Olá queridas, calor é foda (com o perdão da palavra). A gente coloca qualquer roupa e já fica suando em bicas. Por isso quanto mais pele estiver de fora, melhor é. Mas como fazer para ficar bem vestida, quase sem roupa?!!?
A solução é o vestido longo para gordinha como eu, que tem aquele sério problema de raspar uma coxa na outra, já que dá para usar um shortinho por baixo e ficar ultra confortável. Eu gosto muito de saias e vestidos longos no verão, porque quando a gente anda o tecido se movimenta e fica abanando as pernas. Acho ótimo!
Enfim, o truque é buscar tecidos leves e saias mais soltinhas (se for grudada vai ficar colando na perna suada e ficar com aquelas pizzas de suor…). Na hora de escolher a estampa, modelos que concentram as cores em uma linha no centro do corpo, ajudam a afiná-lo, caso você se incomode com isso (eu comprei mesmo porque achei a estampa MARAVILHOSA).
Bom então fica aí com um look de vestido longo para gordinha:
Sabe, eu sempre recebo recados das meninas falando que não gostam de colocar os braços para fora. Eu sei que não é que elas não gostem, as vezes é simplesmente vergonha. Eu entendo, mas acho que você deve, sim, lutar contra isso. Você pode se vestir do jeito que quiser, é claro, mas ficar escondendo o braço porque ele é gordoou porque tem estrias é um jeito muito ruim de viver – e de passar calor!
Todo mundo tem a região de cima do braço mais gordinha, quem não tem é atleta ou gente muito magra, mas considerando que 51% da população brasileira estão acima do peso ideal,mais da metade do país tem braços gordos. E você tá aí passando calor com o seu enfiado dentro de uma manga. Já pensou nisso? Se braço gordo é a maioria, porque você tem vergonha dele?
Bom, se precisar de uma forcinha, pensa nessa última foto minha, com um braço gordo, gordurinhas nas costas, barriguinha dobrada e tudo que uma gordinha tem. Mas sou assim e você também é do jeitinho que você é, vai ficar se escondendo para sempre?!?! 😉
Eu já fui obcecada por peso. Já fui tão obcecada que sentia meu estômago se desdobrando de fome dentro da minha barriga, abria a porta da geladeira e a única coisa que conseguia fazer era chorar. Não, nem um Polenguinho. Nenhum alimento era pouco o suficiente para o tanto que eu precisava emagrecer. Eu usava 36 – hoje visto 50. Não sei bem ao certo onde eu queria chegar. Só sabia que não era ali, era mais. Eu queria ser mais magra. Achava que a numeração das calças estava errada, que não era possível ser gorda daquele jeito e já vestir 36. Sim, eram as calças que estavam erradas, porque eu me via no espelho muito gorda. Pra piorar eu não ia ao banheiro. Eu não comia quase nada, mas queria que o pouco que comia saísse logo. Uma amiga recomendou um remedinho natural, “vende na farmácia sem prescrição, você toma e dentro de 6 horas vai ao banheiro”. Eu tomava um a cada 6 horas. Quando o remedinho começou a ter efeito rebote, achei melhor começar a vomitar. Contava 10 grãos de arroz, tomava um litro de água e saía da mesa com a desculpa que precisava ir fazer xixi. E vomitava.
Eu vomitava e chorava – de fome, de tristeza, de solidão. É muito solitário viver a prisão do seu corpo. É muito triste não conseguir pensar em mais nada além de emagrecer.
Fiquei encarcerada durante mais ou menos 1 ano. Foi o tempo que tomei o Roacutan, remédio para espinhas que tem a pior bula de efeitos colaterais de todos, entre eles distúrbios alimentares, depressão, desejo suicida. E eu tive todos os efeitos colaterais. Depois que parei o remédio, minha vida foi voltando ao normal. Mas claro, o desejo de ser magra está cravado na gente desde criança, o remédio potencializou, mas parar com ele não fez desaparecer toda a pressão que eu sofria para ter o corpo perfeito. Eu achava que não era perfeita. Eu achava que precisava ser…
Foi só 4 anos e 20 sessões de terapia depois que eu consegui tocar nesse assunto (e ainda hoje, 10 anos depois, quando falo meu olho se enche de lágrimas). Foi muita dor. Dor não é só o que a gente sente quando corta o dedo ou quando opera a vesícula. A pior dor que a gente sente é da tortura mental, que te mata por dentro.
Dona Vera, minha terapeuta, com suas sobrancelhas arqueadas, me perguntava:
– “quem liga para como é o seu corpo? Se é gordo ou magro?”
– “os outros”
– “mas quem são os outros?”
– “todas as outras pessoas!”
– “e como essas pessoas influenciam no curso que leva a sua vida?”
– ………
– “então por que você se importa tanto com o que elas acham de você?”
– ……….
– “já parou para pensar, que você está deixando sua vida ser levada pela opinião de pessoas que não influenciam em nada nela? Já pensou que você está anulando sua personalidade para isso?”
Dona Vera me deu um estalo que eu estava precisando. Eu precisava desse “clic” para conseguir analisar de fora como tinha sido horrível aquilo pelo que eu passei. Como eu tinha maltratado o meu corpo, a minha mente e a minha vida em busca de aprovação. E era isso mesmo que eu queria: aprovação. Eu queria que minha mãe não achasse defeitos em mim, que os meninos do colégio quisessem me namorar, me exibir, eu queria ser irretocável. Eu queria negar tudo que fizesse de mim quem eu era, para simplesmente virar um objeto de exposição. Mal sabia eu que só fica em exposição o que já está morto.
Eu costumo dizer que foi a faculdade que me fez enxergar a beleza que cada pessoa tem, cada uma a seu modo. Mas acho que quem realmente me fez enxergar isso foi eu mesma. Uma vez que eu entendi que cada pessoa é única e o que torna uma pessoa o que ela é seu conjunto de qualidades e defeitos, passei a admirar cada pessoa como um quebra-cabeça. Todas as peças são necessárias para montar um lindo quadro no final. E não dá para simplesmente tirar umas pecinhas de um quebra-cabeça só porque ele tem 500 peças – da mesma forma que não dá para tirar uns quilinhos só porque alguém tem de sobra.
As pessoas são diferentes e isso é bom. Cada pessoa gosta de uma coisa e isso é muito bom. Eu aprendi a descobrir do que eu realmente gostava. Descobri quem era a Juliana, o que ela tinha prazer em comer, em beber, em conversar, em ouvir, em usar, em escrever… Eu conheci uma pessoa incrível: eu mesma. E passei a amar tudo que essa pessoa fazia, passei a apreciar cada momento com ela e a dar valor aos pequenos prazeres que ela me proporcionava. E nunca mais quis brigar com ela. Só cuidar, com carinho, para que ela durasse muitos anos.
Hoje falo de boca cheia que sou uma gorda saudável e prefiro assim. Acho engraçado alguém falar “impossível alguém não querer emagrecer”. Eu já fui magra e já fui gorda. Escolhi ser assim. Eu não quero emagrecer, estou assim por opção, obrigada. Eu nunca mais quis ser diferente do que eu sou. Sim, eu quero que amanhã eu sempre seja uma versão melhorada de hoje, mas que para isso eu não tenha que sacrificar as minhas horas de alegria e nem o meu prazer de viver. Que para isso, eu não tenha que derramar lágrimas toda vez que me vejo no espelho. Eu sou assim, gordinha, com a mente muito mais rápida que o metabolismo.
Eu já disse e levo isso como mantra na minha vida: a minha aparência é tão pouco e tão pequena perto da mulher incrível que eu posso ser. Pra quê perder a vida tentando transformar a minha aprência, enquanto eu posso crescer de tantas outras formas? Enquanto o que está por dentro pode ser tão mais lindo e gerar muito mais frutos do que o que vem por fora?
O tempo passa, a gente envelhece, os padrões mudam, as pessoas vão e vêm. A única coisa que você consegue salvar é o que você cultivou de dentro para fora.
Confesso que já fui obcecada por peso e isso não me levou a lugar algum. Hoje sou apaixonada pela vida e vou para onde quiser (e isso inclui a academia, se me der vontade).
Obs: demorei mais de 4 anos para compartilhar essa história no blog, mas senti que era a hora de fazer o “Confissões de uma mulher normal” depois de um comentário infeliz de um rapaz que dizia “quero ajudar as meninas a se livrarem do martírio que é ser gordinha”. Eu digo que martírio é viver em função do seu corpo, gordo, magro, alto baixo, musculoso ou raquítico. Martírio é viver em função de futilidades. Ser quem você é não é um peso, é uma libertação!
Obs 2: antes que alguém fale alguma coisa, eu cuido do meu corpo, da minha alimentação e do meu bem-estar. Só não deixo que isso tome conta da minha vida e de todas as minhas experiências!
Ser gorda não é fácil em uma sociedade preconceituosa como a nossa. A gente tem que ouvir cada uma como se fosse a coisa mais comum do mundo ou, pior, como se fosse elogio. Listei a seguir 10 situações que toda gorda já passou, passa ou ainda vai passar na vida e tomei a liberdade de bolar uma resposta classuda, para deixar a outra pessoa tão desconfortável quanto você. Confira!
Foto meramente ilustrativa, porque amei a expressão dela. E, embora essa modelo seja considerada do ramo plus size, capaz que ela nunca tenha passado pelas situações abaixo…
1. “Seu rosto é tão lindo…”
– comenta aquela tia que quer o seu melhor
Essa é a frase fatídica que toda gorda já ouviu. Mas por que raios alguém acha, em sã consciência, que isso é um elogio?!
Como sair dessa com classe:“obrigada, mas eu sou muito mais que um rostinho lindo. Eu tenho inteligência, humor, bom senso… Que tal apreciar minhas outras qualidades mais importantes e não só minha aparência?!”
2. “Sinto muito, não temos o seu tamanho…”
– vendedora quando você dá o primeiro passo para dentro da loja
Impressionante como as vendedoras têm bola de cristal, né? E se eu estiver entrando para pesquisar tendências, ver peças legais, me inspirar? E se eu quiser só comprar um presente?
Como sair dessa com classe:“jura? Puxa, uma pena, vocês deveriam fazer uma grade maior. Mas vou dar uma olhadinha de qualquer jeito, depois mando um croqui para a minha costureira pessoal”. Nota: croqui é um desenho de estilista, normalmente com as inspirações da coleção, mas fale “crôquí” para ela achar que você entende mais de moda que ela.
3. “Você deveria emagrecer, sabe, por saúde…”
– diz a amiga que finge te amar como você é
Gente, todo mundo sabe que não é toda gorda que é doente, nem toda magra que é saudável (como eu explico nesse post AQUI), então não me venha com essa desculpa amarela para esconder sua gordofobia.
Como sair dessa com classe: “ô, querida, não sabia que você estava tão preocupada a ponto de conversar com o meu médico! Pois ele te disse que meus exames estão perfeitos? E como vão os seus?”
4. “Depois não entra nas calças e não sabe por que…”
– comenta qualquer pessoa que te veja comendo uma batatinha frita.
Deixa eu explicar uma coisa: sou eu quem pago as minhas calças e eu entro ou deixo de entrar onde eu quiser! Sempre sinto uma ponta de inveja nesses comentários amargos de pessoas quando veem outras comendo coisas gostosas, sou só eu?
Como sair dessa com classe:“Ótimo! Tô precisando renovar meu guarda-roupas mesmo!”
5. “Você não deveria usar essa roupa, não fica bem em gordinha”
– diz a sua mãe em um dia de mau humor.
Eu sei que nossas mães nos amam e querem o melhor para nós, mas elas têm seus dias de “cricrice” e o gosto delas não precisa ser o mesmo que o nosso, ok?!
Como sair dessa com classe:“obrigada, mãe, respeito sua opinião, mas estou me sentindo bem assim. Prometo que não vou criticar quando você usar aquelas estampas com vários tons de marrom, nem o seu tênis com saltinho, desde que você não interfira nas minhas produções, vamos combinar?!”
6. “Você não pode cortar franja, já que tem o rosto gordo”
– diz seu cabeleireiro que obviamente não é visagista
Quem disse que franja tem a ver com o tamanho do rosto, meu senhor? Franja tem a ver com o seu estilo e todo mundo pode usar franja, sim! Pode ser que uma franja reta e curta dê impressão de rosto mais largo, mas quem liga?! É estilosa pra caralho! E tem vários acabamentos e cortes diferentes de franjas, que não deixam o rosto parecer mais largo. É só fazer um repicado, com laterais mais longas, por exemplo.
Como sair dessa com classe:“é, tem razão. Então, vou querer só uma franja como essa da Adele, da Kelly Osbourne e da Ju Romano mesmo…” – e mostre fotos de referência com pessoas de rosto gordo usando franja, inclusive a minha heheheheh.
7. “Você não deveria comprar tanta porcaria…”
– comenta a velhinha atrás de você na fila do supermercado.
Olhares de reprovação. Quem nunca foi fuzilada por um desses no mercado, que atire a primeira pedra. Se eu ganhasse 1 real a cada um que recebo, estava bilionária. Sempre que pego um pacotinho de balinha de goma (AMO!) ou uma coca-cola normal (mesmo que seja para o meu namorado), vejo alguém me medindo de cima a baixo e quase consigo ouvir o pensamento dela “mas já tá gorda e ainda vai comprar isso…”.
Como sair dessa com classe:“estou fazendo uma experiência social para a escola do meu filho: eu encho meu carrinho de porcarias e vejo quantas pessoas enxeridas que não sabem nada sobre a minha vida ou minha saúde me olham feio ou vêm me criticar. Obrigada, você acaba de me ajudar nessa pesquisa”.
8. “Seu pé deve estar inchado, depois o sapato laceia…”
– diz a vendedora da loja de sapatos.
Por que a indústria de calçados só faz sapato pensando em pés magros, meu Deus?!? Aí as vendedoras ficam todas tentando socar seu pé dentro de uma sandália que é a metade dele e você é obrigada a comprar um tamanho 2 números maiores que o seu, só para as laterais do pé ficarem bem acomodadas.
Como sair dessa com classe:“moça, ele pode até lacear, mas vai ter que ser no pé de outra pessoa, já que não está passando nem dos meus dedos! Vocês não têm um modelo com a base mais larga?”
9. “Não temos tamanhos grandes, só até o 44, quer provar?”
– pergunta a vendedora desesperada para bater a meta.
Gente, mas se eu visto 48 ao 50, como eu vou fazer para entrar em um 44? Só se eu arrancar um bife da lateral da minha barriga, porque, né…
Como sair dessa com classe:“acho que não, moça. Não tenho o hábito de comprar roupas só para enfeitar o meu armário. Obrigada.”
10. “Só podia ser gorda…”
– o cretino do carro ao lado revoltadinho depois que você lhe deu uma bela fechada.
Pra mim esse é o pior. Presumir que você seja qualquer outra coisa só por causa do seu peso é muita ignorância! O que tem a ver o cu com as calças? Vai catar coquinhos…
Como sair dessa com classe:“vamos combinar: eu volto para a autoescola e você vai pra escola, o que acha?”. Ou fecha o vidro, taca um foda-se, liga o som e sai cantando, que a opinião de gente ignorante assim não tem nem que ser levada em consideração.
Bom meninas, caso não tenha ficado claro, este é um texto de humor e reflete várias situações pelas quais eu já passei, já me chateei e depois pensei que se eu tivesse mantido a calma poderia ter dados respostas que fariam essas pessoas nunca mais serem inconvenientes… Ou não, mas eu deveria ter pelo menos tentado!
Por hoje é isso, mas se você também tem uma situação como as minhas, deixa aí nos comentários e vamos lá para o Facebookconversar mais!
Olá queridas, é com muito prazer que venho convidá-las para mais uma edição do Bazar Pop Plus Size. A mini edição de verão 2014 vai rolar dia 08/02 na MADRE Conhecimento Criativo, em Pinheiros, São Paulo. Das 16h às 21h e adivinha só quem vai dar um workshop sobre moda e autoestima?!?!?!?! Sim, euzinha! Além da gente se conhecer ao vivo, você também vai poder fuçar e garimpar peças plus size incríveis!
Para participar tem que fazer uma pré-inscrição mandando seu nome e RG para bazarpopplussize@gmail.com. Taxa de inscrição: R$ 10 ou R$ 5 + 1kg de ração para cães (doados para a CÃO SEM DONO – Proteção Animal). Mas atenção as vagas são LIMITADAS e o evento está sujeito a lotação!
Olá queridas, eu adoro quando vejo uma gordinha de saia, mas raramente tenho coragem de usar (só uma vez ou outra, quando é short-saia). Mas essa noite passei tanto calor que sonhei (!) que estava de saia. Aí acordei e resolvi que hoje era um ótimo dia para botar as pernas de fora. Completei o look com um batom escuro, que também amo, e acessórios dourados.
Então, inspire-se no look com a gordinha de saia e pernas para fora!
Ganhei esse sapato ano passado e sempre achei ele bem bonito (mesmo ele sendo um inspired, que eu sou meio contra…). Aproveitei a zebrinha pra combinar com o look preto com regata branca por baixo da camisa transparente. Pra deixar o look um pouquinho mais claro, sabe? Enfim, fica aí a dica pra não cair no black total.
Lembro como se fosse ontem, cheguei em casa e minha mãe me esperava com uma cara desgostosa. “Filha, tenho más notícias…”. Era o dia que ela tinha ido buscar meus exames no laboratório. A taxa de triglicérides estava 150 pontos acima do limite aceitável e eu teria que mudar radicalmente minha alimentação. Foi um choque, já que desde que nasci meus exames são perfeitos. Chorei. Não me lembro de ter chorado de tristeza nos últimos 10 anos – a última vez que chorei assim foi na porta da geladeira, aos 15, quando tive distúrbios alimentares.
Antes que você pense “é claro que é doente, ela é gorda”, saiba que o nível alto de triglicérides não é exclusividade da gorda. É um problema de quem come muito carboidrato. A pessoa pode ser super magra, mas comer muito macarrão, arroz, batata, etc e ser pega pelo triglicéride.
A médica explicou: “você terá que cortar os doces, massas e trocar tudo pela versão integral. Adicione grãos, folhas e legumes na sua dieta e evite todas as frituras, macarrão e sobremesas”. Pensei: deus não dá asas às cobras. Logo eu, que não me importo em engordar, tenho que tirar todas as gostosuras da minha alimentação? E meu corpo? Eu gosto dele como ele é, não o quero mais magro!
Mas, para mim, se tem uma coisa mais importante que qualquer outra, é a saúde. Dito e feito. Troquei tudo no meu prato: coloquei muita alface, muitos legumes, cortei a fritura. Arroz? Só o integral. Refrigerantes, só a versão light ou água.
Isso foi em setembro do ano passado. Em outubro repeti os exames: PERFEITOS! Em um mês, com muita força de vontade, consegui abaixar para níveis normais os meus triglicérides. Todas as taxas (glicose, colesterol, etc) também estavam onde deveriam estar. Fiquei feliz e nunca mais voltei a comer como antes.
Isso já faz 5 meses e eu não emagreci nem 1 quilo. Não digo isso como um mérito ou demérito, mas me deixa nervosa quando ouço que gorda não se alimenta bem ou que gorda não é saudável. Ou, pior, que só é gorda porque não tem força de vontade para comer direito. E ainda aquela velha desculpa: quero emagrecer só uns 10 quilinhos por causa da saúde. Eu entendo que as pessoas precisem de uma desculpa para justificar sua vontade de ser magra, mas não me venha com esse discurso montado e que deixa subentendido que a gorda é doente (a não ser que de fato emagrecer seja uma recomendação do médico, aí sim faz sentido!)
Sim, eu como muito, eu como bem e eu não me esforço para emagrecer. Mas é porque eu quero. Eu não me preocupo em ser magra e não vejo como emagrecer acrescentaria na minha vida, uma vez que eu já estou com todos os exames saudáveis e com o corpo que eu tenho.
Estou cansada do velho discurso hipócrita de que o problema de ser gorda é a saúde. Porque só a saúde da gorda incomoda, quando a saúde é da magra, até quando é ruim, é boa.
Beijos de uma gorda, com exames perfeitos e uma alimentação regrada.
Olá queridas, a data do Fashion Weekend Plus SizeInverno 2014 foi divulgada! O evento que já está na 9ª edição mudou de lugar, agora os desfiles serão realizados no Auditório Elis Regina, em São Paulo, no dia 23 de fevereiro.
Como sempre, eu estou mega ansiosa pelo evento! Na última edição eu desfilei pela grife Marri Gattô, que vai participar de novo esse ano, e foi uma experiência única e divertidíssima. Eu tive a chance de ver as coisas por trás dos bastidores e entender melhor como funciona um desfile de moda plus size. E, olha, sempre digo que a cada edição o evento se supera! As marcas trazem cada vez mais tendências para as passarelas e dá pra sentir a evolução.
Veremos esse ano, né?!
Bom então, anota tudo aí:
“Fashion Weekend Plus Size Inverno 2014”
♥ Data: 23.02.2014 (domingo)
♥ Desfiles: a partir das 17 horas
♥ Salão de Negócios: a partir de 10 horas
♥ Local: Auditório Elis Regina – Palácio das Convenções do Anhembi
♥ Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana – São Paulo – SP
♥ Classificação: Livre
♥ Preço do ingresso: ainda não tem, mas nas outras edições ficava em torno de R$ 50
♥ Site oficial: www.fwps.com.br
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Quando tiver mais informações conto por aqui, mas já vai reservando a data e nos vemos por lá!
Em 2 minutos e ao som de um violino pesado, a corajosa Luiza Ribeiro expõe o que todas as mulheres (magras e gordas) sofrem: a crítica à tudo que supostamente está errado em nosso corpo. São as gorduras da barriga, a flacidez da coxa, as estrias…
Nesse curta, tão comum a nós que o vemos todos os dias perante nosso próprio espelho, Luiza “contestaa definição de um corpo belo mostrando que o sublime se encontra até em corpos esteticamente grotescos”, como define a própria autora.
Só discordo em uma coisa: não acho nada grotesco. Acho que cada parte do nosso corpo conta uma história, cada estria, cada gordurinha, cada celulite… Eu confesso que achei lindo e fiquei curiosa para saber mais da Luiza, e você? Aperta o play:
A Luiza contou ao Entre Topetes e Vinis como foi fazer o curta. “É um vídeo bem simples inspirado nas vídeo artes do início do cinema, mas para mim foi um grande passo em direção à autoaceitação. Colocar meu corpo escancarado na tela para todo mundo ver não foi nada fácil (ainda estou tremendo de pensar)”, confessa.
A cineasta ainda disse que o blog foi uma grande inspiração. Então, eu fico muitíssimo agradecida por inspirar esse tipo de obra! Muito obrigada Luiza, que venham muuuuitos mais! <3 Se quiserem seguir a Luiza e seus projetos, a página do curta Espelho Torcido é essa AQUI.
Por hoje é isso meninas, acho que a gente deveria espalhar esse tipo de vídeo pelo mundo para TODAS as pessoas se acostumarem com uma estética mais realista.
Olá queridas, faz tempo que estou com esse top cropped aqui para fazer um look e ainda não tinha pensado com o que usar. O top cropped na verdade tem que deixar a região do estômago aparecendo, então mais ou menos 1 palmo abaixo dos peitos. Enquanto isso, as calças ou saias têm que ficar acima do umbigo. Pois vejam, descobri que nem o topcropped pra gordinha funciona para mim!!! hua hua hua Pelo menos não na versão original.
O fato é que como eu sou baixinha e troncudinha, os tops que cabem no meu ombro são grandes e ficam muito compridos na barriga. Mas nada impede que eu os use com a calça alta. A Nadia Aboulhosn sabe super usar uns tops cropped em produções mega fashionistas, vale fuçar lá caso você queira deixar a barriga de fora!
Por aqui, o que temos é só um roupinha bacana, com top de estampa étnica e calça jeans plus size pra sair à tarde:
Olá queridas, as vezes bate uma dúvida na hora de colocar as pernas de fora e usar saias e vestidos acima do joelho. Sabe como é, né? Por mais que a gente seja racional, rola uma insegurança (proporcional ao nível da TPM). A gente engorda e não é só o número da calça que aumenta… A quantidade de celulites e estrias também! Aí você coloca um vestidinhoe percebe que quando dá um passo, o músculo da coxa se contrai e os buraquinhos ficam ainda mais aparentes. Você fica super chateada, resolve tirar o vestido e voltar para a velha calça preta, que esconde tudo, só “enquanto você não volta a emagrecer“.
Mas sabe de uma coisa, você pode emagrecer daqui a 1 mês, daqui a 1 ano ou nunca! E aí? Vai ficar se privando de usar saias e vestidos incríveis, passando calor, deixando sua autoestima de lado e todo o potencial que você tem de ficar linda e alegre, sabe-se lá Deus quanto tempo?! NÃO!
Meu coração se parte quando ouço “preciso só emagrecer XX quilos para ser feliz por completo”… Então, minha flor, você nunca será feliz. Depender do peso é uma prisão eterna. Você não pode colocar a condição da sua felicidade em cima de aparências, porque a gente envelhece, nosso metabolismo muda, os padrões mudam. Viver em função do corpo é muito pequeno perto da mulher incrível que você pode ser!
Quando pensar em trocar uma roupa que você estava looouca para usar, por outra que esconde o seu corpo e é a opção mais “segura”, pense que este é o corpo que você tem hoje e a vida que você tem neste momento. É este corpo que te leva para onde você precisa ir e que te permite ser quem você quiser. Então, aproveita! Bota essa saia aí, os braços de fora e tudo mais que tiver vontade de usar!
Bom, uma coisa que me ajuda é olhar outras meninas que também têm celulite e estrias, não estão nem ligando e ficam incríveis em suas roupas fresquinhas. Então, coloquei os braços e pernas de fora, com o vestido azul Klein e rasteirinha chique (o blazer tá aí pra completar a produção e porque aqui em SP tá rolando um ventinho gelaaado de noite, mas durante o dia nem fiquei passando calor com ele). Fica a inspiração!
SERVIÇO:
♥ Vestido > meio antigo e eu não sei exatamente de onde, mas comprei há mais de 1 ano em uma loja de departamento (Renner ou Riachuelo)