Olá queridas! Hoje eu vim assumir meu preconceito antigo com tons terrosos no look – e me redimir! Eu sempre achei marrom, bege e afins cores muito difíceis pra jovens, acho que era aquele trauma de adolescente gorda, porque só achava aquelas peças escuras e com forma de saco de batatas no meu tamanho, que sempre tinham as mesmas variações de cor: azul marinho, marrom escuro ou preto. Aí durante bons anos, torci mesmo meu nariz para os tons terrosos no look e optava por qualquer outra cor.
Quando entrou a tendência do “caramelo” no começo desse ano eu senti uma pontadinha no meu coração, porque era um marrom, só que claro, até meio alegre. Como a cor está em alta, as peças mais fashion apareceram de um jeito jovem e em modelos muito desejáveis. No frio, vimos saias de couro fake, coletes e botas incríveis… Mas minha surpresa maior foi encontrar essa cor em peças de verão, já que tons terrosos no look de inverno é uma coisa até que bem comum, mas em vestidinhos leves, de fato era uma barreira que eu nunca tinha pensado em quebrar.
Bom, aí que fui na Forever 21 do Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas – a única F21 que tem a linha plus size – e vi essa maravilhosidade na arara. O vestido estava de costas e as fendas me intrigaram por dois motivos: 1. fendas em vestidos plus size = amor e ousadia; 2. fendas de verão em um vestido caramelo, com estampa floral alegra = amor e ousadia. Tive que provar e levar!!! O resultado não poderia ser outro, tô apaixonada e já quero usar de novo assim que sai da máquina de lavar hehhe. Olha como ficou:
♥ Tons terrosos no look com vestido plus size ♥
Eu amei a cor, no fim das contas, mas confesso que essa estampa floral ajudou a deixar o vestido mais leve e com cara de calor. 😉
Pra montar meu look eu equilibrei um pouco o romantismo do vestido com essa sandália pesada, da mesma cor, e com uma bolsa engraçadinha, também em tons terrosos. O único contraste ficou mesmo para o colar, o que achei um detalhe interessante no resultado final. Reparem que até o cabelo tá meio no tom caramelo hua hua hua 😉
Ah! E eu estou usando sem sutiã, mas acho que dá para usar com um cuja a parte do fecho fique mais para baixo do decote nas costas.
DE ONDE SÃO AS PEÇAS
Vestido plus size > Forever 21 (o meu é tamanho 3X mas lá tinha até o 5X)
Aiiii que ORGULHO, minha gente!!! ♥Vestido de festa plus size SEMPRE é um drama na vida de uma mulher e já ouvi muitas leitoras pedindo dicas e eu mesma já sofri MUITO pra encontrar um. Não basta entrar, a gente tem que achar bonito e tem que combinar com a nossa personalidade – seja ela como for. Quando descobri que a Dolps fazia vestido de festa plus size, fiquei animadíssima e já me coloquei a disposição para dar pitacos nas peças, já que eu também passei por longas e suadas caçadas ao vestido de festa ideal.
Então tivemos a ideia de lançar uma coleção em conjunto, com peças que tivessem bastante do meu gosto e das minhas modelagens, cortes e detalhes favoritos. Saiu assim a coleção Dolps by Ju Romano, cujas primeiras peças começaram a ir para as lojas semana passada. \o/ Vou separar em tópicos para vocês entenderem melhor a coleção, os tamanhos, onde vende, etc, logo depois das fotos.
♥ Vestido de festa plus size:Dolps by Ju Romano ♥
O QUE EU PENSEI NA HORA DE CRIAR OS MODELOS
Eu pensei em tudo que as leitoras já tinham me falado das dificuldades na hora de procurar um vestido de festa. Então pensei primeiro nas cores: tinham que ser cores alegres, jovens e alto astral, que criassem contraste com vários tons de pele e que tivessem vivacidade. Depois pensei nos decotes, que é o que mais me incomoda: tinham que ter recortes mais ousados, toques mais modernos e fashion e, para as mais ousadas, fendas e ombros de fora. Depois veio a saia: a minha favorita é a evasê MUITO rodada, mas pensei também nas mulheres que preferem uma coisa mais sequinha, dessa forma têm modelos que descem mais retos e outros com a saia bem rodada. Pensamos tudo para ficar bem confortável e não marcar, mas como cada corpo é um corpo, sempre serão necessários alguns ajustes – eu mesma tive que fazer um monte porque meu tronco é muito curto hehe.
De todos os modelos terão variações de cor além dessas que estão nas fotos e também terão algumas versões de vestidos de festa plus size preto, porque sei que muita gente também curte cor escura 😉
Ah!!!! Vale dizer que esses das fotos não são os únicos, só são os primeiros. AINDA TÊM MAIS MODELOS POR VIR!!! \o/ (SPOILER: tem até um modelo COM BOLSOS que é o que eu vou guardar para se um dia eu casar hahah)
TAMANHOS
A modelagem é grande. Na etiqueta a numeração vai até o tamanho 54, mas eu visto tamanho 50 de roupa e o meu vestido Dolps é tamanho 48. Ou seja, o 54 pode dar em uma mulher tamanho 56 e mesmo se não couber, se você for maior, como a fabricação é própria, dá para ajustar para o seu tamanho!!!
PREÇO
Vestido de festa é caro mesmo, gente 🙁 Os preços variam de R$ 800 a R$ 1200, por que todos os vestidos têm mais de uma saia e sustentação interna, além de rendas e detalhes mais elaborados.
ONDE VENDE
Vende nas lojas Dolps (veja aqui onde tem), em mais de 1000 multimarcas e a partir do mês que vem vai começar a vender online.
AS LINDAS QUE JÁ FALARAM SOBRE A COLEÇÃO
Alguns blogs maravilhosos também falaram sobre a coleção, então pra ver a opinião dessas lindas, vai lá dar uma olhadinha 🙂
Bom, gatonas, no site da Dolps www.dolps.com.br tem mais informações sobre como comprar, telefone para contato e a loja online que você já pode deixar seu e-mail para saber em primeira mão quando começa a vender no e-commerce.
Bom, lindas, espero que vocês tenham gostado e que se sintam LINDAS nos vestidos, verdadeiras princesas da vida real. Meus favoritos, óbvio, são os nudes, e o de vocês?! Me contem TUDO nos comentários!
Quando chegou um e-mail da Playboy, eu dei risada… Não dei risada pelo convite em si, mas porque eu não me vejo – e nunca me vi – como uma mulher sensual e sair assim era impensável para mim. Por acaso, na hora que abri o e-mail estava conversando com a Marcinha, minha amiga de faculdade que também trabalha comigo aqui no blog.
A Marcinha é gordinha, ela não é plus size, mas tem barriguinha, coxas grossas, bracinho gordo, formas arredondadas e já lutou muito contra a balança. Contei pra ela o motivo do riso e ela ficou séria. “Não sei por que você achou graça, Ju. Eu fico pensando que se eu tivesse visto uma representação da gorda como uma mulher sexy, em revistas ou em seriados, talvez eu tivesse tido menos problemas com o meu corpo, talvez eu tivesse me sentido mais sensual e mais confiante na hora do sexo, na hora de tirar a roupa e até na frente do espelho…”
A Marcinha me fez repensar. Eu luto há mais de 9 anos para que a mulher não precise da aprovação de ninguém, eu sou feminista a ponto de saber que eu não preciso ser NADA para agradar a homem nenhum, mas eu também luto para que a sociedade olhe a mulher gorda como uma mulher normal, que as pessoas encarem uma mulher gorda da mesma forma que encaram uma mulher magra e um dos meios para conquistar isso se chama REPRESENTATIVIDADE.
É colocar a gorda em revistas, em seriados, em filmes… E não só como a gorda coitadinha ou alívio cômico, é colocar a gorda como uma mulher empoderada, bem sucedida, amada, desejada, confiante e de forma positiva, provando que a gorda não tem que se esconder e que faz parte sim da sociedade, como qualquer outra mulher com qualquer outro formato de corpo.
Pois bem, a edição é toda voltada para internet e a seção se chama MQA: Mulheres Que Amamos, uma seção de entrevista onde os editores da revista chamam mulheres que eles consideram inteligentes, bonitas, sensuais e que têm muito mais que um corpo para oferecer ao mundo, é uma seção de entrevista que apesar das fotos de lingerie, fala sobre o meu trabalho e um pouco também da minha vida pessoal. Achei a seção legal, me senti honrada de ter sido chamada para fazer parte de uma matéria que vai além do corpo gordo.
Mas ainda fiquei preocupada: “eu não sei ser sexy no estilo Playboy” desabafei com a repórter que fez a minha entrevista. Ela me falou, “Ju, queremos que você seja você mesma, com a maior naturalidade possível, como se você estivesse em casa mesmo, do jeito que você fica. Você pode não se ver sexy, mas existem vários tipos de sensualidade que vão além daquelas fotos fazendo caras e bocas…“
No final das contas, nem precisei encarnar uma personagem. Não precisei fazer “a mulher que quer conquistar um homem”, eu apenas estava lá de boas sendo eu mesma. Tiramos algumas fotos do meu celular (pra eu mostrar pra minha mãe e ela não ter um ataque do coração como foi quando eu sai na capa da Elle hua hua hua) e para todas as meninas que mostrei a foto a reação foi a mesma: CARACA QUE LINDA, QUE FODA, AMEI, VAI TER UMA GORDA NA PLAYBOY… Nenhuma se sentiu ofendida, pelo contrário: elas acharam muito legal mostrar que a sensualidade não está só em ter uma calça 36 ou ter peitão (duas coisas que eu definitivamente não tenho) e um corpo fora dos padrões pode ser tão desejado e enaltecido quanto tantos outros.
E quando me mandaram as fotos finais, com quase nada de Photoshop, com as minhas gordurinhas marcando a lingerie, com as minhas celulites aparecendo, eu olhei e pensei: caraca, talvez eu seja sexy e eu só não consiga me enxergar desse jeito porque aprendi desde sempre que eu tinha outras qualidades incríveis, mas que ser sensual não poderia ser uma delas ja que meu corpo não é padrão.
Eu ainda só posso mostrar uma foto que tiramos no dia, porque a revista vai pras bancas dia 25 de outubro, mas vou colocar um comparativo da foto que tirei com o celular e da que tiraram com a câmera profissional pra vocês verem que foi super fiel ao meu corpo e à minha cara, coisa que achei importantíssimo já que o objetivo é mesmo mostrar que a gente pode ser sensual, SIM, do jeitinho que é ♥
♥ Pela primeira vez vai ter uma GORDA na Playboy – com gordurinhas e celulite \o/ ♥
Na foto do ensaio:
Na foto que tiramos do meu celular, sem filtro nem correção de luz:
Enfim, fiquei orgulhosa de ter sido a primeira gorda a sair na Playboy, fiquei feliz de descobrir um lado meu que eu achava que nem existia e fiquei AINDA mais feliz de poder representar todas as gordas que também não se sentem sexy por algum motivo.
Essas fotos são pra vocês meninas, para que vocês nunca duvidem de si mesmas, para que vocês acreditem que podem ser lindas e maravilhosas com o corpo que tiverem.
Espero que vocês gostem e como disse a Marcinha depois de ver o resultado das fotos: “Essa vai ser a primeira Playboy que vou deixar meu marido comprar porque EU quero ver!” hua hua hua
Até sair a revista (25/10) vou vendo se consigo soltar mais spoilers hehehe Mas me contem o que acharam aqui nos comentários!
Olá queridas! Essa semana gravei um vídeo com uma peça muito legal da Kauê Plus Size: é uma saia que tem um shortinho acoplado por baixo!!! <3 Mas não é como as outras saias short que eu já vi (e até tenho algumas), porque na parte de trás da peça ela também é como uma saia, o que torna a peça MUITO versátil para todas as ocasiões, desde ir ao trabalho, uma festa ou balada, até andar de bike sem o problema de aparecer a calcinha ou ralar uma coxa na outra \o/ (eu ouvi alguém gritar um AMÉM?!?! hua hua hua)
Bom, aí pra mostrar como eu usaria a saia short, escolhi algumas peças para montar looks com combinações e sobreposições e para várias ocasiões. Então aperta o play aqui embaixo ou vá para o Youtube da Kauê Plus Size (AQUI)para se inspirar nessas ideias e sair com muito conforto e tranquilidade 🙂
♥ 1 peça 5 looks com saia short da Kauê Plus Size ♥
Como eu falo no vídeo também, escolher uma peça chave (como a saia short preta) é um jeito MUITO prático de facilitar a vida na hora de se vestir, principalmente se a peça tiver uma cor básica (como preto, branco, cinza, creme e off white) porque aí você pode ENLOUQUECER nas combinações de cores e estampas na outra peça. Acho válido dizer que você sempre pode dar mais a sua cara ao look combinando com acessórios que façam mais seu estilo, como sapatos e bijouterias para dar um toque a mais.
Enfim, gatonas, espero que vocês curtam as sugestões e me contem quais looks têm mais a cara de vocês 🙂 Ah e não se esqueçam de se inscrever no canal da Kauê Plus Size https://www.youtube.com/KauePlusSize pra ficar por dentro das novidades da marca 😉
Olá queridas! Desde que eu fiz esse post aqui, com 5 tendências do verão com a Realist Plus, eu me apaixonei por um conjunto de cropped com saia lápis da coleção de verão da marca ♥. Fiquei realmente babando tanto no modelo das peças quanto na estampa, que achei jovem, poderosa e MUITO chique, porque é um floral sem ser romântico – o que eu achei bem fashion!
Mas, vou ser sincerona, quando olhei na modelo minha primeira reação foi: “certeza que vai deixar meu quadril muito marcado – porque eu tenho o quadril muito desproporcional perto da cintura – e a pochete mais ainda já que a saia é justa!” Mas como eu não ligo muito para a barriga marcando, achei que valia a pena tentar…
Para a minha GRANDE surpresa, quando eu vesti percebi que a estampa fica localizada bem onde a saia marcaria a curvinha da barriga, fazendo com que nem dê para notar e, apesar de ser lápis, a saia não é tããão justa quando desce pelas pernas. Ou seja: por ser mais larguinha que uma saia lápis tradicional, não marcou nada, não ficou ULTRA colada na barriga e me deixou bem confortável (tão confortável que nesse dia das fotos eu também fotografei a Mari, do Moda Plus Size Brasil, e consegui fazer todos os movimentos perfeitamente sem ter que ficar puxando a saia ou arrumando).
Fica aqui a lição (que eu já devia ter aprendido): só tomando coragem para esquecer qualquer pré-conceito que a gente tenha formado na cabeça, para experimentar uma roupa que a gente gosta e comprovar que podemos ficar LINDAS vestido o que a gente tiver vontade!!! ♥
Quanto à parte fashion do look, já falei lá em cima da estampa, mas esse top cropped mais longo é uma forte tendência, que além de ficar bem gostoso de usar, também fica mais chique, discreto e versátil para usar em diversas ocasiões. Eu fiquei pensando, por exemplo, que poderia ir com um blazer por cima para trabalhar e depois, se rolasse um happy hour ou baladinha, estaria com uma roupa ótima também.
Bom, vamos ao look…
♥ Cropped com saia lápis da Realist Plus Size ♥
Outra coisa que apostei nesse look foi a sandália com cano mais alto, que teoricamente é a coisa mais PROIBIDA pra gorda no universo (pegou a ironia?!). Mas é o que eu sempre penso na hora de me vestir: eu sou baixa e gorda, eu posso até usar peças que “disfarcem” isso, mas eu ODEIO limitações e quero usar TUDO que eu acho legal… Isso inclui sandália de cano com saia no joelho TAMBÉM!
Ah! Sempre me perguntam do colar “choker” (essa gargantilha preta) que eu uso sempre. As minhas eu comprei na 25 de março e algumas numa lojinha de rua quando fui a Florianópolis. Mas está super em alta e é fácil achar em loja de bijouteria 😉 . Já a sandália é da coleção passada da Melissa.
Bom, gatonas, é isso e fica aqui o encorajamento para você testar, experimentar, provar e nunca encarar uma peça com preconceito, achando que não vai ficar bom… Porque SIM, A GENTE PODE USAR O QUE QUISER!!!
Olá queridas! Eu estou apenas APAIXONADA por esse look ♥ Primeiro porque eu gosto muito desse tom de cinza (deu pra ver, né?!) segundo porque achar um vestido plus size com fenda na barriga era algo que eu queria há muito tempo. É o tipo de peça que eu já tinha visto várias vezes em looks da moda tradicional, mas achei que não seria bem adaptado para o plus size.
A minha surpresa maravilhosa é que ele não foi SÓ feito em um tamanho grande, mas a modelagem da peça também foi adaptada para gerar conforto em um corpo maior sem perder a sensualidade e a jovialidade. Por exemplo, a saia é mais soltinha e evasê, pra não marcar os quadris largos e a pochete, no entanto o decote continuou sendo maior, que deixa a peça sexy. E, apesar de ter mangas, que não é meu ideal, elas têm um corte bonito e não estão lá “apenas para cobrir os braços”, as mangas têm uma função bonita na construção mais street da peça.
Achei o vestido moderno, jovem, sexy e muito descolado. Aliás, já até saí pra beber com os amigos usando essa mesma roupa, e me senti super cool hua hua hua hua. O maxi colete eu já tinha mostrado AQUIe também tem essa pegada descoladona, que investe mesmo em estilo e fashionismo.
Bom, vamos ao look:
♥ Vestido plus size com fenda na barriga e nózinho ♥
O STYLING
Claro que um vestido de malha sozinho é apenas um vestido de malha. O que deixa o look fashion são os acessórios e o que você vai usar como combinação. Eu pensei em um visual mais “agressivo” sem elementos muito “fofos”. A meia-calça e o coturno já são escolhas mais pesadas, para completar o sutiã strappy também tem esse toque mais fetichista e a escolha dos colares também continua nessa mesma linha. O penteado mais descabelado sugere uma certa descontração. Ou seja, na hora de montar um look, por mais básica que a peça seja, se todos os elementos do look conversarem você pode ficar muito estilosa!!!
O COTURNO
Sempre me perguntam de coturno em perna gorda, a questão é que de fato não é uma peça que vai afinar ou alongar suas pernas. Se você quiser esse efeito, um sapato nude ou preto de salto quando você estiver de meia-calça é o que pode dar a impressão de pernas mais longas e mais finas. No entanto, o coturno é um elemento fortíssimo de estilo, ele é fashion e deixa o visual muito mais legal. Ou seja, você não precisa parecer que tem as pernas mais finas (acredite, todo mundo está vendo que você tem coxas grossas independentemente do sapato que você usar) então por que não usar um sapato legal e estiloso?!!? Eu nem ligo se vai me deixar mais “achatada” ou não porque o que eu quero mesmo é me olhar no espelho e pensar: “esse look tá MUITO legal!”. Então DESENCANA de ficar toda hora querendo parecer alguma coisa que você não é e comece a usar as peças que você acha legais. Acredite: quando você está super estilosa, as pessoas reparam na sua roupa e não se você é gorda ou magra 😉
DE ONDE SÃO AS PEÇAS
Vestido plus size com fenda > Flaminga (esse vestido em começa a vender no site entre hoje e amanhã, então se você quiser um igual corre pra não esgotar!)
Bom, gatinhas, espero que vocês tenham curtido o look e me contem aqui nos comentários o que vocês acharam do vestido plus size com fenda na barriga, se usariam, como usariam e tudo mais!!!
Talvez o mais difícil seja suportar a humilhação… Não sei se é a de acreditar que de fato o que você fez, usou ou falou foi errado ou a humilhação de estar impotente diante da pessoa amada proferindo atrocidades contra você. As suas palavras entalam na garganta, as lágrimas embaçam a visão. E você se encontra impotente, emaranhada em uma rede de argumentos que arrastam cada vez mais para baixo, para o fundo do poço, mas você está tão presa a ele que não vê saída.
É, nem toda violência deixa hematomas e ossos quebrados. 3 em cada 5 mulheres sofreram, sofrem ou sofrerão violência em um relacionamento afetivo no Brasil, eu não fugi a essa estatística.
Foi um namoro curto, menos de um ano, mas pergunte para qualquer amiga minha e saberá o furacão que ele foi em nossas vidas – na minha e na delas que pacientemente davam os ombros para que eu não desabasse. Noites em claro, brigas e gritaria, xingamentos, lágrimas pelos corredores da faculdade, pressão psicológica, chantagem… Hoje chamamos o ex de “o sociopata” e o apelido não é exagerado.
Ele invadiu meu computador, instalou um programa, roubou meus históricos de conversas, alterou frases no Photoshop, criou um e-mail falso fingindo ser uma menina e passou semanas me chantageando com histórias e conversas que nunca tinham acontecido.
Passei a desconfiar da minha própria sombra. Desconfiei das minhas amigas. Duvidei até das minhas próprias lembranças. Passava horas chorando de soluçar ao telefone, explicando – em vão – para ele que aquilo não passava de uma pessoa louca tentando terminar o nosso namoro. Não conseguia me concentrar nas aulas, esperando o momento em que um novo e-mail falso chegasse com informações alteradas que eu teria que explicar mais tarde. Passei semanas me explicando por algo que eu não tinha culpa, aos prantos, sem saber ao certo como sair daquela situação. Fiquei neurótica achando que tinha alguém no meu quarto, no meu banheiro, me seguindo na rua, me observando pela câmera do computador – que até hoje, 7 anos depois, ainda cubro a lente com um adesivo por medo de ter minha privacidade invadida novamente.
Demorei muito para conseguir sair da defensiva, aquilo me consumia inteira, durante semanas aqueles e-mails eram tudo o que eu conseguia pensar, nada mais. Resolvi contra-atacar e descobrir por fim quem era a pessoa por trás dos e-mails. Chamei um amigo que rastreou o IP até uma lan house ao lado da casa dele. Entrei no jogo, comecei a responder os e-mails pressionando cada vez mais até que um dia coincidiu de eu ligar na lan house e ele estar lá bem no momento em que chegou um e-mail da tal menina.
Quando fui confrontá-lo ouvi de tudo. “Você é louca? Por que eu faria isso? Se você desconfia de mim é porque você que está fazendo coisa errada. Você é ridícula! Mas já era de se esperar mesmo, se comporta como uma vagabunda quando tá na faculdade, sai com roupa curta, fica chamando atenção… Você não passa de uma puta” Disso para xingamentos e mais xingamentos aos gritos, como se eu merecesse apenas o pior e nada mais.
Na época a pressão era tanta que eu não conseguia entender que de todas as pessoas do mundo era ele quem tinha a MAIOR obrigação de me defender e me ajudar, mas a única coisa que ele conseguia fazer era me atacar... E eu, presa na rede, não conseguia sequer olhar a situação de fora e perceber o quanto absurda ela era. Eu estava me afogando.
Uma noite, pouco depois, eu estava em casa me arrumando para encontrá-lo e minha melhor amiga me ligou, muito tensa, falando que estava vendo ele de mãos dadas com uma outra menina, subindo uma das ruas mais badaladas de São Paulo.
Confrontei, ele me contou mentiras, tentou me colocar contra minha amiga e disse que o mundo estava contra nós, mas que eu que não era forte o suficiente para encarar de frente e lutar pelo nosso “amor”. Escolher entre minha melhor amizade e um crápula não deveria ser difícil, mas era.
Cheguei a um ponto que eu só conseguia sentir raiva, repulsa, ódio, nojo e todos os sentimentos negativos quando estava com ele, mas ainda assim não conseguia terminar. Ele fazia todos os tipos de chantagem, desde “você é a única coisa que eu tenho na vida, você não pode me deixar, pelo amor de deus” até as pérolas como “você quer mesmo é terminar pra sair dando pra todo mundo”.
Cada dia eu me sentia pior, mal, triste, com uma agonia no peito e uma falta de ar que conscientemente eu não sabia explicar. Eu não achava que o culpado era ele, achava que EU é quem tinha problemas e eu tinha a OBRIGAÇÃO de ficar ao lado dele.
Foram alguns meses de terapia até que eu finalmente entendesse que o meu corpo era meu. Que o meu comportamento era um traço único de personalidade. Que eu não precisava carregar a culpa do mundo nas costas e que, assim como ele tinha sobrevivido sem mim até o começo do namoro, ele sobreviveria depois do fim… E eu também sobreviveria sem ele!
Consegui terminar com ele uma tarde, antes de uma viagem da faculdade que ele foi até a minha casa tentar impedir. Não sei se teria conseguido se eu não tivesse ido para outra cidade, rodeada dos meus amigos, com respaldo da terapia, mas eu consegui. Eu tive ajuda e hoje eu vejo que não há problema algum nisso, apesar da vergonha na época.
Na viagem, conheci o Gabriel, que ficou comigo pelos últimos 6 anos e restaurou minha fé na humanidade e nos relacionamentos. Meu namoro com o Gabriel também terminou, no começo desse ano, mas não foi por violência ou abuso, pelo contrário, terminamos amigos, que se respeitam imensamente e nutrem um carinho eterno um pelo outro. Terminamos com orgulho de dizer que durante 6 anos nunca sequer nos xingamos ou proferimos palavras agressivas um para o outro.
Durante esses 6 anos cresci profissionalmente, amadureci emocionalmente, descobri como é ser feliz plenamente, desenvolvi as minhas melhores habilidades e aprendi que, de fato, um bom relacionamento é aquele que te leva pra frente, que está embaixo para te segurar quando você cai e que te dá asas quando você quer voar.
É melhor estar sozinha do que mal acompanhada, mas que se estiver bem acompanhada a vida é muito mais gostosa. E isso, aprendi que é um relacionamento saudável e não como no anterior que só me deixou feridas e traumas. Um relacionamento que eu quero ter com a pessoa que vou casar e formar uma família, porque com um grau de entendimento e respeito mútuo é possível que os envolvidos em uma relação evoluam e cresçam.
E por que estou contando essa história? Compartilho pouco da minha vida pessoal aqui no blog, mas hoje descobri que a ONG Artemis vai lançar a campanha #tambéméviolência (saiba mais AQUI) com o apoio da marca ativista LUSH. Há diferentes tipos de violência que calam e aprisionam milhões de mulheres diariamente no Brasil: violência psicológica, moral, patrimonial, física e sexual. Ainda não existem maneiras efetivas de denunciar agressores por violências silenciosas, que nem sempre deixam marcas visíveis, como foi minha história que carrego traumas até hoje. O ato é amanhã das 12hs às 14hs na Praça da Sé e às 19hs rola uma mesa de debates na LUSH Jardins, em SP.
Quero convidar a todas as leitoras, para que venham fazer parte dessa discussão. Ao contar essa história tão pessoal, quis compartilhar com vocês algo que aprendi na marra: violência pode acontecer com qualquer mulher, não é uma vergonha, você não está errada e não precisa carregar isso sozinha. Um relacionamento não define quem você é nem todos os outros que você vai ter na vida. Existe esperança e com ajuda é possível sair de um relacionamento que te faz mal. Não se cale, você não está sozinha e nunca estará!
Olá queridas!!! Saiu o primeiro vídeo em parceria com a Posthaus, onde dou dicas na hora de comprar e combinar as peças. Esse primeiro é como usar listras, que eu AMO de paixão. Claro que não são regras, só diquinhas pra facilitar o dia a dia mesmo e você pode SEMPRE dar o seu toque especial nas produções 😉
Vale dizer que o legal é que todas as peças do vídeo estão à venda online no site da Posthaus que entrega em TODO o Brasil! Ou seja: se você curtir o look que eu estiver usando pode comprar, mas se tiver algo parecido em casa também dá para tirar inspirações para usar com coisinhas que você já tem.
Bom, pra quem não me acompanha nas redes sociais, mês passado eu fui a Blumenau, na sede da Posthaus, e pude ver de pertinho o carinho e a dedicação que as equipes trabalham para levar às consumidoras a melhor experiência tanto na compra quanto na hora que chega seu produto em casa (você sabia que quem embrulha a sua compra manda um bilhete assinado A MÃO dentro do pacote?! Sim, você sabe exatamente quem foi a pessoa que botou as mãozinhas com carinho na sua compra ♥ )
Enfim, eu já amava a Posthaus por conseguir reunir muita coisa legal com preços bem bons, mas agora gosto mais ainda por ter dado essa oportunidade de compartilhar diquinhas em vídeo para vocês. Então aperta o play aí e vou deixar os links das peças abaixo!
♥ Como usar listras: Guia de Estilo Posthaus ♥
Dica 1
Ignore o que você sempre ouviu sobre listras horizontais, elas não dão a impressão de que você é mais magra, mas PRA QUÊ você vai preferir parecer mais magra em vez de ficar SUPER estilosa?! As listras estão a favor do seu estilo e do seu corpo
Dica 2
Camiseta listrada é muito moderna e está super em alta! Aposte nela com uma calça jeans de cintura alta pra ficar muito descolada. Meu truque é dar um nózinho pra camiseta ficar mais curta e acinturada, como no look de abertura do vídeo.
Dica 3
Vestidos acinturados deixam o formato do corpo mais violão, mostrando mais as curvas do corpo e também dando um ar meio romântico. Como o vestido é uma peça só, abuse das sobreposições para deixar o visual mais rico. Eu curto um cardigan colorido e até amarrado na cintura.
Dica 4
As listras têm uma pegada bem urbana, o que dá toda abertura para que você morra de conforto com um tênis nos pés. Aproveite e faça seu urban streetstyle muito confortável.
Dica 5
As listras NÃO precisam ser fininhas (vamos de uma vez por todas esquecer as regras velhas de moda, vamos?!). Você pode apostar em uma saia com listras largas e irregulares. A modelagem da peça é que vai ditar o estilo. A saia rodada é clássica e deixa o visual muito elegante se usada com uma blusa com detalhes mais finos como a renda. Use com um salto para ficar mais elegante – mas nada impede que você use também com uma sapatilha em outro look mais casual.
Dica 6
Se você for misturar as listras com outras estampas, minha dica é manter uma cor de base nas duas peças. Então se a listra da saia é azul, procure uma blusa com a estampa cujo fundo também é azul. Não tem erro 😉
ONDE COMPRAR AS PEÇAS
(todas as minhas peças são tamanho 50 ou GG)
Olá queridas, os patches estão SUPER em alta e não tem como negar que eles são MUITO divertidos e deixam qualquer peça mais legal. Esse fim de semana no Bazar Pop Plus Size consegui ter uma noção REAL de que os patches vão mesmo dominar e deixar qualquer visual mais descontraído, já que praticamente todas as marcas lindas plus size que estavam vendendo por lá tinham alguma peça com os bordadinhos coloridos.
E sabe qual é a real!? A gente só vive uma vez, então vamos fazer com que essa vez conte! Vamos nos libertar não só das regrinhas chatas de moda, como também da seriedade de ter que seguir um padrão de comportamento. A gente tem mesmo é que saber se divertir e dar risada, porque a vida é muito curta e o tempo passa muito rápido pra gente ficar triste!!! (Viu que tô filosófica hoje, né?! hua hua hua)
♥ Patches: porque a vida é muito curta pra se vestir sem diversão ♥
Óculos > comprei fora também, mas deve ter na 25 de março
Bom, gatonas, a verdade é que eu me recuso a viver uma vida triste e sem usar o que eu tenho vontade, apenas porque “vai marcar minha barriga”, ou porque “eu não tenho mais idade pra isso”, ou então porque “vai chamar muita atenção”… A gente não é obrigada a corresponder às expectativas de ninguém e nem precisa da aprovação de todo mundo pra ser feliz e realizada. Por isso eu digo: a vida é muito curta pra se vestir sem diversão, a vida é realmente muito curta pra você perder tempo se importando com o que os outros acham do seu corpo ou dos seus gostos. Seja feliz, miga, se divirta! E isso se aplica também ao seu guarda-roupas 😉
Enfim, gatonas, me contem, vocês já têm peças com patches?1 Essa camisetinha da Rouge Marie é um conforto só e muuuuuito estilosa, to meio apaixonada por ela hehe. Me contem aqui nos comentários quais peças com patches vocês estão desejando!!!
Cara amiga gorda, você que acompanha esse e tantos outros blogs, se você ainda não viu a campanha da C&A, já aviso: NÃO SE ABALE. O que você vai ver é uma campanha de marketing mal feita, que tenta se apropriar da nossa luta para reafirmar ainda mais os padrões estéticos de magreza.
A modelo escolhida é a Malu, que veste 44/46 no máximo, ela é linda e talentosa, mas não é gorda e também não acredito que ela passe por um décimo das dificuldades e preconceitos que as gordas passam no dia a dia – como por exemplo tentar achar uma peça que sirva dentro de lojas de departamento, pra dizer o mínimo. Se o objetivo da campanha é mostrar que a indústria esteve errada por tanto tempo e que SIM a gorda pode ser sexy, por que raios a campanha resolve representar a gorda com uma mulher que NÃO é gorda?!?!
O problema de uma campanha mentirosa – não nas palavras, mas na imagem – é que ela reafirma para todas as mulheres que AQUILO é o aceitável de ser gorda. Quer dizer então que ser magra é só se você vestir 38? Qualquer coisa acima do corpo de uma modelo de passarela, já pode ser considerada gorda?! OI?!?! Na verdade, o bonito pra gorda é na verdade ser magra… DE NOVO, GENTE?! Quando vamos parar? Onde vamos parar?
Eu te digo: vamos parar em um monte de jovens com distúrbios alimentares. Vamos parar com um monte de mulheres infelizes com seus corpos, se submetendo a situações perigosas para mudarem o que veem no espelho. Vamos parar com um monte de mulheres traumatizadas se esgoelando na academia para serem uma gorda como a Malu OU para deixarem de ser gordas como a Malu e tentarem se encaixar em um padrão de magreza CADA VEZ MAIS MAGRO.
A Malu é linda, gente, mas ela não é gorda. E levar as mulheres a acreditarem que ela é só dá resultados ruins. Para as mulheres que não se aceitam e querem ser magras, faz com que esse objetivo fique ainda mais longe e ainda mais inatingível. Como ainda tem gente (muita, infelizmente) que considera gorda pejorativo, imagine o que pensam essas mulheres ao ver uma modelo como a Malu, que é só curvilínea, estampando a palavra gorda? Já estive no lugar dessas mulheres, quando eu era mais nova eu queria ser magra como a Malu, ter pernas finas e esquias, barriga sequinha, peitões. Aparentemente, seguindo essa campanha, eu nem sei onde eu iria parar, porque se a Malu é classificada como gorda, o que eu teria feito para ficar magra?! Reflita!
Para as mulheres que são gordas, faz com que a gente se sinta fora do nosso próprio segmento. Como se tudo aquilo que tem a ver com a nossa realidade – gordurinhas saltando para fora do jeans, culotes, celulite, gordura interna da coxa – ainda fosse algo realmente feio para se mostrar e, portanto, devesse ser substituído pela imagem mais magra de uma gorda que eles puderam achar.
Mais uma vez: eu não teria problema algum em ver a Malu estrelando a campanha de uma marca como a C&A, acho ótimo que as curvilíneas tenham seus lugares e torço para que a gente tenha uma diversidade maior de modelos mesmo! Mas já que é pra ser uma campanha cheia de representatividade, por que não colocam a Malu como curvilínea e uma modelo maior, como a Mayara Russi, por exemplo, como gorda?
Ai, ai… A indústria da moda as vezes é tão cansativa. Se por um lado cada dia vejo mais inclusão, por outro vejo marcas e agências de publicidade tentando pegar carona nas lutas como um jeito de lucrar. Veja, eu não teria problemas com o lucro, contanto que finalmente a indústria fizesse com que cada garota se sentisse parte dela, mas a questão é que alguns closes erradíssimos só fazem com que nós, as margens da sociedade (gordas, negras, gays, trans, etc), nos sintamos ainda mais ERRADAS, como se até mesmo dentro da nossa própria causa, tivéssemos que mudar e nos encaixar dentro de um padrão.
Que vergonha! Que vergonha de ver uma marca se apropriar do nosso discurso de liberdade, do nosso discurso de aceitação, das nossas palavras de incentivo diário, para continuar a martelar nas cabeças das mulheres VELHOS E ULTRAPASSADOS padrões de beleza.
Eu me sinto ultrajada e enganada. Não se engane: subjetivamente essa propaganda apesar da modelo plus size, não tem NADA de inclusiva e realmente só ajuda a reafirmar os padrões de magreza, mas fica a dica, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor:
[blockquote author=”Idec, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor” ]De acordo com o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a ideia da publicidade abusiva está ligada à valores morais e atuais acontecimentos da sociedade. Em geral, é a publicidade que contém objetiva ou subjetivamente um discurso discriminatório ou preconceituoso. [/blockquote]
Bom, nem sei mais o que dizer sobre isso, mas como a blogueira Kalli Fonseca, do Beleza Sem Tamanho, falou: “nem precisamos pensar em boicote já que a marca já boicota as gordas, não tendo nada que nos sirva nas araras”… Isso porque não é a primeira vez que a C&A dá mancada com as gordas (relembre a campanha da Preta Gil aqui), vamos colocar uma gorda empoderada na equipe de marketing, vamos?!