Quem gosta de desenho ou até mesmo de brincar de inventar e combinar vai ADORAR a descoberta de hoje: o Prêt-à-Template é um aplicativo que disponibiliza sketch plus size!!! ♥ Amor define. Sketch é aquele bonequinho muito usado para desenho de moda, que imita um corpo humano para ajudar a acertar as proporções na hora de desenhar.
O fato é que até então esse desenho retratava sempre uma modelo magra, ou seja, nas faculdades, escolas e cursos de moda, todos os desenhos eram baseados na mesma bonequinha magra. Até que esse ser abençoado que inventou esse aplicativo resolveu colocar não só o sketch plus size para mulher, como para homens também – tem até de cachorro e de bebê acredita?!
Olha só:
(Se você clicar na foto ela abre em alta resolução e já dá pra salvar no seu computador)
Achei a ideia genial!!! No aplicativo você pode inclusive criar roupas que não existem e pedir para um costureira quem sabe… O único porém, no entanto, é que o aplicativo ainda está só disponível para iPads (em breve terá para Android também) e você tem que pagar US$ 0,99 pelos templates diferenciados como o plus size e o de cachorro. Enquanto isso, no site oficial do Prêt-à-Template você tem a opção de baixar a imagem do sketch plus size em alta de graça e imprimir (eles oferecem até o tamanho da folha desejada… Uma graça!). Aí você pode colar ou pintar imagens das suas roupas por cima do sketch plus size e guardar em uma pastinha de referência, para aqueles dias de dúvida no que vestir.
Enfim, lembro que quando fui viajar pra NY esse ano, vi em uma papelaria um livrinho de sketchs mas deixei de comprar justamente porque nenhum desenho me representava ali! Agora, pelo menos, temos uma bonequinha mais cheia hehehe.
Por hoje é isso gatonas, curtiram a novidade? Achei fofo e você? Me conta TUDO aí nos comentários e vamos lá pro meu Facebook ou no Instagram @ju_romano conversar mais
Olá querida, se você perdeu o último pode se programar AGORA para ir no 8º Bazar Pop Plus Size que vai ser dia 06 de dezembro e você já vai poder fazer suas compras de Natal (pra você, pras amigas gordas e pras parentes amadas). Essa edição será novamente no Apartamento BYOB, na Rua Oscar Freire, 2298, próximo ao metrô Sumaré (DO LADO do metrô, não tem desculpa, sério!).
Além da parte que nós amamos de ter roupas para quem veste + de 46, essa é a edição em comemoração dos 2 anos de bazar. O evento idealizado pela jornalista Flávia Pithágoras não poderia chegar ao seu aniversário de forma melhor: é um sucesso de público e de satisfação. Esse último saí muito cheia de compras e presentes, porque é realmente MUITO incrível entrar em um lugar onde tudo lá dentro foi pensado em você, no seu corpo grande e nas suas dificuldades – diferente de qualquer shopping.
O 8º Bazar POP Plus Size conta com quase 20 marcas de moda casual, básica, sexy, retrô, rock, festa, fitness, praia, lingerie, acessórios, além de gastronomia. “Queremos oferecer uma diversidade cada vez maior para o nosso público. Todas as mulheres têm o seu estilo próprio, com a mulher que veste acima do 46 não tem que ser diferente”, reafirma a Flávia.
Só eu achei essa bonequinha na esquerda parecida comigo???
As novidades desta edição são as parcerias com os blogs Overlicious , de Débora e Mariana Fomin, e Relaxa aí, fofa , de Mel Soares. O primeiro será responsável pela cobertura fotográfica de street style e a editora do segundo dará dicas de moda para as clientes do bazar. Então, anota aí:
Nossa aposta virou realidade e, de fato, o quimono é a peça da estação. Diferentemente de um casaco ou malha, ele não é usado para proteger do frio e aí é que está a parte mais interessante: ele vira quase um acessório. Mas então, como usar quimono plus size? Como ele virou uma das minhas peças mais queridas no armário, justamente por deixar qualquer look mais rico e interessante, reuni uma série de looks que já usei para mostrar como o quimono pode ser versátil. Definitivamente uma peça para investir!
Como usar quimono plus size
♥ Com calça branca ♥
O contraste do quimono escuro (pode ser liso ou estampado) fica chiquérrimo com as calças brancas. Se a calça for mais curta, então, é um look elegante para usar no verão. Há também quem diga que a calça branca pode ficar transparente na bunda, coisa que o quimono resolve perfeitamente bem, não acha?
Eu AMO calça jogging. Estampada, lisa, listrada… Acho o ápice do conforto fashion. Mas para garantir esse conforto, a calça tem cós com elástico, o que pode aumentar o volume na região dos quadris – principalmente se você for avantajada como eu hua hua hua. Como eu sempre digo, partes de cima abertas na frente criam uma verticalidade que ajuda a disfarçar esse aumento de volume nas laterais. A altura do quimono ideal nessa situação é no meio da coxa.
Looks com camisetas podem acabar ficando um pouco casuais demais, mas se quiser dar um toque mais fashion, um quimono estampado por cima é a pedida perfeita. Ele traz aquele ar moderno para uma roupa super descontraída e dá ainda mais graça para um look que poderia passar batido. Se você trabalha em um lugar mais formal o quimono pode ser de grande ajuda, por exemplo.
Oh céus, amo esse look! ♥ Como vocês já devem ter percebido, eu sempre gosto de composições. Não gosto de usar uma peça única sem nada por cima ou por baixo. Acho que o look fica muito monotemático hua hua. Ou seja, nesse caso o que poderia ser mais perfeito que o quimono, para quebrar a ideia de uma estampa/peça única?!
Uma saia jeans + blusa preta poderia ser uma roupa qualquer usada por qualquer pessoa para ir à praia ou a um passeio, mas com um toque fashion de um quimono estampado a combinação fica muito mais incrível e com uma pegada muito moderna e descolada. A escolha dos sapatos e acessórios também é importante para o resultado final.
Eita, mais um look que amo. Esse é um exemplo muito legal de quando você vai usar uma roupa mais esportiva pra sair e quer dar uns toques mais chiques a ela. Embora esse short seja maravilhoso, ele é um modelo boxer, então combinei com uma regatinha fina de chiffon. Aí se você quiser se proteger do vento ou até dar uma disfarçada nos bracinhos de fora (embora eu ache que você tem que perder a neura com o braço) o quimono é uma ótima opção. Aqui o cuidado é só de combinar as estampas, eu prefiro o quimono liso nesse caso.
Já se você optou pelo pretinho básico, vale dar uma colorida incrível com o quimono estampado por cima! Além de alegre ele deixa qualquer look preto muito mais alegre. O bom é que você consegue totalmente tirar a simplicidade do preto e variar com acessórios coloridos. Acho ótimo, principalmente se você tem muita peça preta no guarda-roupa.
Enfim gatinhas, essas são as minhas dicas de como usar quimono plus size, eu espero que tenha inspirado e ajudado vocês! Essa peça é com certeza um item-chave da estação e merece um espacinho no seu armário ♥ Agora se você já tem um quimono para chamar de seu, eu adoraria saber como você gosta de usá-lo! Compartilhe suas dicas com a gente aqui nos comentários e vamos lá pro meu Facebook conversar mais ou me segue lá no Instagram @ju_romano
Olá queridas, eu já tinha falado da Black Friday 2014 aqui e finalmente ela chegou! Hoje da meia-noite até as 23h59 um monte de sites bacanas estarão fazendo uma liquidação maluca para dar o START na corrida pelas compras de Natal. Algumas ofertas são TÃO, mas TÃO boas que dá até pra gente desconfiar. Mas eu já dei a dica, né? Lá no site Cupons Mágicoseles reuniram as melhores ofertas de sites mais confiáveis como Netshoes, Dafiti, Sephora, Walmart, Extra, etc (eu vou bem aproveitar pra comprar algumas coisinhas de beleza na Sephora e umas calças legging na Dafiti hua hua hua). Aí além de você não precisar ficar pulando de site em site pra achar uma boa oferta, ainda eles já colocaram lá as melhores pechinchas, veja aqui. Os descontos podem chegar até 70%! Dá-lhe cartão…
Então corre lá pra ver se não tem nada que você precise na sua casa, no seu armário ou na sua vida que você já pode aproveitar e pegar o maior dia de ofertas do ano!
Black Friday 2014 as melhores ofertas no Cupons Mágicos
A boooa notícia é que, pra quem não conseguir fazer compras hoje durante a Black Friday, segunda-feira, dia 01 de dezembro tem a Cyber Monday que acontece logo após o fim de semana da Black Friday e também traz ótimos descontos!
Bom gatonas, eu ainda estou fuçando muito aqui pra decidir quais serão minhas compras, mas conto TUDO depois e também quero saber qual foi a oferta mais legal que vocês acharam no Cupons Mágicos e quais vocês resolveram aproveitar!
Olá queridas, quando as meninas do Think Olga lançaram a campanha Chega de Fiu Fiu eu acabei perdendo o timing de falar aqui no blog e nunca postei nada sobre. Mas agora vale trazer isso de volta porque é um projeto MUITO importante para nós mulheres, que foi criado para lutar contra o assédio sexual em locais públicos e que está crescendo sempre a favor da segurança da mulher em todas as formas. O nome da campanha vem principalmente daquelas coisas horrorosas que a gente é obrigada a ouvir de alguns homens na rua, nos transportes públicos e em outros lugares. É sobre o que nos deixa com medo de sair de saia na rua. É sobre a falta de respeito nos olhares maliciosos e nas palavras dos famosos “xavequeiros”, que acham que só porque eles são homens e nós somos mulheres, eles têm o direito de expor seus desejos sexuais e têm direito sobre nosso corpo.
Além de todas as pesquisas incríveis que as meninas do Think Olgajá realizaram e tantas histórias encorajadoras sobre a violência contra a mulher compartilhadas, agora elas querem fazer um documentário para crescer essa discussão e conseguir chegar com o tema ainda mais longe. A ideia do documentário é filmar assédios com uma micro-câmera espiã presa em um óculos nas ruas do país e criar o documentário Chega de Fiu Fiupara discutir e conscientizar sobre a cantada e os direitos da mulher no espaço público. Me lembrou o caso da americana que foi assediada na rua mais de 100 vezes durante uma gravação de 10 horas e que conseguiu levar o tema a muitas discussões sobre a segurança da mulher e a falta de respeito conosco (assista o vídeo 10 Hours of Walking in NYC as a Woman AQUI)
Para arrecadar dinheiro para esse projeto elas colocaram o projeto no Catarse e o interesse foi tanto que em menos de 24 horas o Chega de Fiu Fiu bateu um recorde e arrecadou 20 mil reais. O objetivo é chegar aos 50 mil para dar conta de toda a produção, então se você quiser ajudar nessa luta contra a violência é só entrar AQUI ir do lado direito do vídeo, clicar em e escolher o valor, a recompensa, preencher os dados e selecionar a forma de pagamento.
Assista o vídeo da Campanha Chega de Fiu Fiu para entender melhor:
Bom, se você não puder ajudar com dinheiro, pode sempre ajudar compartilhando o projeto, já que a quanto mais pessoas chegarem essa ideia, maior é a chance de encontrar patrocinadores.
Enfim, fecho o post com uma das ilustrações do projeto, que vale levar para a vida:
Lembre-se que esse tipo de projeto luta para que nós, mulheres, tenhamos a liberdade de sair de casa com a roupa que quisermos, da forma que quisermos e na hora que quisermos, sem que precisemos ter medo ou vergonha de comentários nojentos por aí. Então, ajude como puder, mas ajude 😉
Por hoje é isso, se quiserem saber mais os contatos das idealizadoras desse projeto segue abaixo:
Eu não ia falar sobre o caso das 4 modelos plus size que fizeram um protesto em Brasília, porque não acredito nessa forma de protesto – tirando a blusa para chamar atenção, reafirmando a associação da mulher plus size com sexo -, mas essa é apenas uma questão pessoal e acho que o protesto é válido, sim, mesmo que tenha sido de uma maneira que eu não faria. No entanto, hoje esse protesto tomou proporções muito maiores ao meu ver – e por isso resolvi escrever sobre ele por aqui.
Um resumo rápido pra você entender: depois que essas 4 moças lindas se sentiram humilhadas em um hotel, quando a recepcionista disse em tom irônico que 2 delas não caberiam em uma cama de casal, elas resolveram fazer um protesto em frente ao Congresso. Claro que a imprensa não deixou passar e se aproveitou da situação para ganhar muita audiência. Até aí, ok. As reportagens ouviram o lado das meninas e apoiaram a causa contra a gordofobia.
O problema é que, depois de aparecerem em diversos jornais, elas saíram na TV e uma pessoa, que aparentemente é da Polícia Militar, escreveu um “pequeno desabafo” xingando as plus size de “saco de toicinho” entre outras frases que nós, gordas, já ouvimos muito. Um ato covarde, que incita claramente violência e dissemina diversos pensamentos preconceituosos. Isso tudo vindo de um P.M. que, teoricamente, está lá para garantir nossa segurança.
A imagem foi apagada do perfil pouco depois, mas tiraram um print
Não sei se começo pelo “a pior obra de engenharia que Deus lançou” ou pela “solução” incrível que esse ignorante deu de banir gordos de transporte público. Sei que o texto todo é um absurdo sem fim. Como a gente comentou aqui ele abriu a torneira de asneiras no começo da publicação e não fechou nunca mais, vomitou palavras horrorosas e o pior, ele é uma pessoa instruída, já que tem pouquíssimos erros de português… Pra você ver que IGNORÂNCIA, FALTA DE EDUCAÇÃO E RESPEITO não depende de instrução…
Não sofra calada!
Aí depois desse absurdo a advogada Vanuza Lopes, que não tinha contato com as misses, compartilhou indignada esse print e foi procurada por elas para representá-las no tribunal contra esse homem. “Vamos ingressar com uma ação penal por crime de injúria e difamação e, certamente, pedido de indenização para as próprias modelos”, disse em entrevista ao G1. “Qualquer mulher que se sinta gorda e que tenha se sentido ultrajada pelas agressões pode entrar na Justiça contra ele, porque ele já começa o texto dizendo que a pior obra de engenharia de Deus foi a mulher gorda.”
Mais que merecido, não? A parte interessante dessa história é que, além de gerar o maior auê nas mídias, ainda se esse homem for penalizado de forma justa, como deve acontecer, isso inibirá outros tantos atos iguais ou piores ao dele. É o nosso maior passo em direção ao fim da gordofobia! Imagina só se toda mensagem gordofóbica fosse levada aos tribunais ou, pelo menos, fosse penalizada de alguma forma? Então atos como o desse PM tenderiam a diminuir cada vez mais. Porque é o que eu sempre digo, você não precisa gostar de uma ou de outra coisa, corpo, comida, música, etc, mas TEM SIM que respeitar os outros. Faz parte do convívio em sociedade. Faz parte de ser respeitado também.
Depois de alguma apuração mais afundo, alguns veículos (não sei qual descobriu primeiro) descobriram que esse mesmo cara que compartilhou a mensagem gordofóbica tem uma doença muscular degenerativa. Agora eu queria saber como ele iria se sentir se as pessoas compartilhassem falando que ele é uma falha de Deus, que deveria ficar sem transporte público para ver se seus músculos voltariam a funcionar e um monte de outras baboseiras sem cabimento, iguais às que ele escreveu em seu depoimento.
PSIU!
Na foto, as modelos aparecem com o dedo na frente da boca, com o símbolo de silêncio, meio querendo dizer “sou linda e não quero ouvir seu preconceito” (minha interpretação é essa), mas esse símbolo tomou outras proporções e os internautas começaram a postar fotos com o dedinho na boca em apoio ao ato e contra a gordofobia – esse sim é um tipo de protesto que acho mais interessante, sem um mártir e com a possibilidade de envolver uma nação. O resultado é ÓTIMO e você pode ver com a hashtag #psiu no Instagram. Pesquei umas abaixo, só para ilustrar.
Uma foto publicada por Junior Carneiro (@jhunyorcarneiro) em
Acho que o que fica dessa história é a esperança de que atos como esse sejam punidos, de que as pessoas se unam contra todo e qualquer preconceito e que apenas parem de achar que a gorda é diferente ou pior só porque usa um tamanho maior de calça… E a reflexão sobre compartilhamento irresponsável de ideias preconceituosas. Tais pensamentos não deveriam nem existir dentro da cabeça, mas já que existem, as pessoas deveriam se envergonhar e evitar ao máximo colocar pra fora! #fikadik
Então, fica o convite, vamos nos unir para dar um grande PSIU no preconceito e na gordofobia!!! E me conta aí o que você achou dessa história, como você reagiria? Se quiser falar mais, vamos pro meu Face ou no Instagram @ju_romano
A Vogue America fez um ensaio de lingerie com mulheres lindas, sexy e sem a neura do “corpo perfeito”, aí o que aconteceu? FICOU PERFEITO. Há quem diga que estas são modelos plus size, mas assim como a revista, eu só acho que elas sejam mulheres reais de diferentes tamanhos. A proposta não é que elas usem tamanhos grandes, a proposta é mostrar mulheres verdadeiras. Sem Photoshop, com gordurinhas. Sem pele perfeitamente lisa, com celulites. Não dá para não achar o corpo delas lindo, não dá para não achá-las sensuais, engraçadas, mulheres incríveis. E, sim, a barriga delas dobra quando elas sentam. O peito delas não é duro e empinado de silicone. A gordurinha lateral fica marcada na calcinha, o braço não é fino, não faz vão entre as pernas… E isso, minha gente, não é o anormal, o estranho, o diferente, isso é apenas o que acontece na frente do espelho da maioria das mulheres – gordas, magras, medianas. Enfim, achei o ensaio de lingerie lindo e com muita sensibilidade. Olha só:
Ensaio de lingerie com beleza natural
E o melhor, a revista gringa não rotulou as modelos como plus size... Nada disso! O ensaio é sobre o sutiã em todos os tamanhos, formatos e modelos. Será que é finalmente o fim dessa segmentação? Será que a gente pode apenas parar de dividir as mulheres entre gordas ou magras e finalmente começar a pensar a mulher como uma peça única? E a partir daí pensar a moda não para uma ou outra, mas para todas, seja de qual tamanho forem!
Achei rico esse ensaio e a prova de que você, com as suas gordurinhas, pode ser SIM muito sexy na sua lingerie! Porque você não é diferente dessas modelos nas fotos, você não é pior ou melhor que elas. Entre todos esses corpos tão diferentes no ensaio, poderia estar o seu também. Então, me diz, por que você também não ficaria tão linda assim em uma lingerie?!?!?
Enfim, gatonas, só queria compartilhar. O que vocês acharam? Me contem TUDO nos comentários e vamos lá no meu Facebook ou no Instagram @ju_romano conversar mais
Olá queridas, a gente já falou algumas vezes da Wee! Malwee Fashion Curves aqui e até já colocamos algumas peças na nossa lista de desejos possíveis hua hua hua (lembram da calça jeans destroyed? Pois é, amor eterno…). A novidade dessa vez é a coleção de alto verão plus size da marca. “Mas Ju, qual a diferença de alto verão e primavera/verão?” Bom, algumas marcas dividem suas lindas coleções de verão em 2 partes, para sempre surpreender com boas novidades e estar mais “em cima” das tendências (e, claro, chegar mais próximo da temperatura com peças adequadas). O bom de ter alto verão é que a gente acaba ganhando ótimas opções para passar o Natal e o ano novo! ♥
E a nova coleção da Wee! não deixou a desejar (leia-se: ME deixou a desejar muito tudo…). As peças plus size (vai do 44 ao 56 no feminino), pensadas para o corpo curvilíneo, vieram em cores claras (nada melhor nesse calor), recortes mais fresquinhos, estrategicamente posicionados para não deixar ninguém desconfortável, e cortes bem jovens, para valorizar o nosso corpo. Olha só algumas das minhas peças favoritas (e também tem pra homem):
Vale o destaque para as camisetas que têm uma pegada muito moderna! Tanto no corte (nada de fazer aquelas batas disfarçadas de camiseta só porque é para gorda!), quanto nas estampas que estão cada vez mais fashion e seguindo as tendências. Essa da primeira foto fez muito meus olhos brilharem! Já fiquei me imaginando em uma festa, quando eu tirar férias no final do ano, na beira da piscina com ela… Ai, ai, já prepara aí meus bons drinks! Hua hua hua
O que eu gosto da Wee! é que a marca criou um conceito que vai além do plus size, é o Fashion Curves, que é mais que uma numeração, é uma forma de reafirmar nossa autoestima e de mostrar com bom humor e diversão como nós somos lindas. Não por menos, o vídeo da campanha para o alto verão plus size da Wee! é uma graaaaça. No filme, feito especialmente para os meios digitais, que contou com trilha exclusiva e direção de Alexandre Dequeker, os modelos mostram total desenvoltura com a música que tem como pano de fundo uma mensagem de valorização de si mesmo em ritmo de muito rock n’roll. Bom, eu estou muito viciada na música já… Aperta o play:
Bom, gatonas, por hoje é isso. Vocês já tinham visto as novas peças? O que acharam da coleção? Me contem TUDO e se quiserem ficar por dentro das novidades da Wee! Malwee Fashion Curves sigam a marca no Instagram @weeoficial e no Twitter @weeoficial
Eu bem já estava sentindo falta de uma polêmica (estávamos sem desde a da Abercrombie, lembra?), mas polêmica boa é aquela que nos faz pensar e não só aquela que faz a gente ficar revoltada com o mundo sem sair do lugar. Pois com a polêmica de hoje eu proponho uma discussão e uma grande reflexão: por que a palavra gorda é ofensa? Por que quando alguém diz que uma roupa é “para gordas” isso é negativo?
O motivo do debate é que semana passada rolaram várias discussões e revoltas no mundo com o Walmart lá da gringa, porque eles nomearam a seção de fantasias plus size como “Fat Girl Costumes“, que em tradução é fantasias para garotas gordas. É claro que meio mundo ficou ofendido com a forma como foi colocado e usuários do Twitter compartilharam com ironias, reclamações, indignações… Até que a rede Walmart se desculpou publicamente e trocou o nome da seção para “plus size costumes”. O porta-voz da empresa se retratou “Isso nunca deveria ter estado no nosso site. É inaceitável, e pedimos desculpas. Estamos trabalhando para removê-lo o mais rápido possível e garantir que isso nunca aconteça novamente.”
Bom, acho que, sim, o pedido de desculpas é válido uma vez que ofendeu alguém e por causa da revolta que causou, mas na minha opinião o problema vai muito além da empresa que usa a palavra gorda para se referir a uma mulher plus size. Eu vejo o preconceito em TODOS os lados dessa história e acho que temos muitas discussões para fazer em volta desse único fato:
1ª reflexão: o preconceito está além da palavra
Você não acha que o preconceito maior não vem da palavra gorda, mas parte da marca que separa a numeração “plus size” ou “para mulheres gordas” das outras seções? A marca nomeia essa seção com um nome “especial”, porque simplesmente mulheres gordas são um universo á parte na sociedade ou porque mulheres que vestem acima de um certo número não podem se encaixar na normalidade (sintam a ironia no meu texto, ok?!). Então, teoricamente chamando de gorda ou de plus size, só o fato de separar com um nome especial já é um preconceito, o que nos leva ao 2º item… ↓
2ª reflexão: o emprego dos termos na vida real
Sim, nós também usamos a palavra aqui no blog e usamos o termo moda plus size, moda para gorda, moda GG… Mas veja, quando eu estou fazendo um blog pessoal é claro que eu vou falar sobre a minha vida e os meus dilemas (que também são os dilemas de muitas outras meninas como eu), então se eu sou uma mulher gorda ou plus size é claro que eu vou falar da moda que me serve, que no caso é a moda acima do tamanho 46. E, sim, eu estou segregando a moda no meu blog porque de verdade no meu armário só entra o que está do 48 para cima e a minha realidade é comprar em lojas cuja a seção se chama “plus size” e eu tenho que lidar com isso no dia a dia. Eu aceito a situação, o que não quer dizer que eu deva me acomodar e não achar que o cenário deveria mudar. Eu sempre digo que meu maior sonho é que não exista mais o “plus size” e sim uma grade grande o suficiente para abranger todos os números…
3ª reflexão: gorda não é ofensa
Quando eu uso a palavra gorda ou plus size para me definir estou falando de uma característica física minha, da mesma forma que quando eu descrevo algumas amigas minhas e falo “a Amanda é magra, alta, loira…”. Por que isso é pejorativo? Por que nós, gordas, ficamos toda hora reafirmando que a palavra gorda é ruim e a magra é boa? Por que a gente tem que achar ofensivo alguma característica física nossa??!?!? Por que eu não posso me definir como gorda se, sim, meu corpo é muito diferente e tem muito mais gordura do que o das minhas amigas magras?! Afinal, qual é o problema?! Eu não sou uma pessoa melhor, pior, mais ou menos capaz, apenas por ser gorda…
4ª reflexão: devemos renovar os nossos conceitos
Quem se ofendeu e se revoltou com a palavra gorda, não se revoltou com a segregação e, sim, com o uso dessa palavra. Mas é fácil desapegar de conceitos que nos são ensinados desde criança? Não, não é fácil e nós sabemos. Mas e se fizéssemos um esforço coletivo para que a palavra “gorda” fosse riscada da lista proibida de palavras?! E se fizéssemos um esforço para que essa palavra, que foi usada durante tantos anos para ofender e maltratar, começasse a ser apenas mais uma palavra? Eu, que sou bem resolvida com a questão e já me desapeguei dessa palavra como ofensa, sempre que sou chamada de gorda viro com um sorriso e respondo “obrigada, sou mesmo, é tão difícil que as pessoas nos vejam como realmente somos né?!” ou quando me falam “você engordou?” eu respondo “não, não, acho que é impressão. Eu já sou gorda”. O que sempre acontece? A outra pessoa fica sem resposta, porque é isso que acontece quando uma pessoa tenta te ofender e não consegue. Que tal não deixarmos mais que as pessoas usem a palavra gorda como ofensa, hein?! Com certeza se os pais ensinassem suas crianças que a palavra gorda não é ruim, teríamos muito menos bullying nas escolas e menos adultos traumatizados…
5ª reflexão: associação da palavra gorda com falta de saúde
E como eu sei que VAI TER uma pessoa (ou mais) que vai falar que “ser gorda é uma questão de saúde”, já vou adiantando: essa é uma desculpa que as pessoas usam para encobrir a gordofobia!!! Existem gordas doentes e gordas saudáveis, da mesma forma que existem magras saudáveis e magras doentes. A diferença é que ninguém finge estar preocupado com a saúde da magra, já na saúde da gorda todo mundo acha que tem o direito de se meter. Ah! Faça me o favor, alguém aí tem um banco de dados na cabeça que armazena todos os exames de todas as pessoas que vê, por acaso!?!? Não. Então como pode dizer quem é saudável ou não? Duvido que essas pessoas virem para outras pessoas magras no meio da rua, na fila do banco, na loja de roupa e do nada falem: “mas sabe, você tem que cuidar da sua alimentação, é uma questão de saúde”. DU-VI-DO. É claro que você pode querer emagrecer porque seus exames deram alterados, mas quem decide isso é você – não eu e muito menos um fulaninho que nem te conhece!
Enfim, essas foram as MINHAS 5 discussões internas depois que eu li essas matérias sobre a indignação com o Walmart. Como a discussão é longa, é obvio que eu ainda não cheguei a muitas conclusões ou soluções… Então por enquanto acho válido a gente ir pensando a respeito dessas questões que nos rodeiam a todos os momentos e passamos as vezes sem nem se dar conta.
Agora me conta, o que você achou!?? O que acha dos 5 pontos que coloquei na roda? Conta tuuuudo aí nos comentários e vale lembrar: a gente só consegue crescer e evoluir em uma discussão quando temos diferentes pontos e todos se respeitam, então por favor, sem ofensas! Grata!
Bom gatonas, por hoje é isso. Se tiver alguma coisa para me falar em particular vamos lá pro meu Facebooke não deixe de me acompanhar no Instagram @ju_romano
Confesso que a culpa foi da minha alta expectativa, mas me frustrei muito com a moda plus size em NY. Demorei a escrever esse post – fui viajar em agosto – mas é porque eu realmente queria amadurecer as ideias. Ver se era isso mesmo. Pesquisar com outras amigas.
Meu histórico e o motivo da expectativa
Eu já tinha ido para os EUA, há 10 anos, quando visitei a Disney e aproveitei para passar nos outlets ao redor. Minha lembrança era ótima: todas as lojas tinham do XS até o XXXL, ou seja, TUDO cabia em mim, era só escolher. E eram todas as lojas. Imaginei que a oferta em NY seria imensamente maior, assim como a cidade é em relação às outras. Sem contar que acompanho muitas blogueiras gringas que usam roupas absurdas de lindas e fico babando nas peças das linhas plus size de lojas como a Asos. Então, juntei dinheiro, planejei, economizei e fui munida de muitos desejos e esperanças.
Primeira impressão
Assim que desembarquei, estava tão empolgada que fui “virada” do avião direto para o Outlet Jersey Gardens, onde realmente tem várias lojas plus size. Mas, ao mesmo tempo em que tinham várias lojas, todas estavam com aquela carinha de outlet – com apenas as “sobras” de tamanho e do que ninguém mais quis. Com um olhar apurado, consegui vasculhar todas as araras até encontrar peças que valessem a pena e que, claro, eu não encontraria aqui (porque se é para comprar o que já existe aqui, prefiro comprar aqui mesmo…). Até tentei entrar no outlet de umas lojas multimarcas como Century 21 e Sacks, mas além da organização caótica de araras, os modelos que tinham tamanhos grandes eram raros e absurdamente caros (tipo acima de 150 dólares, o que já é muuuito acima do que eu posso e quero pagar).
Achei apenas que isso era culpa do outlet. Que nos outros encontraria coisas mais em conta e com a minha numeração e que, se não encontrasse em outlet, com certeza teriam muuuitas lojas com moda plus size em NY.
O que achei da moda plus size em NY
Chegando a NY vi coisas incríveis, visitei museus, teatros, caminhei até meus pés dizerem chega e muitas outras coisas divertidíssimas que eu já contei quando dei meu guia para iniciantes. Mas na questão “guarda-roupa”, não fui muito bem sucedida. A verdade é que em Manhattan, que nem é tão grande como São Paulo, por exemplo, as lojas que tinham tamanhos grandes ficavam TÃO longes umas das outras, que não dava para visitar todas no mesmo dia. Não dava sequer para visitar duas no mesmo dia. Era como se uma fosse em Pinheiros e a outra na Móoca, sabe? Tá, acho que exagerei um pouco na distância entre as lojas, mas para uma turista em sua primeira viagem a NY, passar o dia atrás apenas de lojas plus size é bem inviável quando você quer conhecer tantas outras coisas. Lembro que fiquei feliz de ter uma Forever 21 (onde tinha uma parte plus size até que bem legal) e uma TJ MAXX, ambas perto do meu hotel, com uns 7 quarteirões de distância entre uma e outra – e isso foi o máximo de perto entre duas lojas que vendiam moda plus size em NY. Tudo bem, essa foi a minha primeira vez em NY e eu mal passei muito tempo no Brooklyn, mas não era bem o que eu esperava. Achei que fosse encontrar TUDO para o meu tamanho, mas a dificuldade foi até maior que aqui no Brasil.
O pior? A calça mais cara que eu comprei (tipo, foi o preço de uma calça boa daqui) eu usei DUAS vezes e ela rasgou inteirinha no meio das pernas. Dinheiro praticamente jogado no lixo. Na etiqueta: made in China, assim como todas as outras peças.
Moda plus size em NY X moda plus size no Brasil
A gente tem aquele velho hábito indecente de reclamar de tudo que é do Brasil e ficar vangloriando tudo que é de fora, como se nós fossemos umas porcarias atrasadas e como se tudo que é nosso fosse infinitamente inferior a todo resto. Sempre ouço frases “ah, mas lá fora você encontra roupa muito mais legal e mais barata”. Bom, o lá fora definitivamente não é NY. Aqui no Brasil vejo qualidade, vejo esforço, vejo empenho. Aqui vejo lojas online levando para todo o Brasil e possibilitando meninas de todas as idades e condições usarem roupas lindas e pensadas para elas. Aqui no Brasil, temos shoppings, um conceito que embora não tenha sido criado por nós, foi apropriado pelos brasileiros e transformado de maneira que ficasse muito mais cômodo fazer compras. Em apenas um lugar, você tem uma infinidade de lojas que oferecem as últimas tendências, com uma grade de numeração inteira e cada vez maior. Temos as lojas de departamento concorrendo diretamente uma com a outra, no mesmo corredor as vezes, e fazendo com que os preços fiquem mais competitivos. Temos produtores de roupas plus size que não usam trabalho escravo e apesar de cobrarem seu valor mais caro, garantem uma roupa feita dentro de todos os padrões de qualidade esperados e respeitando todas as leis trabalhistas (sempre podem existir exceções, é claro). Sim, o Brasil é muito melhor que NY em moda plus size. Acredite.
A gente vai continuar desejando as roupas da Asos Curve? Sim, nós vamos, porque sabemos que é uma referência e é lá que queremos chegar. Agora, provei na pele que a moda plus size em São Paulo e no Brasil é muito mais acessível e cheia de qualidade que em NY. A moda daqui feita por nós é motivo de orgulho. A de lá é feita na China, e pelo preço que conseguem chegar, não é de se estranhar que seja feita com trabalho semi-escravo, além de não ter controle de qualidade. Quanto ao visual, as roupas aqui alcançam muitos estilos diferentes, contemplando diferentes personalidades. Lá, parece que todo mundo tem que ter o mesmo estilo, meio padrão, sabe? Minha impressão foi essa.
O resultado e lojas que comprei lá
Voltei com apenas 8 peças… OITO PEÇAS DE ROUPA em uma viagem de compras. Sério, eu entro nas lojas de departamento aqui e saio com mais peças ¬¬… Claro que eu provei um zilhão de roupas, mas assim como aqui no Brasil, não é tudo que fica bom no meu corpo. Não é toda peça que tem bom caimento, boas costuras… As vezes não vale gastar nem 5 dólares em uma peça porcaria.
Acabei comprando roupa em algumas lojas e acho que essas valem a visita. Mas que fique claro: tive que ir atrás, caso contrário não teria conseguido comprar nada.
Minha favorita, a loja é bem fashion mesmo, tem coisas lindas e bem diferentes do que a gente vê por aqui. Foi onde eu comprei o peplum branco, o top croped com recortes e um vestidinho listrado que ainda não mostrei aqui. Os preços são muito amigáveis (paguei 10 dólares no top, por exemplo), mas a loja que eu fui fica no Jersey Gardens Outlet.
É um pouco mais salgada que as outras até no outlet. Achei que é a que mais tem o estilinho alternativo, sabe? Na época que fui tinha muita estampa de caveira e animal print. O destaque fica pra coleção de sapatos para pés gordos, que é realmente um diferencial. Minha sandália de onça é de lá. Eu comprei na loja do Jersey Gardens, mas tem outras espalhadas por NY (veja as localizações no site).
Assim como a daqui, atrai pelos preços e quantidade de peças com uma pegada bem da moda – mas peca na qualidade e é tudo made in China. Eu fui em todas que encontrava pela frente e comprei algumas peças de roupa como a blusa de moletom vazada.
É cara? É sim, mas tem muitas peças plus size de marcas e grifes chiquérrimas (tipo Oscar de la Renta, Red Valentino, DKNY e várias outras). Se você está buscando glamour, riqueza e finesse, é aí que você tem que ir… Ou nem precisa ir, porque a loja online entrega no Brasil!!! \o/
A TJ MAXX também é cheia das marcas, mas é super barata, já que ela só recebe a raspa do tacho, a sobra da sobra de todas as outras multimarcas. Ela vende de tudo um pouco, desde bolsas e roupas até acessórios para casa e eletrônicos. As araras são divididas por numeração, o que é ótimo, mas mesmo assim você tem que caçar MUITO até achar uma roupa que preste e ainda esteja na moda. E cada loja tem uma coisa diferente, então é sempre bom dar uma checada quando você passar por alguma.
A Marshall’s, faz parte do mesmo grupo da TJ Maxx, então também é cheia de marcas, de coleções antigas e preços muito amigáveis. Comprei calças muito deliciosas para dormir por 9 dólares. Vale a pena, mas entre a imensidão de opções de tudo que você possa imaginar (desde malas até jogo de copos) você tem que procurar bem.
Sim, a querida da calça jeans faz peças que realmente cabem no meu popô tamanho 50 e ao mesmo tempo deixam meu corpo modelado e muito sexy. Achei ótimos os preços (paguei cada calça 39 dólares), mas se você não tiver viagem marcada, pode comprar aqui no Brasil mesmo que a numeração é a mesma 😉
E são essas as lojas de moda plus size em NY que eu recomendo, agora se você vier me perguntar de sapatos e acessórios, aí a lista será beeeeeeem mais longa, mas isso a gente deixa para um outro dia… hua hua hua.
E me conta, você gosta muito de alguma loja de moda plus size em NY que eu não tenha colocado aqui? Me conta por que e se você acha que alguma dessas não vale a pena!!!