedade, não tem como acabar. Se não pode vencê-los, junte-se a eles, conviva com eles. Todo mundo sofre preconceito, por qualquer motivo. O padrão para homens é ser musculoso, e durante minha vida toda sofri preconceito por ser magro (beeem magrinho). E sabe quando isso acabou? Quando me aceitei.

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 Se você pudesse mandar uma mensagem para todas as meninas gordinhas do Brasil, o que você falaria?

Gordinha, essa palavra não te define. Você é uma pessoa, uma mulher. Normal como todo mundo.  Nem superior nem inferior.  Somos todos normais. O segredo de uma mulher bonita é uma mulher feliz. Eu sei que é difícil ir contra a uma maioria preconceituosa, mas faça um teste: esqueça um pouco essa corrida para o corpo ideal. Procure fazer o que te deixa feliz, aproveite a vida. E você será a mulher mais linda do mundo.

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Bom, depois dessa entrevista, fiquei ainda mais fã do trabalho do Edull, acho que a gente tem que incentivar pensamentos e trabalhos como o dele. Se quiser saber mais sobre ele e seu trabalho vá até a página do Edull (https://www.facebook.com/edull.ardo) curta e compartilhe esse pensamento!
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Por hoje é isso, curtiu? Então vamos lá pro meu Facebook conversar mais
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HUÁ HUÁ
BJÓN

Como usar: vestido longo para gordinha

Olá queridas, calor é foda (com o perdão da palavra). A gente coloca qualquer roupa e já fica suando em bicas. Por isso quanto mais pele estiver de fora, melhor é. Mas como fazer para ficar bem vestida, quase sem roupa?!!?

A solução é o vestido longo para gordinha como eu, que tem aquele sério problema de raspar uma coxa na outra, já que dá para usar um shortinho por baixo e ficar ultra confortável. Eu gosto muito de saias e vestidos longos no verão, porque quando a gente anda o tecido se movimenta e fica abanando as pernas. Acho ótimo!

Enfim, o truque é buscar tecidos leves e saias mais soltinhas (se for grudada vai ficar colando na perna suada e ficar com aquelas pizzas de suor…). Na hora de escolher a estampa, modelos que concentram as cores em uma linha no centro do corpo, ajudam a afiná-lo, caso você se incomode com isso (eu comprei mesmo porque achei a estampa MARAVILHOSA).

 

Bom então fica aí com um look de vestido longo para gordinha:

Sabe, eu sempre recebo recados das meninas falando que não gostam de colocar os braços para fora. Eu sei que não é que elas não gostem, as vezes é simplesmente vergonha. Eu entendo, mas acho que você deve, sim, lutar contra isso. Você pode se vestir do jeito que quiser, é claro, mas ficar escondendo o braço porque ele é gordo ou porque tem estrias é um jeito muito ruim de viver – e de passar calor!

Todo mundo tem a região de cima do braço mais gordinha, quem não tem é atleta ou gente muito magra, mas considerando que 51% da população brasileira estão acima do peso ideal, mais da metade do país tem braços gordos. E você tá aí passando calor com o seu enfiado dentro de uma manga. Já pensou nisso? Se braço gordo é a maioria, porque você tem vergonha dele?

Bom, se precisar de uma forcinha, pensa nessa última foto minha, com um braço gordo, gordurinhas nas costas, barriguinha dobrada e tudo que uma gordinha tem. Mas sou assim e você também é do jeitinho que você é, vai ficar se escondendo para sempre?!?! 😉

 

SERVIÇO:

♥ Vestido > Casa Shiva (já falei dela nesse post AQUI)

♥ Sandália > Renner

♥ Bolsa > 25 de março

♥ Pulseiras, anel e brincos > 25 de março

 

Bom gatonas, por hoje é isso, mas vamos lá no meu Facebook conversar mais!

 

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BJON

 

Confissões de uma mulher normal

Eu já fui obcecada por peso. Já fui tão obcecada que sentia meu estômago se desdobrando de fome dentro da minha barriga, abria a porta da geladeira e a única coisa que conseguia fazer era chorar. Não, nem um Polenguinho. Nenhum alimento era pouco o suficiente para o tanto que eu precisava emagrecer. Eu usava 36 – hoje visto 50. Não sei bem ao certo onde eu queria chegar. Só sabia que não era ali, era mais. Eu queria ser mais magra. Achava que a numeração das calças estava errada, que não era possível ser gorda daquele jeito e já vestir 36. Sim, eram as calças que estavam erradas, porque eu me via no espelho muito gorda. Pra piorar eu não ia ao banheiro. Eu não comia quase nada, mas queria que o pouco que comia saísse logo. Uma amiga recomendou um remedinho natural, “vende na farmácia sem prescrição, você toma e dentro de 6 horas vai ao banheiro”. Eu tomava um a cada 6 horas. Quando o remedinho começou a ter efeito rebote, achei melhor começar a vomitar. Contava 10 grãos de arroz, tomava um litro de água e saía da mesa com a desculpa que precisava ir fazer xixi. E vomitava.

Eu vomitava e chorava – de fome, de tristeza, de solidão. É muito solitário viver a prisão do seu corpo. É muito triste não conseguir pensar em mais nada além de emagrecer.

 

 

Fiquei encarcerada durante mais ou menos 1 ano. Foi o tempo que tomei o Roacutan, remédio para espinhas que tem a pior bula de efeitos colaterais de todos, entre eles distúrbios alimentares, depressão, desejo suicida. E eu tive todos os efeitos colaterais. Depois que parei o remédio, minha vida foi voltando ao normal. Mas claro, o desejo de ser magra está cravado na gente desde criança, o remédio potencializou, mas parar com ele não fez desaparecer toda a pressão que eu sofria para ter o corpo perfeito. Eu achava que não era perfeita. Eu achava que precisava ser…

Foi só 4 anos e 20 sessões de terapia depois que eu consegui tocar nesse assunto (e ainda hoje, 10 anos depois, quando falo meu olho se enche de lágrimas). Foi muita dor. Dor não é só o que a gente sente quando corta o dedo ou quando opera a vesícula. A pior dor que a gente sente é da tortura mental, que te mata por dentro.

Dona Vera, minha terapeuta, com suas sobrancelhas arqueadas, me perguntava:

– “quem liga para como é o seu corpo? Se é gordo ou magro?”

– “os outros”

– “mas quem são os outros?”

– “todas as outras pessoas!”

– “e como essas pessoas influenciam no curso que leva a sua vida?”

–  ………

– “então por que você se importa tanto com o que elas acham de você?”

– ……….

– “já parou para pensar, que você está deixando sua vida ser levada pela opinião de pessoas que não influenciam em nada nela? Já pensou que você está anulando sua personalidade para isso?”

 

Dona Vera me deu um estalo que eu estava precisando. Eu precisava desse “clic” para conseguir analisar de fora como tinha sido horrível aquilo pelo que eu passei. Como eu tinha maltratado o meu corpo, a minha mente e a minha vida em busca de aprovação. E era isso mesmo que eu queria: aprovação. Eu queria que minha mãe não achasse defeitos em mim, que os meninos do colégio quisessem me namorar, me exibir, eu queria ser irretocável. Eu queria negar tudo que fizesse de mim quem eu era, para simplesmente virar um objeto de exposição. Mal sabia eu que só fica em exposição o que já está morto.

Eu costumo dizer que foi a faculdade que me fez enxergar a beleza que cada pessoa tem, cada uma a seu modo. Mas acho que quem realmente me fez enxergar isso foi eu mesma. Uma vez que eu entendi que cada pessoa é única e o que torna uma pessoa o que ela é seu conjunto de qualidades e defeitos, passei a admirar cada pessoa como um quebra-cabeça. Todas as peças são necessárias para montar um lindo quadro no final. E não dá para simplesmente tirar umas pecinhas de um quebra-cabeça só porque ele tem 500 peças – da mesma forma que não dá para tirar uns quilinhos só porque alguém tem de sobra.

As pessoas são diferentes e isso é bom. Cada pessoa gosta de uma coisa e isso é muito bom. Eu aprendi a descobrir do que eu realmente gostava. Descobri quem era a Juliana, o que ela tinha prazer em comer, em beber, em conversar, em ouvir, em usar, em escrever… Eu conheci uma pessoa incrível: eu mesma. E passei a amar tudo que essa pessoa fazia, passei a apreciar cada momento com ela e a dar valor aos pequenos prazeres que ela me proporcionava. E nunca mais quis brigar com ela. Só cuidar, com carinho, para que ela durasse muitos anos.

Hoje falo de boca cheia que sou uma gorda saudável e prefiro assim. Acho engraçado alguém falar “impossível alguém não querer emagrecer”. Eu já fui magra e já fui gorda. Escolhi ser assim. Eu não quero emagrecer, estou assim por opção, obrigada. Eu nunca mais quis ser diferente do que eu sou. Sim, eu quero que amanhã eu sempre seja uma versão melhorada de hoje, mas que para isso eu não tenha que sacrificar as minhas horas de alegria e nem o meu prazer de viver. Que para isso, eu não tenha que derramar lágrimas toda vez que me vejo no espelho. Eu sou assim, gordinha, com a mente muito mais rápida que o metabolismo.

Eu já disse e levo isso como mantra na minha vida: a minha aparência é tão pouco e tão pequena perto da mulher incrível que eu posso ser. Pra quê perder a vida tentando transformar a minha aprência, enquanto eu posso crescer de tantas outras formas? Enquanto o que está por dentro pode ser tão mais lindo e gerar muito mais frutos do que o que vem por fora?

O tempo passa, a gente envelhece, os padrões mudam, as pessoas vão e vêm. A única coisa que você consegue salvar é o que você cultivou de dentro para fora.

 

Confesso que já fui obcecada por peso e isso não me levou a lugar algum. Hoje sou apaixonada pela vida e vou para onde quiser (e isso inclui a academia, se me der vontade).

 

 

Obs: demorei mais de 4 anos para compartilhar essa história no blog, mas senti que era a hora de fazer o “Confissões de uma mulher normal” depois de um comentário infeliz de um rapaz que dizia “quero ajudar as meninas a se livrarem do martírio que é ser gordinha”. Eu digo que martírio é viver em função do seu corpo, gordo, magro, alto baixo, musculoso ou raquítico. Martírio é viver em função de futilidades. Ser quem você é não é um peso, é uma libertação!

 

 Obs 2: antes que alguém fale alguma coisa, eu cuido do meu corpo, da minha alimentação e do meu bem-estar. Só não deixo que isso tome conta da minha vida e de todas as minhas experiências!

 

 

Bazar Pop Plus Size edição de verão 2014

Olá queridas, é com muito prazer que venho convidá-las para mais uma edição do Bazar Pop Plus Size. A mini edição de verão 2014 vai rolar dia 08/02 na MADRE Conhecimento Criativo, em Pinheiros, São Paulo. Das 16h às 21h e adivinha só quem vai dar um workshop sobre moda e autoestima?!?!?!?! Sim, euzinha! Além da gente se conhecer ao vivo, você também vai poder fuçar e garimpar peças plus size incríveis!

Para participar tem que fazer uma pré-inscrição mandando seu nome e RG para bazarpopplussize@gmail.com. Taxa de inscrição: R$ 10 ou R$ 5 + 1kg de ração para cães (doados para a CÃO SEM DONO – Proteção Animal). Mas atenção as vagas são LIMITADAS e o evento está sujeito a lotação!

 

Bazar Pop Plus Size mini edição de verão 2014

♥ Data: 08/02 – sábado

♥ Local:  MADRE Conhecimento Criativo, na Rua Joaquim Antunes, 430 – Pinheiros – São Paulo

♥ Horário: das 16h às 21h

♥ Preço: R$ 10 ou R$ 5 + 1kg de ração para cães

♥ Como se inscrever: mandar e-mail com nome e RG para bazarpopplussize@gmail.com

 

Programação:

♥ Bate-papo “Moda e autoestima” c/ Juliana Romano (blog Entre Topetes e Vinis)

♥ Workshop “Valorize os seus traços” [dicas de make e penteados] c/ Camila Irala e Simone Barcelos (Madre Conhecimento Criativo)

♥ Virando Sereia + Chica Bolacha (biquinis e maiôs plus size)

Eslovenia (leggings descoladas)

Curve à Porter (moda feminina)

Dona Mathilde (moda feminina)

Espaço Zeta (camisetas pop)

Aldeia Moforongo (brinquedos para vestir)

Pop Pluma (acessórios para cabelo)

♥ Coquetel + baladinha com a DJ Cranmarry e Juh Rufino

 

Bom, gatonas, por hoje é isso. Curtiram a notícia? Nos vemos por lá!?!?!  Me contem tudo nos comentários e vamos lá pro meu Facebook conversar mais

 

HUÁ HUÁ

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