Barbiecore: o estilo inspirado na Barbie e looks plus size

Com as gravações do live action da Barbie, que tem estréia prevista pra 2023, já temos diversas imagens vazadas e uma certeza: o estilo da boneca mais famosa do mundo caiu no gosto das fashionistas... O nome da tendência é Barbiecore.

Se hoje você se interessa por moda, há uma grande chance de que na infância tenha passado horas e horas trocando as roupas de suas bonecas, combinando peças inusitadas, procurando o par daqueles minúsculos sapatinhos e fantasiando como seria quando você se tornasse adulta o suficiente para poder vestir aquelas mesmas peças na realidade e finalmente viver de acordo com a sua imaginação.

É verdade que o corpo desproporcionalmente irreal de uma Barbie pode ter causado na gente uma sensação de eterna insuficiência corporal, afinal conforme crescemos e nossas pernas não ficaram longas nem nossas cinturas finas o suficiente, sobramos com a sensação de que não chegamos onde deveríamos esteticamente… E se não chegamos na vida adulta como deveríamos, como poderíamos usar aquelas roupas incríveis ou sermos tão bem sucedidas quanto éramos em nossas projeções?

A incompletude de nossos corpos, segundo nossa imaginação infantil, é apenas uma engrenagem das muitas que giram a roda da pressão estética. Desde a infância, das nossas bonecas às mídias, somos levadas a acreditar que o corpo ideal e belo é apenas um tipo de corpo – um que não seria nem sequer possível existir de forma saudável.

O artista Nickolay Lamm projetou uma versão da Barbie com medidas reais: mais baixa, cintura mais larga e pés maiores

Não me leve a mal, eu amava brincar de Barbie e, sem dúvida, algumas dessas brincadeiras deram o pontapé inicial para que eu expandisse minha imaginação dentro da moda, enxergasse tantas possibilidades e aprendesse a combinar cores de forma harmônica e interessante. Eu amava tanto brincar de trocar roupa, que faço isso até hoje.

Talvez seja esse resgate da infância fashionista misturada a uma influência da indústria pop na moda, que tenha feito ressurgir uma forte tendência, o Barbiecore, que vai das passarelas à vida real e traz elementos inspirados no universo das bonecas. Dos pés à cabeça, passando por todos os aspectos visuais, as referências podem aparecer como um estilo de sapato, uma cor ou um penteado.

Hoje somos adultas, entendemos de forma racional que nossos corpos são diversos, que não precisamos ter um corpo específico para sermos estilosas, bonitas e bem sucedidas. Embora muitas das referências midiáticas do estilo Barbiecore sejam corpos magros e mais próximos ao de uma Barbie, sabemos que fora das telas, na vida real, existem os mais diferentes corpos, de diferentes formatos, adaptando e usando as tendências de forma linda e autêntica.

Nesse post, faremos um dossiê do estilo Barbiecore, com referências de tudo quanto é tipo, mas principalmente inspirações de looks reais em corpos grandes, porque SIM nós podemos ser o que quisermos, com o corpo que tivermos, inclusive podemos ser uma Barbie, por que não?

 

♥ ESTILO BARBIECORE: ELEMENTOS

 

SILHUETA ESTRUTURADA 

Lembra o tal do corpo violão da Barbie? Peças que acompanham essa estrutura de corpo são uma das características do estilo Barbiecore, por isso muito provavelmente essas peças terão a cintura marcada e um corte evasê na parte de baixo, seja em saias com caimento em A ou em calças clochard, por exemplo. Não quer dizer que seu corpo precise obedecer a essas medidas, ok? Até porque são as roupas que devem se moldar aos nossos corpos, não o contrário.

 

PLATAFORMA EXAGERADA

Das Barbies às bonecas Bratz, o estilo de sapato com plataformas imensas e pesadas é uma característica visual marcante. Versace, Giuseppe Zanotti, Prada, Naked Wolfe e outras marcas de luxo lançaram suas versões e, logo em seguida, marcas mais possíveis como Shein, Satinato, Vizzano, Schutz, Arezzo, etc, também embarcaram na tendência.

Sapato estilo Barbiecore da coleção Ready to Wear Fall 2022 da Valentino

 

PENTEADOS VOLUMOSOS

O estilo boneca também sobe à cabeça e aquela escova com pontas viradas pra fora é uma forte característica, ela pode aparecer em um rabo de cavalo volumoso com as pontinhas escovadas ou em um cabelo solto com volume de raiz e até uma tiara para arrematar.

 

MUITO ROSA!

Por fim, a principal característica desse estilo: PINK! MUITO PINK. O rosa choque é um elemento visual muito forte, que durante muito tempo ficou de fora das cartelas fashionistas, e agora voltou pra brilhar. A boa notícia é que a cor pink é um jeito de inserir a tendência no dia a dia sem ficar caricata.

 

 

 

♥ INSPIRAÇÕES DE LOOKS PLUS SIZE ♥

 

Mel Soares

Em seu perfil de Instagram, @relaxaaifofa , a Mel traz looks incríveis e cheios de estilo. Ela trouxe a tendência Barbiecore de um jeito mais casual e despojado, combinando o blazer rosa e o top pink com uma calça jeans jogger e uma sandália, também rosa de tiras. Acho que esse é um jeito muito usual da tendência, que faz referência mas mantém a modernidade. 

 

Ju Romano

Eu também vivo compartilhando no @ju_romano looks com peças rosas, cor que eu adoro e acho que combina demais com a minha personalidade mais romântica. Seja em um look mais formal, com sapatilha e blazer, ou em um look mais descolado, com o vestido e meia-calça, os elementos da tendência Barbiecore já faziam parte do meu estilo antes mesmo de voltarem aos holofotes.

 

Raíssa Campos

Um jeito legal de investir na tendência sem virar uma fashion victim é combinar um estilo mais moderno e despojado com as peças pink, por exemplo. É o que faz a @raissacampos em seu perfil, com looks cheios de personalidade e misturas mais descoladas.

 

Mayara Russi 

A May, como boa canceriana, também tem um estilo mais romântico e sexy. No perfil @mayararussi ela tem inspirações que vão do real ao lúdico, seja no conjuntinho romântico que ganha um toque de femme fatale ou na flor imensa de tule brilhante que compõe uma foto de moda impactante.

 

Layla Brigido

Apesar da Layla trazer no @laylabrigido muita inspiração de looks em preto, ela tem um estilo Barbie Sofisticada até quando não está de rosa. Elementos como cintura marcada, plataforma e o penteado com rabo de cavalo volumoso são características de seu estilo cotidiano.

 

Preta-Rara

Em seu perfil @pretararaoficial ela compartilha diversos looks em rosa que ficam mais  perfeitos ainda com seus penteados e cabelos volumosos – e muitas vezes também coloridos. Do dia a dia, à praia ou balada, ela mostra que estilo, cores fortes e muita personalidade fazem parte do seu guarda-roupa há muito tempo.

 



 

Bom, gatonas, como TODAS as tendências você NÃO precisa usar se não fizer parte do seu estilo ou da sua personalidade, sabe? Aqui reuni as inspirações e uma reflexão sobre o estilo, mas seu armário e seus looks têm que refletir somente a sua personalidade ♥

 

Me contem aqui o que acharam do estilo e o que vocês pensam sobre isso!

 

HUA HUA

BJÓN

Instagram não vai mostrar mais propagandas de dietas milagrosas! Eu ouvi um amém?

Oi, gente linda! Uma notícia incrível rolou essa semana: o Instagram anunciou que vai reduzir o alcance de propagandas sobre dietas e procedimentos estéticos e vai banir qualquer propaganda enganosa de dietas milagrosas \o/

Todo conteúdo publicitário (seja publipost de influenciadora ou postagens impulsionadas) relacionado a dietas e procedimentos estéticos não será veiculado para menores de 18 anos – lembrando que 69% dos usuários estão entre 16 e 29 anos. Além dessa restrição pela própria plataforma, na próxima atualização do app os próprios usuários poderão filtrar as postagens na opção de denúncia específica para publicidade de produtos dietéticos ou estéticos

POR QUE ISSO É TÃO BOM?

A maior incidência de distúrbios alimentares se dá na fase da adolescência. É uma época bem delicada onde os jovens estão tentando encontrar suas identidades e querem ter o sentimento de pertencimento. As imagens e informações compartilhadas de forma irresponsável nas redes sociais, muitas vezes em formato de “dica de amiga”, podem reforçar o ideal de magreza levando a graves distúrbios de imagem e alteração no comportamento alimentar. Se isso já impacta de forma negativa a vida de adultos bem resolvidos, imaginem o estrago que faz com uma adolescente ainda em formação?

Em um comunicado essa semana, o Instagram informou que vai tomar essas medidas mais rígidas em relação aos posts de dietas e estética:

 “o objetivo é reduzir a pressão que as pessoas às vezes podem sentir como resultado das mídias sociais. Acreditamos que esse é um passo positivo na proteção das pessoas no Instagram”

Disse a gerente de política pública do Instagram,
Emma Collins, em comunicado à imprensa.

O primeiro passo do Instagram em relação à saúde mental de seus usuários foi esse ano, com o desaparecimento do número de likes públicos. Confesso que quando o Insta desapareceu com os likes eu revirei os olhos e não dei muita importância, acreditando ser mais uma jogada de marketing para angariar dinheiro de outra forma. Mas agora com o banimento de propagandas de dietas e procedimentos estéticos parece mesmo que a rede social está um pouco preocupada com a saúde mental de seus usuários, não é? 

E OS PERFIS FOCADOS EM DIETA E ESTÉTICA? 

Calma, gente, não é uma censura. Posts informativos sobre dietas, procedimentos estéticos, emagrecimento e exercícios físicos continuarão existindo, porque existe uma demanda por esse tipo de informação e as pessoas são livres para escolher quais tipos de conteúdo querem consumir. O que a plataforma quer inibir é justamente o ganho absurdo de dinheiro a custo da saúde física e mental dos usuários. Então, o Instagram só vai reduzir e diminuir o alcance de conteúdos monetizados em relação a isso.

COMO TUDO COMEÇOU?

Ao que tudo indica, o bafafá em torno do assunto que culminou nessa decisão do Instagram, começou com ninguém menos que Kim Kardashian. A empresária-influenciadora compartilhou uma foto em seu perfil falando sobre pirulitos inibidores de apetite, que com um cupom específico, as primeiras 500 pessoas que comprassem ganhariam descontos. Com a polêmica instaurada nos comentários, a famosa acabou apagando a legenda e substituindo apenas por um emoji de pirulito.

Com o tema em foco em um dos maiores e mais conhecidos perfis da rede social, seria um crime ignorar como pode ser prejudicial à saúde adquirir produtos que mexem com o organismo assim, sem indicação ou acompanhamento médico.

Pessoalmente eu acho que a medida será extremamente positiva, afinal, além de serem prejudiciais para a autoimagem feminina, essas empresas de produtos dietéticos e estéticos que prometem milagres acabam ficando ricas em cima do dinheiro de mulheres com autoestima fragilizada e que são carentes de informação.

O que você achou dessa medida? Me conta aqui nos comentários e pra ver mais notícias da semana que passou assista o Momento Impaquitada dessa semana:

Por hoje é isso

HUÁ HUÁ

BJÓN

Precisamos falar sobre a Lizzo: gorda, negra e rainha na Billboard

Oi gente linda! Se você nunca ouviu falar na Lizzo, deixa eu te apresentar. Ela é uma rapper norte-americana, de 31 anos que conquistou pela segunda semana consecutiva o PRIMEIRO lugar, com a música “Truth Hurts” no Hot 100 da Billboard – a lista que ranqueia as músicas mais tocadas semana a semana.

Até aí, nada de novo sob o sol, afinal toda semana temos uma musiquinha lá no topo das paradas. Porém essa conquista é histórica, porque Lizzo é uma mulher gorda e negra, me arrisco a dizer, a primeira em toda a história a unir essas 2 características e ser publicamente reconhecida como número 1 no universo da música.

Entre mulheres negras, apenas outras 4 conquistaram o primeiro posto: Beyoncé, Rihanna, Janelle Monaé e Cardi B. Entre mulheres gordas a estatística diminui mais ainda (isso sequer existir, afinal, quantas gordas além de Adele você conhece que conseguiram prosperar na indústria musical?).

Após conquistar seu merecido primeiro posto, a cantora comemorou nas redes sociais: “nós somos número 1. Isso é uma vitória para todos nós. Qualquer um que tenha já tenha sentido que sua voz não era ouvida. Qualquer um que já sentiu como se não fosse bom o bastante. Você é. Nós somos. Campeões. Eu amo vocês demais”.

A questão é: Lizzo está fazendo bonito, está tendo voz e está dando um SHOW de música, autoestima e empoderamento. Duvida? Aperta o play no vídeo abaixo do VMA desse ano em que Lizzo, no melhor estilo Beyoncé Gorda com seu body amarelo, faz uma baita apresentação, com um corpo de baile majoritariamente gordo (QUÊ? QUASE ENFARTEI DE EMOÇÃO QUANDO VI AS BAILARINAS GORDAS!) e ainda embala um discurso que bota toda a audiência pra cima. É LINDO DEMAIS!

https://www.youtube.com/watch?v=Uo0RK_olDb4

Isso, minhas queridas, é o poder uma grande e gostosa raba usando sua visibilidade não para causar, mas para levar uma mensagem linda e cheia de verdade… Além claro das músicas serem incríveis! Baixei o álbum dela e agora, depois de ver a força e o poder dessa mulher, não consigo mais ouvir e não me sentir uma Deusa dona da minha própria vida e à prova de tudo. hua hua.

MAS NEM SEMPRE FOI ASSIM…

Quem vê essa cantora, linda e poderosa, no palco dando um show de autoestima nem imagina que um dia ela já se sentiu incapaz e invisível. Em entrevista à revista “Women In Music“, Lizzo contou que passou toda sua adolescência desejando ser outra pessoa.

“Eu tinha uma insegurança sobre como deveria ser a aparência de uma estrela ou como uma pessoa pública deveria parecer. E me sentia bem inadequada; me sentia como se eu não fosse suficiente; sentia que as pessoas não queriam me olhar e nem ouvir o que eu tinha a dizer”

Na entrevista ela ainda conta que não se via em lugar nenhum e isso afetou demais sua autoimagem: “eu não amava quem eu era. E a razão para que eu não me amasse era porque era me dito que eu não era amável pela mídia, pelas pessoas na escola, por não me ver em anúncios, por não me ver na televisão… Pela falta de representatividade“.

Por fim, ela conta que perdeu um tempão se odiando, “meu ódio por mim mesma era tão grande que eu fantasiava ser outra pessoa. Mas você não pode viver sua vida tentando ser outra pessoa“, explica.

SER FAMOSA RESOLVE A AUTOESTIMA?

Na mesma entrevista, Lizzo contou que apesar de suas músicas hoje serem felizes e alto astral, elas vêm de um lugar de dor e frustração e que ela ainda luta todos os dias para manter sua saúde mental nesse contexto. Ela sabe que altos e baixos são inevitáveis para todas nós, pra ela inclusive. “Estar nesses lugares [de dor e frustração] é inevitável para mim, eu vou acabar lá de novo. Mas o fato é que estou preparada agora para ir pra esse lugar – e eu tenho uma caixa de ferramentas para me retirar de lá – é de grande ajuda na minha jornada de saúde mental“, finaliza a rapper.


É realmente impressionante o que um pouco de representatividade em lugares grandes pode fazer por nós, né? Eu vejo a Lizzo e penso: se ela conseguiu prosperar no meio mais PODRE que tem, por que todas nós não conseguiríamos em nossas vidas? Cara, que suspiro de esperança e alegria foi descobrir a Lizzo.

Agora, junto a Adele, Lizzo entrou na minha lista de mulheres inspiradoras, a quem posso recorrer pra buscar referências de looks bafonicos mais perto da minha realidade física e alguém que leva a minha voz e a minha causa a um público muito maior. Minha própria Beyoncé gorda, como disse lá em cima. QUE RAINHA! E vou enaltecer mesmo, porque uma mulher corajosa dessas que dá a cara a tapa e abraça suas particularidades com orgulho tem que ser enaltecida mesmo.

Aliás, já tô até considerando fazer um post de looks babados da Lizzo, o que vocês acham? Enquanto isso, me contem aqui, vocês já conheciam essa mulher-maravilhosa? Ouvem a música dela? Vou deixar aqui embaixo o álbum dela no Spotify pra você curtir essa comigo:

Bom, gatonas, me contem aqui: o que vocês acharam dessa DEUSA?

Por hoje é isso

HUA HUA

BJÓN

Onde comprar roupa plus size? Vem aí a 25ª edição do Pop Plus

Oi gente linda! Vocês estão preparadas pra 25ª edição do Pop Plus? Guarde seus dinheiros, porque dias 15 e 16 de junho a maior feira de moda plus size do mundo vai rolar gostoso, no Club Homes, em São Paulo. 

Essa edição conta com 100 expositores de moda, acessórios (bijuteria, calçados, cintos, meia calça, óculos de sol e de grau, amuletos), cosméticos naturais, serviços, gastronomia, além da Área de Artistas com ilustradores, fotógrafos, artesãos e escritoras que celebram o corpo gordo e… Tchara ra rannnnn…. O BRECHÓ DA JU ROMANO! \o/ Yey!

Como o Junão está morando comigo, estou dividindo as gavetas e  literalmente liberando espaço aqui em casa pro amor entrar, então dessa vez eu vou vender MUUUUITAS das minhas roupas (algumas das minhas queridinhas) e todas em ótimo estado. Vai ter casaco, calça, vestido, blusinhas, tudo entre R$ 20 e R$ 70.

Além do meu brechó, claro, terão as marcas e suas novas coleções, com peças INCRÍVEIS e tudo muito cheio de  tendências.

Pra deixar um gostinho  do que as marcas estarão vendendo por lá, olha só esse ensaio BAAAAFO meu e do Junão.  As marcas das peças que a gente está usando estão embaixo da foto.

Onde comprar roupa plus size? Vem aí a 25ª edição do Pop Plus ♥

Ju Romano veste blusa de malha de algodão The Basic (R$ 89,90) / cropped de viscose Vintage & Cats (R$ 119,90) / short de viscose Vintage & Cats (R$ 149,90) | Junão veste conjunto de moletom Rainha Nagô (jaqueta – R$ 170,00 e calça – 150,00 / camiseta de malha de algodão Mais Pano (R$ 59,90)
Macacão de poliéster Titha Plus Size (R$ 159,90) /  choker animal print Fofura Pimenta (R$ 20,00)
Ju Romano veste macacão jeans Tintoria (R$ 229,90)
Junão veste macacão de sarja Rainha Nagô (R$ 220,00) / moletom Lambuzada (R$ 190,00)
Junão veste camiseta de flanela Rainha Nagô (R$ 110,00) / jaqueta jeans Mais Pano (R$ 209,90) / calça Mais Pano (R$ 159,90)
Ju Romano veste blusa de malha de algodão The Basic (R$ 79,90) / camisa xadrez Titha (R$ 119,90) / vestido jeans Attribute (R$ 139,90) / meia Clube da Meia Calça marsala (R$ 50,00)
Junão veste sobretudo de moletom Rainha Nagô (R$ 210,00) / camiseta de malha de algodão Chico (R$ 89,00) / calça de moletom Fala (R$ 175,00)
Junão veste jaqueta de onça de sarja Reizz (R$ 299,99) / bermuda onça de sarja (R$ 189,90) / camiseta de malha de algodão Mais Pano (R$ 59,90)
Ju Romano veste cropped de lurex Thais Simões (sob consulta) / jaqueta de veludo com paetê Vintage & Cats (R$ 249,00) / saia de lurex Chica Bolacha (R$ 219,00) / presilhas de metal Fofura Pimenta (R$ 10,00 cada)
Junão veste camiseta de malha de algodão Chico (R$ 89,00) / calça de cirrê Rainha Nagô (R$ 140,00) / jaqueta corta vento de nylon Lambuzada (R$ 199,00). Ju Romano veste regata de malha de algodão The Basic (R$ 79,90) / saia de tecido metalizado Blossoms (R$ 99,90) / colares Fofura Pimenta (R$ 20,00 cada); presilhas de metal Fofura Pimenta (R$ 10,00 cada); faixa de onça (acervo)
Créditos:
Foto – Gabriel R. Quintão
Modelos – Juliana Romano e Junão Fontolan
Styling – Daylane Cerqueira
Beleza – Melina Beraldo
Assistentes –  Wesley Carvalho e Hector Lima
Produção executiva – Flávia Durante

Pop Plus não é só moda, mas cultura, entretenimento e atividade física também. O auditório receberá quatro painéis de discussão, anota aí: no

Sábado (15/06)

15hs – “Papo sobre autoestima com Ju Romano”

17hs – “O Gordo na Cultura Pop”, com moderação de Thiago Borbolla (Judão, Buzzfeed),

Domingo (16/06)

Pop Plus começa na Paulista Aberta com aula de yoga

15hs – “Papo sobre carreira com Ju Romano”

17hs – “Negritude gorda”, com moderação de Genize Ribeiro (jornalista e influenciadora)

Os palcos dos dois salões contarão com apresentações de DJs, dançarinas e performers durante todo o evento.

POP PLUS 25ª EDIÇÃO

Data: 15 e 16 de junho

Horário: das 11h às 20h

Local: Club Homs – salões Nobre e Gran Real

Endereço: Av. Paulista, 735 (pertinho da estação Brigadeiro do metrô)

Preço: Entrada gratuita

Saiba  mais: www.popplus.com.br / @poplusbr

https://www.facebook.com/events/993246867731113

Bom, gatonas, espero MUUUITO encontrar vocês lá!!! Como vocês puderam ver, nessa edição eu serei parte integrante do line-up do evento, então bora lá se ver e se dar muitos abracinhos gostosos!!!

HUA HUA

BJÓN

Como melhorar a autoestima? 10 dicas práticas para adotar no dia a dia

Olá queridas, sempre me perguntam como faz pra manter a autoestima boa e conseguir se proteger mesmo com os comentários negativos do dia a dia. Uma coisa eu falo pra você: amor próprio não vem da noite pro dia. Eu demorei anos pra me sentir confortável com o meu corpo e foi um processo diário. Por isso desenvolvi algumas “técnicas” e hábitos que me fazem sempre lembrar que meu corpo é incrível e que não tem nada de errado com ele.

Anota aí pra levar também pro seu dia a dia:

1 Se olhe com mais compaixão

Eu tiro sempre uns minutinhos depois do banho pra olhar meu corpo sem criticá-lo.  Nessa hora eu evito qualquer ponto negativo e tento perceber tudo no meu corpo que conta um pouco da minha história. É da coxa grossa que veio de herança da família, até a cicatriz no joelho que ganhei por jogar bola. Tudo no seu corpo conta a sua história. Cada marca, cada pedacinho, cada ruga e cicatriz mostra como você chegou até aqui. Não existem defeitos, existem características que te tornam única! Olhar pra si com mais compaixão é o início de uma relação de autoconfiança consigo mesma.

 

2 Use o unfollow e pare de seguir gente que te faz mal

As vezes eu entrava nas minhas redes sociais e quando me dava conta já estava questionando uma série de coisas na minha vida. Me perguntando por que eu não tinha a vida assim ou assado, o corpo assim ou assado, a vontade de fazer isso ou aquilo… Uma série de questionamentos que faziam eu me sentir inferior. Mas acredite: você não é inferior a ninguém! As pessoas são diferentes, com histórias diferentes e oportunidades diferentes. Portanto se algum perfil faz você se sentir mal ou inferior use o botãozinho de unfollow JÁ! E se livre dessa pressão desnecessária. Você pode inclusive trocar e começar a seguir perfis que fazem com que você se sinta única e especial!

 

3 Crie hábitos com o seu próprio corpo

Se você não cuidar do seu corpo, ninguém vai cuidar por você. Não sei se vocês repararam mas eu tenho uma rotina de cuidados diária com o meu corpo, que inclui sempre hidratação do rosto e do corpo e um momento só meu me maquiando na penteadeira. Pra mim, esse momento de amor com o meu corpo faz toda diferença. Se a gente abraça quem a gente ama, por que a gente não se abraça?

Esse mês inclusive, tô testando a loção hidratante Ceravê, que é a marca de hidratação número 1 em recomendação dos dermatologistas lá nos EUA e quando postei nos recebidos várias seguidoras falaram que amam também. É super lançamento e tem uma textura levíssima, fácil de aplicar e de espalhar, seca super rapidinho e não deixa a pele grudenta. O que é PERFEITO pro calor. Achei muito eficiente, ela deixa a pele macia e luminosa graças à mistura de 3 ceramidas e ácido hialurônico. O melhor é que não precisa reaplicar, porque tem uma tecnologia chamada MVE que garante a liberação dos ativos ao longo de 24hs, não tem cheiro e é hipoalergênica.  Ou seja, é super eficaz, tem o toque sequinho deixa a pele uma delícia, não briga com o seu perfume, não te dá alergia e tem um custo-benefício maravilhoso! Essa bisnaga de 200ml custa 49,90 na Drogasil. Se quiser saber mais, veja nesse link https://goo.gl/RXRfqN

 

4 Faça uma lista das suas qualidades e talentos

Uma coisa eu garanto pra você: a autoestima não vem só de como você vem no espelho, vem de fora e de dentro – bastante de dentro. Pegue um papelzinho e uma canetinha ou abra o bloco de notas do seu celular e comece a listar tudo que você tem de bom. Todas as suas qualidades, talentos, prêmios, boas ações, sentimentos positivos que você tem em relação às pessoas, ao meio ambiente, ao trabalho, à familia… TUDO. Ao final da lista leia como se você estivesse lendo uma lista de outra pessoa e perceba o quão incrível você acharia aquela pessoa com essa lista incrível. Pois então, essa lista de coisas incríveis é você!

5 Se esforce pra não se comparar

De toda essa lista esse é sempre o mais difícil pra mim, porque é inevitável quando a gente vê alguém que aparentemente tem a mesma vida que a nossa e parece estar muito melhor. Mas a verdade é que não dá pra gente saber exatamente como é a vida de outra pessoa, o que ela passa, e como funciona a cabeça dela. O máximo que a gente pode fazer é trabalhar com o que a gente tem na nossa vida e tirar o melhor disso. Ficar se lamentando pelo sucesso do outro não faz com que sua vida não tenha falhas. Da mesma forma que ficar comparando seu corpo ao de outra pessoa também não ajuda muito na sua autoconfiança. Então em vez de ficar se comparando, concentre-se mais em como você pode melhorar a sua vida com o que você tem na sua frente.

 

6 Deixe o passado no passado

Uma das coisas mais difíceis é entender que o passado não volta. Parece lógico, mas vira e mexe a gente vê umas mudanças no nosso corpo e em vez de aprender a lidar da melhor forma com elas, a gente fica sofrendo por não ter o corpo de antes ou a vida de antes. Mas gente, independentemente de como você é hoje, como é o seu corpo hoje, como é a sua vida hoje, o tempo não volta. Esse é o corpo que você tem hoje, você tem que cuidar dele e amá-lo hoje. O que não quer dizer que você não possa mudar, mas se você não começar a amar seu corpo como ele é hoje, não terá vontade de cuidar dele para mudar no futuro. Não espere acontecer alguma mudança para se amar.

 

7 Se proponha desafios

 

Pode ser dos mais bobos aos maiores. Alguns dos meus por exemplo é tomar uma quantidade mínima de água por dia, outro é fazer atividades físicas ao menos uma vez na semana, hidratar o corpo e o rosto todo dia, tirar a maquiagem antes de dormir… Mas pode ser desde desafios físicos até desafios no trabalho. Colocar metas e vencê-las te mostra todo dia que é você quem está no controle da sua vida. Pequenas vitórias te dão grandes poderes. Você percebe aos poucos que você é capaz de fazer tudo. Isso dá uma força imensa na nossa autoestima.

 

8 Reconheça seus méritos

Nada adianta você se propor desafios se não souber reconhecer as suas vitórias. Se você reconhece as vitórias dos outros, por que não consegue ver as suas? Nem toda vitória vem com um troféu e um prêmio em dinheiro, gente. As vezes reconhecer o que você faz de bom no dia a dia – seja por si mesma ou por outra pessoa – pode fazer com que você veja o quão incrível você é.

9 Tenha pensamentos mais positivos e gratidão

Esse é difícil pra caramba, mas pequenas mudanças aos poucos mudam muita coisa. Antes de criticar alguma coisa ou alguém, tente antes pensar em qualidades. Quando estiver triste, pense no motivo da sua tristeza e imediatamente pense em outro motivo pelo qual você poderia agradecer. Seu corpo não é como você gostaria? Mas ele te permite fazer tudo que você tem vontade. O sentimento de gratidão não é comodismo, é apenas criar o hábito de equilibrar as coisas negativas. O sentimento de gratidão faz com que a gente reconheça que apesar de alguns pontos ruins, outros valem a pena, além de trazerem mais paz ao coração.

 

10 Tire fotos de você mesma

Eu gosto muito de maquiagem né (ah vá?) e pra mim é um momento de prazer sentar em frente ao espelho e me maquiar, enaltecer o que eu mais gosto no meu rosto e depois tirar várias fotos, de vários ângulos diferentes. Observar minha beleza por meio das fotos é um jeito que eu achei de me ver sempre bonita. A minha dica é: peça para alguém lhe fotografar também, se ver pelo olhar do outro nem sempre é uma experiência negativa. Um(a) fotógrafo(a) com sensibilidade pode te mostrar mais pontos bonitos em si mesma que você sozinha não conseguiu ver.

Sejam fotos para publicar e compartilhar pro mundo ou só fotos pra você guardar e olhar de vez em quando, vale muito se ver registrada para repensar a maneira como você se enxerga.

 

Falei sobre esses itens no vídeo a seguir também, vale o play ♥

 

Agora conta aqui pra mim: o que você tem feito pela sua autoestima? Tem mais algum item nessa listinha que você gostaria de acrescentar?

 

 

HUA HUA

BJÓN

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Como pensando em morrer eu aprendi a viver… | #SetembroAmarelo

Olá queridas! O tema de hoje é um pouco sensível (talvez mais para mim do que para você) mas senti a necessidade de contar um pedacinho da minha vida, para que você entendesse melhor como vim parar aqui, com essa vontade imensa de viver e ser feliz.

A gente fala muito pouco sobre a morte. Sobre querer morrer ou sobre morrer de fato. E eu passei muito tempo da minha adolescência querendo morrer… Na verdade, eu queria mesmo era que minha existência fosse apagada, que as pessoas nem sequer lembrassem que um dia eu nasci. Eu achava um desperdício de amor, de dinheiro, de preocupação e de tempo que os meus pais tinham comigo. Eu não valia a pena (enganada, mas achava).

Claro que esse sentimento, causado pela baixa autoestima no meu caso, foi resolvido aos 19 anos, durante a terapia e hoje quando eu penso em quantas vidas a minha vida já ajudou a melhorar percebo como eu estava errada na adolescência. TODA VIDA IMPORTA!

Tá vendo que toda vida vale a pena? A gente só tem uma vida e hoje eu agradeço tanto pela minha, que resolvi compartilhar isso com você pra você ver como a vida é realmente cheia de surpresas e como buscar ajuda pode, de fato, melhorar muito as nossas angústias.

Apesar da dor na época, eu aprendi lições valiosas com a superação. A primeira delas é que a gente fala muito pouco MESMO de forma realista sobre a morte, mas não deveria porque a morte faz parte da vida e inevitavelmente ela VAI acontecer em algum momento.

A segunda é que esse momento pode ser QUALQUER momento entre hoje e daqui uns 60 anos. Não tenho como prever nem como nem quando eu vou morrer.

A terceira é que seja lá quando chegar o meu momento, eu não quero estar deitada na cama de um hospital pensando em tudo que eu poderia ter feito e não fiz. Um pouco fúnebre? Talvez. Porém verdade. E é aí que mora o grande segredo da minha existência feliz e cheia de liberdade.

Sempre que me bate uma insegurança, um medo ou vergonha de fazer alguma coisa, por menor e mais banal que seja essa coisa, como por exemplo ir de biquíni à praia ou praticar pilates, eu penso: se eu não for hoje, será que terei outra oportunidade? Será que algum dia eu vou me sentir confortável o suficiente para fazer isso e, se eu me sentir, será que eu ainda vou ter saúde e disposição? Será que eu ainda tenho muito tempo pra experimentar tudo que a vida tem a oferecer? Será que se eu deixar essa oportunidade passar, um dia a verei de novo?

 

 

Então coloco tudo numa balança mental. De um lado os olhares de reprovação, os comentários maldosos, os possíveis momentos de constrangimento. Do outro me imagino deitada no leito de um hospital, pensando por que eu perdi tanto tempo deixando de fazer coisas que tinha vontade por causa de pessoas que com certeza não estariam lá ao meu lado.

Preciso dizer qual lado da balança pesa mais?

Eu não quero chegar ao fim da minha vida (seja lá quando for) e perceber que eu deixei de fazer o que tinha vontade por medo do que eu poderia ouvir ou do que as pessoas achariam.

E foi assim, que pensando sobre morrer eu aprendi a viver melhor, mais livre e mais cheia de experiências positivas.

Honestamente? Recomendo muito que você coloque sua vida em perspectiva e pense se você quer perder sua vida ou viver sua vida até o dia da sua morte. Nem tudo que está vivo, realmente vive. Você quer que sua existência seja uma série de anos em que você só foi respirando e viu a vida passar? Ou você quer chegar um dia, olhar pra trás e pensar: “caraca, eu realmente vivi!

Eu quero chegar um dia e olhar pra trás sem me arrepender do que eu poderia ter feito e não fiz. Se eu tiver que me arrepender, que seja do que eu ousei fazer.

Você acha mesmo que eu vou lembrar das minhas gordurinhas marcando no biquíni ou da praia linda, com sol queimando a minha pele e as risadas que eu dei com a onda me levando? Você acha que eu vou lembrar do medo do aparelho não me aguentar ou da sensação deliciosa que me dava depois de conseguir fazer um movimento difícil no pilates? Você acha que eu vou lembrar dos olhares de reprovação de estranhos pras roupas que eu usava ou vou lembrar de como eu me vestia cheia de estilo e personalidade e deixava todo mundo em choque?

E tomara que quando eu estiver de fato no leito de morte (espero que seja só daqui 80 anos \o/) eu possa olhar pra trás, dar um sorriso e fechar os olhos em paz sabendo que não tinha mais nada nessa vida para mim.

Esse post foi um desabafo e também uma abertura pra gente debater mais sobre a vida, sobre como enxergamos nossa existência e também pra mostrar pra você que não é porque hoje você está mal, que você vai ter que ficar mal pra sempre.

Inclusive, setembro é o mês do #SetembroAmarelo, uma campanha de conscientização a respeito do suicídio. Se você se sente angustiada, com uma tristeza profunda, com vontade de morrer, saiba que você não está sozinha. Se você sempre tem esse tipo de pensamento, procure ajuda, ligue no CVV – Centro de Valorização da Vida – pelo número 188 que tem sempre alguém para te ouvir e te ajudar a aliviar seu momento de dor. Você também pode procura uma terapia, que pode aliviar bastante essa sensação. E saiba que existe saída, sim! Não tem problema nenhum procurar ajuda, muitas pessoas que hoje são bem resolvidas, já passaram por situações de angústia profunda e foram buscar ajuda.

Eu já quis muito morrer e hoje eu só quero viver muito! Então força mulher,  se ergue e aproveita o dia, porque a gente só tem o dia de hoje uma vez 😉

Ah! E eu fiz um vídeo sobre esse post, também, no meu canal do Youtube, se você quiser ver, tá aí. Se inscreve lá no canal pra ficar por dentro dos últimos vídeos https://www.youtube.com/juromano

 

HUA HUA

BJÓN

 

 

 

 

 

Bailarina plus size: Morango se recuperou do câncer e superou o preconceito virando referência | JuRRo Entrevista

“O corpo alcança o que a mente acredita”, clichê, porém verdade. Se recuperar de diversos problemas de saúde ainda muito nova fez com que a bailarina plus size Thainá Morango (@thaiimorango) passasse a se enxergar de outro jeito e descobrisse que as limitações somos nós que impomos ao nosso corpo, e não o contrário.

Aos 25 anos,  Morango já dançou ao lado da Anitta, Pablo Vittar, Preta Gil e Tiago Abravanel e é referência como bailarina plus size. Ela é prova de que você não precisa ter pernas finas, corpo esguio e pouco peso na balança para ter toda a leveza e graciosidade que uma bailarina precisa.

Foto: Adriana Líbini

O caminho não foi fácil. Morango passou por maus bocados, fez loucuras para emagrecer e chegou até mesmo a desistir do sonho da dança por conta do preconceito em relação a seu corpo. Mas ao escolher qual faculdade cursar não teve dúvidas na alternativa: bacharelado em dança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O que poderia ter sido um grande pesadelo acabou colocando Morango de volta no caminho da dança e culminou nesse exemplo de bailarina plus size que temos como inspiração hoje.

Na entrevista a seguir Thainá Morango conta como foi o processo para se tornar uma bailarina plus size referência e dá forças para quem quer seguir um sonho que parece impossível por causa do corpo.

♥ Bailarina plus size: como Morango superou o preconceito e se tornou referência 

1. Você já chegou a desistir da dança, por quê? 

Eu desisti da dança porque tive uns problemas dentro e fora da escola. Comecei a tomar remédios para emagrecer para chegar ao corpo exigido pelos professores de dança e tive uma série de complicações de saúde por conta disso. Tomei remédios e emagreci horrores, porque dançar era meu sonho e eu queria estar nos palcos. Nessa época que emagreci, ganhei diversas premiações, viajei pela dança e fiz tudo que eu queria, mas foi ruim porque prejudiquei minha saúde: tive uma infecção urinária que se complicou e eu quase morri por causa disso.  Demorei um ano para me recuperar, foi uma experiência muito ruim e eu falei “não quero mais dançar, não quero, não quero…”

2. Você parou de dançar mesmo ou só desistiu temporariamente por causa desse momento traumático?

Eu tinha parado mesmo. Eu queria uma atividade física, mas a dança ainda mexia muito comigo devido aos traumas. Fui pra luta, taekwondo. Cheguei a pegar a faixa azul e competir em diversos campeonatos. Sou campeã brasileira, paulista, carioca e outros títulos.

 

3. Quando você voltou a dançar? O que te deu forças para encarar o preconceito dessa segunda vez?

Eu voltei a dançar quando fui aprovada para cursar bacharelado em dança na UFRJ. Eu fui sem pensar muito. Era meu sonho cursar dança na Federal. Quando fui aprovada eu esqueci dessa questão. Só me lembrei dela ao cruzar os corredores da Universidade e ver corpos magros. Eles me receberam bem, mas na minha cabeça eles me olhavam torto. Foi um longo processo até eu aceitar e me aceitar.

4. Quando você descobriu o câncer? Como foi esse momento pra você? 

Eu estava no terceiro período da faculdade quando descobri o câncer na tireóide. Na época eu estava mega feliz, havia acabado de dançar no Criança Esperança com a Anitta, estavam surgindo trabalhos, eu estava super bem e daí veio isso. Eu estava engordando muito e sem explicação. Daí fui procurar o médico e ele me encaminhou ao endocrinologista, que examinou minha tireoide e viu três nódulos. Meu mundo caiu. Eu não aceitei, chorei, me isolei, me afastei de todos. Fiquei 1 semana trancada em casa só chorando. Mal atendia aos telefonemas dos meus pais e questionando Deus.  Depois que sequei a represa, fui voltando a minha rotina aos poucos.

Foto: Adriana Líbini

5. Como ser uma bailarina plus size ajudou você a passar pelo tratamento do câncer?

Usei a dança pra esquecer meu problema e me entregar a algo que me deixasse cansada, tirasse minhas forças, que me fizesse chegar em casa tomar banho e dormir. Sem pensar em mais nada. Fiz isso durante meses.

6. As pessoas ainda falam que você não pode ser bailarina plus size? Como você encara as pessoas que falam que você jamais será uma bailarina como as outras por causa do seu corpo?

Falam. Meu insta sofreu um ataque de haters há pouco tempo. Após uma foto minha ser divulgada em um perfil de bailarinos “padrão” os seguidores me chamavam de “ofensa para o ballet”, “nojenta”, que eu estava arrumando um jeito de quebrar meus dedos e outras inúmeras coisas. Eles marcavam uns aos outros e fizeram um inferno naquela semana.

As vezes eu nem leio os comentários. Quando vejo que é maldade, eu pulo. Vou pro próximo. Eu tento não me abalar. Mas fico chateada porque algumas seguidoras sofrem e me mandam mensagem querendo até mesmo desistir. E algumas são magras e se enxergam gordas.

Foto: Adriana Líbini

7. Ainda tem movimentos que você não consegue fazer por ser bailarina plus size? Por quê? O corpo plus size limita um pouco a dança, como em pegadas a dois, ou isso é só uma lenda?

Alguns eu não faço ‘ainda’ por falta de prática. Acredito que se eu me dedicar mais eu farei. Em pas-de-deux a pegada fica mais complicada por conta do peso que dobra, triplica, para o bailarino. Mas com técnica e muito ensaio algumas coisas podem sair. Inclusive vou montar um duo com um bailarino do Teatro Municipal e vamos ver do que seremos capazes.

[blockquote author=”Thainá Morango, dançarina” pull=”normal”]Quero integrar o corpo de baile de algum programa, mas não quero ser a diferente, não quero ter destaque pelo meu corpo diferente. Quero estar no meio das magras, dançar com as que são padrão, estar ali pelo meu talento e trabalho e não pela minha forma física.[/blockquote]

8. Você sente que tem espaço para dançarinas plus size? Ou você continua a sofrer preconceitos em audiências e testes?

Estamos conquistando espaço. Quero integrar o corpo de baile de algum programa, mas não quero ser a diferente, não quero ter destaque pelo meu corpo diferente. Quero estar no meio das magras, dançar com as que são padrão, estar ali pelo meu talento e trabalho e não pela minha forma física. Ainda tem muito preconceito. Sobretudo quando uma audição é pedida via e-mail, com uma fotografia corpo inteiro e não um vídeo dançando. Você é julgada pelo estereótipo e não pela técnica.

Foto: Adriana Líbini

9. Depois de se recuperar de um câncer e ganhar uma segunda chance de viver, como você encara as “limitações” que as pessoas se colocam por causa do formato do corpo?

Eu ganhei muita maturidade e aprendi a lidar melhor com a vida e os obstáculos dados por ela. Hoje não é qualquer coisa que me abala, e eu tento trazer essa mensagem. O número da balança é apenas um número, e se seu corpo esta saudável, exames em dia, porque não dar a volta e sair do comodismo? Minha luta é para que as pessoas façam o que tenham vontade. Parar de problematizar tudo ou se achar incapaz por conta do biotipo. Só quem pode me parar sou eu mesma, e muitas pessoas se param, não precisa nem chegar outro pra apontar e dizer a ela que ela é incapaz porque ela já esta estacionada na cama se lamentando.


 

Hoje Morango faz parte do grupo Ballet Plus Size e, além da faculdade e das aulas na In’Cena Cia de Dança, dá workshops e tem projetos de dança, em que sempre procura pessoas de fora para dançar junto e dar oportunidade a quem não teve. Para saber mais sobre essa linda bailarina plus size, siga ela no instagram @thaiimorango e assista esse vídeo emocionante de uma entrevista recente a um site britânico. Aperta o play:

 

 

“Você é gorda, não pode fazer isso”… “Você tem potencial, mas precisa emagrecer”… “Se daria super bem se perdesse uns quilinhos”… “Você jamais poderá seguir com isso, você não tem corpo”. Que mulher nunca ouviu uma dessas frases em algum momento da vida, seja quando compartilhou um sonho ou quando pediu uma opinião sobre uma carreira desejada, não é?!  E quantas de nós já não desistimos de nossas vontades por acreditarmos que não seríamos boas o suficiente para sermos bem sucedidas em alguma área? Então toda vez que você duvidar do seu potencial ou duvidarem de você, lembre-se da história da Morango e saiba que TUDO É POSSÍVEL com garra, persistência, treino e muito amor!

 

Além da Morango, vemos pipocar uma ou outra bailarina plus size em vídeos virais por aí, além é claro da MARAVILHOSA Mari Xavier que está levando nossas curvar para requebrarem no Dança dos Famosos… Mas isso eu conto em outro post mais pra frente, com uma lista de inspirações da dança pra você… Você quer? Me conta aqui nos comentários e compartilha com as amigas pra inspirar todo mundo! 

 

 

HUA HUA

BJÓN

O corpo do verão: “mas como você tem coragem de usar isso?”

Hoje estava conversando com a minha mãe sobre uma festa na piscina que vou no fim de semana. Ela me olhou com olhos arregalados e disse, curiosa com a resposta, pronta para aprender uma grande lição de vida:

Me ensina como você tem coragem de usar biquíni em uma festa na piscina?

Juro que quase vi o caderninho e o lápis mentais dela subirem sobre sua cabeça. Respondi com toda a sinceridade e calma do mundo:

Oxi, mas eu tenho duas pernas e braços que me levam para onde quero ir, me permitem que eu faça o que tenho vontade e meu corpo me deixa viver uma vida completamente normal, sem limitação alguma… Por que eu deveria ter vergonha ou medo de usar biquíni? Não tem corpo igual a outro, o meu também é diferente como todos… Por que seria pior ou melhor que qualquer outro? Eu hein, tanta coisa pra aproveitar, eu tô cagando pro corpo, eu quero mesmo é tomar sol, uns bons drinks e dar risada! 

Ela finalizou com um tom de orgulho e admiração:

Que mulher resolvida…

(se estivéssemos no whatsapp ela teria mandado o emoji de palminhas, sabe?)

Isso logo hoje, no mesmo dia em que recebi uma mensagem de uma leitora (na foto desse look abaixo) dizendo que queria ter coragem para usar peças curtas no verão, mas que não conseguia porque tinha a perna muito flácida e muitas celulites. Qual a dica que eu teria para ela usar vestidos curtos também…

Eu fiquei pensando muito sobre isso. Por que a gente deixa de fazer coisa que a gente tem vontade (como ir a uma Pool Party ou usar um vestidinho curto) só porque nosso corpo não está no “padrão”?! Por que incomodam tanto a nossa própria celulite e a flacidez?

Porque, assim, na prática, elas não impedem ninguém de fazer absolutamente nada. Então o incômodo mesmo é que as outras pessoas vejam e reparem… Nosso grande medo é as conclusões que as outras pessoas vão chegar a respeito do nosso corpo.

Aí eu me revolto: por que a gente deixa de viver momentos gostosos na NOSSA vida, se preocupando com a OPINIÃO a respeito do NOSSO corpo de OUTRAS PESSOAS que não fazem a menor diferença e também têm corpos cheios de particularidades?

Essas discussões parecem antigas para você? Ótimo, sinal de que você é uma mulher desconstruída e muito mais livre que tantas outras…

Já se esse diálogo fez muito sentido na sua cabeça, quero dizer que assim como a minha mãe você se encaixa em um grupo PERFEITAMENTE normal na nossa sociedade também, mas que ainda sofre uma influência de uma sociedade gordofóbica e machista, que trata o corpo da mulher como um objeto.

Não é culpa sua, todas nós fomos criadas assim… Mas vem cá, amiga, você não concorda comigo que seria bem melhor se a gente se livrasse dessas coisas que só tem como objetivo manter a gente infeliz? 😉

Pense sobre isso e vem comigo com o meu CORPO DO VERÃO. Ele não vai ser igual ao seu, nem igual ao de ninguém, mas quem disse que ele não é um corpo PERFEITO pro verão, hein?!!?

A gente tem mesmo é que bater no peito com orgulho do nosso corpo, das nossas curvas, dobras, celulites, estrias e flacidez, porque elas contam nossas histórias, nossas raízes, nossas diferenças. Você não precisa se orgulhar de tudo que fez até hoje, mas são as marcas do seu passado que te transformaram no mulherão que você é no seu presente, então não tenha vergonha da sua história e de como ela marcou o seu corpo, viu?!

♥ Corpo do verão: bota o corpo pra jogo e vem ser feliz de mini saia! ♥

[blockquote author=”” pull=”normal”]A gente tem mesmo é que bater no peito com orgulho do nosso corpo, das nossas curvas, dobras, celulites, estrias e flacidez, porque elas contam nossas histórias, nossas raízes, nossas diferenças. Você não precisa se orgulhar de tudo que fez até hoje, mas são as marcas do seu passado que te transformaram no mulherão que você é no seu presente, então não tenha vergonha da sua história e de como ela marcou o seu corpo, viu?! [/blockquote]


 

Seja de biquíni, de short ou de mini vestido, com as pernas finas ou grossas demais, com estrias, celulites ou flacidez… Seja do jeito que for, você é única e não importa como seu corpo estava ontem ou como ele estará amanhã, hoje é um dia único! Vá aproveitar do jeito mais intenso e completo que você conseguir. Não deixe de usar o que gosta, fazer o que te deixa feliz, apenas pelo o que as outras pessoas vão pensar de você… VAI SER LIVRE, MEU AMOR!!!

 


DE ONDE SÃO AS PEÇAS DO LOOK

Gente, esse foi babado porque TODO mundo perguntou alguma coisa dele, então anota aí:

Vestido floral > Caedu (comprei na loja do Ipiranga, é da coleção atual, meu número é G2)

Sandália de pompom > Gaby Acessórios (comprei no Bazar Plus Size em Aparecida)

Brincos bordados de fio > infelizmente comprei numa feirinha quando fui à China, achei que ia chegar ao Brasil, mas nunca vi por aqui (fica a dica aí pra quem faz artesanato)

Óculos de Sol > Dra Biju (o modelo é o Popper)


 

 

Bom, gatonas, fica aqui o meu incentivo pra você ser feliz o tanto que você puder e aproveitar TUDO que a vida tem a oferecer sem encanar com coisa que não faz diferença 😉 

 

 

Por enquanto é isso

 

HUA HUA

BJÓN

Alerta: entenda por que ter autoestima baixa é um prato cheio para entrar em relacionamentos abusivos

Sabe quando você está namorando, mas tem aquela sensação de que algo não vai bem? A pessoa diz que te ama, mas te força a mudar, não gosta quando você sai com os amigos, questiona os seus gostos e parece querer que você seja diferente do que é. Pois é, isso é um relacionamento abusivo. E quando a gente tem a autoestima baixa, estamos vulneráveis para entrar nesse tipo de relação. Entenda mais abaixo e veja dicas de como fugir dessas situações e aumentar sua autoestima!

Entenda melhor a relação autoestima baixa x relacionamento abusivo

O que significa autoestima baixa? É um sentimento de menos valia, que cai diretamente na insegurança consigo mesma, fazendo com que a pessoa se veja sempre de forma negativa. Em casos mais extremos é uma das origens da depressão, principalmente quando a pessoa deixa de sair, socializar e prefere ficar sozinha.

Então qual a relação com relacionamentos abusivos? Quando a pessoa está nesse estado de autoestima baixa, ela se torna vulnerável para qualquer tipo de sentimento amoroso e carinhoso. Se alguém a trata com afeto, a chance de se apegar é grande. É fácil entender com essa comparação: é como ainda é, hoje em dia, para comprar roupa plus size em loja de departamento. Quase não tem nenhuma do seu tamanho. Quando tem, a gente compra a que serve, por que precisamos, certo? É mais ou menos isso.

Quando alguém se interessa, vai atrás, fica em cima de você, você se apega em dois segundos naquela pessoa, muitas vezes sem nem avaliar se ela é boa ou não para a sua vida. Eu não estou falando que TODO MUNDO que tem baixa autoestima entra em relacionamento abusivo, mas apenas que há grandes chances disso acontecer.

Saiba como identificar um relacionamento abusivo

A primeira coisa que você precisa saber é: nem toda violência é física. Aliás, a grande maioria das que são começa na agressão psicológica. Veja, abaixo, uma lista de situações para você identificar se está ou não em uma relação abusiva.

  1. Se você acha que seu relacionamento é abusivo, há grandes chances de realmente ser. Onde há fumaça, há fogo;
  2. É comum ele te fazer sentir que está sempre errada, dando a impressão de você nunca fala nada de bom, que é burra e não sabe o que diz;
  3. Ele controla a sua vida e acha que isso é um direito dele, impedindo que use certas roupas, maquiagens, não veja seus amigos, nem tenha amigos homens, e quer validar até a forma como você gasta seu dinheiro;
  4. Ele fala constantemente que ninguém vai te amar como ele e faz chantagem dizendo que se você não fizer do jeito que ele quer, ele vai embora e te larga;
  5. Se você não concorda com ele, é chamada de louca. Ele questiona sua sanidade e acha que tudo é “drama” seu;
  6. Você faz coisas contra a sua vontade por medo da reação dele, inclusive no sexo;
  7. Ele não fica feliz com as suas realizações e sempre dá um jeito de te colocar pra baixo, mesmo quando você está feliz e quer compartilhar com ele;
  8. Ele te isola dos amigos e da família e odeia que você faça qualquer tipo de programa sem ele;
  9. Ele te culpa pela agressividade dele com você, dizendo que você “pediu” ou que o “tirou do sério”;
  10. Ele não bate em você, mas quando brigam ele soca paredes, mesas, quebra coisas;
  11. Ele grita com você;
  12. Ele te bate;
  13. Depois de ser agressivo e violento, pede desculpas e diz que não vai mais fazer isso, mas repete.

Dicas de como sair de um relacionamento abusivo

Se você identificou que está em um relacionamento abusivo, a primeira coisa que você precisa saber é: a culpa não é sua! Para sair disso, converse com pessoas de sua confiança e fale tudo que está acontecendo. Você também pode ligar pra Central de Atendimento à Mulher (180), que funciona 24h, e até mesmo a Delegacia da Mulher.

E vale lembrar que eu falei tudo de forma heteronormativa, mas não é apenas em relacionamentos heterossexuais que existe abuso. E, sim, as mulheres também podem ser abusivas, apesar de ser uma taxa incrivelmente menor em relação aos homens.

Como aumentar a autoestima?

A principal dica é: autoconhecimento é tudo. Mas nesta matéria aqui (clica aqui, amiga) você vai ter 9 dicas incríveis de como iniciar o processo de amor-próprio e desenvolver sua autoestima! Lembre-se, sempre: você não está sozinha!

 

Empreendedora, Flávia Durante se destaca no mercado plus size. Conheça a história da fundadora do bazar PopPlus

Quem não gosta de se inspirar com histórias de sucesso? E quando vem de uma mulher gorda a gente faz o que? Bate palmas lentas de orgulho, né não? Conversamos com a DJ, jornalista e empresária Flávia Durante, que comanda o maior bazar plus size do Brasil, o PopPlus, em São Paulo. Na entrevista ela conta como começou no mercado plus size, fala das dificuldades que teve enquanto gorda, sobre moda e dá dicas para quem, assim como ela, quer empreender. Se liga só!

Como você começou no mercado plus size? Foi uma motivação pessoal?

Eu comecei trabalhando com isso em final de 2012. Sabe aquela coisa de jornalista para ganhar um dinheiro extra no fim de ano? Eu juntei 500 reais e comprei tudo em biquíni da fábrica de onde eu costumava comprar no Guarujá, já que eu sou da Baixada Santista. Só que eu não tinha muito tempo de ficar vendendo, indo de porta em porta.

Aí eu tive a ideia de fazer um bazar para ajudar a vender as peças e juntar outras marcas que eu já consumia na época, com a moda plus size mais moderna e mais alternativa que estava começando a aparecer na época. Foi uma motivação profissional e pessoal também!

Qual a diferença que você vê do mercado plus size de quando você começou para os dias de hoje?

Eu comecei a engordar depois de adulta, quando mudei para São Paulo, depois de uns 20 e poucos anos. Antigamente eu tinha três opções de compra, né. Na seção masculina, de grávidas ou roupinha de senhora em lojas de departamento. Sendo que eu era jovem. Era muito ruim, pois isso me limitava totalmente. Eu vejo hoje fotos minhas antigas e me sinto mais velha do que hoje, que tenho 40. Embora ainda precise melhorar muito, está bem melhor do que era há 10/15 anos.

O que o PopPlus representa na sua vida e na das pessoas que vão?

Uma mudança que eu nunca imaginei na vida. Eu sou jornalista de formação, sempre trabalhei com internet, assessoria de imprensa, música, noite, comportamento… Nunca tinha trabalhado com moda, até rejeitava, justamente porque achava um assunto chato e não me sentia representada.

Foi a partir de 2009 que eu comecei a me interessar, quando uma ex-chefe minha me convidou para ser editora de lifestyle do portal Vírgula. Aí falei pra ela ˜tem certeza? Eu não entendo nada˜. E ela disse que queria justamente alguém que passasse uma linguagem da moda popular para o jovem.

Comecei a chamar as blogueiras plus que estavam começando a surgir no Brasil para fazer reuniões de pauta, trocava ideia etc. Foi aí que tomei conhecimento de moda e pude entendê-la de forma mais séria, que vai além do vestir uma roupa.

Sendo assim, fico muito feliz que o PopPlus ajuda a mudar a vida das pessoas para melhor. E não só dos clientes que vão, mas também de pessoas que descobrem como se expressar, como também dos empreendedores que participam. Tem marca que está praticamente há 5 anos comigo, como a Chica Bolacha, e crescemos juntas. Meu lema é “nunca diga nunca”. Eu rejeitava moda e hoje vivo disso totalmente feliz.

Você contribuiu para a mudança de muitas marcas; como se sente a respeito disso e o que você acha que fez para que isso ocorresse?

Eu fui uma das peças desse motor. As blogueiras começaram a surgir em 2008/2009, a Flúvia Lacerda, os eventos de moda plus size… O meu papel foi trazer essa linguagem mais jovem para a moda plus size, misturar com festa, mostrar que ela precisa ser diversa, que não é só senhora ou só sexy, que tem a fashionista, a hipster, esportista…

O que eu fiz foi trazer diversidade para a moda plus size e mostrar que ele não acaba no 48 ou 50. Faço questão que as marcas atendam, no mínimo, até 54 ou 56 e, se for 60 ou mais, melhor ainda. Se a marca não atende no mínimo 54 eu nem olho, nem passa no filtro. O papel do PopPlus foi mostrar a representatividade das gordas maiores, quebrando o padrão do próprio plus size, que acabou se criando infelizmente.

Para você, qual é o maior desafio em ser gorda?

Atualmente é não ser vista como aquela coisa exótica, engraçadinha, fofinha, muito menos como uma pessoa que faz corpo mole. Eu e várias mulheres estamos mostrando que temos muito mais para mostrar para o universo profissionalmente, artisticamente etc. Mas o maior desafio é quebrar esse estigma, que traz preconceito. Nenhuma marca quer aliar seu nome a gente que é “doente”, “preguiçosa”.

O maior desafio é mostrar que não é nada disso, que a gente é ativa, saudável, consome e tem muito a servir a sociedade e ao Brasil, trazendo benefícios e gerando empregos. Olha quanta renda a gente gera no PopPlus! Isso não pode ser ignorado, ainda mais em tempos de crise.

Você que também é DJ sentia problemas com a falta de roupas para balada? Como se sente agora?

Exatamente um dos motivos que me fez criar o PopPlus foi essa falta de opções de roupa para balada. Anos atrás não era essa coisa descolada que temos hoje em dia, com blusa de tule, calça destroyed… Hoje temos muita opção perto do que era antes. Ainda são coisas mais artesanais e não tão acessíveis para a população em geral, sendo difícil de achar, poucas peças, mais caras… Mas já conseguimos encontrar muitas marcas legais. Eu brinco que a Oh, querida! e o Clube da Meia-calça são a alegria da clubber gorda hahahah!

Quais seus planos para o futuro como empreendedora?

Vejo que tem muita gente talentosa, mas às vezes falta mão e verba para melhorar. Então agora estou fazendo esse trabalho de fomentar o trabalho plus size nacional oferecendo workshops, consultorias, cursos etc. Minha ideia agora é isso e, depois, oferecer outros cursos também, como marketing, merchandising, visual. Tudo que possa melhorar o mercado e o trabalho de todo mundo.

Qual a dica que você dá para quem está começando no mercado plus size? 

É ter comprometimento com o que você vai fazer e levar muito a sério. Saber que é um trabalho duro. Eu mesma já faço o PopPlus há 5 anos e estou me dedicando exclusivamente há apenas um ano, e mesmo assim não consigo viver só disso. Faço meus freelas de jornalista e DJ para pagar minhas contas, mas eu vislumbrei isso e vou continuar aperfeiçoando. Hoje em dia consigo delegar, tenho sócio, parceiros e funcionários porque sozinha não dá!

É importante saber também que não vai ganhar dinheiro de uma hora pra outra. Não é um oba-oba. Por isso é importante fazer planejamento de mercado, estudar, se estruturar.

>>>O bazar plus size PopPlus continua sendo 4 vezes por ano: março, junho, setembro e dezembro em São Paulo, com edições esporádicas e temáticas. Conheça: http://popplus.com.br

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