Gordas na passarela da LAB e representatividade na SPFW

EMOÇÃO é a palavra que eu tenho para definir essa edição da São Paulo Fashion Week, que trouxe gordas na passarela, na LAB, e um desfile só com modelos transexuais, no Ronaldo Fraga – que, bonitinho, também chorou emocionado ao final do desfile. Essa edição foi histórica!

A modelo Bia Gremion desfilando pela LAB | Foto: FFW

Quando eu comecei a falar, timidamente, de moda (lá em 2008) sendo uma blogueira gorda é claro que nos meus sonhos mais otimistas eu imaginava gordas em tudo quanto é lugar. E sempre que me perguntavam onde eu esperava chegar com esse trabalho eu falava em tom de brincadeira, mas com fundinho de verdade, que eu ficaria feliz quando visse gordas na passarela do SPFW, que é o principal evento de moda do Brasil.

A cantora Ellen Oléria desfilando pela LAB | Foto: FFW

Não porque a gente precise da “aprovação” de ninguém, mas porque ver o que ainda é “diferente” como as trans e gordas na passarela e em lugares de visibilidade quer dizer INCLUSÃO e, além da REPRESENTATIVIDADE, faz com que cada vez mais a sociedade acostume seu olhar para essas pessoas – e quem sabe parem de olhar como “diferentes”. Também quer dizer que a moda começou a abrir os olhos para essa parcela tão grande de mulheres, que sempre foram ignoradas. Significa um passinho a mais em direção à quebra de padrões que aprisionam as mulheres, que geram essa ansiedade louca pela magreza e pela perfeição dentro de moldes. Acostumar o olhar a diferentes corpos faz com que a nossa relação com as nossas diferenças seja mais bem vista e mais bem aceita por nós mesmas em frente ao espelho. Ter um exemplo bem sucedido com quem possamos nos identificar de várias formas faz com que acreditemos no nosso potencial – seja físico, na carreira, nas relações afetivas, etc.

Olha, só sei que fiquei feliz e sempre vou ficar orgulhosa de ver cada vez mais gordas tomando o espaço que sempre foi “proibido” para nós, porque a gente faz parte da sociedade e também precisamos de representação em todos os aspectos. Só sei que vai ficar feio pra todas as outras marcas que continuam insistindo em ignorar a diversidade. Vai feder pro lado dos preconceituosos. E tem que ser assim: a gente tem que exigir o espaço e não parar de lutar enquanto ainda fizerem a gente se sentir excluída seja onde for. 

O modelo Akeen dos Santos desfilando pela LAB | Foto: FFW

SOBRE O DESFILE DA LAB

Pra quem não conhece, a LAB é uma marca de streetstyle, do Emicida e do Evandro Fióti. Ela começou em 2009, como um coletivo batizado de Na Humilde Crew, e hoje virou a Laboratório Fantasma que vende nos shows e na própria loja virtual.

Entrevistei o Fióti durante esse SPFW e ele disse que os tamanhos grandes partiram de uma demanda do próprio público da marca.Quando lançamos tínhamos tamanhos grandes, aí as vendas caíram e paramos de produzir, mas há uns 2 anos voltaram a pedir por números maiores e voltamos com a grade até o 5X“, disse o sócio. Também perguntei de onde tinha saído a ideia de desfilar com modelos plus size e se ele tinha noção que, em seu primeiro desfile na SPFW, ele já estava mudando a história da moda no Brasil, ele respondeu na lata: “foi natural colocar modelos plus size para desfilar, não foi uma coisa pensada como estratégia. Eu acho que a gente tem que trazer roupas para todos os tipos de corpos. Não faz sentido você querer dialogar com esse publico que já existe, o nosso no caso, e as pessoas não se sentirem representadas pela marca, não se sentirem representadas dentro da passarela, né?!

A coleção desfilada se chama Yasuke, voltada para o streetstyle ela teve duas influências: o Japão, com o grafismo, a geometria, o contraste do preto e do branco e o minimalismo das aplicações, e a África, com as estampas estilizadas a partir da padronagem dos tecidos tradicionais de Angola, a Samakaka.

Eu que amo geometria e P&B nem sei o que dizer, apenas que AMEI! Sem dúvida foi um desfile incrível… Começou com o Emicida cantando, logo a platéia foi à loucura quando entrou a Ellen Oléria, cantora e a primeira plus size, depois de novo quando entrou a Bia Gremion exibindo seu tamanho 60. Ainda tinha um modelo BAFO e lindo com a pele bicolor por conta do vitiligo, além de muitos cabelos crespos e cacheados naturalmente maravilhosos. Teve até Seu Jorge. Pra fechar tudo, o Emicida ainda cantou ao vivo durante o desfile todo e ao final saiu com todos os modelos e o público para um show de encerramento nos corredores da SPFW. Em 10 anos cobrindo a SPFW esse desfile sem sombra de dúvida foi o melhor momento de todos! Dá pra ver os vídeos no meu instagram @ju_romano 😉

Se você ficou curiosa, vou deixar o site da LAB aqui, mas já aviso, não se empolgue tanto nas compras, porque os números grandes ainda não chegaram… Eu acabei de mandar um e-mail perguntando sobre a tabela de medidas e questionando sobre os tamanhos plus size, quando responderem eu atualizo o post 😉 Se quiser já ir olhando, o site é www.laboratoriofantasma.com

 

Para encerrar esse post com mais questionamentos, quero te convidar para assistir a matéria que eu e o Lucas fizemos no SPFW. Há um ano a gente lançou a teoria que a moda odiava as gordas e nessa edição fomos lá para conversar e ver as reações dos fashionistas quando o tema vem à tona. Aperta o play e se inscreve no nosso canal >> https://www.youtube.com/channel/agordaeogay 

 

Bom, tiveram gordas na passarela e dá pra ver que muita coisa já mudou, mas MUITO ainda precisa mudar ainda, né?!?! Enquanto isso a gente vai comemorando as vitórias e lutando por cada vez mais espaço 😉 

 

 

HUA HUA

BJÓN

 

 

Gorda no esporte: Futebol Americano com as Underdogs

Ai, meu coração e minhas pernas! Se engana MUITO quem acha que não dá certo gorda no esporte. Quem acha isso é porque não viu o treino de futebol americano das UNDERDOGS! hua hua hua Lá, além de mim (uhuuul, sou nova mas já me sinto parte, gente) tem outras meninas gordas, magras, altas, baixas, novas, mais velhas… Tem ~de um tudo~, provando MESMO que você NÃO precisa ter um corpo XIS pra jogar o que tiver vontade.

Eu sempre pratiquei esportes, nas épocas magras e nas épocas gordas. Não culpo quem não gosta, acho mesmo que é uma questão de gosto e ninguém é obrigada a nada, mas eu peguei amor e carinho por esportes com bola. Além do esporte em si, sou apaixonada por atividades em grupo, onde cada pessoa tem um conjunto de qualidades e é melhor em certas posições. Adoro lidar com essa diversidade de habilidades e de, no final, conquistar uma verdadeira família naquele time.

Pois bem, joguei vôlei por 10 anos, handebol, futebol, basquete e amava brincar de “queimada” e jogar taco na rua. De todos os esportes com bola, os únicos que nunca tinha jogado eram rugby e futebol americano – pra ser sincerona, nunca nem sequer assisti a uma partida desses esportes. Mas outro dia recebi um convite da Bels (a Isabella Trad, amiga e modelo plus size) me chamando para ir a um treino dela.

Ela joga no UNDERDOGS, um time de futebol americano, que treina toda terça-feira e sábado, no Centro Esportivo Tietê. Quando a Bels me chamou, fiquei com um pouco de vergonha, porque entrar em um time já formado dá um pouco de medinho, além do fato de eu ter engordado bastante nos últimos anos e ter sérias dúvidas se conseguiria aguentar o ritmo dos treinos.

Ela logo me tranquilizou e incentivou a ir junto, já que ela quando começou também teve essas mesmas dúvidas. Depois que eu fui no meu primeiro treino sábado e no segundo ontem a noite, percebi que o medo não tinha fundamento… Ainda está no começo, e as UNDERDOGS precisam de mais mulheres para conseguir formar o time completo, então tem aquela vibe gostosa de estar construindo alguma coisa com as meninas e, ao mesmo tempo, rola aquela esperança da parte das outras que você seja a mais nova integrante do time – que ainda tem espaço pra mais, tipo coração de mãe, sabe?!?! hehe

Quanto à parte física, bom, a Bels assim como eu também é plus size e no time tem mulheres de todas as idades, pesos e alturas. O treino é puxado, porque é levado a sério – a Lu, que é a nossa treinadora, já jogou em time profissional na gringa e os carambas. Mas ninguém te obriga a nada e nem fica fazendo cara feia caso você fique cansada e queira parar um pouquinho. Pelo contrário, rola todo um incentivo de todas as pessoas treinando que estão lá para te ajudar, seja dando uma garrafinha de água ou te mostrando o jeito mais fácil de correr para não cansar tanto. SIM, as pessoas são MUITO legais e tratam todas as jogadoras da mesma forma 😉

 

Bom, resumindo tudo: É DIVERTIDO! É bom porque você vê outras meninas se esforçando e percebe que você não é a única que tem limitações. Você percebe que por mais que você tenha limitações, você aguenta muito mais do que sabia. Você dá risada e se sente estimulada a ir além. Você bota o corpinho para se mexer e acaba tendo uma sensação maravilhosa. Você faz novas amigas, sem frescuras, que topam um churrascão depois do treino. Você se sente parte de um grupo muito diverso.

 

Eeeee o MAIS legal é que como ainda têm vagas abertas, vou estender o convite da Bels a todas vocês que tiverem vontade de experimentar uma aula de futebol americano, MESMO que não saibam nada sobre o esporte, como eu  😉 VAMOS LÁ, GENTE?!?

 

 

VEM JOGAR COM A GENTE NAS UNDERDOGS!!!

Onde: Centro Esportivo Tietê – Avenida Santos Dumont, 843, Armênia, São Paulo. A gente se reúne embaixo da única árvore que tem do outro lado do campo, olhando do estacionamento.

Quero experimentar: se você tiver interesse real, manda uma mensagem pra mim no Facebook ou no Facebook do Underdogs que a gente troca contatos e combina de se encontrar
https://www.facebook.com/UnderdogsFootball  😉

Quando: sábados das 9h da manhã às 12h e terças-feiras das 20h30 às 22h30 da noite

Preço: para experimentar é de graça e você só começa a pagar depois que entra mesmo pro time. Se não me engano é R$ 20 por mês (é muito baratinho, gente!)

O que vestir: tênis que não escorrega ou chuteira (se você tiver é o ideal), uma legging preta e uma camiseta preta ou branca (só em outubro a gente está usando rosa também ). Leve uma garrafinha de água e protetor solar se for sábado, você vai precisar hehe

To te esperando, hein!? hua hua hua

 

Ah! E me conta aqui nos comentários  se vocês já jogaram, o que jogam, etc! Quero saber das experiências de todas e, quem sabe, conhecer vocês pessoalmente durante os treinos! 

 

HUA HUA

BJÓN

Tons terrosos no look com vestido plus size

Olá queridas! Hoje eu vim assumir meu preconceito antigo com tons terrosos no look – e me redimir! Eu sempre achei marrom, bege e afins cores muito difíceis pra jovens, acho que era aquele trauma de adolescente gorda, porque só achava aquelas peças escuras e com forma de saco de batatas no meu tamanho, que sempre tinham as mesmas variações de cor: azul marinho, marrom escuro ou preto. Aí durante bons anos, torci mesmo meu nariz para os tons terrosos no look e optava por qualquer outra cor.

Quando entrou a tendência do “caramelo” no começo desse ano eu senti uma pontadinha no meu coração, porque era um marrom, só que claro, até meio alegre. Como a cor está em alta, as peças mais fashion apareceram de um jeito jovem e em modelos muito desejáveis. No frio, vimos saias de couro fake, coletes e botas incríveis… Mas minha surpresa maior foi encontrar essa cor em peças de verão, já que tons terrosos no look de inverno é uma coisa até que bem comum, mas em vestidinhos leves, de fato era uma barreira que eu nunca tinha pensado em quebrar.

Bom, aí que fui na Forever 21 do Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas – a única F21 que tem a linha plus size – e vi essa maravilhosidade na arara. O vestido estava de costas e as fendas me intrigaram por dois motivos: 1. fendas em vestidos plus size = amor e ousadia; 2. fendas de verão em um vestido caramelo, com estampa floral alegra = amor e ousadia. Tive que provar e levar!!! O resultado não poderia ser outro, tô apaixonada e já quero usar de novo assim que sai da máquina de lavar hehhe. Olha como ficou:

 

♥ Tons terrosos no look com vestido plus size ♥





 

Eu amei a cor, no fim das contas, mas confesso que essa estampa floral ajudou a deixar o vestido mais leve e com cara de calor. 😉

Pra montar meu look eu equilibrei um pouco o romantismo do vestido com essa sandália pesada, da mesma cor, e com uma bolsa engraçadinha, também em tons terrosos. O único contraste ficou mesmo para o colar, o que achei um detalhe interessante no resultado final. Reparem que até o cabelo tá meio no tom caramelo hua hua hua 😉

Ah! E eu estou usando sem sutiã, mas acho que dá para usar com um cuja a parte do fecho fique mais para baixo do decote nas costas.

 


DE ONDE SÃO AS PEÇAS

Vestido plus size > Forever 21 (o meu é tamanho 3X mas lá tinha até o 5X)

Sandália fechada > Bebecê

Colar choker com lacinho > comprei numa lojinha de rua no centro de Florianópolis

Bolsa fun > comprei na China, nas férias desse ano, mas deve ter no Aliexpress 😉

Anéis > 25 de Março

Batom > Persistence, da M.A.C


 

 

 

Bom, gatonas, por hoje é isso. O que vocês acham de tons terrosos no look? Vocês usam, curtem? Me contem TUDO nos comentários!

 

 

HUA HUA

BJÓN

Vestido de festa plus size: Dolps by Ju Romano

Aiiii que ORGULHO, minha gente!!!  Vestido de festa plus size SEMPRE é um drama na vida de uma mulher e já ouvi muitas leitoras pedindo dicas e eu mesma já sofri MUITO pra encontrar um. Não basta entrar, a gente tem que achar bonito e tem que combinar com a nossa personalidade – seja ela como for. Quando descobri que a Dolps fazia vestido de festa plus size, fiquei animadíssima e já me coloquei a disposição para dar pitacos nas peças, já que eu também passei por longas e suadas caçadas ao vestido de festa ideal.

Então tivemos a ideia de lançar uma coleção em conjunto, com peças que tivessem bastante do meu gosto e das minhas modelagens, cortes e detalhes favoritos. Saiu assim a coleção Dolps by Ju Romano, cujas primeiras peças começaram a ir para as lojas semana passada. \o/ Vou separar em tópicos para vocês entenderem melhor a coleção, os tamanhos, onde vende, etc, logo depois das fotos.

 

Vestido de festa plus size: Dolps by Ju Romano ♥

 

O QUE EU PENSEI NA HORA DE CRIAR OS MODELOS

Eu pensei em tudo que as leitoras já tinham me falado das dificuldades na hora de procurar um vestido de festa. Então pensei primeiro nas cores: tinham que ser cores alegres, jovens e alto astral, que criassem contraste com vários tons de pele e que tivessem vivacidade. Depois pensei nos decotes, que é o que mais me incomoda: tinham que ter recortes mais ousados, toques mais modernos e fashion e, para as mais ousadas, fendas e ombros de fora. Depois veio a saia: a minha favorita é a evasê MUITO rodada, mas pensei também nas mulheres que preferem uma coisa mais sequinha, dessa forma têm modelos que descem mais retos e outros com a saia bem rodada. Pensamos tudo para ficar bem confortável e não marcar, mas como cada corpo é um corpo, sempre serão necessários alguns ajustes – eu mesma tive que fazer um monte porque meu tronco é muito curto hehe.

De todos os modelos terão variações de cor além dessas que estão nas fotos e também terão algumas versões de vestidos de festa plus size preto, porque sei que muita gente também curte cor escura 😉

Ah!!!! Vale dizer que esses das fotos não são os únicos, só são os primeiros. AINDA TÊM MAIS MODELOS POR VIR!!! \o/ (SPOILER: tem até um modelo COM BOLSOS que é o que eu vou guardar para se um dia eu casar hahah)

TAMANHOS

A modelagem é grande. Na etiqueta a numeração vai até o tamanho 54, mas eu visto tamanho 50 de roupa e o meu vestido Dolps é tamanho 48. Ou seja, o 54 pode dar em uma mulher tamanho 56 e mesmo se não couber, se você for maior, como a fabricação é própria, dá para ajustar para o seu tamanho!!! 

 

PREÇO

Vestido de festa é caro mesmo, gente 🙁 Os preços variam de R$ 800 a R$ 1200, por que todos os vestidos têm mais de uma saia e sustentação interna, além de rendas e detalhes mais elaborados.

 

ONDE VENDE

Vende nas lojas Dolps (veja aqui onde tem), em mais de 1000 multimarcas e a partir do mês que vem vai começar a vender online.

 

AS LINDAS QUE JÁ FALARAM SOBRE A COLEÇÃO

Alguns blogs maravilhosos também falaram sobre a coleção, então pra ver a opinião dessas lindas, vai lá dar uma olhadinha 🙂

Sapatinho de Cristalhttp://sapatinhodecristal.com.br/dolps-faz-colecao-capsula-plus-size-com-ju-romano/

Madame’s Curveshttp://www.madamescurves.com/2016/10/dolps-cria-colecao-especial-de-plus.html

Das Plushttp://dasplus.com.br/grife-de-moda-festa-lanca-colecao-capsula-plus-size/

Bom, gatonas, no site da Dolps www.dolps.com.br tem mais informações sobre como comprar, telefone para contato e a loja online que você já pode deixar seu e-mail para saber em primeira mão quando começa a vender no e-commerce. 

 

 

Bom, lindas, espero que vocês tenham gostado e que se sintam LINDAS nos vestidos, verdadeiras princesas da vida real. Meus favoritos, óbvio, são os nudes, e o de vocês?! Me contem TUDO nos comentários!

 

 

HUA HUA

BJÓN

Pela primeira vez vai ter uma GORDA na Playboy – com gordurinhas e celulite \o/

Quando chegou um e-mail da Playboy, eu dei risada… Não dei risada pelo convite em si, mas porque eu não me vejo – e nunca me vi – como uma mulher sensual e sair assim era impensável para mim. Por acaso, na hora que abri o e-mail estava conversando com a Marcinha, minha amiga de faculdade que também trabalha comigo aqui no blog.

A Marcinha é gordinha, ela não é plus size, mas tem barriguinha, coxas grossas, bracinho gordo, formas arredondadas e já lutou muito contra a balança. Contei pra ela o motivo do riso e ela ficou séria. Não sei por que você achou graça, Ju. Eu fico pensando que se eu tivesse visto uma representação da gorda como uma mulher sexy, em revistas ou em seriados, talvez eu tivesse tido menos problemas com o meu corpo, talvez eu tivesse me sentido mais sensual e mais confiante na hora do sexo, na hora de tirar a roupa e até na frente do espelho…”

A Marcinha me fez repensar. Eu luto há mais de 9 anos para que a mulher não precise da aprovação de ninguém, eu sou feminista a ponto de saber que eu não preciso ser NADA para agradar a homem nenhum, mas eu também luto para que a sociedade olhe a mulher gorda como uma mulher normal, que as pessoas encarem uma mulher gorda da mesma forma que encaram uma mulher magra e um dos meios para conquistar isso se chama REPRESENTATIVIDADE.

É colocar a gorda em revistas, em seriados, em filmes… E não só como a gorda coitadinha ou alívio cômico, é colocar a gorda como uma mulher empoderada, bem sucedida, amada, desejada, confiante e de forma positiva, provando que a gorda não tem que se esconder e que faz parte sim da sociedade, como qualquer outra mulher com qualquer outro formato de corpo.

Pois bem, a edição é toda voltada para internet e a seção se chama MQA: Mulheres Que Amamos, uma seção de entrevista onde os editores da revista chamam mulheres que eles consideram inteligentes, bonitas, sensuais e que têm muito mais que um corpo para oferecer ao mundo, é uma seção de entrevista que apesar das fotos de lingerie, fala sobre o meu trabalho e um pouco também da minha vida pessoal. Achei a seção legal, me senti honrada de ter sido chamada para fazer parte de uma matéria que vai além do corpo gordo.

Mas ainda fiquei preocupada: “eu não sei ser sexy no estilo Playboy” desabafei com a repórter que fez a minha entrevista. Ela me falou, “Ju, queremos que você seja você mesma, com a maior naturalidade possível, como se você estivesse em casa mesmo, do jeito que você fica. Você pode não se ver sexy, mas existem vários tipos de sensualidade  que vão além daquelas fotos fazendo caras e bocas…

No final das contas, nem precisei encarnar uma personagem. Não precisei fazer “a mulher que quer conquistar um homem”, eu apenas estava lá de boas sendo eu mesma. Tiramos algumas fotos do meu celular (pra eu mostrar pra minha mãe e ela não ter um ataque do coração como foi quando eu sai na capa da Elle hua hua hua) e para todas as meninas que mostrei a foto a reação foi a mesma: CARACA QUE LINDA, QUE FODA, AMEI, VAI TER UMA GORDA NA PLAYBOY… Nenhuma se sentiu ofendida, pelo contrário: elas acharam muito legal mostrar que a sensualidade não está só em ter uma calça 36 ou ter peitão (duas coisas que eu definitivamente não tenho) e um corpo fora dos padrões pode ser tão desejado e enaltecido quanto tantos outros.

E quando me mandaram as fotos finais, com quase nada de Photoshop, com as minhas gordurinhas marcando a lingerie, com as minhas celulites aparecendo, eu olhei e pensei: caraca, talvez eu seja sexy e eu só não consiga me enxergar desse jeito porque aprendi desde sempre que eu tinha outras qualidades incríveis, mas que ser sensual não poderia ser uma delas ja que meu corpo não é padrão.

Eu ainda só posso mostrar uma foto que tiramos no dia, porque a revista vai pras bancas dia 25 de outubro, mas vou colocar um comparativo da foto que tirei com o celular e da que tiraram com a câmera profissional pra vocês verem que foi super fiel ao meu corpo e à minha cara, coisa que achei importantíssimo já que o objetivo é mesmo mostrar que a gente pode ser sensual, SIM, do jeitinho que é 

 

♥ Pela primeira vez vai ter uma GORDA na Playboycom gordurinhas e celulite \o/ ♥

Na foto do ensaio:

 

Na foto que tiramos do meu celular, sem filtro nem correção de luz:

 

Enfim, fiquei orgulhosa de ter sido a primeira gorda a sair na Playboy, fiquei feliz de descobrir um lado meu que eu achava que nem existia e fiquei AINDA mais feliz de poder representar todas as gordas que também não se sentem sexy por algum motivo.

Essas fotos são pra vocês meninas, para que vocês nunca duvidem de si mesmas, para que vocês acreditem que podem ser lindas e maravilhosas com o corpo que tiverem.

 

Espero que vocês gostem e como disse a Marcinha depois de ver o resultado das fotos: “Essa vai ser a primeira Playboy que vou deixar meu marido comprar porque EU quero ver!” hua hua hua

 

Até sair a revista (25/10) vou vendo se consigo soltar mais spoilers hehehe Mas me contem o que acharam aqui nos comentários! 

 

HUA HUA

BJÓN

1 peça 5 looks com saia short da Kauê Plus Size

Olá queridas! Essa semana gravei um vídeo com uma peça muito legal da Kauê Plus Size: é uma saia que tem um shortinho acoplado por baixo!!! <3 Mas não é como as outras saias short que eu já vi (e até tenho algumas), porque na parte de trás da peça ela também é como uma saia, o que torna a peça MUITO versátil para todas as ocasiões, desde ir ao trabalho, uma festa ou balada, até andar de bike sem o problema de aparecer a calcinha ou ralar uma coxa na outra \o/ (eu ouvi alguém gritar um AMÉM?!?! hua hua hua)

Bom, aí pra mostrar como eu usaria a saia short, escolhi algumas peças para montar looks com combinações e sobreposições e para várias ocasiões. Então aperta o play aqui embaixo ou vá para o Youtube da Kauê Plus Size (AQUI) para se inspirar nessas ideias e sair com muito conforto e tranquilidade 🙂

1 peça 5 looks com saia short da Kauê Plus Size ♥


ONDE COMPRAR AS PEÇAS

Link Saia Shorts>  http://www.kaueplussize.com.br/saia-shorts-plus-size
Cardigan listrado > http://www.kaueplussize.com.br/cardigan-listrado
Regata Roxa > http://www.kaueplussize.com.br/regata-degage
Blusa Amarela> http://www.kaueplussize.com.br/blusa-estampada–plus-size
Camisa com renda > http://www.kaueplussize.com.br/camisa-renda-nas-costas
Regata preta sexy > http://www.kaueplussize.com.br/regata-com-renda-plus-size
Jaqueta com textura > http://www.kaueplussize.com.br/jaqueta-animal-print-plus-size


 

 

Como eu falo no vídeo também, escolher uma peça chave (como a saia short preta) é um jeito MUITO prático de facilitar a vida na hora de se vestir, principalmente se a peça tiver uma cor básica (como preto, branco, cinza, creme  e off white) porque aí você pode ENLOUQUECER nas combinações de cores e estampas na outra peça. Acho válido dizer que você sempre pode dar mais a sua cara ao look combinando com acessórios que façam mais seu estilo, como sapatos e bijouterias para dar um toque a mais.

Enfim, gatonas, espero que vocês curtam as sugestões e me contem quais looks têm mais a cara de vocês 🙂 Ah e não se esqueçam de se inscrever no canal da Kauê Plus Size https://www.youtube.com/KauePlusSize pra ficar por dentro das novidades da marca 😉

 

Por hoje é isso

 

HUA HUA

BJÓN

 

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Cropped com saia lápis da Realist Plus ♥

Olá queridas! Desde que eu fiz esse post aqui, com 5 tendências do verão com a Realist Plus, eu me apaixonei por um conjunto de cropped com saia lápis da coleção de verão da marca ♥. Fiquei realmente babando tanto no modelo das peças quanto na estampa, que achei jovem, poderosa e MUITO chique, porque é um floral sem ser romântico – o que eu achei bem fashion!

Mas, vou ser sincerona, quando olhei na modelo minha primeira reação foi: “certeza que vai deixar meu quadril muito marcado – porque eu tenho o quadril muito desproporcional perto da cintura – e a pochete mais ainda já que a saia é justa!” Mas como eu não ligo muito para a barriga marcando, achei que valia a pena tentar…

Para a minha GRANDE surpresa, quando eu vesti percebi que a estampa fica localizada bem onde a saia marcaria a curvinha da barriga, fazendo com que nem dê para notar e, apesar de ser lápis, a saia não é tããão justa quando desce pelas pernas. Ou seja: por ser mais larguinha que uma saia lápis tradicional, não marcou nada, não ficou ULTRA colada na barriga e me deixou bem confortável (tão confortável que nesse dia das fotos eu também fotografei a Mari, do Moda Plus Size Brasil, e consegui fazer todos os movimentos perfeitamente sem ter que ficar puxando a saia ou arrumando).

Fica aqui a lição (que eu já devia ter aprendido): só tomando coragem para esquecer qualquer pré-conceito que a gente tenha formado na cabeça, para experimentar uma roupa que a gente gosta e comprovar que podemos ficar LINDAS vestido o que a gente tiver vontade!!! ♥

Quanto à parte fashion do look, já falei lá em cima da estampa, mas esse top cropped mais longo é uma forte tendência, que além de ficar bem gostoso de usar, também fica mais chique, discreto e versátil para usar em diversas ocasiões. Eu fiquei pensando, por exemplo, que poderia ir com um blazer por cima para trabalhar e depois, se rolasse um happy hour ou baladinha, estaria com uma roupa ótima também.

Bom, vamos ao look…

Cropped com saia lápis da Realist Plus Size ♥



 

Outra coisa que apostei nesse look foi a sandália com cano mais alto, que teoricamente é a coisa mais PROIBIDA pra gorda no universo (pegou a ironia?!). Mas é o que eu sempre penso na hora de me vestir: eu sou baixa e gorda, eu posso até usar peças que “disfarcem” isso, mas eu ODEIO limitações e quero usar TUDO que eu acho legal… Isso inclui sandália de cano com saia no joelho TAMBÉM! 

 


ONDE ENCONTRAR

O cropped com saia lápis são da Realist Plus www.realistplus.com.br, no site tem a coleção toda que está INCRÍVEL! A Realist Plus vende em lojas multimarcas e online em lojas como a VK Moda Plus Size (nesse link aqui já tem várias peças da nova coleção).

Pra saber mais siga a marca nas redes www.facebook.com/realistplus

 

Ah! Sempre me perguntam do colar “choker” (essa gargantilha preta) que eu uso sempre. As minhas eu comprei na 25 de março e algumas numa lojinha de rua quando fui a Florianópolis. Mas está super em alta e é fácil achar em loja de bijouteria 😉 . Já a sandália é da coleção passada da Melissa.


 

 

Bom, gatonas, é isso e fica aqui o encorajamento para você testar, experimentar, provar e nunca encarar uma peça com preconceito, achando que não vai ficar bom… Porque SIM, A GENTE PODE USAR O QUE QUISER!!! 

 

HUA HUA

BJÓN

 

 

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Vestido plus size com fenda na barriga e nózinho

Olá queridas! Eu estou apenas APAIXONADA por esse look ♥ Primeiro porque eu gosto muito desse tom de cinza (deu pra ver, né?!) segundo porque achar um vestido plus size com fenda na barriga era algo que eu queria há muito tempo. É o tipo de peça que eu já tinha visto várias vezes em looks da moda tradicional, mas achei que não seria bem adaptado para o plus size.

A minha surpresa maravilhosa é que ele não foi SÓ feito em um tamanho grande, mas a modelagem da peça também foi adaptada para gerar conforto em um corpo maior sem perder a sensualidade e a jovialidade. Por exemplo, a saia é mais soltinha e evasê, pra não marcar os quadris largos e a pochete, no entanto o decote continuou sendo maior, que deixa a peça sexy. E, apesar de ter mangas, que não é meu ideal, elas têm um corte bonito e não estão lá “apenas para cobrir os braços”, as mangas têm uma função bonita na construção mais street da peça.

Achei o vestido moderno, jovem, sexy e muito descolado. Aliás, já até saí pra beber com os amigos usando essa mesma roupa, e me senti super cool hua hua hua hua. O maxi colete eu já tinha mostrado AQUI e também tem essa pegada descoladona, que investe mesmo em estilo e fashionismo.

Bom, vamos ao look:

♥ Vestido plus size com fenda na barriga e nózinho 




 

O STYLING

Claro que um vestido de malha sozinho é apenas um vestido de malha. O que deixa o look fashion são os acessórios e o que você vai usar como combinação. Eu pensei em um visual mais “agressivo” sem elementos muito “fofos”. A meia-calça e o coturno já são escolhas mais pesadas, para completar o sutiã strappy também tem esse toque mais fetichista e a escolha dos colares também continua nessa mesma linha. O penteado mais descabelado sugere uma certa descontração. Ou seja, na hora de montar um look, por mais básica que a peça seja, se todos os elementos do look conversarem você pode ficar muito estilosa!!!

O COTURNO

Sempre me perguntam de coturno em perna gorda, a questão é que de fato não é uma peça que vai afinar ou alongar suas pernas. Se você quiser esse efeito, um sapato nude ou preto de salto quando você estiver de meia-calça é o que pode dar a impressão de pernas mais longas e mais finas. No entanto, o coturno é um elemento fortíssimo de estilo, ele é fashion e deixa o visual muito mais legal. Ou seja, você não precisa parecer que tem as pernas mais finas (acredite, todo mundo está vendo que você tem coxas grossas independentemente do sapato que você usar) então por que não usar um sapato legal e estiloso?!!? Eu nem ligo se vai me deixar mais “achatada” ou não porque o que eu quero mesmo é me olhar no espelho e pensar: “esse look tá MUITO legal!”. Então DESENCANA de ficar toda hora querendo parecer alguma coisa que você não é e comece a usar as peças que você acha legais. Acredite: quando você está super estilosa, as pessoas reparam na sua roupa e não se você é gorda ou magra 😉 

 


DE ONDE SÃO AS PEÇAS

Vestido plus size com fenda > Flaminga (esse vestido em começa a vender no site entre hoje e amanhã, então se você quiser um igual corre pra não esgotar!)

Maxi colete de pelos > WE Love Ateliê

Colar de dente comprido > VIS design

Choker > 25 de março

Sutiã Strappy > F.A.T.

Meia Calça > Trifil

Coturno > Dr. Martens

Bolsa > C&A

Óculos redondo > Zara


 

 

Bom, gatinhas, espero que vocês tenham curtido o look e me contem aqui nos comentários o que vocês acharam do vestido plus size com fenda na barriga, se usariam, como usariam e tudo mais!!! 

 

Por enquanto é isso

 

HUA HUA

BJÓN

Confissões de um abuso psicológico #tambéméviolência

Talvez o mais difícil seja suportar a humilhação… Não sei se é a de acreditar que de fato o que você fez, usou ou falou foi errado ou a humilhação de estar impotente diante da pessoa amada proferindo atrocidades contra você. As suas palavras entalam na garganta, as lágrimas embaçam a visão. E você se encontra impotente, emaranhada em uma rede de argumentos que arrastam cada vez mais para baixo, para o fundo do poço, mas você está tão presa a ele que não vê saída.

É, nem toda violência deixa hematomas e ossos quebrados. 3 em cada 5 mulheres sofreram, sofrem ou sofrerão violência em um relacionamento afetivo no Brasil, eu não fugi a essa estatística.

Foi um namoro curto, menos de um ano, mas pergunte para qualquer amiga minha e saberá o furacão que ele foi em nossas vidas – na minha e na delas que pacientemente davam os ombros para que eu não desabasse. Noites em claro, brigas e gritaria, xingamentos, lágrimas pelos corredores da faculdade, pressão psicológica, chantagem… Hoje chamamos o ex de “o sociopata” e o apelido não é exagerado.

Ele invadiu meu computador, instalou um programa, roubou meus históricos de conversas, alterou frases no Photoshop, criou um e-mail falso fingindo ser uma menina e passou semanas me chantageando com histórias e conversas que nunca tinham acontecido.

Passei a desconfiar da minha própria sombra. Desconfiei das minhas amigas. Duvidei até das minhas próprias lembranças. Passava horas chorando de soluçar ao telefone, explicando – em vão – para ele que aquilo não passava de uma pessoa louca tentando terminar o nosso namoro. Não conseguia me concentrar nas aulas, esperando o momento em que um novo e-mail falso chegasse com informações alteradas que eu teria que explicar mais tarde. Passei semanas me explicando por algo que eu não tinha culpa, aos prantos, sem saber ao certo como sair daquela situação. Fiquei neurótica achando que tinha alguém no meu quarto, no meu banheiro, me seguindo na rua, me observando pela câmera do computador – que até hoje, 7 anos depois, ainda cubro a lente com um adesivo por medo de ter minha privacidade invadida novamente.

Demorei muito para conseguir sair da defensiva, aquilo me consumia inteira, durante semanas aqueles e-mails eram tudo o que eu conseguia pensar, nada mais. Resolvi contra-atacar e descobrir por fim quem era a pessoa por trás dos e-mails. Chamei um amigo que rastreou o IP até uma lan house ao lado da casa dele. Entrei no jogo, comecei a responder os e-mails pressionando cada vez mais até que um dia coincidiu de eu ligar na lan house e ele estar lá bem no momento em que chegou um e-mail da tal menina.

Quando fui confrontá-lo ouvi de tudo. “Você é louca? Por que eu faria isso? Se você desconfia de mim é porque você que está fazendo coisa errada. Você é ridícula! Mas já era de se esperar mesmo, se comporta como uma vagabunda quando tá na faculdade, sai com roupa curta, fica chamando atenção… Você não passa de uma puta” Disso para xingamentos e mais xingamentos aos gritos, como se eu merecesse apenas o pior e nada mais.

Na época a pressão era tanta que eu não conseguia entender que de todas as pessoas do mundo era ele quem tinha a MAIOR obrigação de me defender e me ajudar, mas a única coisa que ele conseguia fazer era me atacar... E eu, presa na rede, não conseguia sequer olhar a situação de fora e perceber o quanto absurda ela era. Eu estava me afogando.

Uma noite, pouco depois, eu estava em casa me arrumando para encontrá-lo e minha melhor amiga me ligou, muito tensa, falando que estava vendo ele de mãos dadas com uma outra menina, subindo uma das ruas mais badaladas de São Paulo.

Confrontei, ele me contou mentiras, tentou me colocar contra minha amiga e disse que o mundo estava contra nós, mas que eu que não era forte o suficiente para encarar de frente e lutar pelo nosso “amor”. Escolher entre minha melhor amizade e um crápula não deveria ser difícil, mas era.

Cheguei a um ponto que eu só conseguia sentir raiva, repulsa, ódio, nojo e todos os sentimentos negativos quando estava com ele, mas ainda assim não conseguia terminar. Ele fazia todos os tipos de chantagem, desde “você é a única coisa que eu tenho na vida, você não pode me deixar, pelo amor de deus” até as pérolas como “você quer mesmo é terminar pra sair dando pra todo mundo”.

Cada dia eu me sentia pior, mal, triste, com uma agonia no peito e uma falta de ar que conscientemente eu não sabia explicar. Eu não achava que o culpado era ele, achava que EU é quem tinha problemas e eu tinha a OBRIGAÇÃO de ficar ao lado dele.

Foram alguns meses de terapia até que eu finalmente entendesse que o meu corpo era meu. Que o meu comportamento era um traço único de personalidade. Que eu não precisava carregar a culpa do mundo nas costas e que, assim como ele tinha sobrevivido sem mim até o começo do namoro, ele sobreviveria depois do fim… E eu também sobreviveria sem ele!

Consegui terminar com ele uma tarde, antes de uma viagem da faculdade que ele foi até a minha casa tentar impedir. Não sei se teria conseguido se eu não tivesse ido para outra cidade, rodeada dos meus amigos, com respaldo da terapia, mas eu consegui. Eu tive ajuda e hoje eu vejo que não há problema algum nisso, apesar da vergonha na época.

Na viagem, conheci o Gabriel, que ficou comigo pelos últimos 6 anos e restaurou minha fé na humanidade e nos relacionamentos. Meu namoro com o Gabriel também terminou, no começo desse ano, mas não foi por violência ou abuso, pelo contrário, terminamos amigos, que se respeitam imensamente e nutrem um carinho eterno um pelo outro. Terminamos com orgulho de dizer que durante 6 anos nunca sequer nos xingamos ou proferimos palavras agressivas um para o outro.

Durante esses 6 anos cresci profissionalmente, amadureci emocionalmente, descobri como é ser feliz plenamente, desenvolvi as minhas melhores habilidades e aprendi que, de fato, um bom relacionamento é aquele que te leva pra frente, que está embaixo para te segurar quando você cai e que te dá asas quando você quer voar.

É melhor estar sozinha do que mal acompanhada, mas que se estiver bem acompanhada a vida é muito mais gostosa. E isso, aprendi que é um relacionamento saudável e não como no anterior que só me deixou feridas e traumas. Um relacionamento que eu quero ter com a pessoa que vou casar e formar uma família, porque com um grau de entendimento e respeito mútuo  é possível que os envolvidos em uma relação evoluam e cresçam.

E por que estou contando essa história? Compartilho pouco da minha vida pessoal aqui no blog, mas hoje descobri que a ONG Artemis vai lançar a campanha #tambéméviolência (saiba mais AQUI) com o apoio da marca ativista LUSH. Há diferentes tipos de violência que calam e aprisionam milhões de mulheres diariamente no Brasil: violência psicológica, moral, patrimonial, física e sexual. Ainda não existem maneiras efetivas de denunciar agressores por violências silenciosas, que nem sempre deixam marcas visíveis, como foi minha história que carrego traumas até hoje. O ato é amanhã das 12hs às 14hs na Praça da Sé e às 19hs rola uma mesa de debates na LUSH Jardins, em SP.  

 

Quero convidar a todas as leitoras, para que venham fazer parte dessa discussão. Ao contar essa história tão pessoal, quis compartilhar com vocês algo que aprendi na marra: violência pode acontecer com qualquer mulher, não é uma vergonha, você não está errada e não precisa carregar isso sozinha. Um relacionamento não define quem você é nem todos os outros que você vai ter na vida. Existe esperança e com ajuda é possível sair de um relacionamento que te faz mal. Não se cale, você não está sozinha e nunca estará! 

 

BJÓN

Como usar listras: Guia de Estilo Posthaus

Olá queridas!!! Saiu o primeiro vídeo em parceria com a Posthaus, onde dou dicas na hora de comprar e combinar as peças. Esse primeiro é como usar listras, que eu AMO de paixão. Claro que não são regras, só diquinhas pra facilitar o dia a dia mesmo e você pode SEMPRE dar o seu toque especial nas produções 😉

Vale dizer que o legal é que todas as peças do vídeo estão à venda online no site da Posthaus que entrega em TODO o Brasil! Ou seja: se você curtir o look que eu estiver usando pode comprar, mas se tiver algo parecido em casa também dá para tirar inspirações para usar com coisinhas que você já tem.

Bom, pra quem não me acompanha nas redes sociais, mês passado eu fui a Blumenau, na sede da Posthaus, e pude ver de pertinho o carinho e a dedicação que as equipes trabalham para levar às consumidoras a melhor experiência tanto na compra quanto na hora que chega seu produto em casa (você sabia que quem embrulha a sua compra manda um bilhete assinado A MÃO dentro do pacote?! Sim, você sabe exatamente quem foi a pessoa que botou as mãozinhas com carinho na sua compra ♥ )

 

Enfim, eu já amava a Posthaus por conseguir reunir muita coisa legal com preços bem bons, mas agora gosto mais ainda por ter dado essa oportunidade de compartilhar diquinhas em vídeo para vocês. Então aperta o play aí e vou deixar os links das peças abaixo!

 

♥ Como usar listras: Guia de Estilo Posthaus ♥

 

Dica 1

Ignore o  que você sempre ouviu sobre listras horizontais, elas não dão a impressão de que você é mais magra, mas PRA QUÊ você vai preferir parecer mais magra em vez de ficar SUPER estilosa?! As listras estão a favor do seu estilo e do seu corpo

Dica 2

Camiseta listrada é muito moderna e está super em alta! Aposte nela com uma calça jeans de cintura alta pra ficar muito descolada. Meu truque é dar um nózinho pra camiseta ficar mais curta e acinturada, como no look de abertura do vídeo.

Dica 3

Vestidos acinturados deixam o formato do corpo mais violão, mostrando mais as curvas do corpo e também dando um ar meio romântico. Como o vestido é uma peça só, abuse das sobreposições para deixar o visual mais rico. Eu curto um cardigan colorido e até amarrado na cintura.

Dica 4

As listras têm uma pegada bem urbana, o que dá toda abertura para que você morra de conforto com um tênis nos pés. Aproveite e faça seu urban streetstyle muito confortável.

Dica 5

As listras NÃO precisam ser fininhas (vamos de uma vez por todas esquecer as regras velhas de moda, vamos?!). Você pode apostar em uma saia com listras largas e irregulares. A modelagem da peça é que vai ditar o estilo. A saia rodada é clássica e deixa o visual muito elegante se usada com uma blusa com detalhes mais finos como a renda. Use com um salto para ficar mais elegante – mas nada impede que você use também com uma sapatilha em outro look mais casual.

Dica 6

Se você for misturar as listras com outras estampas, minha dica é manter uma cor de base nas duas peças. Então se a listra da saia é azul, procure uma blusa com a estampa cujo fundo também é azul. Não tem erro 😉

 

ONDE COMPRAR AS PEÇAS
(todas as minhas peças são tamanho 50 ou GG)

 

Look de abertura: 

Camiseta listrada, R$ 34,99 > compre AQUI

Calça jeans de cintura alta, R$ 149,99  > compre AQUI

 

Look com vestido listrado:

Vestido listrado acinturado, R$ 79,99 > compre AQUI

Cardigan vermelho, R$ 59,99 > compre AQUI

 

Look com saia listrada: 

Saia listrada, R$ 129,99 > compre AQUI

Blusa com detalhes vazados, R$ 99,99 > compre AQUI

 

 

Bom, gatonas, espero que as dicas funcionem para vocês e se quiserem acompanhar TUDO em primeira mão, se inscrevam no canal da Posthaus, no Youtube > https://www.youtube.com/Posthaus

 

 

HUA HUA

BJÓN

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