Como comprar roupa plus size online: veja dicas para não errar na compra pela internet

Comprar roupa plus size online já é algo complicado, e quando cada marca tem um tamanho diferente a cabeça entra em parafuso e é muito fácil desistir no meio do caminho. Até porque ninguém merece ficar namorando uma peça, pagar por ela, esperar ansiosa em casa e depois ficar apertada ou larga demais, né? Mas CALMA! Dicas simples, como saber suas medidas e o tipo de tecido que você tá adquirindo já fazem muita diferença e reduzem possíveis frustrações. Se liga nos truques abaixo:

Conheça o seu corpo: saber as suas medidas é ESSENCIAL para comprar roupa plus size online

Toda mulher que usa roupa plus size tem, pelo menos, dois tamanhos diferentes. Em uma loja é 50, na outra 52, isso quando não tabelam como G1, G3 etc. E isso não tem naaaada a ver com seu peso, tá? São as medidas mesmo! Para não ficar perdida, meça as principais: braço, busto, tronco, cintura, quadril e coxas. A grande maioria dos sites tem uma tabela de medidas justamente pra isso, o que facilita a compra e você já sabe, de cara, o tamanho certo naquela marca específica.

Preste atenção no tipo de tecido que você está comprando

Não é apenas na medida da roupa que você precisa prestar atenção. Dependendo do tipo de tecido, tudo muda. Por exemplo: se você comprar uma calça jeans com elastano, a chance dela ceder é grande, valendo a pena investir em um tamanho menor. Já tecidos que não são flexíveis, como cetim, você precisa comprar o tamanho exato para que ele caiba perfeitamente no seu corpitcho.

Dica extra: se você vai comprar algo que tem a mesma tecelagem de uma peça que você tem em casa, olhe na etiqueta a composição. Exemplo: uma calça com 78% de algodão, 4% de elastano e 18% de poliéster fica perfeita no seu corpo? Procure por composições parecidas!

Fique ligada se existem comentários de quem já comprou a peça que você está desejando

Muitos sites de roupas plus size, como a Posthaus, por exemplo, têm um box de comentários em cada peça disponível para compra. Se houve esse espaço, atente-se para o que as outras consumidoras já falaram. Isso facilita muito a sua vida, pois você fica ligada na opinião de quem já comprou, usou, se a peça condiz com a foto etc. 

É LEI: todo produto comprado online pode ser trocado gratuitamente em até 7 dias úteis

Diferentemente das leis a respeito de compras físicas, quando o produto é comprado pela internet o Código do Consumidor garante o direito de arrependimento. Ou seja, você tem até 7 dias úteis, a partir da data de entrega, para ver se curtiu ou não, podendo desistir da compra, sendo reembolsada, ou fazer a troca sem custos adicionais de frete ou taxas. Bom saber, né?

Tem mais dicas que deram certo com você? Comenta aqui para atualizarmos!

 

Você não é cheinha, gordinha, plus size… Você é gorda. E tá tudo bem seu empoderamento | Bernardo Fala

Empoderamento. Uma pesquisa feita pelo Instituto Bernardo Fala atesta que 93,87% dos textões de internet possuem essa palavra em algum lugar. Enquanto uns vários tentam buscar a formula mágica para o tal empoderamento, outros criticam a banalização do termo. Banalizado ou não, é relativamente simples entender o que é “empoderar-se“. É só atentarmos para o significado da palavra no dicionário:

Empoderamento (substantivo masculino): Ato ou efeito de dar ou adquirir poder.

Numa sociedade que constrói a ilusão de que seu valor está atrelado a como você aparenta, como você se veste, o que você consome e quem você conhece, que cria uma ambiente hostil para fazer você acreditar que você não é o suficiente e que você precisa se provar o tempo inteiro, o empoderamento nada mais é do que o processo de tentar trazer esse poder pessoal de volta. Aprender que sua vida vale por ela própria, não pelo o que acham dela. Mas, mesmo que tudo isso pareça ser muito óbvio, mudar nossa autopercepção não é tão simples quanto entender algo racionalmente. Depende também de compreender de forma emocional, profunda, o que acaba tornando a jornada um desafio.

Seguir fórmula mágica de empoderamento é que nem comprar roupa de tamanho único: não serve pra quase ninguém. Empoderar-se é um trabalho individual, que depende de revisitarmos nossa própria história. Mas, mesmo com todo esse caráter único, alguns momentos desse processo costumam ser parecidos para um grande número de pessoas.

Se eu pudesse dar uma dica de como começar, sem dúvida seria através da observação. Parar e investigar na sua rotina todas as formas, concretas ou sutis, que a sociedade retira ou nega seus direitos. Você vai começar a perceber que, mesmo que a forma seja diferente para cada uma das pessoas, grande parte dessas ações se baseiam em lógicas parecidas.

No caso das identidades sociais, você vai notar que uma forma muito eficaz que a sociedade tem de atacar um determinado grupo é criando estereótipos, uma lista fictícia de coisas negativas que todas as pessoas daquele grupo supostamente praticam. Por exemplo, dizer que pessoas negras tem tendência maior a roubar (e por isso são perseguidos pela polícia) ou que todo gay é promíscuo (e por isso não pode doar sangue) e diversos outros tipos de comportamentos que são atribuídos a grupos só pelo fato deles terem uma característica específica.

Na prática, isso causa não só um enfraquecimento daquele grupo como um todo, mas também um movimento de rejeição dessas identidades por parte das próprias pessoas que fazem parte delas. Quantos gays você conhece que falam por aí que “pode ser gay, mas não pode ser viado”?

 

E sabe que outra identidade cai nessa armadilha de falar contra si mesmo e muitas vezes nem percebe? Pessoas gordas.

Plus size, gordinha, cheinha, gordelícia, fofinha… são infinitos os termos usados para não falar diretamente sobre seu tamanho de alguém. Falar que alguém é “gordo” parece uma ofensa absurda, como se isso não estivesse só constatando o óbvio. Pior ainda quando todos esses termos, a primeira vista, parecem trazer um lado “positivo” para o ser gordo, o que parece ser ótimo. Mas é só a gente parar para pensar um momento e reconhecer aonde está a armadilha: se eu preciso de um termo pra suavizar o fato de eu ser gordo, eu estou afirmando que ser gordo é algo ruim.

Toda a delicadeza do outro em dizer que “você não é gorda, é plus size”, não é um elogio, mesmo que pareça muito. É a mesma coisa que dizer que uma pessoa negra “é só moreninha”, ou que fulano “é gay mas é macho”. Cada vez que a identidade real é substituída por algo que a suavize ou a “corrija”, aquela pessoa só está reforçando a ideia de que aquela identidade é negativa.

Aqui, voltamos para o empoderamento. Se empoderar-se é “retormar o poder”, não sentir que seu valor está atrelado a opinião do outro, não há retomada maior do seu poder pessoal que ter orgulho de sua própria identidade. Nua e crua, sem rodeios, sem correções e sem amenizações. É entender que dizer “sim, eu sou gorda” só está falando do tamanho do seu corpo e nada mais. Afinal, ser gordo, ser negro, ser LGBT, é somente uma característica que não diz NADA além do que a própria característica.

Ser gordo não te torna automaticamente preguiçoso, doente, feio ou nada daquilo que é normalmente associado a pessoas gordas. Ao contrário, ser gordo e não ser nada daquilo que acham que você é, é a forma mais contundente de mostrar que esses estereótipos não tem qualquer fundamento. E isso não é só para provar para os outros, mas para mandar uma mensagem para você mesmo. Afinal, como você vai começar a aceitar seu corpo gordo se você não tem nem coragem de dizer essa palavra em voz alta ou se identificar com ela?

Imagem do blog GRANDES MULHERES, da Paulinha Bastos

 

Enquanto você fugir da palavra gorda ou aceitar que ela seja suavizada, vai continuar, mesmo que inconscientemente, achando ser gordo algo digno de vergonha ou de ser escondido.

E ai, não se engane, não há empoderamento que resista.

Você é gorda, sim. E tá tudo bem.

Quanto mede seu quadril, cintura e coxas?Descubra a importância de saber as medidas e como fazer da forma correta

Você já parou para pensar que saber as medidas do seu corpo é superimportante? Muitas vezes nos prendemos ao número que vestimos sem nos dar conta que seria bem mais fácil se soubéssemos o tamanho exato de determinada região, afinal de contas podemos vestir 48 em uma loja e até 54 em outra. Quando se trata de calças, shorts e saias, saber suas medidas faz toda diferença na hora de escolher a peça para que sua compra seja eficiente – ainda mais pela internet – e você fique totalmente confortável. Então se liga aqui!

Por que é importante saber as medidas?

Medir o quadril, a perna e a cintura é muito importante para comprar peças de baixo
Infelizmente, ainda é bastante difícil encontrar lojas físicas de moda plus size. E é por isso que nós corremos para sites com peças destinadas aos nossos corpos, como a Chica Bolacha e a Posthaus, por exemplo. Mas é aí que bate aquele medo de comprar errado, que a peça fique apertada ou larga demais.

Aprenda como medir os centímetros das suas coxas, quadril e cintura!

Para te ajudar a determinar de maneira mais precisa as medidas do seu quadril, é importante seguir alguns passos:

1) Fique em frente a um espelho que mostre o seu corpo inteiro. Assim, você terá certeza que está medindo todas as partes de forma certinha;
2) Fique sem roupa! O tecido pode atrapalhar na hora de envolver a fita métrica em volta do corpo. Ah, aproveite o momento para se admirar e amar ainda mais;
3) Coloque seus pés juntinhos, já que deixá-los separados pode interferir na hora de tirar a medida do quadril;
4) Encontre o ponto mais largo do quadril, da cintura e das coxas. Isso vai garantir que não haverá nenhum erro na medição;
5) Pegue sua fita métrica e a enrole, bem justinha, mas não apertada, em volta de cada região;
6) Por fim, é só marcar o número e anotar o resultado 😉

Agora vai ficar mais fácil comprar suas roupas, né?

Meia-calça para gorda: onde comprar e dicas de como montar looks plus size incríveis com a peça

Meia-calça plus size existe? A peça é quase que uma unanimidade nos looks com a chegada do inverno. A versão preta é a mais famosa, mas garantimos que dá para fazer combinações incríveis com as coloridas, estampadas e com a meia arrastão, a queridinha do momento!

A gente sabe que ainda rola uma dificuldade para encontrar tamanhos plus size da peça, porém, algumas lojas populares já conseguem atender mulheres de numeração até o 56. Para te dar dicas de como montar produções com o item, contamos com a ajuda da consultora de estilo Aline Massa. Olha só!

Gorda de meia-calça, sim! A moda é para todas! 

Provavelmente, você já deve ter lido em algum veículo de moda que a meia-calça não fica bem em mulheres gordas. Estamos aqui para provar justamente ao contrário, né mores? Aline parte do princípio que todo mundo pode usar o que quiser, o importante é se sentir bem! “A meia-calça está liberada para todas! Quanto maior o número do fio, mais grossa e mais quentinha é a peça. Para lugares com invernos mais leves, a fio 40 é uma ótima opção”, afirma a consultora.

Para quem tem pernas muito grossas pode rolar o imprevisto da meia-calça desfiar com o atrito das coxas. Nesse caso, o legal é investir nas versões mais espessas (fio 60, por exemplo) para evitar o problema.

Sou gorda e quero começar a usar meia-calça; qual o melhor look? 

Se você ainda não está acostumada com a peça, algumas combinações são certeiras! “Acho a meia-calça um item muito versátil, que leva facilmente os looks do verão para o inverno. Com vestidos e saias não tem erro! Sabe aquele short soltinho nas pernas? Também fica bem legal. E sempre dá para usar por baixo da calça jeans rasgada, deixando a meia aparecer como um detalhe de estilo!”, diz Aline.

Dicas de looks com meia-calça para gordas baixas e altas 

Já adiantamos que não existem regras e nem limitações! Mas se você é uma gorda baixinha e não quer aparentar ser mais pequenina, Aline dá algumas dicas de como usar a meia-calça a seu favor. “Em geral, meias opacas e neutras diminuem visualmente pernas e quadris, mas isso não precisa limitar ninguém! Pra quem quer parecer mais alta (baixinhas ou não!), o grande truque é combinar a cor da meia com o sapato e a parte de baixo do look!”, explica a profissional.


E nada de pensar que essa dica vale a apenas para a meia-calça preta. A consultora garante que a peça na cor vermelha, por exemplo, com o sapato da mesma cor ou vinho fica lindo! “Looks monocromáticos têm essa vantagem!”, acrescenta Aline.

As gordas altas podem seguir a mesma linha. O look todo de uma cor dá a impressão de alguns centímetros a mais e os que tem quebra de cores encurtam a silhueta. ”Mas vale frisar que as informações da moda têm que ser usadas ao nosso favor para manipular mensagens, nunca limitar! Se você ama alguma combinação, se joga!”, pontua a consultora.

Meia arrastão em perna grossa? Pode apostar! 

A meia arrastão começou a bombar no verão, mas a peça continua reinando no inverno e dá para usá-la tranquilamente em dias de temperaturas mais amenas. E nada de achar que sua perna é muito grossa, hein? Para de neura e teste com looks que você se sinta confortável e, claro, que tenham a ver com o seu estilo. “Você pode pensar na arrastão como uma meia-calça normal, mas com um plus de ter textura, o que deixa o look mais interessante. Quanto menor o espaço da trama, mais discreta ela é!”, afirma Aline.

Ainda não sabe como investir na peça? Aline mostra que não tem mistério para combinar esse tipo de meia-calça com roupas que você, com certeza, já deve ter no seu guarda-roupa. “Gosto muito da meia arrastão por baixo de calças rasgadas ou com a barra mais curtinha, aparecendo de leve. Também fica linda com looks mais despojados, fazendo um contraponto com o estilo mais sexy da meia”, explica a consultora, dando exemplo de itens como jaqueta jeans ou esportiva, camisa de botão oversized e tênis.

Onde comprar meia-calça para gorda em tamanhos grandes, plus size? 

O Clube da Meia-Calça já é conhecido pela disponibilidade de tamanhos plus size, mas separamos outras lojas para você! Confira abaixo:

Look com tênis: como usar de um jeito legal?

Olá queridas! Esses dias recebi uma dúvida de uma leitora: “como usar tênis de um jeito fashion? Quando eu coloco tenho a impressão de que estou desleixada, me ajuda?“. Pois bem, reuni algumas dicas basiquinhas, para facilitar sua vida na frente do espelho e ficar fashion com MUITO conforto. Vamos aproveitar essa onda de conforto nos pés, né non?

Look com tênis: como usar de um jeito legal?

A princípio, escolha um tênis fashion

Se você não está acostumada a combinar look com tênis, comece escolhendo um modelo de tênis que tenha mais afinidade com a moda. Esses que têm solado reto, como Keds, All Star, Adidas Star, etc, são ótimas opções! O tênis de academia também pode ficar legal em um look mais street, mas deixe para combiná-lo quando você já estiver mais íntima do estilo.

Uma andorinha não faz verão.

O tênis sozinho não fará milagres pelo seu visual, então combine com outras peças que tenham alguma pegada fashion também.

Sobreposições deixam qualquer look mais legal.

Seja uma blusinha por cima de outra de gola (como no meu look abaixo) ou um colete por cima de uma regata ou vestido e até um casacão longo com uma roupa de alfaiataria e um tênis para quebrar a seriedade. Aposte nas sobreposições!

Não leve seu look tão a sério!

O tênis, além do conforto, também vem com a proposta de deixar seu visual mais casual. Então não tem problema nenhum se você colocar o tênis com peças que teoricamente pediriam uma sandália ou mocassim, como vestidinhos, saias tulipa e roupas sociais.

Fique atenta ao comprimento da calça!

A gente sempre defende aqui que temos que usar o que bem temos vontade como quisermos e isso é super válido. Mas alguns truques realmente deixam o look mais fashion. É o caso da barra da calça dobrada deixando um pedacinho do tornozelo à mostra. Além de definir bem os limites das peças que você está usando, também dá mais destaque para o tênis, deixando claro que você está usando um look com tênis propositalmente – e não só porque não aguentou ficar no salto. A calça da barra caindo por cima do tênis pode dar uma impressão de desleixo mesmo.

O básico não tem problema algum e pode ser fashion, sim! 

Você não precisa ser a Costanza Pascolato para usar um look com tênis de jeito legal. As vezes uma roupa básica pode ser mais fashion que muito look elaborado. Pense em todos os elementos do seu look, combine cores, invista em acessórios, um make legal e ATITUDE. Você pode estar vestindo a roupa mais básica do mundo, mas se tiver atitude e colocar sua personalidade em detalhes ela fica muiiiito estilosa!

 

Look com tênis: o básico pode ser fashion, sim! 


 


ONDE ENCONTRAR AS PEÇAS

Cardigã > Caedu

Blusa jeans plus size > Caedu

Calça preta plus size > Caedu

Tênis > Keds

Choker de corações > Fricote Acessórios

Corrente comprida > Fricote Acessórios

Anéis para dedo gordo > Fricote Acessórios


 

 

Bom, gatonas, é isso. Me contem aqui nos comentários como vocês usam look com tênis e quais são suas dicas.

 

 

HUA HUA

BJÓN

A única pergunta que você precisa se fazer antes de querer mudar seu corpo | Bernardo Fala

Nenhuma decisão é óbvia. Nenhuma. Decidir algo é como colapsar todas as oportunidades, possibilidades, variações em um só veredito. É abrir mão de toda uma infinidade de trajetos para caminhar de uma única forma. Claro que, como humanos, precisamos fazer isso diariamente. Ainda não desenvolvemos a habilidade de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo nem nos desdobrarmos em versões diferentes de nós mesmos. Mas então, se nenhuma decisão é óbvia, por que algumas delas nos parecem tão claras e evidentes, como se elas já estivessem decididas antes mesmo da gente sequer pensar sobre aquilo? A resposta é simples: porque elas realmente já estavam decididas.

Não se assuste. Não estou aqui tentando te levar para uma área matrix-harebô da internet, nem dizer que seu destino já está traçado sem você saber. Se existe alguém que toma decisões por você, esse alguém é um ser muito menos cósmico, muito mais de carne e osso, como eu ou você.

Compre isso, coma aquilo, seja assim, pareça assado, não faça aquele, tenha esse. Do alto de nossa ilusão individualista, costumamos achar que somos seres inteligentes e independentes. Pessoas de pensamento forte, que nunca nos deixaríamos ser influenciados por toda a enorme onda de obrigações implícitas e “sugestões amigáveis” que nos rondam. A verdade, queridx leitorx, é que nem a pessoa mais inteligente do mundo está imune a algo que não só nos domina, mas também é reforçada por nós mesmos: a cultura em que vivemos.

Não se engane, você é um produto do lugar que você nasceu, da família que você conviveu, dos programas que viu, dos livros que leu. Aquele episódio descompromissado da sua série favorita não era só uma forma boba de te manter entretido, mas também um ação de reforço dessa cultura. Não porque é uma forma maligna e conspiratória para não te fazer perceber nada além daquilo (mesmo que algumas vezes, pareça exatamente isso), mas porque a cultura se constrói sobre ela mesma, e está sempre se autoreferenciando.

Pensa só: tudo que você é hoje, é resultado de toda a sua história. Todos os seus sentimentos, seus desejos, seus pensamentos, tudo, é parte e foi formado pelas suas experiências. E se toda essa história se passou dentro de uma única forma de ver o mundo, é muito provável que você só conheça essa maneira de viver, e vai encontrar na sua vida diversos argumentos para reforçar essa forma como “certa”.

A chave é tentar perceber que nossa história nem sempre (quase nunca) é algo natural e expontâneo. Toda a cultura a qual você foi exposto a vida inteira, foi moldada a partir de determinados pensamentos, padrões, crenças, as quais você, mesmo que não se identifique internamente, entende que são normais. Essa condição humana, de se formar a partir da cultura, é ruim? Não! Isso tudo seria maravilhoso se a gente fosse exposto a pensamentos, pessoas e histórias diversas, mostrando a riqueza da vida humana. Só que eu sei e você sabe que não é bem assim.

Ver os mesmos padrões e as mesmas formas de viver o tempo todo retratado em tudo quanto é lugar, uma hora nos leva a acreditar que aquela é a única forma de viver. E como já nascemos imersos nessa cultura, muitas vezes é impossível perceber que tem algo fora dela. Sabe aquela história de que o peixinho nunca reconhece o aquário em que ele está preso, e pra ele, aquele aquário é o oceano?

“Ah, Bernardo. Mas eu posso estar dentro da minha cultura mas buscar conhecer coisas fora dela né. Não é só porque as pessoas a minha volta pensam de uma forma que eu vou pensar também”.

Não estou dizendo que você não tem seus pensamentos próprios. Mas a cultura nos forma até nas questões mais sutis. Para provar isso, vamos fazer um exercício que encontrei um dia na internet e que acredito ser ideal para usarmos nesse momento.

“Pai e filho sofrem um acidente terrível de carro. Alguém chama a ambulância, mas o pai não resiste e morre no local. O filho é socorrido e levado ao hospital às pressas. Ao chegar no hospital, a pessoa mais competente do centro cirúrgico vê o menino e diz: ‘Não posso operar esse menino! Ele é meu filho!’.”

Isso quer dizer que na verdade a criança era filha da um casal gay? Ou não era o mesmo pai que estava no acidente e no hospital? Lendo rápido, essa história parece não fazer sentido algum!

Aqui entra a formação sutil da cultura. Nosso cérebro é tão acostumado a pensar de uma determinada forma, que muitas pessoas demoram a perceber que a “pessoa mais competente do centro cirúrgico” era a mãe do menino. Afinal, não é muito comum colocarmos mulheres na posição de “pessoas competentes” no imaginário popular. E logo você, que entende conscientemente que mulheres são seres tão capazes quanto homens, acabou caindo nessa armadilha do seu cérebro. O nome disso é cultura. Percebe agora como nem você está imune?

Se depois de tanta discussão de gênero e da sociedade ainda estar debatendo o papel da mulher, ainda não conseguimos desligar totalmente a área de nosso cérebro que correlaciona “posições de destaque” com figuras masculinas, imagina outras áreas que tomamos como normais e que pouco se debatem hoje em dia, como por exemplo, o nosso corpo.

Vivemos em uma sociedade gordofóbica. Uma sociedade que ama o corpo magro, acima de tudo. Que diz que todas as pessoas precisam ser magras, independente se esse não seja seu biotipo, ou se você precisa fazer uma dieta absurda para alcançá-la. Não interessa o que você vai fazer, contanto que você emagreça.

Querer emagrecer é uma vontade tão comum que parece inata. Todo mundo quer sempre perder um quilinho ou dois. Ninguém está satisfeito. Qualquer oportunidade que aparece, qualquer tratamento novo, ganha rapidamente uma fila infinita de seguidores. Não estamos preocupados com saúde (mesmo que esse seja um argumento que usamos para tentar validar essa vontade), estamos preocupados em ser aquilo que a sociedade nos diz que é certo. Fazemos tudo tão no automático que nunca nem paramos um segundo para pensar: “opa, pera aí, por que eu tenho que emagrecer?”, “Por que só pessoas magras são consideradas bonitas?” ou pior, “Por que eu me olho no espelho e me acho horrível?”.

Não paramos pra pensar porque emagrecer é uma daquelas decisões óbvias. Daquelas que não paramos pra decidir. Que já foram decididas por nós. Devemos ser nós mesmos, contanto que sejamos todos com corpo magro.

Podemos ficar parágrafos e mais parágrafos debatendo sobre a relação equivocada entre ser magro e ser saudável, sobre padrão de beleza, sobre a infelicidade ser necessidade básica para o consumo… mas depois de todas essas palavras, me contento em trazer a pergunta que prometi no título desse texto. Então, da próxima vez que você encontrar uma decisão dessas que parecem óbvias, como emagrecer, por exemplo, encontre um lugar tranquilo, respire fundo e se faça a seguinte pergunta:

“O que eu quero quando eu quero isso?”

Desculpe queridx leitorx. Agora que você sabe qual é a pergunta, talvez tenha notado que eu te enganei um pouco. Essa pergunta, sem dúvida, não vem sozinha. É como entrar no buraco da Alice e perceber tudo aquilo que está escondido atrás das decisões rápidas que tomamos. Essa é uma pergunta que convida mais a uma reflexão do que a uma resposta rápida, e pode sim, te levar a cada vez mais perguntas.

No entanto, não se assuste. Pode ser que uma pergunta dessas te salve de um processo que é muito comum quando escolhemos decisões óbvias: entrar em um ciclo de busca de alguma coisa que te sacie, sem nunca encontrar nada.

O padrão de beleza tóxico também está no plus size | Bernardo Fala

Se você acompanha o meio plus size, deve ter visto o post que a modelo Mayara Russi fez recentemente no Facebook. No relato, Mayara conta estar fazendo dieta para tentar chegar ao número 46. O motivo: mesmo sendo uma modelo bastante reconhecida no meio plus size e vestindo número 52, não consegue tanto trabalho quanto suas amigas mais magras.

Que um padrão de beleza existe na moda “regular”, a gente já sabe. Todo dia, modelos são obrigadas a emagrecer e atingir corpos cada vez mais irreais para desfilar nas maiores passarelas do mundo. A mensagem para a população é clara: só a magreza é bonita. Roupas são feitas para corpos magros. Quanto mais gorda, menos você se encaixa, menos opções você tem. Até o momento que você chega ali nos 42 e se torna praticamente invisível.

O mercado plus size, supostamente, teria nascido como resposta a essa exclusão: marcas que começam a suprir uma demanda de roupas para pessoas que não querem passar a vida inteira se odiando ou buscando um corpo que não é o seu. O problema é que, tanto as marcas “regulares” quanto as marcas plus size, convivem dentro do mesma cultura, dentro do mesmo padrão de beleza, e acabam se deixando influenciar por ele, por diversos motivos. Com isso, mesmo com toda a proposta de vestir pessoas que ultrapassam o número 46, é ainda comum vermos marcas que reproduzem a pressão estética da magreza até dentro das grades maiores, excluindo modelos que não sejam “quase magros” – ou tenham características de corpos magros como cintura fina e barriga chapada.

Sem perceber o tamanho da hipocrisia, essas marcas fazem corpos gordos serem constantemente apagados, invisibilizados, dando lugar exclusivamente àqueles que podemos chamar de “fora do padrão de beleza porém esteticamente aceitável”, pessoas que ultrapassam a grade “regular”, mas que também não são vistas como gordas pela sociedade.

E por que isso acontece? Porque o corpo gordo ainda é visto por grande parte da população como algo a ser escondido, excluído, e pior, combatido. Por visão estratégica, muitas marcas não querem enfiar o dedo nesse vespeiro. Querem aproveitar o mercado sem entrar de cabeça na briga do body positive. Querem explorar o setor aquecido plus size sem realmente exaltar um corpo que ainda não é visto com bons olhos pela sociedade. No final das contas, não estão interessadas em fazer grandes mudanças de cultura, ou de usar seu poder para incluir cada vez mais pessoas na moda e fazê-las se sentirem bonitas ou felizes. Essas marcas só estão interessadas no seu bolso. 

[blockquote author=”” ]”Não adianta ser body positive só quem com a sociedade já acha bonitinho ou aceitável. Ser body positive é exaltar o corpo em todas as suas formas”[/blockquote]

Não adianta ser body positive só quem com a sociedade já acha bonitinho ou aceitável. Ser body positive é exaltar o corpo em todas as suas formas. É bater de frente com a ditadura da magreza e dizer que todo corpo é bonito sim. Que todo mundo merece respeito e o direito de se sentir bem vestindo o que gosta. E não adianta dizer que “é só uma roupa”. Dar o direito de uma pessoa se sentir bem com o corpo que tem é muito mais que “só uma roupa”. É sair dessa posição de marca que só “aproveita uma demanda”, pra entrar na visão do negócio que trabalha em prol da sociedade e da construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Não adianta tentar fugir: vender é um ato político, consumir é um ato político.<

Toda vez que você compra algo, não adquire só um produto ou um serviço. Você diz para a sociedade que você quer ver mais daquilo no mundo. Que você concorda com aquela empresa e que você acha que ela deve ser um modelo a ser seguido. Por isso, da próxima vez que você encontrar mais uma dessas marcas fazendo “coleção plus size” sem colocar ninguém gordo nas fotos, lembre-se disso. Pra ela, você, pessoa gorda, continua sendo feia. Mas uma feia com dinheiro.


Compre de quem te exalta, não de quem te explora. Assim, não só pessoas gordas vão ter cada vez mais espaço na mídia, na moda e no imaginário das pessoas. Mas também, vão ter o direito de serem tratadas como qualquer outra pessoa. Pessoas como a Mayara não vão precisar modificar seu corpo para conseguir trabalho. Pessoas como você, pessoa gorda, que vai poder ser ainda mais feliz com seu corpo, tendo a certeza de que você, independente do seu tamanho, também é linda e merece ser representada.

ALT por Overlicious: nova marca plus size jovem e descolada pra cair brilhando na noite

AI QUE ORGULHO! ♥ Vocês conhecem a ALT? É a nova marca plus size que tem uma proposta jovem, com brilhos, cortes ousados, transparências e tudo em tecidos diferenciados, com uma pegada chique e MEGA descolada ao mesmo tempo.

Quando eu conheci a Dé, do blog Overlicious e criadora da ALT, lembro que a primeira coisa que pensei foi: “cacete, onde essa mina acha essas roupas INCRÍVEIS em tamanhos grandes?“.

Antes de lançar sua marca esse mês, a Dé me contou que precisava garimpar peças fora do Brasil, porque era MUITO difícil achar alguma coisa aqui que satisfizesse seus desejos e atendesse com fidelidade ao seu estilo mais descolado e fashionista.

Conclusão: a Débora foi lá e botou a mão na massa para que todas nós pudéssemos ter acesso a peças INCRÍVEIS.

Por essa primeira coleção dá pra ver que a proposta não é vestir a mulher plus size em todos os momentos do seu dia, e sim oferecer peças-chave para transformar QUALQUER visual básico em um look BEM fashionista. 

Olha: ALT conquistou seu objetivo com SUCESSO. Eu estou APAIXONADA pela primeira coleção que, de fato, conseguiu trazer inovação pro mercado de moda plus size. Peças que eu nunca tinha visto em nenhuma outra marca – nem aqui nem na gringa, diga-se de passagem.

A mulher ALT é a nova consumidora do segmento; é exigente e reivindica novidades em tempo zero. Por isso, a ALT é fashion forward com pegada de slow fashion, todas as peças são de design autoral e pensadas na exclusividade e conceito one of a kind“, explicou a marca em palavras tão bem elaboradas quando suas peças.

A numeração vai do tamanho 48 ao 60 e todas as peças são exclusivas e criadas em poucos tamanhos com tecidos garimpados, sua maior parte sem reposição.

 

♥ ALT por Overlicious: nova marca plus size jovem e descolada pra cair brilhando na noite 

SOBRE A COLEÇÃO CONTRA A CORRENTE DA ALT

A ALT se apresenta com sua primeira coleção com o nome Contra a Corrente. Este nome foi escolhido porque ele traduz o espírito da marca e como ela trabalha. Disruptiva, a ALT não segue regras, moldes e formatos. Sua essência é mutável e rápida, uma metamorfose ambulante. Feita para a mulher que nada contra a corrente do padrão.

Em seu debut, a coleção de Inverno 2017 ALT traz uma visão atual da moda com tecidos metalizados, paetês e veludo traduzindo a expectativa da mulher gorda para o mercado de tamanhos maiores. A proposta é sempre a quebra de regras, portanto a aposta é nas transparências mais ousadas e na mostra de pele, mas ao mesmo tempo no oversized e na silhueta desconstruída.

 

 

SERVIÇO

Para quem está no Rio de Janeiro e quer ver a coleção de pertinho e provar tudo DOMINGO, dia 16, a ALT vai estrear no BIG: Moda Plus, Informação, Entretenimento. Ela também vai vender online, mas a loja virtual ainda está em construção, então acompanhe pelas redes para saber quando as peças estarão disponíveis!

ANOTE NA AGENDA: 

BIG: Moda Plus, Informação, Entretenimento

16/07/2017 das 11h às 19h

Casa das Beiras

Rua Barão de Ubá 341 – Rio de Janeiro, RJ

SIGA NAS REDES: 

Facebook > https://www.facebook.com/altbrand.48.60

Instagram > https://www.instagram.com/alt_brand/

 

 

Bom, gatonas, eu fiquei empolgadíssima! E vocês? Me contem o que acharam e o que vocês ainda sentem falta na moda plus size!!!

 

 

HUA HUA

BJÓN <3

Pescoço gordo: como usar gargantilhas sem se sentir incomodada com o acessório

Por mais que tenhamos muito chão a percorrer, o mercado de moda plus size está cada vez mais sendo normalizado na sociedade, né? Mas já parou para pensar em outras coisas que deveriam – mas ainda não são – plus? Quem tem pescoço gordo, por exemplo, consegue usar uma choker deboa? Pois é, não dá e podemos contar nos dedos de uma mão as marcas que atendem essa necessidade. Conversamos com a Cool Hunter plus size Lauren Souzza, que explicou porque isso rola e deu dicas de como usar uma gargantilha sem incômodos. Olha só!

Por que o mercado de moda não pensa nas pessoas gordas e em diferentes necessidades? 

De acordo com Lauren, em nenhuma aula que ela já teve sobre moda a questão de um corpo fora do padrão foi abordada. “O mercado não considera as pessoas gordas por pura ignorância e falta de pesquisa”, explica, afirmando que as mulheres ainda estão em busca de sua identidade. “Elas usam o que o mercado oferece, o que torna difícil que elas desenvolvam seu estilo próprio. Tudo o que eu uso eu que fiz para mim, desde as roupas até os acessórios”, conta.

Como desencanar do pescoço gordo e usar gargantilha? 

Lauren conta que por muito tempo não gostava do seu pescoço gordinho: “Eu fazia pose para ficar mais magra nas fotos, mas pessoalmente continuava tudo igual e o meu papo estava ali. Aí eu percebi como tudo isso era uma mentira e resolvi desencanar”.

Depois disso ela decidiu incluir a peça em suas produções. “Até dois anos atrás achava horrível. Tenho uma marca de acessórios e nunca imaginei um dia fazer choker para gorda e usar em meus looks. Fiz uma gargantilha branca com argola, coloquei e me senti maravilhosa”, conta, incentivando a mulher gorda a se amar acima de tudo. “Ame-se pelo espelho, ao vivo, não apenas pelas fotos. Ame a sua essência. Não existe regras para quem se sente bem e confortável. Nós podemos usar tudo!”, incentiva.

Como usar gargantilha se (quase) não tem para pescoço gordo? 

Se você quer usar choker a primeira dica é apostar nas versões com elástico, que são baratinhas e cabem em qualquer pescoço. No entanto, você pode fazer como a Lauren e criar a sua gargantilha! “Se eu vejo alguma peça que eu gosto, mas não cabe em mim, eu compro e aumento a corrente atrás. Basta comprar uma correntinha, usar um alicate e alargar o espaço”, ensina.

Você também pode criar gargantilhas com fitas, tirinhas e tudo o que a sua imaginação permitir!


Contatos Lauren Souzza
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Loja de acessórios BOMBYX MORIX

Ensaio sensual plus size: Ju Romano e Isabella Trad pelas lentes de Débora Nisenbaum

OMG! Abaixa que é tiro de amor próprio! ♥ Vesti a coragem e fui fazer um ensaio sensual plus size com a Bels! \o/

Eu nunca me achei uma pessoa sensual, acho que tenho inúmeras qualidades, mas sensualidade nunca foi uma delas. Não sei exatamente por que, mas deve ter a ver com alguma coisa mal resolvida que eu ainda tenho com o meu corpo e está tão lá no subconsciente que nem racionalizando MUITO eu consigo acessar pra resolver. Acontece, né?

O processo de desconstrução leva muito tempo e é um processo diário. Por mais que eu seja extremamente bem resolvida em tantos aspectos da vida, talvez essa questão da sensualidade e de me ver com esse olhar ainda seja uma coisa que eu precise trabalhar. 

Talvez a ideia de colocar meu corpo, de uma forma que eu não vejo ele, para todo mundo ver, me deixe um pouco nervosa. Não sei. Talvez expor todas as minhas características físicas como elas são – coxa grossa, peito pequeno, celulites, barriguinha – seja muita exposição. Mas aí eu penso: se olhar mulheres normais de lingerie me inspira TANTO, por que eu não poderia inspirar outras mulheres também? Por que meu corpo, como ele é, exposto de uma forma sensual, não poderia inspirar outra mulher a descobrir também sua sensualidade? 

A vontade de fazer um ensaio sensual plus size existia, só não conseguia expressá-la ou talvez eu mesma não tivesse coragem de me ver assim. Mas é como eu sempre falo, se existe uma vontade e por algum motivo a gente não consegue realizar – seja por medo ou vergonha – então está errado. A gente tem que conseguir fazer TUDO que a gente tem vontade. Daí fazer ou não é uma questão de escolha própria. O que a gente tem que ter é a possibilidade SEM TRAVAS.

Então, quando a Bels (@beeeells), que é minha amiga do coração, literalmente me puxou pela mão e me levou para fotografar quase sem roupa, até que me senti bem confortável. É como eu sempre falo, nem tudo a gente consegue fazer sozinha, as vezes a gente precisa de um empurrãozinho. 

É importante demais ter amigas que te incentivem a realizar o que você tem vontade, que estejam ao seu lado para segurar sua mão e te deixar confortável em situações desconhecidas. Também é importante ter mulheres inspiradoras como a nossa fotógrafa Débora Nisenbaum (segue ela no @deboranis) e como a Paula (@afrointergalatica) e a Erica (@ericaimenes) essas duas MARAVILHOSAS que também já chegaram dando surra de beleza, autoestima e empoderamento.

No final, foi um dia incrível! A melhor coisa é perceber ao vivo que um corpo é só um corpo mesmo. Que todos são tão diferentes. Todos têm suas particularidades, seus pequenos detalhes, suas cicatrizes físicas e psicológicas. Mas que no final todos são incrivelmente LINDOS!

Por que o seu não seria, não é mesmo?

Em relação ao resultado das fotos, sem alteração nenhuma dos nossos corpos no Photoshop, to olhando aqui e pensando: UNS MULHERÕES DESSES, BIXO! ♥♥♥♥♥♥

 

♥ Ensaio sensual plus size: Ju Romano e Isabella Trad pelas lentes de Débora Nisenbaum 

DE ONDE SÃO AS PEÇAS QUE USAMOS

Era tuuudo acervo pessoal, usamos nossas roupas mesmo, pra ficar bem nossa cara. Mas se você quiser procurar alguma coisa parecida as lojas que compramos foram:

Casacão de pelúcia > WearEver

Colete de pelos > We Love Ateliê 

Corset Ju Romano > Black Cherry Corsets

Calcinha Hot Pant Ju Romano > F.A.T. – For All Types 

Calcinha Bels > Carrefour

Sutiã de renda Ju Romano > GGRie

Sutiã de renda Bels > GGrie

Blusa cinza de renda bordada Bels >We Love Ateliê 

Blusa preta de renda Ju Romano > Julia Plus 

 

SOBRE A FOTÓGRAFA

A Débora Nisenbaum é uma paulistana linda, de 24 anos, que cede seu olhar único para as fotos desde os 16 anos. E ela consegue deixar o nu realmente artístico. Inclusive é isso que ela mais gosta de fotografar mesmo: retratos e homens e mulheres sem roupa – sempre em preto e branco. Mas, acima de tudo, a Débora é radicalmente contra alterar o corpo das pessoas digitalmente, isso é a alma de suas fotos: a beleza nas coisas (e pessoas) como são. Seu nstagram @deboranis é repleto de fotos incríveis, vale a pena dar uma olhadinha! 😉

 

 

Bom, gatona, acho que o que fica disso é a gente aprender a olhar nosso corpo de outra forma. Com mais compaixão, com mais carinho, com mais amor e perceber que cada pedacinho de nós é único. Todo mundo é diferente e cada um tem sua beleza. E também que a gente pode ser o que tiver vontade, mesmo que tenhamos sido levadas a vida inteira a acreditar o contrário 😉

 

Você já fez um ensaio sensual? Como você se sentiu? Me conta aqui nos comentários!!!

 

HUA HUA

BJÓN

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