C&A e a propaganda ENGANOSA: close erradíssimo!

Cara amiga gorda, você que acompanha esse e tantos outros blogs, se você ainda não viu a campanha da C&A, já aviso: NÃO SE ABALE. O que você vai ver é uma campanha de marketing mal feita, que tenta se apropriar da nossa luta para reafirmar ainda mais os padrões estéticos de magreza.

A modelo escolhida é a Malu, que veste 44/46 no máximo, ela é linda e talentosa, mas não é gorda e também não acredito que ela passe por um décimo das dificuldades e preconceitos que as gordas passam no dia a dia – como por exemplo tentar achar uma peça que sirva dentro de lojas de departamento, pra dizer o mínimo. Se o objetivo da campanha é mostrar que a indústria esteve errada por tanto tempo e que SIM a gorda pode ser sexy, por que raios a campanha resolve representar a gorda com uma mulher que NÃO é gorda?!?! 

propaganda engonas cea

O problema de uma campanha mentirosa – não nas palavras, mas na imagem – é que ela reafirma para todas as mulheres que AQUILO é o aceitável de ser gorda. Quer dizer então que ser magra é só se você vestir 38? Qualquer coisa acima do corpo de uma modelo de passarela, já pode ser considerada gorda?! OI?!?! Na verdade, o bonito pra gorda é na verdade ser magra… DE NOVO, GENTE?! Quando vamos parar?  Onde vamos parar?

Eu te digo: vamos parar em um monte de jovens com distúrbios alimentares. Vamos parar com um monte de mulheres infelizes com seus corpos, se submetendo a situações perigosas para mudarem o que veem no espelho. Vamos parar com um monte de mulheres traumatizadas se esgoelando na academia para serem uma gorda como a Malu OU para deixarem de ser gordas como a Malu e tentarem se encaixar em um padrão de magreza CADA VEZ MAIS MAGRO.

A Malu é linda, gente, mas ela não é gorda. E levar as mulheres a acreditarem que ela é só dá resultados ruins. Para as mulheres que não se aceitam e querem ser magras, faz com que esse objetivo fique ainda mais longe e ainda mais inatingível. Como ainda tem gente (muita, infelizmente) que considera gorda pejorativo, imagine o que pensam essas mulheres ao ver uma modelo como a Malu, que é só curvilínea, estampando a palavra gorda? Já estive no lugar dessas mulheres, quando eu era mais nova eu queria ser magra como a Malu, ter pernas finas e esquias, barriga sequinha, peitões. Aparentemente, seguindo essa campanha, eu nem sei onde eu iria parar, porque se a Malu é classificada como gorda, o que eu teria feito para ficar magra?! Reflita!

Para as mulheres que são gordas, faz com que a gente se sinta fora do nosso próprio segmento. Como se tudo aquilo que tem a ver com a nossa realidade – gordurinhas saltando para fora do jeans, culotes, celulite, gordura interna da coxa – ainda fosse algo realmente feio para se mostrar e, portanto, devesse ser substituído pela imagem mais magra de uma gorda que eles puderam achar.

Mais uma vez: eu não teria problema algum em ver a Malu estrelando a campanha de uma marca como a C&A, acho ótimo que as curvilíneas tenham seus lugares e torço para que a gente tenha uma diversidade maior de modelos mesmo! Mas já que é pra ser uma campanha cheia de representatividade, por que não colocam a Malu como curvilínea e uma modelo maior, como a Mayara Russi, por exemplo, como gorda?  

Ai, ai… A indústria da moda as vezes é tão cansativa. Se por um lado cada dia vejo mais inclusão, por outro vejo marcas e agências de publicidade tentando pegar carona nas lutas como um jeito de lucrar. Veja, eu não teria problemas com o lucro, contanto que finalmente a indústria fizesse com que cada garota se sentisse parte dela, mas a questão é que alguns closes erradíssimos só fazem com que nós, as margens da sociedade (gordas, negras, gays, trans, etc), nos sintamos ainda mais ERRADAS, como se até mesmo dentro da nossa própria causa, tivéssemos que mudar e nos encaixar dentro de um padrão.

Que vergonha! Que vergonha de ver uma marca se apropriar do nosso discurso de liberdade, do nosso discurso de aceitação, das nossas palavras de incentivo diário, para continuar a martelar nas cabeças das mulheres VELHOS E ULTRAPASSADOS padrões de beleza. 

Eu me sinto ultrajada e enganada. Não se engane: subjetivamente essa propaganda apesar da modelo plus size, não tem NADA de inclusiva e realmente só ajuda a reafirmar os padrões de magreza, mas fica a dica, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor:

De acordo com o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a ideia da publicidade abusiva está ligada à valores morais e atuais acontecimentos da sociedade. Em geral, é a publicidade que contém objetiva ou subjetivamente um discurso discriminatório ou preconceituoso. Idec, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Bom, nem sei mais o que dizer sobre isso, mas como a blogueira Kalli Fonseca, do Beleza Sem Tamanho, falou: “nem precisamos pensar em boicote já que a marca já boicota as gordas, não tendo nada que nos sirva nas araras”… Isso porque não é a primeira vez que a C&A dá mancada com as gordas (relembre a campanha da Preta Gil aqui), vamos colocar uma gorda empoderada na equipe de marketing, vamos?! 

Infelizmente, é isso

BJÓN

Ju Romano

Uma gordinha, de cílios longos e pernas curtas. Defensora da liberdade de ser quem e como a gente é, sempre com muito amor próprio.

46 Comments
  1. Eu tenho 1,60 de altura e estou com 82kg, manequim 44/46. Sei que não passo por metade dos problemas que muitas de vocês passam, mas por outro lado, mulheres como eu ficam sem lugar. Neste momento estou justamento procurando aqui na net algo que levante minha auto estima, roupas que me fazem sentir melhor e mais atraente. Roupas em que me sinta confortável e ao mesmo tempo bonita. No momento eu só tenho roupas apertadas ou que salientam aquilo que não gosto, como braços e pernas grossas. Mas infelizmente o que encontro hoje na net são roupas plus size ou moda comum, para MAGRAS. Acredito que na prática as regras devem seguir a mesma direção, sendo pluz size ou estando acima do peso, pelo menos é nisso que estou investindo no momento. Se alguma de vcs tiverem uma página para me indicar, onde eu possa encontrar essas dicas, eu agradeço. Sobre o post, acho válido sim o protesto quanto a campanha e infelizmente existem muitos monstros nesse mundo que pensam coisas absurdas sobre a obesidade, como pude ver em alguns comentários. Porque será que existe pessoas com tanto ódio de gordo? Que horror gente!!!

  2. A prova de que essa propaganda é mal feita é a frase “sou gorda sou sexy” estampada entre as duas fotos. Se essa mulher fosse realmente gorda, não precisaria de uma frase tão “óbvia” pra explicar pro cliente o objetivo “inclusivo” da campanha.

  3. e essa indústria da magreza só piora…
    eu por exemplo, q sou magra, a numeração na arara q me cabe confortavelmente é a G.
    sempre penso q as pessoas perderam a noção de medida e proporção!
    sempre tive dificuldades em comprar roupas para minha mãe. além da numeração ser impossível,qdo encontrava eram os mesmos modelos, as mesmas estampas e as mesmas cores.
    a indústria da moda, nesse sentido sempre foi lamentável e ridícula.
    ao ler seu artigo (nem vi a campanha – gracias por isso) tristemente constato q ainda arrumaram um jeito de piorar a questão.

  4. Olá Ju Romano,

    Entendo vários pontos do seu post e a razão da sua indignação, mas lendo sua entrevista com a Justine LeGault aqui mesmo no seu blog, vi a seguinte pergunta da sua parte:
    “Existe um forte movimento que acredita que as modelos plus size menores (tamanho 46/48) só ajudam a reafirmar um padrão corporal magro. Qual sua opinião em relação a isso?”
    E a resposta dela: “Eu não concordo com isso, porque não é sobre o seu tamanho, mas sim sobre a mensagem que você passa. Minha melhor amiga é provavelmente a menor pessoa que você vai ver, ela é muito magrinha, e ela me diz que eu a ajudo a se aceitar, apesar de sermos totalmente diferentes. Não acho que tenha um “tamanho ideal” pra nada, acho que todo mundo tem seu espaço. Eu não estou lá pra defender um tipo de pessoa, estou lá pra defender diversidade e igualdade mais do que um tamanho.”

    Onde quero chegar? Aqui no seu post, você reclama que a Malu é tamanho 44/46 no máximo e que por isso não deveria ser considerada gorda e que a C&A está promovendo propaganda enganosa, eu sinto muito, mas acho que esse tipo de comentário seu é que segrega o grupo, pois eu uso manequim 44/46 e sou sim gorda, sei que sou, não me sinto bem com a imagem que vejo no espelho até porque sempre fui magra e de uns 7 anos pra cá tive problemas hormonais e engordei muito, o que só me fez me odiar e não conseguir emagrecer, não me sinto bem com as roupas que encontro nas lojas, sou baixinha pra piorar e não me aceito não por conta dos padrões de moda ditados pela sociedade, mas pelos meus mesmo, pra mim não estou bem e não quero ser assim, porém ler você dizer que quem usa 44/46 não é gorda me fere, não porque eu queira reivindicar ser gorda, não, longe de mim, pretendo voltar a usar 36/38 porque esse é meu peso de saúde, o peso em que não tenho crises de asma ou que me faz ter problemas sérios de refluxo, problemas nas articulações etc, porque sim é legal se assumir e se aceitar, desde que ser gordo não seja prejudicial à sua saúde e no meu caso é, por isso eu pretendo emagrecer, porém enquanto continuo no meu 44/46 acho errado alguém que usa sei lá qual manequim vir dizer que quem usa 44/46 não é gordo e não passa pelos mesmos problemas das “verdadeiras gordas”.

    Você fala do preconceito da marca mas está sendo tão preconceituosa quanto, querendo determinar que existem “verdadeiras gordas” com manequins de tal à tal e as “falsas gordas” com manequins tal e tal, você critica a ditadura da moda e usa os mesmos termos que eles – o tamanho do manequim – pra decidir quem pra você é gorda ou magra, você diz que a Malu não passa pelos mesmos problemas que as “gordas” passam, você não vive na pele dela, nem na minha, vamos falar de todas as diferenças então, eu tenho 1,50m, quando vou comprar uma calça jeans, uma saia longa ou um vestido longo, não posso escolher modelos com detalhes nas barras já que serão totalmente cortados, mais de 30cm de qualquer roupa será cortado isso se chama prêt-à-porter – vem do francês e significa – pronto ao uso o que implica estabelecer padrões para que uma grande parte da população se encaixe nesses padrões, é uma merda né? Mas faz parte da vida e das dificuldades pelas quais toda baixinha ou todo baixinho passa em sua vida e quando você é gorda e baixinha fica pior ainda, por isso segregar as pessoas de um mesmo grupo definindo que alguém não é suficientemente gordo pra ser definido como gordo, ou não é escuro o suficiente pra ser considerado negro, nem baixo o suficiente pra ser considerado anão e sei lá mais o quê é criar grupos dentro de grupos e nessa mania os rótulos só vão aumentando e as pessoas se sentindo cada vez menos representadas, menos verdadeiras, menos integradas…
    Sinto muito, mas nessa história quem errou foi você e todas as que acharam que a Malu não representa mulheres gordas, você aliás a definiu como corpulenta… ou seja mais uma definição dentro de uma definição… como disse a Malu, deixa a C&A tentar, ao menos estão tentando, se você ainda não se sente representada ok te entendo, mas continue lutando para ser representada ao invés de tentar retirar a representatividade conquistada por algumas.
    Espero que você não se ofenda com a minha opinião, já que o espaço está aberto me senti no direito de dizer o que penso.
    Abraço
    Greisse Nilly Fernandes Blayac

    1. certa! me sinto como vc. nunca tive 84kg e agora estou c esse peso depois da gravidez. Nao é facil nao ta sendo facil. Sempre fui magra.. E agora estou cheia de problemas hormonais e estou na luta de aprender a me amar e me cuidar.. p nao enlouquecer nem me peso mais.

      tenho 1,71 84kg

  5. Aquela frase:Foi triste,
    Foi não…
    É triste C&A.
    Só tenho duas opções de lojas de departamentos que tem grades maiores,e mesmo assim deixei de frequentar uma por mau atendimento e a outra não anda bem das pernas na questão de modelos para tamanhos maiores,as formas das roupas são tipo lona de circo ou formato Bob Esponja,uma trema sacanagem conosco consumidora acima do peso:-$

  6. Ju eu uso 44 e muitas vezes fui chamada de gorda, olha q não foram poucas!
    Pode ser um baita de um engano, mas existe sim muitas pessoas que acham o 38 o normal.

  7. É uma questão de mercado. Nem as gordas que vestem acima de 46/48 compram roupas quando são apresentadas em modelos muito obesas, pq achamar feio e não se identificam. Quando o preconceito sair da cabeça das gordas, a C&A poderá investir em outro tipo de modelo PLUS siZe. Eu, particularmente, acho horrível todas as roupas em mulheres que vestem acima de 50, pq geralmente esse biotipo têm muita barriga. É minha opinião. Assim como acho horrível mulheres secas demais com pernas de cambito. Essa modelo é tudo o que a C&A disse: linda, gorda(gordinha) e sexy

    1. SOPA has NOT been poptosned to 2012! The Committee members who support SOPA quietly changed the hearing date to the 21st, trying to trick the American people into thinking it was over for the year. This is dirty politics and should be illegal. Fight back. Let them know this is not over.

  8. Não trocaria uma palavra da sua postagem, Ju.
    Inclusive você cita a coleção da Preta Gil, Special for You, que ficou na C&A por um tempo e depois saiu total de linha. Perguntei em algumas lojas se era a loja que não tinha mais as peças de tamanho grande e me disseram que não, a C&A não tinha mais a marca.
    Quer dizer que gorda tem que estação de compra? Depois que termina a temporada querida, só quando a gente resolver fazer campanha publicitária nova?
    FALA SÉRIO! Por isso que curto a Marisa, que cada vez mais cresce a coleção plus size, coloca modelo plus de verdade na propaganda e ainda oferece roupas lindas e não somente aquelas blusas horrorosas com estampas gigantes de flores, porque também tem isso né. Nós gordas e jovens estamos gordas antes do tempo, porque quase não se vê MODA PLUS SIZE moderna, estilosa e jovem em lojas de departamento e acabamos tendo que nos render a marcas maiores e mais caras.
    Ai, desabafei. hahah

  9. é realmente lamentável. isto vem acontecendo com muita frequência, e vários sites que vendem moda “plus size” (detesto este termo. prefiro a nomenclatura gorda)
    na maioria deles, mulheres magras vestem os vestidos que vão de PP a GG, XG, etc.
    porque não colocam duas modelos em tamanhos pequenos e grandes?
    além disto, em boa parte deles, a numeração termina no GG que, como vc mesma colocou, na verdade não representa uma mulher gorda. está, no máximo, para alguém um pouco acima da média.
    sou e sempre fui gorda e, nem por isto, deixo de gostar de me produzir e me sentir bonita.
    um grande beijo

  10. o problema não é ser ou não ser gorda. O problema é usar 52, 54, 56 ou qualquer numeração próxima, pesar 90, 100kg ou mais qnd deverias pesar no máximo uns 80 (e estou exagerando), ter o IMC super acima da média e achar que está saudável. Problema pior ainda é querer que a loja e o mundo apoiem a falta de saúde. Não sabe o que é o IMC? indice de massa corpórea. O cálculo é bem simples e há uma tabela usada por nutricionistas. Portanto gente, menos mimimi. Desde que o teu IMC esteja na média, teu peso esteja de acordo com a tua altura, tudo bem. A hora que tu achares que usar um tamanho 58 com 1,60 de altura é normal e deve ser aceito pela sociedade, não precisas de nutricionista. Precisas de um psicólogo URGENTEMENTE.

    1. não precisa ter mais de 100kg pra precisar usar tamanho 52, EU por exemplo estou dentro do meu “peso ideal” mas sou considerada gorda, e preciso usar tamanhos 50/52 porque tenho muito peito. agora me diz, tenho que fazer redução nos seios porque a sociedade acha inaceitável um manequim 50??? você sabe a dificuldade que é achar um sutiã tamanho 52??
      não cabe a sociedade decidir o que é ou não aceitável, e essa desculpa de que é “por saúde” é só mais uma maneira de mascarar o preconceito. ter um sobrepeso aumenta chances de certas doenças, mas não necessariamente as causa. não é porque sou considerada gorda/baleia/obesa que eu sou sedentária e tenho alimentação ruim, da mesma forma que ser mais magra não significa que ser saudável. beijos de luz (:

      1. Cara GIRL, sobre a função do IMC, vc deveria rever seus (pre)conceitos: essa tabela não serve pra dizer se uma pessoa é saudável ou não, até pq massa corporal não revela índices que podem ser avaliados apenas com exames clínicos detalhados. Não quero dizer que obesidade, ou mesmo magreza em excesso, não possam acarretar problemas de saúde. Apenas acho que pessoas como vc deveriam procurar entender mais daquilo que defendem antes de ficar vomitando ignorâncias.

  11. Olá Ju!!!
    Realmente a c&a não é uma loja para gordas frequentarem, eu uso tamanho 52, fui a loja atrás de uma calça, e fui informada que a loja só trabalha com tamanhos até 48. Acho que eles precisam aprender mais sobre o que é “gorda e sexy”, podemos ajuda- los né?!?!😉😉

  12. E o pior disso tudo é você querendo rebater com “que veste 44/46 no máximo, ela é linda e talentosa, mas não é gorda e também não acredito que ela passe por um décimo das dificuldades e preconceitos que as gordas passam no dia a dia – como por exemplo tentar achar uma peça que sirva dentro de lojas de departamento, pra dizer o mínimo”

    Tenho 19 anos e sempre usei 46 (pra cima) (acima do peso e vivo sofrendo com distúrbios alimentares, chegando a ficar internada) e SEMPRE SEMPRE SEMPRE tive problema para achar alguma calça/roupa que servisse em mim, enquanto minhas amigas magras achava de primeira na própria c&a (que hoje em dia, que está começando a pensar em nós…ou não)
    Eu entendo o que você quis fazer, mais não acho justo dizer que a MESMA não é gorda e não tem problemas em arrumar sem sabermos como ela se considera e se já teve esses mesmos problemas

    1. eu já usei calças do 42 ao 48 e todas foram dificeis de achar nesse tipo de loja, o máximo que conseguia era aquelas que dão uma ~~esticada~~, e as blusas que na maioria são meio transparentes e justas também é um tormento :/
      mas de uma forma ou outra, a gente sempre consegue achar algo que sirva, mesmo que mais ou menos.
      então entendo o que elas querem dizer, até porque atualmente meu busto é 50/52 então NADA em lojas como C&A e Renner servem em mim na cintura pra cima, só Marisa “tamanhos especiais” e olhe lá

  13. Tem um close errado seu também,por que eu visto 44/46 e sou gorda . Ela so n aparenta por ser alta . Tudo bem que essa campanha reafirma um padrão de gorda que existe . mas dai a dizer que ela é magra pq usa 44/46 ? que ela n passa pelo que passamos nas lojas .Se for assim eu também não deveria passar e a cada ia em uma loja eu voltava chorando, por nao encontrar uma short e uma blusa ou ate uma calça . a pessoa é gorda so pq ela n encontra roupa ? virou um quantitativo “ah eu tenho mais dificuldade deachar roupa que vc entao sou mais gorda” .

  14. Adorei seu post….É isso mesmo um absurdo essas campanhas,temos que colocar a boca no trombone pra todo mundo ver a loucura que é isso.Parabens e adoro seu trabalho!

  15. Juh a exclusão já começa as agências renomadas em que modelos de grandes campanhas são escolhidas. Sou modelo Plus 52 já ocorreu da agência analisar meu material bater a polas e quando chegar na parte final de pedir as medidas e manequim eles nem si quer responderam. Pois não há espaço pra gorda, apenas pra curvy. Atualmente jamais uma modelo tamanho 50 ou 52 será representada por uma agência renomada a não ser que ela tenha algo a mais pra vender como seguidores e fama. É a realidade.

    Adimiro o trabalho curvy e já fui uma! Mas mascarar o tamanho curvy como plus não é legal.
    E hoje me vejo infelizmente fazendo dieta pra sobreviver financeiramente com minha profissão, já que quase não há mercado pro meu tamanho, da pra contar em uma mão as marcas que aceitam sem vergonha ou medo ser representadas por uma modelo acima do 50, 52.

    Duas ou três marcas no máximo. O restante tem como base o argumento de que não fica bonito fotografar acima do 46 (sim eu já escutei isso de uma marca quando eu usava 48) ainda cogitaram “será que não dá pra dar um jeitinho? Será que você não cabe no 46? Pois só batemos fotos no 46”

    A diversidade de biótipo é linda! Tem que ter modelo curvilíneas e modelos gordas também, assim a marca pode escolher melhor o que si encaixa com seu objetivo. Mas quando na hora de escolher a agência tem um casting apenas curvilíneo fica injusto com os outros biótipos, tamanhos maiores.

  16. Olha, na minha humilde opinião, tem um monte de coisa errada, muitas distorções, inclusive neste post. Manequim 44/46 são basicamente para pessoas gordas, sim. Acima do peso, sim. Mas tbm existem outros tipos de corpos, onde esses manequins tbm se encaixam.
    O problema é que estão querendo chamar de gorda apenas as pessoas q sofrem d obesidade mórbida.
    Gente, pelo amor de Deus, não estou sendo preconceituosa, estou sendo realista. Meu marido usa manequim 44 e é gordo!
    O que vai interferir no tamanho da sua roupa, não é apenas a sua silhueta, mas tbm a sua altura. Se vc tem tem 1,60 d altura e pesa 90kg, vc é gordinho e usa roupa 44/46, mas se vc tiver 1,80 e esse msm peso, vc TBM vai usar manequim 44 e não será gordo.
    O problema está muito mais ligado à aceitação.
    Hj em dia tudo é muito imposto pela mídia, por pessoas, por rótulos.
    A tentativa da campanha em aumentar a auto estima, pode ter saído meio distorcida e não colou, mas se VOCÊ não gostou, simplesmente não compre, não use! Mas tentar influenciar as pessoas a não usarem pq vc não gostou da propaganda é bem piegas!

    1. Estou realmente tentando achar uma maneira educada de te perguntar o que você está fazendo participando desse post… mas mesmo apoiando a democracia, tá difícil, viu? Ou você acha normal fazer uma propaganda onde a descrição vem tipo assim: “Cego, mas sexy”, ou “Perneta, mas sexy”? Ou talvez possa te esclarecer melhor ao dizer: o fato não é o da palavra ser gorda, ou cheinha, ou bolinha, ou o caramba a quatro: o fato que dói e incomoda sao pessoas que insistem em classificar a beleza do ser humano em caixinhas pré-fabricadas dentro da cabeça delas.

  17. Quanta problematização. Chiam por tudo, se não colocam gorda na propaganda vcs acham ruim, se colocam também acham ruim! Menos mimimi faz o favor aê, sou gorda e adorei a propaganda da C&a

  18. Ao ver essa propaganda da C&A, fiquei ofendida e com raiva: raiva de uma empresa multinacional que ainda tenta impor seus padrões de manequim ao público, e mesmo indiretamente trazer à tona aquele sentimento de que não me encaixo, de que há algo errado com meu corpo. Será que o diretor de marketing da rede, que dá o aval para qualquer campanha contratada, não pensou no alcance negativo desta proposta, na exclusão direta de metade ou mais da população?

  19. Adorei o post, e realmente a C&A fez uma campanha totalmente preconceituosa. Eu sou gorda e não me abalo com esses tipo de campanha, mais infelizmente muitas acabam entrando numa paranoia de emagrecerem para se sentirem sexy. Fico tão feliz de ter MULHERES como você em nosso meio que incentiva a mulher gorada a se sentir linda e gostosa mesmo com o peso fora do padrão. Infelizmente enquanto houver pessoas desse jeito que sempre impõe que a mulher tem que ser magra ser linda, vamos ter gordofobia. Mais espero que as mulheres não se abalem por isso, pois somos lindas e gostosas sim, independente da aparência estética.

    Beijos Ju.

  20. Como a Mariana postou no Facebook, no episódio de C&A e o close errado de hoje, temos a Gorda de Taubaté.

    Não é mais possível falar que não entende o que é representatividade, pois, como você mesma falou, o que não falta é exemplos de marcas e campanhas apontando pra direção certa. Isso aí já é falta de vontade de acertar, mesmo, a mentalidade mesquinha que inclusive atrapalha a marca de faturar com um público que tem poder aquisitivo e que se distancia cada vez mais desse lugar.

    Nada de novo sob o sol, close erradíssimo MESMO!

    1. They sound delicious! I will be putting these on my list of cupcakes to make. I want to bake more so one of 101 things in 1001 days is too bake a cupcakes once a month for a year. I am going to start in January and try a new flavour each month. These will definately be making an apaaerencp.

  21. Ju, eu uso 44/46 e sim eu me sinto gorda, sim tenho dificuldade pra achar roupas do meu tamanho e que vistam bem, minhas pernas não são fina e minha barriga por mais que não seja grande nas roupas padronizadas das grandes marcas a evidencia, fui chamada de gorda a minha vida toda , isso por que antes eu usava 42, tudo que passou de 40 é sim considerado gordo pela nossa sociedade , infelizmente nesta parte eu tenho que discordar da sua matéria, não é por que ela use 44 que ela não tenha passado por dificuldades, sei disso por que eu passo diariamente , a malu só conseguiu assim como vc uma maneira de se achar bonita como ela é, eser sexy como ela, sim é close super errado da c&a está campanha,mas pode dizer com toda certeza que a Malu deve ter ouvido diversas vezes , vc é tão bonita , por que não faz um regime, ah vc tem um rosto lindo ( vamos enfatizar o rosto mesmo) e também ah você não é gorda você tem um corpão, a luta é a mesma, então não menospreze a luta de alguém por que ela usa 44 por que eu uso e eu não consigo comprar uma roupa pra valorizar meu corpo em lojas de departamento

  22. Realmente, Ju, visto 44, sempre comprei na C&A, algumas vezes na seção “plus size” sem nunca me achar gorda. E não sou gorda. Mas estou longe de ser magra, de cintura fina etc. E realmente o fato de ir lá e comprar uma roupa da seção plus size deles nunca me colocaria no lugar das gordas, pra começar pq elas n achariam roupas q servissem lá. Não sei o que é passar pelo q vcs passam.
    Se essa propaganda chegar a atrair algumas gordas (acima de 46) o que vai acontecer? Elas vão chegar lá e não vão achar roupa. Ou seja, são gordas “fora do padrão de gorda”. Que p* eh essa? Lamentável essa campanha…

  23. Ju, muito obrigada por esse texto!!!! Li pensando exatamente em todas as situações que já passei a vida para tentar me enquadrar e como fiquei frustrada todas as vezes por não atingir o padrão. Como, na condição de criança, queria ver mulheres que parecessem comigo e sempre sofrer por não encontrar oq procurava. Essa propaganda da C&A é exatamente isso que vc colocou. É se aproveitar de um grupo que está sim crescendo na luta por seus direitos (estamos buscando empresas que entendam nossas demandas e se não fizer, tchau tchau), porém, mais uma vez deturpando e, mais uma vez, criando um padrão.
    Novamente,muito obrigada pelo texto.

  24. Ju, certa vez questionei a C&A no meu instagram sobre a volta dos tamanhos grandes e eles disseram que eles voltariam. Eu fiquei toda feliz e crente que realmente isto aconteceria. Eu e mais um monte de leitoras. Ficamos na expectativa! Até achamos que seria uma nova estratégia de marketing! Ledo engano! Isso tem mais de 6 meses e NADA! É um abuso, uma vergonha! C&A, você NÃO me representa!!!

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