Look 1° dia de SPFW: vestido com estampa de galáxia e creeper

Olá queridas, estou um pouco ausente, mas essa semana tudo vai melhorar! Teremos um look por dia, para comemorar (#not) o início das semanas de moda brasileiras. 

E já comecei bem, com o vestido mullet de estampa de galáxia. Sim, eu sei que falei que odiava vestido com corte mullet, mas não resisti a essa estampa e acho que temos que ser assim sempre, sabe?! A gente constrói uma opinião em cima de um assunto, mas se rolar um contra-argumento (no caso, a estampa LINDA) pode mudar de opinião. Por que não!?

Mari Pekin, a fotógrafa que está acompanhado nossa saga fashionista, clicou tudo olha só como ficou:

 

E aí gatonas, curtiram? Bom, eu amei, porque conforto é meu nome do meio, então, tô ótima para passar o dia correndo nessa Bienal. Beijões.

Serviço:

Vestido > Emme

Creeper > Lilly’s Closet

Bolsa > Renner (mas pode ser Marisa também, não me lembro direito)

Casaco > KWi

Anéis > acervo pessoal (acervo pessoal = não sei onde comprei)

Colar > comprei de um hippie em Embu das Artes

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Por hoje é isso, mas essa semana vai ter um look por dia! Aliás, acompanhem o Instagram da Gloss(@revistagloss), porque sou eu que estou alimentando com as quentinhas do SPFW.

A gente se vê amanhã

HUA HUA

BJÓN

Criador da dieta Dukan prefere as gordinhas

Confesso que passei a última semana um pouco apreensiva. Eu, a gordinha assumida, iria fazer uma entrevista com o Dr. Pierre Dukan. O francês é o criador de uma das dietas mais famosas do mundo, que leva seu sobrenome. O tal regime, quase militar, é o responsável pelo corpão da J-Lo, da Beyoncé e conquistou até a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, que perdeu 10 centímetros para entrar no vestido do casamento real. Logo imaginei um médico que me olharia com aquele ar de preconceito e tentaria me “catequizar”.

Dei a sorte de encontrá-lo durante o almoço – ambientes que têm comida sempre me dão mais segurança. Um senhor magro, com feições simpáticas, empunhando um garfo à frente do 2º prato, com peixes, saladas e legumes. Pareceu um almoço normal, que eu faria com prazer. Durante a entrevista, não rolou nenhum olhar de repreensão, mas eu não pude deixar de perguntar o que ele achava de pessoas que se aceitavam e não queriam fazer regimes. A resposta foi uma surpresa: o dr. Dukan, o “senhor da dieta”, não acredita no padrão de beleza da mulher magra! Pensamento que ele deixa bem claro em seu outro livro, “Os homens preferem as cheinhas”. Óbvio que este não fez tanto sucesso quanto o “Eu não consigo emagrecer”, onde ele ensina os passos da dieta Dukan. Mas, afinal, qual a explicação que ele dá para esta contradição?

 

Antes de te contar, vou explicar a minha surpresa com a resposta. A dieta Dukan é famosa por ser super restritiva. Resumindo muito, durante a primeira fase, que dura de 3 a 7 dias, você só pode consumir água e proteínas magras (peixe, frango, carne sem gordura, leite, etc).  Na segunda fase você reintroduz verduras e alguns legumes, ela dura uma semana para cada quilo perdido na primeira. Na terceira fase, você pode acrescentar duas fatias de pão por dia e massa duas vezes por semana. Nesta fase, você também tem o dia deenfiar o pé na jaca (ufa!) e pode comer uma refeição por semana no Outback, por exemplo. A quarta e última fase, você leva para o resto da vida. Já mais magra você come normalmente todos os alimentos e só se compromete a ingerir três colheres de farelo de aveia por dia, abandonar os elevadores e, às quintas-feiras, comer só proteínas.

 

Dito isto, dá uma olhadinha nas respostas, mais que surpreendentes, que ele me deu durante a nossa conversa:

O movimento de aceitação vem crescendo, mas você acha que dá para ser feliz estando acima do peso?

Sim, com certeza! Os homens preferem as mulheres mais cheinhas, é biológico, é normal que uma mulher tenha bunda, coxa, etc. Uma mulher reta e sem forma é que não é normal. Para todos os mamíferos, quanto menor a fêmea é em relação ao macho, mais atraído ele fica por ela. A mulher muito grande e muito magra perde a feminilidade, e para um verdadeiro homem isso não atrai. É sobre isso que falo no meu livro “Os homens preferem as cheinhas”. Já a mulher que aceita seu corpo é mais segura e tem muito mais sex appeal, portanto é mais atraente para o sexo oposto.

 

Como você explica essa vontade das mulheres de serem tão magras, quando teoricamente os homens preferem as mais gordinhas?

É uma questão social e mercadológica. Existe um motor do consumo, em que a mulher tem que ser melhor, tem que entrar nos padrões de beleza, para dar mais dinheiro. A mulher é mais rentável quando está infeliz. Uma mulher que se aceita, que se acha sexy e o outro gosta dela como é, é de graça, não precisa gastar nada.

 

Isto que te levou a escrever o livro “Os Homens preferem as cheinhas”?

Sim, porque na França vivemos um verdadeiro terrorismo com as mulheres. É uma pressão muito grande para que elas sejam magras, e muitas vezes nem magras, só pele e osso mesmo. A maioria das francesas queria ter, no mínimo, 1,70m e pesar 52 quilos. É abaixo do saudável!

 

No seu livro, você diz que a dieta é para as pessoas que estão em sobrepeso ou têm tendência a engordar. Mas você recomenda sua dieta para qualquer pessoa, mesmo que ela já seja magra?

Não, temos sempre que respeitar o índice de massa corporal da pessoa. Eu nunca recomendo regimes quando a pessoa quer ficar mais magra do que o ideal para a sua altura e estilo de vida. Por isso, a dieta é ajustável. No meu site, tem uma série de 11 perguntas, que definem quanto você precisa emagrecer e em quanto tempo, dentro do saudável. O que acontece é que muitas vezes as pessoas querem emagrecer mais do que o necessário e, nesses casos, eu não trato o paciente.

 

 

 

 

Como a gente descobre que tem que emagrecer?

Em minha opinião, você só deve se submeter a um regime quando isso prejudica a sua saúde ou quando você começa a perder as formas do corpo (neste momento, ele faz o formato do corpo violão com as mãos e diz “Você, por exemplo, é gordinha, mas tem um corpo lindo, não precisa emagrecer”. Obrigaaada, Seu Dukan, vou ali me acabar no quindim e já volto!). Enquanto isto não te incomoda de alguma forma, não precisa fazer regime.

Mas se eu quiser emagrecer, por que devo optar pela sua dieta?

Você pode passar a vida sem querer e, de repente, você tem um clique e uma vontade de emagrecer, mas essa motivação não dura muito tempo. Minha dieta não tem restrição de quantidade e dá resultados rápidos, já na primeira semana. Aí você não desiste. Isso é essencial, principalmente para quem está muito acima do peso.

 

Se uma pessoa fizesse a caminhada de 30 minutos diários, sem comer a mais, ela não emagreceria mesmo assim?

(Ele para… Faz contas…) Se ela caminhar 30 minutos por dia, em 10 dias ela terá gasto 1500 kcal. Em 100 dias, 15000, e em um ano 45.000 kcal. Ou seja, ela vai perder 5 quilos, a mesma coisa que ela perderia em 2 semanas do regime. Um ano é longo, 5 quilos não são nada para quem precisa perder 20 quilos, por exemplo. Quanto tempo ela teria que caminhar, sem pular nenhum dia e sem comer nada a mais?

 

Como é uma dieta que reduz muito o carboidrato, as pessoas não podem ficar prejudicadas na vida social e amorosa?

Os carboidratos impedem a gente de ser infeliz. Quando temos uma situação de stress ou dificuldade e consumimos o carboidrato, nos sentimos melhor. O stress é negativo e o carboidrato é positivo, então eles se anulam. Digamos que, dentre os meus pacientes, as pessoas que emagrecem têm uma recompensa muito maior que aquela que o açúcar dá. O fato de emagrecer deixa as mulheres muito mais felizes do que o açúcar deixaria.

 

Você não acha que uma dieta tão restritiva pode levar a pessoa a entrar em depressão ou anorexia?

A restrição aos carboidratos é durante um período muito curto. Ela pode ficar mais mal-humorada, mas depois da primeira semana os legumes já são reinseridos. Já a questão de anorexia e depressão, isso não vem do que você se alimenta, é uma questão psicológica, que o paciente teria de qualquer forma, com ou sem regime.

Depois da dieta, você não acha que comer vira um grande tabu?

O regime é estruturado nas duas primeiras fases e, mesmo que você tenha que perder muitos quilos, são fases relativamente curtas. Depois, nas duas últimas, é para você ir comendo naturalmente como todo mundo. Você come frutas, pão, queijo, massas e ainda pode se alimentar com duas refeições de gala por semana. Não tem frustração. Na última fase você come normalmente, como todo mundo, e não menos.

 

Se a pessoa se condicionasse a fazer só a última fase (sem o sofrimento das primeiras), ela não emagreceria?

As três regras (às quintas-feiras comer só proteínas, adicionar 3 colheres de farelo de aveia por dia e esquecer os elevadores) são para manter o que a pessoa perdeu e estabilizar no peso atual. Não funcionam para emagrecer.

 

Então ela não precisaria necessariamente abandonar o elevador, ela poderia fazer qualquer exercício?

Não, porque é parte de um ritual, subir as escadas é um reflexo de mudança na sua vida. Diante dessa escolha, subir de elevador já é perder. É para você não esquecer. A mesma coisa com a 5ª feira proteica, é uma vez por semana para você nunca perder o foco.

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Bom, nossa conversa terminou por aqui, mas fui surpreendida de uma maneira muito boa pelo Dr. Dukan. Achei que discordaria totalmente dele, mas concordei em tudo. Acredito que não é necessário emagrecer, mas que se você precisa mesmo, é melhor que o resultado venha rápido. Lá no site dele, você pode fazer uma avaliação gratuita de quanto você precisaria emagrecer, o link é www.dietadukan.com.br. A última recomendação do doutor? Procure sempre um médico para te acompanhar e faça exames antes, durante e depois de mudar radicalmente sua alimentação. E, claro, não precisa emagrecer só para se encaixar em um padrão!

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E aí, curtiram a entrevista? Me contem o que acharam nos comentários e vamos lá para o Facebook conversar mais

 

 

Como se vestir para trabalhar no calor

Olá queridas, sempre recebo dúvidas de “como se vestir bem para ir trabalhar com conforto” e sei que às vezes é difícil escolher uma roupa que fique ligeiramente séria, sem perder a pegada moderna.  Então eu pensei em alguns elementos que uma roupa poderia ter, para ficar decente e fashion e juntei tudo no mesmo look. Eu dei uma exagerada no dourado, mas você pode ficar com uma peça ou outra só 

Algumas dicas para sempre acertar na roupa do trabalho:

1º Vestidos: o comprimento deve ser curto o suficiente para você não morrer de calor, mas comprido o suficiente para você não distrair os colegas de trabalho com as coxas. Na altura do joelho ou, no máximo, quatro dedos acima é perfeito! (use, de preferência, com um short por baixo, porque aí ninguém é obrigado a ver sua bunda caso bata um vento, experiência própria  )

2º Salto alto machuca o pé e nada mais deselegante que tirar os sapatos por baixo da mesa “para descansar”. Uma sapatilha pode cair muito bem. Opte por tons neutros e formatos mais “adultos”, como o bico fino.

3º Para dar uma pegada moderna e mais chique, nada como acessórios dourados. O cinto metalizado, o bracelete e um colar grandão são ótimas opções. Se você for mais discreta, pode usar um por vez.

4º Uma boa maquiagem e um bom penteado. A roupa pode ser a mais básica ever, mas se você estiver bem maquiada e com um penteado legal, tudo fica muito mais elegante! No trabalho, eu evitaria Carnavais e optaria por chamar atenção só para uma região do rosto, ou seja, olho ou boca.

Tem várias outras opções para se vestir legal no trabalho sem deixar o estilo de lado. Selecionei alguns looks que eu já usei aqui no blog como ESSEESSE e ESSE (um pouco mais invernal), que também funcionam em um ambiente corporativo.

Mas se tiverem alguma dúvida específica e quiserem compartilhar, comentem aí e vamos abrir uma discussão construtiva: o que você acha que não rola usar no trabalho de jeito nenhum e por quê?!?! 

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SERVIÇO:

Vestido > Renner

Cinto > Rery

Colar > Bibelot Bijoux

Anéis > Balonè

Prendedor de cabelo e bracelete > 25 de março

Sapatilha > Martinez (uma das que eu paguei R$ 29,90 S2 )

Bolsa > Mixed para C&A Collection

Delineador > Kryolan (em creme)

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Gatonas, por hoje é isso, mas curte a minha página lá no Facebook para a gente conversar mais!!!

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HUÁ HUÁ

BJÓN

Camisa amarrada, calça estampada e delineador colorido

Olá queridas, bem no final do verão eu resolvi usar uma roupa toda colorida. Mas a verdade é que o blog estava tão cheio de preto de que achei uma boa variar com uma calça estampada, uma camisa com nó e uma sandália (de salto, pasmem).

Acho bem fácil combinar as peças, quando uma delas (no caso a calça) é toda colorida. Sempre procuro blusa e sandália de cores neutras ou de cores que já tenham na estampa. Escolhi azul e verde.

O delineador colorido apareceu bastante nas últimas semanas de moda e continua sendo uma grande aposta. Eu testei o lápis verde água, porque combinava com a roupa e não ia chamar tanta atenção (confesso que ainda tenho que me acostumar com a ideia de usar maquiagens coloridas no lugar do delineador preto).

Bom, gatinhas, por hoje é isso. Ah! Você já curtiu a página do blog?!?! Então clica AQUI e vamos lá pro Facebook conversar mais 

BJÓN

Estilista da RERY conta a verdade sobre as roupas plus size

Olá queridas, entrevistei a Natália Magalhães, estilista da Rery. Ela é uma das lindas que desenha as roupas da linha Class, a linha Plus Size da loja (minha favorita do ramo plus, que já usei AQUI, AQUI e AQUI). Quando me encontrei com ela, Nati me contou as dificuldades e as delícias de desenhar moda de verdade para as mulheres com curvas acentuadas (nós \o/). Ela me falou tudinho sobre o processo de criação, modelagem, escolha de tecido e fabricação de uma peça e revelou (finalmente) por que as peças Plus Size são mais caras. E adivinha? A Nati me garantiu que é mais fácil pensar em uma roupa tamanho 54 e depois passar a modelagem para o 38 do que o inverso. Ou seja, marcas, alôw!? Vamos inverter o processo, vamos?!?

Olha aí nosso bate-papo:

JR: Como você foi parar no mundo Plus Size? (vale dizer que a Nati é super magrinha!)

NM: Entrei em contato com o mundo plus size em 2008, na primeira empresa que trabalhei. Atuei como assistente de estilo e produzia modelos até o tamanho 50. Sempre percebi as dificuldades e limitações da criação de um modelo focado para tamanhos maiores. Quando entrei na RERY, identifiquei uma proposta diferente, porque a empresa não é segmentada, apenas para tamanhos maiores. Lá tem modelos desde o tamanho 38 até o 50, e isso é um grande trunfo!  Percebo que muitas mulheres, que vestem tamanhos maiores, não se sentem a vontade em entrar em lojas especializadas, só para plus size.

 

JR: Mas na faculdade você teve alguma matéria relacionada à moda Plus Size? Você acha que as faculdades preparam os alunos para lidar com esse segmento?

NM: Apesar das aulas de modelagem, onde aprendemos a fazer as ampliações, nos anos que passei na faculdade não houve nenhuma matéria que desse um direcionamento para moda plus size, As faculdades preparam os alunos para a criação e desenvolvimento do produto, mas infelizmente até hoje não dão nenhum direcionamento ou suporte, para que eles se sintam preparados para atender esse público. Quando você vai para o mercado, e se depara com essa necessidade de desenvolver modelos para tamanhos maiores, se torna um grande desafio.

 

JR: Como é seu envolvimento com o processo de produção das roupas?

NM: Na RERY sou eu e mais uma estilista. Ao desenvolver as peças, sempre tenho a preocupação de fazeralgo que esteja dentro da moda e tendências atuais. A maioria dos modelos é pensada para o plus size e só depois que a peça fica pronta é que definimos se será Rery Class (a linha do tamanho 44 ao 50) ou RERY(do tamanho 38 ao 42). Se já desenvolvemos tudo pensando em vestir tamanhos maiores, fica mais fácil o processo de criação. Se a criação é pensada para uma manequim 38, por exemplo, ao ser ampliada para a Rery Class pode não ficar legal. Já um modelo que veste bem uma mulher plus, na hora que for passado para um tamanho menor também ficará bom.

JR: E qual a maior dificuldade, em sua opinião, ao fazer uma roupa de tamanho grande?

NM: A principal dificuldade em desenvolver modelos para tamanhos grandes é se preocupar realmente com o caimento da peça. Prestar atenção se está valorizando o corpo da plus e não escondendo – que é o que muitas marcas fazem, elas tentam esconder. Ver se a roupa fica confortável, também é um ponto a ser levado em consideração. Alguns detalhes podem até prejudicar a venda, como algum tipo de cava, que não valorize os braços, roupas muito justas que acabam marcando a barriga, comprimento das blusas e vestidos, por exemplo. Essas são algumas das preocupações e cuidados que temos durante todo o processo de criação.

 

JR: Quais são as diferenças entre produzir uma roupa Plus e uma da grade “comum”? 

NM: A preocupação vem desde a escolha dos tecidos, compramos tudo pensando no conforto, resistência, qualidade e estampas. A compra inteira é pensada como se fosse sempre vestir a mulher plus. As diferenças aparecem na hora de definição de comprimento, cava e shape, mas cada vez temos menos limitações para plus size. O decote, por exemplo, para a plus gostamos de fazer peças um pouco mais decotadas, para valorizar o colo, que tende a ser uma região bonita. No corte, onde uma grade do 38 ao 42 tem um melhor aproveitamento do tecido, é possível encaixar mais peças para cortar, já para a roupa plus tem mais desperdício. Por isso, as peças Plus muitas vezes são mais caras (por causa da quantidade bem maior de tecido que é utilizado para cortar os tamanhos maiores).

 

JR: Me explica melhor essa questão do preço…

NM: Muitas vezes o preço para uma roupa plus é mais alto principalmente pela quantidade de tecido que é utilizado no processo de produção. Na hora de cortar um modelo plus size, acabamos tendo desperdícios de tecido. Imagine que o tecido é retangular e nele você encaixa 4 moldes tamanho 38, por exemplo. Já um tamanho 48, no mesmo espaço, você vai conseguir encaixar 2 moldes, no máximo (por causa das curvas na hora de cortar mesmo). Então, por não conseguir encaixar mais peças para serem cortadas juntas, a quantidade de tecido para fazer a mesma quantidade de peças é muito maior. Ou seja, quanto mais gasto em tecido, mais cara fica a roupa.

JR: O que dá para “aproveitar” da grade normal e passar para o Plus Size e o que não dá para copiar em uma roupa Plus de jeito nenhum?

NM: Como tentamos trabalhar com o processo inverso – fazer tudo pensado para o Plus size e depois passar para a grade normal – o único motivo ainda de fazer poucos modelos do tamanho 38 ao 50, é por causa da diferença do preço para o produto plus. As poucas coisas que não costumamos fazer para plus, são modelos com silhueta muito justa, peças muito cavadas e mini-saias. No caso dos tomara-que-caia também temos a preocupação de fazer modelos que deem segurança para as mulheres. Então eles vêm com elástico na parte interna do vestido, que fecha nas costas como um sutiã, dando uma sustentação melhor aos seios.

 

 JR: Na sua opinião, por que algumas roupas Plus Size não são modernas? 

NM: Acredito que algumas roupas plus size não sejam modernas, mais pela falta de pesquisa e de atualização da marca, que por qualquer outra coisa. Algumas marcas pararam no tempo, quando só bastava fazer peças de roupas em tamanhos grandes que já vendia. Hoje não! As pessoas querem MODA nos tamanhos grandes. Também ainda tem a associação (errada) de tamanho grande com mulheres mais velhas e senhoras, o que acaba contribuindo para a roupa ficar com cara de antiga.

 

JR: O que você leva em consideração ao desenhar um modelo para as gordinhas? 

NM: Na hora da criação, levo em consideração principalmente o corpo das mulheres. Penso nos pontos fortes a serem aproveitados, para que a roupa valorize quem a vestir. Por isso também gosto muito de ouvir a opinião de clientes, amigas que vestem tamanhos maiores, vendedoras, para ajudar a aguçar essa percepção e cada vez desenvolver modelos que agradem mais.

 

JR: O que você, como estilista, faz para deixar as roupas Plus mais fashion? 

NM: Para deixar as roupas mais fashion estou sempre pesquisando, além das tendências de moda, blogs de meninas que vestem tamanhos maiores, principalmente blogs internacionais, onde se encontra muito mais moda mesmo. A compra do tecido é um processo muito importante para acertar a “cara” do produto e conseguir inserir os modelos plus size dentro das tendências. Tenho a preocupação de inserir também as formas da moda, as vezes apenas com algumas adaptações para que vista melhor as mulheres plus.

 

JR: Quais são as maiores reclamações das consumidoras Plus Size?

NM: As maiores reclamações das consumidoras são que elas querem usar as mesmas roupas que uma pessoa que veste tamanho 38, que são pessoas jovens e querem usar roupas modernas, e que não querem ser mais associadas as pessoas mais velhas. Elas querem peças estampadas, plissadas, com decote, etc. Se a moda for calça estampada, elas querem achar uma para o seu tamanho!

 

 JR: Como você vê a evolução da moda Plus Size nos últimos anos? O que você ainda sente falta nesse mercado?

NM: Acredito que a evolução desse mercado está acontecendo, ainda que lentamente e tendo muito para melhorar, mas eu sou otimista. Só o fato de começar a ver MODA PLUS SIZE e não apenas roupas plus size, como era há alguns anos atrás, já é um avanço gigantesco. As lojas de departamento também vêm me surpreendendo, estão começando a entender que mais de 48% da população está acima do “peso ideal” e que também têm desejos e necessidades, que muitas dessas pessoas são jovens, gostam de moda, e também querem usar as tendências que aparecem. Ainda sinto falta de mais investimento nesse mercado, porque para conhecer as lojas especializadas você tem que procurar em blogs plus size, comunidades em midias sociais, ainda não tem muita divulgação, o que acaba prejudicando o consumidor.

 

 

Se você ficou curiosa para saber mais dela, a Nati tem 25 anos (garota prodígio), estudou Design de Moda na Belas Artes e concluiu este ano sua especialização em Estética e Gestão de Moda. E o mais legal, o tema de seu trabalho de conclusão de curso foi “O consumidor plus size como um novo padrão estético para a moda contemporânea”. Suuuuper apoiada Nati!

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E aí, curtiram a entrevista? Me contem tudo o que acharam nos comentários e vamos lá pro Facebook conversar mais

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HUA HUA

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BJÓN

 

 

Moda praia GG – Para encorajar esse verão

Olá queridas, passeando lá pelo site M de Mulher me deparei com esse editorial INCRÍVEL, que eu não definiria bem como um plus size. Eu diria que é mais um editorial real. A modelo não é gorda, ela tem gordurinhas, que todas as mulheres têm. Mas ela, ao contrário do que estamos acostumadas a ver, parece não se importar nem um pouco (e arrisco dizer que nem rolou muito Photoshop para apagar).

Achei maravilhoso, principalmente porque o fato dela ser uma modelo Plus Size é bem pouco mencionado e não recebe destaque na matéria. Ela é só uma modelo, maior que as comuns, com um corpo muito mais “atingível” (como a Bia Carminati definiu ).

Claro que a moda praia da Cosmopolitan (de onde saiu o editorial) tem um padrão gringo, com calcinhas gigaaaantes e tal. Mas se vocês querem saber, eu acho muito mais charmoso usar um biquíni  assim, do que um triângulo fincado vocês sabem onde (hua hua zuei).

Enfim, fiquem com as lindas imagens e depois corram para a praia/piscina sem medo de ser gorda/feliz!

 

Curtiram? Se quiser ver mais fotos, clica aqui e me conta tuuuudo que você achou nos comentários.

Aliás, como é o seu traje de banho, hein?!?!?

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HUA HUA

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BJÓN

 

Lita Boot: tendência inverno 2013

Olá queridas, hoje eu subi no salto pra mostrar a tendência de sapato para o inverno 2013. Não, eu não estou tirando isso da minha cabeça porque eu gosto… Essa semana rolou a Couro Moda e veio a notícia (linda!) de que a marca norte-americana Jeffrey Campbell veio para o Brasil, com os modelos queridinhos de celebridades como Demi Lovato e Kim Kardashian (um showroom vai ser inaugurado em breve no Rio de Janeiro). Claro que deve custar uma FOR-TU-NA mas, né?!

Entre os modelos com design mega diferente, o que mais se destaca é a bota Lita (ou Lita Boots), que você já deve ter visto nos pés de mil e uma blogueiras gringas (como a Sora Park, aí em cima) e verá, agora, nos pés gordinho desta que vos escreve:

Confesso que usar tudo preto não é muito minha praia, mas não estava muito cheia de criatividade hoje de manhã, então achei melhor optar pelo certo, né?

Claro que você não precisa amaaar a bota com spikes, mas fique sabendo que essas belezuras vão pegar de verdade no inverno e (fofoca) já fiquei até sabendo que a Cravo & Canela vai fazer modelos parecidos compreços mais acessíveis. #todascomemora. Por enquanto vende AQUI

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E aí meninas? O que acharam do modelo? Já adianto que embora seja MUITO alto, é MEGA confortável. O único problema é o preço mesmo…

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Por hoje é isso, mas vamos lá pro meu Facebook conversar mais!

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BJÓN

A doença do provador

Olá queridas, sabe aquela tristeza que bate quando você entra no provador, então, fica tranquila, a culpa não é só sua

É sempre a mesma coisa, a gente passeia no shopping, se encanta com as vitrines, sonha alto e faz planos para quando formos ricas e pudermos comprar tooooodos aqueles panos lindos, para cobrir nossas amadas dobrinhas. Enquanto o dinheiro sonho não chega, nos direcionamos à loja de departamento mais próxima, entramos e olhamos entusiasmadas as araras recheadas de peças de todos os números possíveis – até o 44 é claro, porque até para achar um 46, jé é suado imagine maior! Até que, lá no meio daquele bolo de tecido… PÁ… a etiqueta com o nosso número. É esse! Empolgadas, pegamos a peça e mais todas as outras que tiverem aquele número – praticamente ganhamos a Mega Sena – e levamos um bolo para o provador. Fechamos a cortina com um sorriso e abrimos chorando

“É a tristeza de provador, uma doença que atinge mulheres de todas as faixas etárias, peso e estatura. Praticamente uma praga do mundo moderno. Há casos de depressão profunda e perda de apetite, depois que os primeiros sintomas são diagnosticados. Ela geralmente vem acompanhada de distorção visual e tentativa de “auto-esmagamento” (sabe quando você não se conforma e tenta apertar só mais um pouquinho? Então…).

Com um misto de raiva, chateação e vergonha, entregamos o bolo de volta para a vendedora “Alguma deu certo, senhora?”, aquele silêncio constrangedor toma conta do recinto e substitui a necessidade de resposta. Saímos da loja com aquela cara de quem comeu e não gostou (literalmente) para encontrar nossos respectivos maridos/namorados/amantes/pais/primos/amigos, somos tomadas por uma súbita dor de cabeça, que nos faz querer correr para casa, deitar na cama, enfiar a cabeça no travesseiro e chorar… chorar… chorar…. Até prometer não comer um só carboidrato, praticar corridas diárias e ir a um centro de estética para diminuir ‘‘ 5 centímetros no abdômen. Meia hora depois estamos na frente da televisão, com um garfo na mão, um copo de coca-cola na outra e uma bela macarronada apoiada sobre as pernas, enquanto assistimos “O Diário de Bridget Jones” e pensamos em como foi que engordamos um número, sem nem perceber

Calça 44 X Calça 48 – Dá para notar alguma diferença? (a listrada é 44 e a vermelha 48)

Vou ser sincera com vocês, eu tenho pleno conhecimento do meu corpo (me olho e me amo no espelho todos os dias), sei quando engordo ou emagreço 10 gramas, sei a localização de todas as minhas pintas e o comprimento de todas as minhas estrias, mas até hoje não sei quanto visto. Sei que visto calças do 44 ao 48, tranquilamente. Sei que tenho calças 44 largas e 48 apertadas, da mesma forma que tenho 48 largas e 44 que não cabem mais. E mesmo assim, tenho a doença do provador (quem nunca, não é mesmo?). Com o passar dos anos (e terapias) descobri que na maior parte dos “casos de provador”, não era eu que tinha engordado, era a roupa que tinha “diminuído”. O.K. lá vem a tia chata falar que isso é desculpa de gorda, mas a verdade é que não dá para exigir que seu corpo tenha só um número, se as lojas não respeitam número nenhum… O que eu digo? Paciência, minha querida leitora, hoje você veste 42 mas amanhã pode vestir 46 e isso não quer dizer que você caiu de boca na macarronada. Não dá para culpar a vendedora e sair gritando mundos e fundos sobre como aquela loja é um absurdo. Ainda não temos uma grade padronizada e muitas lojas compram peças de diferentes fornecedores, o que resulta em numerações com um abismo de tamanho entre um modelo de calça e outro. O jeito é devolver e falar “Acho que errei o número”, voltar para a arara de origem e pegar uma maior/menor ou procurar uma peça parecida em outra loja. Sem alarde, nem para você nem para as vendedoras.

Quando a gente tá gordinha, tem a mania de se culpar por tudo. OK, você engordou, mas não há nada que você possa fazer da noite para o dia, certo? Então o jeito é aceitar a situação e trabalhar para melhorar(seja fazer um regime ou lidar com o novo peso). Mas não fique se culpando também por não entrar em uma peça do “seu tamanho”. Faça o teste em outras lojas e com roupas de outras modelagens. As vezes o formato da peça não funciona no seu corpo (como as saias e vestidos balonê no meu corpo, por exemplo… Posso até encontrar no meu tamanho, mas eles nunca caem bem em mim!). Pode ficar liiiindo na sua amiga, mas o seu corpo é diferente do dela, aceite. E isso não quer dizer que nenhuma peça vai ficar boa em você.Não desista, meu bem! E também, não precisa ficar se matando porque aumentou um número. Quem liga se você veste 40 ou 46? São elas que pagam as suas calças? Então o que têm a ver com isso? 

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Bom queridas, fiz este texto porque tenho recebido diversos relatos sobre a “doença do provador” e acho uma tristeza pensar que algumas meninas desistem de se vestir do jeito que gostariam, só porque não couberam nas “primeiras 3 peças”. Sei que para nós, gordinhas, a compra é muito mais difícil, mas vale a pena um pouco de insistênciaVocê é tão linda quanto qualquer outra menina e pode se vestir tão bem quanto qualquer uma!

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Por hoje é isso

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BJÓN

 

 

Truque para ficar bronzeada roupa clara!

Olá queridas, estou oficialmente de volta das férias! Levei super a sério o meu guia do bronze perfeito (matéria Cor de Bronze, da edição 63 de Dezembro da Gloss) e fiquei negona para os meus padrões, é claro, já que eu tenho a linda cor de palmito.

Estou usando vários presentes de Natal no look de hoje, então algumas peças eu não sei a procedência (porque não têm etiqueta interna) e outras eu não sei em qual loja foram compradas, porque ganhei. De qualquer forma, fica a inspiração para um look de verão e logo abaixo um pouquinho das minhas férias.

É claro que o truque para parecer mais bronzeada é colocar uma roupa clara, amarela ou branca, mas até que eu peguei uma corzinha finalmente 

E para quem não me acompanha no Instagram (é @ju_romano) aí vai uma reunião dos meus últimos 15 dias:

 

 

Por hoje é isso, se quiser fofocar mais vamos lá pro meu Facebook. E as suas férias? Como foram? Me conta tuuudo aí nos coments.

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HUA HUA

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BJÓN

O fim do mundo, o Natal, o verão e a saia curta

Olá queridas, hoje quando acordei tive 4 pensamentos seguidos: o mundo pode acabar (só que não…), a partir de hoje estarei de férias (até dia 07), tá calor pra caramba e, quer saber, vou apelar para o projeto 2013!

Se você me acompanha há bastante tempo, sabe que eu raramente uso saias curtas ou mostro as pernas acima do joelho. Pois bem, aqui em SP tá fazendo um calor senegalês e eu não estou me aguentando, então hoje resolvi dar tchau às minhas encanações (do tipo perna muito branca, celulite, estrias e blá blá blá), como parte do projeto 2013, e usar um vestido bem levinho e curto (meu nível de curto, ok, me deixa).

Aliás, todo mundo me pergunta o que eu acho de saia e vestido curto. Pois bem, eu acho que tá calor e ninguém é obrigada a ficar assando embaixo de tecido. E daí que você não tem as pernas finas? Que tem celulite e/ou estria? Quem disse que você não deveria ter? Quem disse que a maioria não tem? Sim, a maioria das mulheres não tem a perna que gostaria de ter e passa boa parte do seu tempo tentando conquistá-las (seja na academia ou pegando pesado nas dietas). E se a gente parasse de se cobrar tanto, querendo a perfeição, e assumisse as pernas gordinhas, com curvas e furinhos? E se a gente parasse de esperar o corpo perfeito para viver?

Claro, sempre digo para usar a liberdade a nosso favor. Eu acho que toda roupa que vestimos tem que caber no nosso corpo. Não acho feio shorts curto, acho feio quando ele é 3 números menor do que a pessoa veste, mas mesmo assim ela insiste e usa apertando tudo. Eu não acho feio mini-saia, desde tenha a função de saia e não de calcinha. Mas aí, né, meu povo, cada uma sabe o que faz. Hua hua.

Ah, mas é final de ano, estou em clima de festa. Chega de revoltas e reflexões e vamos logo para o look…

AVISO: Você pode precisar de um óculos escuro para ver esta cena (as minhas pernas funcionam praticamente como um flash).

O que não aparece na foto é o shorts que está por baixo, para não ralar uma coxa gorda na outra com a saia curta >.< (jamais saio sem)

 Bom, pernas de fora e agora está caindo o mundo… De chuva, não meteoro. ¬¬

Tenho que dizer que provavelmente não vai rolar outro post antes do Natal, então se o mundo não acabar,quero agradecer a todas pelo ano incrível que passamos juntas, por todos os elogios e amizade de vocês, queridas leitoras. Desejo a vocês um Natal maravilhoso, cheio de presentes, cheio de família e abraços macios e quentes. Feliz Natal e uma ótima virada para 2013! A gente se encontra de novo lá!

HUÁ HUÁ

BJÓN to saindo de férias!

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