Moda praia GG – Para encorajar esse verão

Olá queridas, passeando lá pelo site M de Mulher me deparei com esse editorial INCRÍVEL, que eu não definiria bem como um plus size. Eu diria que é mais um editorial real. A modelo não é gorda, ela tem gordurinhas, que todas as mulheres têm. Mas ela, ao contrário do que estamos acostumadas a ver, parece não se importar nem um pouco (e arrisco dizer que nem rolou muito Photoshop para apagar).

Achei maravilhoso, principalmente porque o fato dela ser uma modelo Plus Size é bem pouco mencionado e não recebe destaque na matéria. Ela é só uma modelo, maior que as comuns, com um corpo muito mais “atingível” (como a Bia Carminati definiu ).

Claro que a moda praia da Cosmopolitan (de onde saiu o editorial) tem um padrão gringo, com calcinhas gigaaaantes e tal. Mas se vocês querem saber, eu acho muito mais charmoso usar um biquíni  assim, do que um triângulo fincado vocês sabem onde (hua hua zuei).

Enfim, fiquem com as lindas imagens e depois corram para a praia/piscina sem medo de ser gorda/feliz!

 

Curtiram? Se quiser ver mais fotos, clica aqui e me conta tuuuudo que você achou nos comentários.

Aliás, como é o seu traje de banho, hein?!?!?

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HUA HUA

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BJÓN

 

A doença do provador

Olá queridas, sabe aquela tristeza que bate quando você entra no provador, então, fica tranquila, a culpa não é só sua

É sempre a mesma coisa, a gente passeia no shopping, se encanta com as vitrines, sonha alto e faz planos para quando formos ricas e pudermos comprar tooooodos aqueles panos lindos, para cobrir nossas amadas dobrinhas. Enquanto o dinheiro sonho não chega, nos direcionamos à loja de departamento mais próxima, entramos e olhamos entusiasmadas as araras recheadas de peças de todos os números possíveis – até o 44 é claro, porque até para achar um 46, jé é suado imagine maior! Até que, lá no meio daquele bolo de tecido… PÁ… a etiqueta com o nosso número. É esse! Empolgadas, pegamos a peça e mais todas as outras que tiverem aquele número – praticamente ganhamos a Mega Sena – e levamos um bolo para o provador. Fechamos a cortina com um sorriso e abrimos chorando

“É a tristeza de provador, uma doença que atinge mulheres de todas as faixas etárias, peso e estatura. Praticamente uma praga do mundo moderno. Há casos de depressão profunda e perda de apetite, depois que os primeiros sintomas são diagnosticados. Ela geralmente vem acompanhada de distorção visual e tentativa de “auto-esmagamento” (sabe quando você não se conforma e tenta apertar só mais um pouquinho? Então…).

Com um misto de raiva, chateação e vergonha, entregamos o bolo de volta para a vendedora “Alguma deu certo, senhora?”, aquele silêncio constrangedor toma conta do recinto e substitui a necessidade de resposta. Saímos da loja com aquela cara de quem comeu e não gostou (literalmente) para encontrar nossos respectivos maridos/namorados/amantes/pais/primos/amigos, somos tomadas por uma súbita dor de cabeça, que nos faz querer correr para casa, deitar na cama, enfiar a cabeça no travesseiro e chorar… chorar… chorar…. Até prometer não comer um só carboidrato, praticar corridas diárias e ir a um centro de estética para diminuir ‘‘ 5 centímetros no abdômen. Meia hora depois estamos na frente da televisão, com um garfo na mão, um copo de coca-cola na outra e uma bela macarronada apoiada sobre as pernas, enquanto assistimos “O Diário de Bridget Jones” e pensamos em como foi que engordamos um número, sem nem perceber

Calça 44 X Calça 48 – Dá para notar alguma diferença? (a listrada é 44 e a vermelha 48)

Vou ser sincera com vocês, eu tenho pleno conhecimento do meu corpo (me olho e me amo no espelho todos os dias), sei quando engordo ou emagreço 10 gramas, sei a localização de todas as minhas pintas e o comprimento de todas as minhas estrias, mas até hoje não sei quanto visto. Sei que visto calças do 44 ao 48, tranquilamente. Sei que tenho calças 44 largas e 48 apertadas, da mesma forma que tenho 48 largas e 44 que não cabem mais. E mesmo assim, tenho a doença do provador (quem nunca, não é mesmo?). Com o passar dos anos (e terapias) descobri que na maior parte dos “casos de provador”, não era eu que tinha engordado, era a roupa que tinha “diminuído”. O.K. lá vem a tia chata falar que isso é desculpa de gorda, mas a verdade é que não dá para exigir que seu corpo tenha só um número, se as lojas não respeitam número nenhum… O que eu digo? Paciência, minha querida leitora, hoje você veste 42 mas amanhã pode vestir 46 e isso não quer dizer que você caiu de boca na macarronada. Não dá para culpar a vendedora e sair gritando mundos e fundos sobre como aquela loja é um absurdo. Ainda não temos uma grade padronizada e muitas lojas compram peças de diferentes fornecedores, o que resulta em numerações com um abismo de tamanho entre um modelo de calça e outro. O jeito é devolver e falar “Acho que errei o número”, voltar para a arara de origem e pegar uma maior/menor ou procurar uma peça parecida em outra loja. Sem alarde, nem para você nem para as vendedoras.

Quando a gente tá gordinha, tem a mania de se culpar por tudo. OK, você engordou, mas não há nada que você possa fazer da noite para o dia, certo? Então o jeito é aceitar a situação e trabalhar para melhorar(seja fazer um regime ou lidar com o novo peso). Mas não fique se culpando também por não entrar em uma peça do “seu tamanho”. Faça o teste em outras lojas e com roupas de outras modelagens. As vezes o formato da peça não funciona no seu corpo (como as saias e vestidos balonê no meu corpo, por exemplo… Posso até encontrar no meu tamanho, mas eles nunca caem bem em mim!). Pode ficar liiiindo na sua amiga, mas o seu corpo é diferente do dela, aceite. E isso não quer dizer que nenhuma peça vai ficar boa em você.Não desista, meu bem! E também, não precisa ficar se matando porque aumentou um número. Quem liga se você veste 40 ou 46? São elas que pagam as suas calças? Então o que têm a ver com isso? 

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Bom queridas, fiz este texto porque tenho recebido diversos relatos sobre a “doença do provador” e acho uma tristeza pensar que algumas meninas desistem de se vestir do jeito que gostariam, só porque não couberam nas “primeiras 3 peças”. Sei que para nós, gordinhas, a compra é muito mais difícil, mas vale a pena um pouco de insistênciaVocê é tão linda quanto qualquer outra menina e pode se vestir tão bem quanto qualquer uma!

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Por hoje é isso

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HUA HUA

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BJÓN

 

 

Coleção da Fluvia Lacerda para La Mafê e entrevista com a Gabi Gregg

Olá queridas, quinta-feira passada foi um dia de muita alegria nessa minha vida de repórter/blogueira. Tive a imensa honra de bater um papo com duas mulheres incríveis, a Fluvia Lacerda, top model Plus Size, e a Gabi Gregg, blogueira incrível do GabriFresh. Nem preciso dizer que admiro muito as duas né?!

O motivo deste encontro é que a Fluvia-Linda-Lacerda lançou uma coleção Plus Size em parceria com a La Mafê, uma das minhas lojas para gordinhas favoritas. Como era de se esperar a Fluvia Lacerda para La Mafê traz peças incríveis e de extremo bom gosto.

Como a Fluvia mesmo falou no encontro, para nós gordinhas sermos respeitadas, temos que primeiro de tudo nos respeitar. Dá sim para estar acima do peso, ser feliz e se vestir bem. Temos que afastar essa imagem estereotipada que a gordinha tem, sabe? Que a gente ou está de preto ou está com roupas apertadas e vulgares… Por que temos que ser sempre sensuais? Por que a gordinha tem que sempre estar relacionada a uma mulher desencanada ou boa na cama? Nós não precisamos compensar nada! Estamos acima do peso, sim, mas isso não quer dizer nada sobre a nossa personalidade.

Roupas incríveis sem apelo sexual… Clap! Clap! Clap!

Essa foi uma discussão calorosa no encontro de blogueiras (queridas, foi um prazer imenso me encontrar ao vivo com vocês, só amor). Além dos fatores “psicológicos”, como todas nós, a Fluvia sente uma falta imensa de opções que valorizem o corpo da gordinha no mercado nacional. Ela contou que lá fora é muito mais fácil encontrar roupas de tamanhos maiores e que já é natural as coleções serem feitas até o número 48, no mínimo. Outra coisa que ela sente falta aqui são peças de qualidade, com uma pegada fashion e cortes pensados para um corpo maior. Que, quando existe, é raro e caro.

Pulando para a segunda parte do nosso encontro: a blogueira Gabi Gregg. Primeiro deixa eu contar que ela é minha inspiração antes mesmo de eu ser jornalista. Há anos eu vejo o blog dela (quando ainda chamava Young, Fat and Fabulous, lembra?) e sempre, a última coisa que eu reparo é que ela é gordinha. Todos os outros pensamentos sempre me vêm antes, como “meu deus, como ela estilosa” ou “caramba, que combinação incrível” e, principalmente, um “cara, que menina de atitude“. Tudo isso, antes de perceber que ela é gordinha.

Enfim, como eu sei que TODA mulher tem uma encanação e um amor em seu corpo, não podia deixar de fazer algumas perguntinhas para ela:

JR: Gabi, o que você não usa de jeito nenhum e o que você evita usar?

GG: Eu não uso saias longas de jeito algum! Acho até bonito nas outras meninas, mas em mim parece que eu fico achatada e mais larga (risos). Outra coisa que eu sempre uso, mas dizem que não é para usar, é golas fechadas. Porque encurta o pescoço, mas eu não estou nem aí, uso do mesmo jeito porque acho legal, principalmente com um maxi-colar por cima.

JR: Qual a parte do seu corpo que você mais gosta e o que faz para valorizá-la? 

GG: Eu amo as minhas pernas! Estou sempre de saias curtas e com um bom salto.

JR: Você sofreu muito preconceito quando começou, qual dica você daria para as meninas acima do peso que passam pela mesma coisa? 

GG: Tem uma frase famosa que eu gosto muito: “A melhor vingança é o sucesso“. É nela que eu me baseio, não deixo as críticas me abalarem e as pessoas que não acreditaram em mim no passado, agora vêem o que eu conquistei. O melhor jeito de lidar com isso é colocar uma meta para a sua vida e se concentrar nela, o que as pessoas pensam disso ou de você pouco importa!

Sábias palavras, Gabi 

 

E claro que eu também tenho meus momentos de tietagem S2

Enfim, minha gente… Esse post foi longo, mas é para compensar a saudade que eu estava. Hua hua hua.

Por hoje é isso, curtiram? Então dá um like aí em cima e vamos lá no meu Facebook conversar mais!

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HUA HUA

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BJÓN

Propaganda da Marisa e a polêmica

Olá queridas, me pediram para comentar a propaganda da Marisa que gerou a maior polêmica. Está todo mundo dizendo que a propaganda defende a anorexia, que deixa implícito que a mulher precisa ser magra para entrar nas roupas e que tem de viver a base de alface. Se você não viu o comercial ainda, dá uma olhadinha, mas sem levar em conta o que a galera anda dizendo por aí. Forme sua própria opinião sobre:

http://www.youtube.com/watch?v=3iKNi8CSIEk

Pois bem, quando todo mundo começou a falar desse vídeo pensei “ai, que absurdo“, mas quando assisti só consegui pensar que esse bafafá todo foi meio exagerado. A mulher não é anoréxica, ela come, mas dá a entender que se alimenta de forma saudável (ela cita alimentos super nutritivos) e deixa de comer algumas bobagens que nos fazem mais felizes (como batata frita, nhami!). Concordo que, como gordinha, essa ideia de que “eu preciso estar magra para estar bem” é bem irritante, mas é um pouco de hipocrisia e até meio extremo achar que TODA mulher deve se conformar com o corpo que tem e não pode querer emagrecer. Querer inverter algum padrão não adianta, porque pode até ser diferente, mas continua sendo um padrão.

A maioria das mulheres gostaria de emagrecer e a muitas têm sim um “Projeto Verão” para vestir o biquíni no Ano-Novo (seja ele de reduzir a celulite ou de entrar na calça 42). Estou mentindo? Eu não disse que todas têm, eu mesma não tenho, mas minhas amigas se matam na academia para comer um x-burguer na sexta feira, deixam de curtir a balada porque querem correr no sábado de manhã, traçam um plano desde janeiro até dezembro para entrarem na roupa do ano-novo e, às vezes, ficam uma semana inteira sem comer carboidratos porque têm um encontro no sábado com o maior gatinho.

Vamos levar em conta que é uma propaganda e, como tudo nessa vida, ela não vai agradar 100% das pessoas. Para pessoas como eu ou, talvez, como você, que estão felizes com o corpo que têm e não ligam do short ser 46 e as calças apertarem um pouquinho, essas propagandas passam batido (por isso fiquei até meio zonza com o bafafá em torno dela).

Acho que o que as pessoas quiseram criticar quando falaram que a propaganda “era um grito a favor da anorexia” (aff ¬¬) é que elas realmente estão irritadas com esse padrão de corpo magro. Ponto.

Ok, a gente já sabe… A gente, aqui do Entre Topetes, se irrita com isso há mais de 2 anos, mas não é UMA propaganda que representa isso tudo. Isso está implícito em TODAS as propagandas, reparem. É a alma da publicidade. Poderia citar um monte, de todas as lojas e produtos. Algumas reduzem a mulher a um ser puramente consumista, outras a colocam como interesseira e, para mim as piores, colocam a mulher como se ela fosse obrigada a estar feliz 100% do tempo, como fazem as propagandas de absorvente (quem está feliz quando está menstruada, meu Deus?!!?). As propagandas de desodorante masculino, então, nem vou falar nada…

 

Aí eu lembro de uma VERDADEIRA polêmica, que rolou lá nos Estates e que por aqui quase não se falou a respeito. Em 2010, a propaganda da marca Plus Size Lane Bryant foi banida da televisão com a desculpa de que mostrava muito o corpo da mulher… OI? Você já viu a propaganda das Angels da Victoria’s Secret? Exato, foi a resposta do representante da marca, mas não quiseram nem saber e tiraram a propaganda do ar do mesmo jeito… Agora sim, olhe você a propaganda (linda, diga-se de passagem) e tire suas próprias conclusões:

http://www.youtube.com/watch?v=JyCuITBD6dk

E aí, você querida leitora, de olhos abertos e mente aguçada: qual dessas duas histórias merece uma verdadeira revolta?

minha opinião verdadeira, é que uma polêmica sempre é boa para termos a chance de expor que NÃO QUEREMOS MAIS UM PADRÃO DE MULHER nessa vida. Que queremos ter nossas curvas (magras ou gordas), que queremos SER ÚNICAS. Então, pra mim esses alvoroços são sempre
válidos, mas acho meio injusto colocar o nome de uma marca como se ela fosse o capeta.

Lembrando que essa é minha opinião. E acho que devemos olhar tudo com olhos críticos, não só uma coisa ou outra só porque está todo mundo falando sobre isso. 

Mas eu super respeito opiniões contrárias e quero muito ouvir a sua! Me conta o que achou da propaganda aí nos comentários e vamos lá no meu Facebook conversar mais!

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HUA HUA

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BJÓN

 

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