Olá queridas! O tema de hoje é muito gostoso ♥ Leitura, ilustração e quebra de preconceitos (acho que é o meu top 5 de temas favoritos com moda e música). É que saiu o livro Mulheres de Carol Rossetti! Se você não conhece ainda, tudo bem, te conto um pouco. A Carol começou a fazer sucesso ano passado, em 2014, quando espalhou seus cards ilustrados pela internet em uma luta contra diversos tipos de preconceito. Eu cheguei à Carol por conta desses 2 cards em especial:
E aí quecomecei a ver todos os outros cards liiiindos, defendendo todo tipo de mulher com todas suas características diferentes. Ao mesmo tempo que é libertador dá até um pouco de raiva de ver como nós sofremos com as regras que nos são impostas diariamente, com os julgamentos, com o machismo, com o body shaming e com todo tipo de preconceito. A Carol tem um posicionamento super bacana e digno de ser levado para a vida:
[blockquote author=”Carol Rossetti, autora do livro Mulheres” pull=”normal”]”Todos travamos batalhas internas e enfrentamos desafios diariamente, e é importante respeitarmos o fato de que há muito mais no outro do que o que enxergamos em um primeiro momento”[/blockquote]
Bom, aí que essa mineirinha de 27 anos conquistou TANTO as ~moliéres~ que seus cards foram traduzidos em 15 línguas e se espalharam pelo o mundo. Agora, esse ano, saiu o livro Mulheres que reúne em 160 páginas muitas frases e desenhos inspiradores e libertadores. O livro Mulheres saiu pela editora Sextante e está à venda por R$ 39,90 (na Saraiva por R$ 31,90!) mas é do tipo que deve virar objeto de decoração e ficar na mesa de centro da casa, para que TODO mundo que chegue possa dar uma folheada.
Enfim, estou apaixonada pelo livro e já vai para a mesinha da sala na minha casa nova junto com o kit fofo que veio por causa da divulgação do lançamento, com alguns esmaltes e escalda-pés da Granado em uma caixa ilustrada ♥ Acho bacana quando as marcas se posicionam e apoiam nossas causas >.<
Enfim, vocês conheciam o livro já? E as ilustras, já viram passeando pelas timelines? Me contem TUDO e fica a dica de presente MUITO legal pras amigas que fazem aniversário ♥
Por hoje é isso, curtiu? Compartilha com as amigas e deixa sua opinião aí nos comentários
Segunda-feira fui a um desfile e encontrei aRenata Poskus Vaz, organizadora do Fashion Weekend Plus Size, empolgada ela me contou que a primeira modelo plus size transexual do mundo vai desfilar no FWPS este sábado! Confesso que fiquei realmente MUITO feliz e orgulhosa, porque afinal o que estamos querendo mandar de recado é que TODA mulher pode ser e se sentir linda – toda mulher mesmo, sem exceção.
Seu nome é Renata Montezine, ela tem 24 anos e 1,70m de altura, manequim 46 e nasceu mulher, mas em um corpo de homem. Apesar do preconceito, apesar das dificuldades e de tudo que qualquer outra pessoa poderia falar por aí, Renata assumiu sua feminilidade e mostrou que a gente pode SIM ser o que quiser. Renata não é SÓ a primeira modelo plus size transexual, ela é um exemplo de que com força de vontade, autoestima e foco nós podemos conquistar todos os nossos desejos. Ela é de verdade uma modelo: uma modelo de mulher forte, inspiradora e muito guerreira.
Bom, aí que eu PRE-CI-SEI conversar com a primeira modelo plus size transexual do mundo e não para saber detalhes a respeito de seu corpo – como eu sempre digo, o corpo de cada um é da conta apenas de cada um – mas para saber quais são as expectativas e o que tudo isso significa para ela. Achei as respostas inspiradoras, olha só:
♥ Ju entrevista: Renata Montezine, a primeira modelo plus size transexual do mundo ♥
Ser modelo sempre foi o seu sonho?
Ser modelo é sempre um sonho, acho que de todas as meninas. Porque tem aquela coisa de glamour, de estar sob os holofotes. Mas é aquilo: 1 em 1 milhão vira uma Flúvia Lacerda. Aí eu pensei “vamos tentar”, mas ficava na dúvida por ser gordinha, então resolvi pesquisar mais sobre o mundo plus size. Mas sempre tive esse sonho, sim.
Como foi o processo de realização? Por onde você começou?
Algumas amigas minhas começaram a me falar que eu tinha porte para ser modelo. Aí eu falei: quer saber de uma coisa, eu VOU atrás disso. Foi aí que eu procurei a Renata Poskus Vaz, organizadora do FWPS, sem dizer que eu era transexual. Ela falou que eu tinha chance sim de virar modelo pela minha beleza, aí que eu falei para ela que eu era transexual e ela AMOU a ideia.
Em algum momento você pensou que não ia dar certo? Achou que ia desistir?
Teve um momento que pensei em desistir pelo preconceito, porque como eu sou uma modelo transexual e plus size eu vou carregar 2 preconceitos nas minhas costas. Aí teve uma fase que fiquei meio na dúvida, pensei “será que eu tento?”…. Só que na vida a gente não consegue NADA sem tentar. Então eu tentei e realmente deu muito certo.
Você sempre foi plus size?
Na adolescência eu tive aquela fase que toda mulher tem de querer emagrecer e cheguei até a ficar magra com aqueles regimes loucos. Mas depois, tomando hormônio, comecei a engordar de novo. E eu acho que todas as mulheres têm que se aceitar do jeito que são, porque cada uma tem sua beleza própria, sendo magra, alta, baixa, branca, negra… Nós somos bonitas do jeito que somos!
Como sua família lida com isso?
Meus pais sempre me apoiaram, eles são meu alicerce, meu ponto de referência e minha mãe é minha maior inspiração para mim. Minha família me deu muito incentivo. Falou que se esse era meu sonho, que eu tinha que correr atrás, que eu sou capaz de tudo!
E como você está sentindo a reação das pessoas à sua aparição?
Bom, a reação está sendo bem legal não recebi críticas pesadas, teve um comentário preconceituoso e ofensivo em um site, mas é como eu falo: o preconceito sempre vai existir. Nem Deus agradou a todos, quem sou eu para agradar, né?!
Que recado você manda para as meninas que não têm tanto apoio assim da família? E para a família que não apoia?
Meu recado é o mesmo para todo mundo. Se você tem uma filha que nasceu gay, transexual ou gordinha, os pais têm que amar os filhos do jeito que eles são. As pessoas não pedem para nascer assim, elas simplesmente acontecem. Os pais têm que dar amor e carinho, porque não é porque a pessoa é plus size ou transexual que ela não vai dar orgulho para os pais. Eu sou transexual e estou dando muito orgulho para os meus pais!
Você acha que se expor nas passarelas pode inspirar outras mulheres a se aceitarem melhor e até inspirar as pessoas transgênero a realmente se assumirem?
Eu acho assim, se eu tenho capacidade para ser modelo, eu tenho capacidade para trabalhar em qualquer outra área, eu posso ser vendedora, médica, aeromoça ou até uma policial. A gente tem que mostrar que é capaz como qualquer outra mulher ou homem. Somos como qualquer outro ser humano. Eu acho que vai dar uma força para mostrar para as pessoas que a gente pode fazer o que quiser. Eu estou aqui para quebrar os tabus também e mostrar para sociedade o que a gente é capaz.
Manda um recado final para as leitoras do Entre Topetes e Vinis:
Pra finalizar, eu acho que as meninas têm que se aceitar e se amar do jeito que elas são. Independente do que elas tenham, se são gordinhas, trans, magras, etc, elas devem se aceitar e conviver com as mudanças da vida. Em primeiro lugar é importante ter amor próprio, você se amar do jeito que você é.
Equipe do Editorial Rebel Foto: Binho Martins/ Assistente de Fotografia: João Marcondes/Beleza: Tchelo Mello/ Assistente de Beleza: Heverthon Martins/ Direção e styling Thiago Gandra
Bom, independente do que sua religião te ensinou e do que você acha certo ou errado, o importante é RESPEITAR todo e qualquer ser humano. E se tem uma coisa que a Renata Montezine sabe é respeitar não somente outros homens e mulheres, como respeitar seus gostos e quem ela é.
Em uma hora de conversa, a Rê conseguiu me inspirar demais e espero que ela também tenha inspirado vocês! E ajudem a compartilhar e levar para todos os cantos o recado da Renata, nossa corajosa primeira modelo plus size transexual do mundo ♥
Wooow está rolando o maior bafafá na gringa depois que o Instagram baniu a hashtag CURVY. Segundo o aplicativo, o sumiço da #curvy foi uma tentativa de impedir as fotos com nudez que apareciam sob o chapéu da hashtag.
Maaaas as gringas plus não perderam tempo, logo se uniram e começaram a postar com outras 2 novas hashtags e fotos maravilhosas. Em protesto surgiu a #curvee e a #bringcurvyback, hashtags que você também pode fazer parte! É só postar uma foto linda, mostrando suas curvas – vestida normal, de biquíni, de top cropped, de burca ou como quiser – e marcando suas fotos com a hashtags.
Eu já bem postei a minha com o último look com decotão:
Tirei até um print do que aconteceu ao clicar em cima da hashtag curvy depois que eu postei:
ATENÇÃO:Se não quiser ver nudez, cenas de sexo, etc, não clique nos links! Em uma pesquisa rápida (de literalmente 2 minutos), eu achei a hashtag #toplesstuesdays (aqui) e #titsfordays (aqui), a primeira com MUITOS peitos de fora e a segunda com cenas realmente de sexo e até vídeos.
Então, agora, fico me perguntando: por que a hashtag curvy foi REALMENTE tirada do ar? Será que era para banir as cenas de nudez do aplicativo ou será que é porque um movimento de mulheres amando seus corpos incomoda TANTO que esse movimento sofre boicote de todas as formas? Se é para tirar a tal da nudez do a aplicativo, por que não começar com palavras e termos óbvios em vez de fazer a inquisição com um movimento tão bonito quanto o da autoaceitação?!
Fica a reflexão e o convite para entrar nesse protesto e taguear as fotos que você curte com #curvee #curvy e #bringcurvyback e a gente pode criar a nossa brasileira: #VOLTACURVY
Enfim, vocês tinham reparado a ausência da hashtag curvy? O que acharam? Me contem tudo nos comentários
Olá queridas, recebo muitos e-mails de diversas leitoras lindas e alguns com dúvidas realmente comuns a muitas mulheres. Então pensei em criar uma seção “Dúvidas das leitoras” com algumas dessas questões, sem identificar a leitora que mandou recado nem expor de forma alguma sua identidade e história, mas pegando só a dúvida central e colocando o meu ponto de vista com a minha resposta, porque acho que pode ser um ponto de partida legal para ajudar outras mulheres que também passam por isso, não é? Então, se quiser mandar sua dúvida entre em Fale com a Ju nesse link aquie escreva o que você tem passado!
Vamos à primeira Dúvida da leitora, que é “fazer dieta ou ficar com o corpo novo”
” Eu tinha 25kg a menos e usava tamanho 42, hoje uso tamanho 50. É muito difícil me aceitar, porque não me sinto feliz em fazer dietas, mas também não sou feliz com o meu corpo de hoje – tenho muitas estrias ainda vermelhas, muita flacidez e braços maiores do que as roupas que eu tenho permitem. E por falar em roupas, é super caro ser gorda, não tenho dinheiro pra bancar certas roupas e acabo usando sempre as mesmas…”
Querida, você não faz ideia de como eu te entendo e de como esse drama é constante na vida de tantas mulheres! Não tenho uma fórmula mágica pra dizer como encontrar sua autoestima e sua autoconfiança, mas acho que o primeiro passo é ser bem realista e “colocar numa balança” para ver o que você REALMENTE prefere, mas sabendo que não é preto no branco – infelizmente nada na vida é fácil assim.
Primeiro, se você quiser ter o seu corpo de antes você não precisa sacrificar as suas comidas gostosas. Você pode apenas reduzir gradativamente e ir emagrecendo aos poucos. Não precisa fazer regimes sofridos ou dietas mirabolantes, basta uma reeducação com saúde física e mental, se essa for realmente sua vontade e o que vai te deixar feliz – independentemente do que os outros te digam ou pensem a seu respeito, o que vale é a sua verdadeira vontade.
Já se você rejeita a ideia de qualquer dieta ou reeducação alimentar e quiser continuar comendo como você come hoje, tudo bem também! Essa é uma escolha sua, sobre a sua vida! E não é porque você escolheu ficar com as medidas que você está, que você precisa ter o corpo com estrias, flacidez e braço grande. Se essas características são as que te incomodam no corpo grande, você pode mudar apenas essas para reforçar sua autoconfiança e autoestima. Você pode começar a fazer exercícios e passar cremes para reduzir as estrias e celulites, por exemplo.
Não precisa levar tudo para o extremo, sabe? Não é porque você engordou que precisa abrir mão de todas as características que você admira em um corpo que você gosta, você pode continuar se cuidando e se amando, sim! O poder sobre o seu corpo está nas suas mãos, as escolhas são suas. E, também, as vezes a gente acha que só pode ter autoconfiança se a gente amar TUDO no nosso corpo, mas não é assim. Você pode se achar bonita mas não gostar das suas estrias e querer mudá-las e tudo bem, sabe?!
Eu acho que você só não pode deixar de acreditar que você é bonita por conta de uns risquinhos vermelhos que talvez ninguém mais enxergue, entende?
[blockquote author=”” pull=”normal”]É uma questão de achar um equilíbrio entre o limite do que você não quer para o seu corpo com o que você não está disposta a fazer – e esse é um limite que só você pode escolher.[/blockquote]
A questão das roupas, tudo que você precisa é de referência! Se você tiver referência do que você gosta, das combinações que gostaria de copiar, basta você ir numa loja de roupas baratas ou em liquidações e procurar peças parecidas. Não precisa comprar em loja cara para ter estilo!
Enfim, o melhor conselho é: dê um passo de cada vez. Se você não gosta da flacidez, comece fazendo um exercício, já se não quer ficar com estrias marcadas, passe um creme todo dia e assim vai. Não precisa ficar neurótica ou super encanada ♥
E se realmente resolver que você não quer fazer dieta, nem exercício e nem passar creme, pense que essas escolhas têm consequências e que o corpo que você tiver é resultado das suas escolhas, é resultado de quem você é – E NÃO TEM PROBLEMA NENHUM EM SER E DESEJAR COISAS DIFERENTES DAS OUTRAS MULHERES! Portanto, se você acredita que suas escolhas nunca vão mudar, comece a admirar seu corpo como se fosse uma obra prima única criada apenas por você.
Enfim, espero mesmo que você consiga sair desse conflito e perceba que não importa se você veste 42 ou 50, você pode ser bonita, charmosa, fashion e confiante e O QUE MAIS VOCÊ QUISER com QUALQUER aparência. Eu sei que não é fácil acostumar-se às mudanças, mas acredite: ficar se comparando com uma você do passado não vai te levar a lugar algum, sem contar que o tempo passa e o corpo muda e mesmo que você emagreça nunca voltará a ter o mesmo corpo de antes. Então o melhor que você tem a fazer é trabalhar com a você de agora e deixar o passado onde ele pertence: na memória apenas!
Enfim, gatonas, essa foi a nossa primeira dúvida da leitora respondida, mas eu gostaria MUITO que vocês participassem e mandassem seus conflitos, dúvidas, preocupações, dramas e até dúvidas mais básicas como combinação e etc. O link para mandar seu recado é esse https://juromano.com/contato-ju-romano
Por enquanto é isso,vocês já passaram por essa situação? Me contem TUDO aí nos comentários e vamos abrir esse círculo de experiências!
Olá queridas! Aqui a gente sempre fala muito de autoestima, como esse é um processo diário de se sentir bonita na frente do espelho e como cabe a cada uma de nós descobrir a beleza em nós mesmas. Mas o que aconteceria se alguém te perguntasse o que você é e te desse duas opções “comum” ou “bonita”, sem pensar muito, com um monte de gente em volta… Você teria autoconfiança para entrar de cabeça na resposta “bonita”? Pensando nisso a nova campanha da Dove, a Escolha Bonita, ficou muito linda e emocionante – caiu até uma lágrima aqui. Ela levou a 5 cidades bem cosmopolitas (São Francisco, Xangai, Delhi, Londres e São Paulo), onde as mulheres realmente são pressionadas em relação à beleza e à perfeição, 2 portas com placas em cima. Uma dizia “comum” e outra “bonita” e ficou observando qual era a reação das mulheres na hora da escolha de qual porta entrar. Você vai assistir o filme abaixo, mas a mensagem principal é que, SIM, você pode se sentir bonita independentemente de qualquer coisa!
E é assim que todo mundo deveria abordar o tema beleza: relembrando a mulher de que, não importa o quanto ela é diferente, isso continua fazendo ela linda do jeito que é. Porque, acredite se quiser, 96% das mulheres NÃO usa a palavra bonita para se descrever, mas por outro lado 80% das mulheres realmente tem algo que elas consideram bonito. Então, por que a gente acaba se classificando como comum, quando a gente realmente sabe que tem coisas muito bonitas?!?
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Eiiiii, gatinha, não tem problema nenhum você se achar bonita, viu??!??!? Eu sei que a gente passou boa parte de nossas vidas ouvindo que a gente tinha que mudar para ser bonita, que a gente tinha imperfeições… Mas esqueça esse pensamento e a partir de hoje comece a passar pela porta bonita da vida! Porque você merece, porque você é linda, porque não importa o que digam… Eu e você sabemos que você tem MUITO mais qualidades do que defeitos. E sabe por quê? Autoestima e autoconfiança fazem bem para a sua saúde mental! Olha só, o Paul Dektor, diretor do filme da Dove, revelou uma percepção sua muito sensível de quando estava gravando a campanha: “Ficou tão claro que as mulheres que escolheram se sentir bonitas brilhavam com uma perspectiva positiva e desafiadora. Todos nós temos a capacidade pessoal e poderosa para superar os estereótipos e o ponto de vista das outras pessoas, e espero que o filme Dove Escolha Bonita inspire as mulheres de todo o mundo a reconsiderar a forma como elas vêm a sua própria beleza.” Ahá! Arrasou, Senhor Paul! Outra coisa que eu amo é que no site da Dovetem uma frase que eu levo sempre pra minha vida: “Beleza é um estado de espírito”, eu não poderia concordar mais…
Desde aquela primeira campanha com diversidade corporal e um grito pela real beleza já deu pra perceber que a Dove quer realmente ajudar a criar um mundo onde a beleza é uma fonte de confiança, não de ansiedade. A marca acredita que quando as mulheres reconhecem a sua beleza própria, elas têm a poderosa capacidade de impactar positivamente a próxima geração. O objetivo com essas campanhas é atingir 15 milhões de jovens com a programação de autoestima até o final de 2015 e até agora já atingiu mais de 14 milhões (eu estou ajudando a próxima geração \o/ e você?)
Enfim, gatonas, espero que vocês tenham ficado inspiradas com esse filme (eu sei que eu fiquei) e vamos todas lutar contra esses esteriótipos. No site dovechoosebeautiful.tumblr.com você pode escolher como você se sente, “comum” ou “bonita”, e aumentar essas estatísticas femininas. Escolha várias vezes, e compartilhe-as com o mundo. Saiba mais sobre a experiência mundial Dove Escolha Bonita seguindo @Dove no Tumblr.
E por hoje é isso, mas me ajude a compartilhar essa ideia, empodere uma amiga fazendo-a refletir sobre os padrões, ajude as mulheres à sua volta a se enxergarem de uma maneira positiva. Sim, você pode ser a mudança que você espera no mundo!
Já imaginou as princesas da Disney plus size? Pois, depois de uma polêmica sobre a barriga da atriz que fez a Cinderela nos cinemas ter sido alterada no Photoshop e a própria atriz ter admitido usar corset durante as gravações, várias questões a respeito da influência das princesas na formação emocional de uma criança e na relação que ela terá com o seu corpo. “Não podemos nos esquecer de que esse filme é principalmente divulgado para uma audiência muito jovem, garotinhas bem impressionáveis”, diz Nikki Gloudeman, blogueira no Huffington Post Women. “Até quando elas vão fantasiar sobre o dia em que a barriga delas desaparecerá e, assim, receberão o Príncipe Encantado da melhor maneira possível?”.
Pensando em mostrar mais diversidade, o pessoal da edição de imagens do The Huffington Post UKresolveu usar o Photoshop em algumas princesas também, veja o resultado:
Hahahah eu gostei muito!!!! A Pocahontas apenas virou uma índia brasileira, né? Acho a discussão muito válida, porque é bem nessa fase que a gente fica se projetando no futuro, se imaginando, e alimenta esse sonho durante os próximos anos. Ou seja, se a gente não realiza esse “objetivo” de corpo quando adolescentes, isso pode desencadear uma série de frustrações que levamos para o resto da vida. A responsabilidade deve existir em todos os sentidos quando falamos de mensagens para crianças.
Enfim, gatonas, foi só uma rapidinha, mas quero saber o que vocês acharam das princesas da Disney plus size e o que vocês acham dessa ideia?
Eu me achava feia. Chata. Sem graça. Achava que, apesar de quaisquer qualidades que eu tivesse, sempre seria menor e pior que as outras pessoas. Elas tinham um brilho próprio e eu, bem… Era só eu. A verdade é que demorou um tempo para eu descobrir que todo mundo era “só eu” – ou, pelo menos, todos eram tão iguais a mim, quanto diferentes de mim. Deixe-me explicar: ninguém nasceu de um ovo de ouro ou foi abençoado pelo toque de Midas. Portanto, todos somos iguais e todos temos nossas diferenças. E isso é bom, muito bom!
Imagine só se fossemos todas iguais? Imagine uma fileira de Barbies (a boneca mesmo) peladas. Se eu te falasse pega ali naquela fileira a Barbie que mais combina com a sua personalidade para ser sua melhor amiga. Ops! Como você escolheria? São todas iguais, teoricamente perfeitas… E tão previsíveis. Mas que sem graça!!! O legal de uma pessoa está exatamente onde ela é diferente. E são essas diferenças que combinam com a gente ou não. Certa vez me falaram uma coisa que eu achei tão verdade que resolvi levar pra minha vida: “nós não escolhemos as pessoas pelas suas qualidades, escolhemos pelos seus defeitos” (embora eu nem acredite que existam “defeitos”, acho que existem só coisas que uns gostam e outros não).
Ok, mas o que isso tem a ver com autoestima?
Bom, uma vez que você descobre quais são suas qualidades e quais são as características que você acha que são defeitos e percebe que você pode muito bem conviver com as duas ao mesmo tempo, percebe que a sua personalidade – e a de todos que você ama – é feita do equilíbrio dessas características e que, sim, vai ter muita gente que vai odiar, mas por outro lado, muita gente vai amar. E as que odiarem, essas não têm nada a ver com você e você não precisa tê-las na sua vida! Por que se preocupar com o que essas pessoas pensam a seu respeito? São elas que pagam suas contas?
Ou seja, uma vez que você aceita que, sim, você tem defeitos, mas todo mundo tem, você resolve cuidar mais das suas qualidades para que essas, sim, se destaquem. Aí, minha cara, você está descobrindo sua autoestima. Porque ter autoestima não é achar que você é perfeita, mas é saber que você tem qualidades excelentes e saber explorá-las. Ter autoestima é saber se enxergar como um todo e saber colocar o que você tem de bom em primeiro plano em todas as situações – seja na conquista, no trabalho, entre amigas, etc.
Quando comecei a descobrir minha autoestima…
Eu sempre achei minha mãe muito linda e sempre quis envelhecer como ela, até que um dia peguei uma foto de quando ela era jovem – tinha mais ou menos a idade que eu tinha na época – e notei que ela era MUITO parecida comigo. Foi impressionante, levemente chocante e, de repente, comecei a pensar: será que eu sou bonita assim e só eu não vejo? Junto a isso, entrei na faculdade e descobri as pessoas mais diferentes que eu já tinha visto na minha vida, cada uma de um jeito, nenhuma igual em absolutamente nada. Mas eram todas tão incríveis… E eu fazia parte dessa turma! Vai ver eu também era incrível… Aí comecei a reparar em tudo de bom que eu tinha, o que eu mais gostava no meu corpo, o que as pessoas mais elogiavam, as roupas que melhor me caiam, o estilo que mais combinava com a minha personalidade… E acredite, desde então eu só tenho descoberto novas qualidades em mim.
Claro, vira e mexe acho uns defeitos, mas esses a gente tenta consertar ao longo dos anos – ou a gente só se livra das pessoas que fazem questão de nos lembrar deles. Mas te juro que NUNCA na minha vida inteira eu conheci uma pessoa que não tivesse qualidades para serem exploradas. Ou seja, por que você acharia que suas qualidades também não são tão incríveis quanto as minhas ou das pessoas à sua volta?!? Que tal começar a prestar mais atenção ao que você tem de bom?! Fica o desafio de olhar agora para o espelho (ou fechar os olhos) e encontrar 5 qualidades em você (todo mundo tem pelo menos 5, te garanto!).
Qual foi o resultado disso para mim?
Bom, hoje eu pouco ligo para o que os outros pensam de mim. Aliás, guarde isso: “o que os outros pensam de você é problema deles e não seu!”. Claro que quando um comentário é frequente e de diferentes pessoas (do tipo: “Ju você tem dado mais atenção para o trabalho do que para as pessoas que você ama”) aí eu paro para pensar se aquele comentário tem fundamento e se as pessoas que falaram aquilo realmente sabem dos meus planos e do que eu passo no dia a dia para terem propriedade para comentar aquilo. Eu paro, penso, avalio e me reposiciono, se necessário. Mas sei que cabe a mim, e somente a mim, quaisquer decisões sobre meu corpo ou minha vida. E quem não gostar, que vá para a sessão de terapia, porque eu definitivamente não sou obrigada a agradar todo mundo (e nem você!). Cada um que lide com suas próprias frustrações.
Ah, mas é difícil ouvir os comentários dos outros…
Bom, só uma última dica: não deixe que as pessoas ao seu redor diminuam as suas qualidades te fazendo lembrar apenas dos seus defeitos. As pessoas também têm problemas com elas mesmas e costumam descarregar isso nos outros. Seja forte! Quem sabe aprendendo a enxergar suas qualidades você não consiga ajudar essas pessoas a enxergarem as delas também e pararem de ver apenas defeitos, hein?!
Enfim, gatonas, essa é minha visão de autoestima. Quem conhece minha história, sabe que eu tive uma fase muito trash de ficar sem comer para caber em uma calça 36, mas que eu acabei encontrando a felicidade nas calças 50 porque descobri que a alegria e a vontade de viver nada têm a ver com o tamanho de calça que a gente usa. Eu descobri minha autoestima, descobri meu amor próprio e descobri que tem muuuuito mais em mim do que as pessoas podem realmente ver a “olho nu”. Tenho certeza que você também tem muito mais pra explorar aí, mas quero que você me conte seu caso aí nos comentários e repasse essa mensagem para quem você realmente acha que precisa de um empurrãozinho na autoestima, ok?!
Olá queridas, se tem uma coisa que eu AMO é camiseta com frase inteligente, engraçada ou estampas divertidas. Acho um jeito muito cool e confortável de dizer que você é mais que um corpinho bonito, que você tem um cérebro por trás desse rosto maquiado e um bom humor além de tudo. Amo mais ainda quando é uma frase que levanta sua autoestima em frente ao espelho e melhora o dia de quem olhar. Afinal, não custa nada lembrar uma pessoa sobre o quanto ela é linda, né?
Nessa vibe de levantar a autoestima a Kiss Flower vai lançar uma linha de camiseta com frases estampadas para levantar a sua autoestima e a de quem olhar. O pré-lançamento é hoje, por causa de vocês leitoras do Entre Topetes e Vinis o link direto é http://kissflowerloja.com.br/camiseta-t-shirt ♥, mas as camisetas estarão à venda mesmo em dezembro, com a grade completa, para servirem como ótimo presente de Natal (já que terão um preço mais em conta, cada uma vai custar R$ 79,90).
Bom, eu escolhi a que diz “Você é mais que bonita” e é mesmo, viu?! 😉
Camiseta com frase boa e quimono
Bom, além da camiseta, a calça e o quimono também são da Kiss Flower. O quimono aliás, é minha nova peça favorita, mal consigo sair de casa sem um! HUA HUA HUA Ele completa qualquer roupa de um jeito muito fashion e a sobreposição de peças deixa a composição do look muito mais interessante. E esse quimono de hoje é fino, viu?! As franjas são de viscose, delicadas e têm um toque macio de seda ♥ (Pra ver detalhes do quimono plus size clica aqui)
Enfim, todo mundo sabe que eu prefiro roupas claras, mas nada como um bom pretinho, né? E a calça preta é o curinga do armário, não dá para negar. Acho chique e gosto de completar com acessórios bafônicos como os maxi colares e anéis gigantes e brilhantes heheheh.
Bom gatonas, por hoje é isso e só pra lembrar sexta-feira que vem, dia 28/11 é a Black Friday, e a Kiss Flower também vai participar com liquidações imperdíveis de 40% de desconto em todas as peças!!!
Curtiram o look?! Me contem TUDO nos comentários e pra ver mais da coleção de camiseta com frase boa na Kiss Flower vá para o link www.kissflowerloja.com.br
Esses dias várias leitoras queridas me indicaram uma trilha sonora que ouço todo dia no repeat. É a All About That Bass, da Meghan Trainor, uma cantora americana que está fazendo o maior sucesso por criticar os padrões em sua música (ver tradução abaixo). A verdade é que eu amei a batida da música, a empolgação e a parte em que ela defende o corpo “violão” com unhas e dentes… Mas, opa, pera lá! Sim, eu acho muito legal a crítica em relação às mulheres irreais criadas pelas revistas, a crítica ao Photoshop e a parte que ela diz, empolgada, “Se você tem beleza, beleza, eleve-a. Pois cada pedacinho de você é perfeito. Lá de baixo até o topo”. Mas olhando a letra, fico chateada com uma coisa: o fato dela criticar as meninas magras com frases até agressivas para o meu gosto.
É muito comum (e eu até já falei sobre isso por aqui) ouvir frases do tipo “homem gosta de ter onde pegar” ou, no caso da música, “homem gosta ter onde pegar à noite”. Mas, gente, isso não é legal. Ninguém precisa diminuir os outros para se mostrar melhor. Nós, gordas ou apenas meninas fora dos padrões, fomos diminuídas durante anos – e somos até hoje – e sabemos que isso não faz bem para autoestima de ninguém, sabemos que isso nos destruiu psicologicamente, então por que dizer exatamente o que não gostaria que fosse dito a você?
Eu sei que é um jeito de se rebelar, de dizer chega, de falar que você é dona de um corpo lindo e desejado tanto quanto de uma menina magra… Mas francamente, você não precisa negar um padrão impondo outro! Além disso, da mesma forma que não gostamos de ser generalizadas, não vamos generalizar também. Homem não gosta disso ou daquilo. Tem homens que gostam disso e homens que gostam daquilo. Tem homem que gosta de gorda, tem homem que gosta de magra e independentemente do que eles gostem, somos nós que temos que gostar do nosso corpo.
Eu adorei a música e recomendo. É uma música “empoderadora” para nós que não nos encaixamos nos padrões. Mas não se deixem levar pela ideia de diminuir as meninas diferentes de você. Fiquem apenas com a ideia principal: você é linda com o corpo real que você tem – seja ele magro, gordo, grande, pequeno, alto, baixo… – e aprenda a aceitar o que é diferente.
Agora aperta o play na trilha sonora de hoje, levanta da cadeira e vá rebolar… Você merece, tem um corpo lindo e é tão sexy quanto qualquer outra pessoa 😉
All About That Bass – Meghan Trainor
Because you know I’m all about that bass(Porque você sabe, eu sou mais um corpo violão)
‘bout that bass, no treble(Um corpo violão, não um tipo flauta)
I’m all ‘bout that bass, ‘bout that bass, no treble (Sou mais um corpo violão, um corpo violão, não tipo flauta)
I’m all ‘bout that bass, ‘bout that bass, no treble(Sou mais um corpo violão, um corpo violão, não tipo flauta)
I’m all ‘bout that bass, ‘bout that bass (Sou mais um corpo violão, um corpo violão)
Yeah it’s pretty clear, I ain’t no size two (Sim, está muito claro, eu não uso 38)
But I can shake it, shake it like I’m supposed to do (Mas posso rebolar, rebolar, rebolar, como devo fazer)
Cause I got that boom boom that all the boys chase (Pois tenho aquela performance que os meninos procuram)
All the right junk in all the right places (Todas as gostosuras nos lugares certos)
I see the magazines working that Photoshop (Eu vejo as revistas abusando daquele Photoshop)
We know that shit ain’t real (Sabemos que essa porcaria é uma ilusão)
Come on now, make it stop (Fala sério, faça isso parar)
If you got beauty beauty just raise ‘em up (Se você tem beleza, beleza, eleve-a)
Cause every inch of you is perfect (Pois cada pedacinho de você é perfeito)
From the bottom to the top (Lá de baixo até o topo)
Yeah, my momma she told me don’t worry about your size (É, minha mãe me disse “não se preocupe com seu peso”)
She says, boys they like a little more booty to hold at night (Ela diz “meninos gostam de ter o que apertar à noite”)
You know I won’t be no stick-figure, silicone Barbie doll (Você sabe que não vou ser uma vara pau, Barbie siliconada)
So, if that’s what’s you’re into (Então, se é isso que você prefere)
Then go ahead and move along (Saia daqui e parta para outra)
Because you know I’m all about that bass (Pois você sabe, eu sou mais um corpo violão)
‘bout that bass, no treble (Um corpo violão, não um tipo flauta)
I’m all ‘bout that bass, ‘bout that bass, no treble (Sou mais um corpo violão, um corpo violão, não tipo flauta)
I’m all ‘bout that bass, ‘bout that bass, no treble (Sou mais um corpo violão, um corpo violão, não tipo flauta)
I’m all ‘bout that bass, ‘bout that bass (Sou mais um corpo violão, um corpo violão)
I’m bringing booty back (Estou trazendo as bundas de volta)
Go ahead and tell them skinny bitches Hey (Vá e diga a essas vadias magrelas ‘e aí’)
No, I’m just playing I know you think you’re fat (Não, estou brincando, sei que você se acha gorda)
But I’m here to tell you that (Mas estou aqui para te dizer que)
Every inch of you is perfect from the bottom to the top (Cada pedacinho de você é perfeito, lá de baixo até o topo)
Yeah, my momma she told me don’t worry about your size (É, minha mãe me disse “não se preocupe com seu peso”)
She says, boys they like a little more booty to hold at night (Ela diz “meninos gostam de ter o que apertar à noite”)
You know I won’t be no stick-figure, silicone Barbie doll (Você sabe que não vou ser uma vara pau, Barbie siliconada)
So, if that’s what’s you’re into (Então, se é isso que você prefere)
Then go ahead and move along (Saia daqui e parta para outra)
Because you know I’m all about that bass (Porque você sabe, eu sou mais um corpo violão)
‘bout that bass, no treble (Um corpo violão, não um tipo flauta)
I’m all ‘bout that bass, ‘bout that bass, no treble (Sou mais um corpo violão, um corpo violão, não tipo flauta)
I’m all ‘bout that bass, ‘bout that bass, no treble (Sou mais um corpo violão, um corpo violão, não tipo flauta)
I’m all ‘bout that bass, ‘bout that bass (Sou mais um corpo violão, um corpo violão)
Por hoje é isso, mas me conta aí nos comentários o que você achou da música! (Sem contar o clipe foooofoooo!)
Semana passada dei uma entrevista para uma jornalista muito ética e sensível sobre como usar body plus size. A matéria saiu no site da CARAS e o resultado ficou lindo. A repórter não colocou palavras que eu não disse na minha boca, deu um serviço bacana para quem tem dúvidas e, o melhor de tudo, passou a mensagem pela qual nós lutamos que é a de “você pode usar o que quiser”.
Pois bem, o que me assustou, pela primeira vez, não foi uma matéria em um grande veículo sobre plus size (porque essa foi otimamente executada). Não! O que me assustou foram os comentários agressivos abaixo da matéria (que eu reproduzi na imagem a seguir). Como eu sempre digo aqui e nas redes sociais, há muito tempo eu parei de me importar com comentários negativos de pessoas que não me conhecem, não sabem pelo que eu já passei e o que já sofri, porque elas simplesmente não fazem a MENOR diferença na minha vida e no curso que eu caminho. Mas o que me deixou PASMA é ver como além de extremamente mal educadas (desculpa, mas eu não fui educada para chamar ninguém de botijão de gás) e ignorantes – duvido que qualquer um desses seres estudou QUALQUER coisa sobre moda para poder opinar de forma construtiva – elas são absolutamente doutrinadas pelos padrões de magreza impostos pela mídia e pela sociedade ao longo dos anos. Impressionante como elas são tão cegas a ponto de achar que só porque uma gorda preenche uma saia de modo mais voluptuoso do que uma modelo magra, aquilo não pode ser bonito (e na verdade, nenhuma delas sequer parou para refletir, elas só reagiram de modo impulsivo ao ver uma gorda em uma matéria de moda). Acho impressionante como chega a ser até burrice e com certeza falta de raciocínio alguém ter a capacidade de falar que “para obesos é preciso alongar o corpo com os vestidos camisões, ou presos logo abaixo do busto, sem marcar” (alooow de onde você tirou essa informação totalmente equivocada?!?).
Tirando isso, tem mais um outro fator que me fez refletir. Por que raios as pessoas acham que podem falar o que quiserem na internet sem punição? Por que as pessoas acham que podem ofender outras só porque estão protegidas por trás de seus computadores? Olha, não é por nada não, mas da mesma forma que eu estou exposta na matéria, qualquer pessoa que comente com o perfil do Facebook está tão exposta quanto eu. Se você comenta coisas horríveis com a desculpa de que uma “pessoa pública” tem que “engolir”, fique sabendo que a partir do momento que você deixa a usa carinha logada com o seu perfil do Facebook, você também se torna uma pessoa tão pública quanto qualquer outra. O que me dá o direito de falar aqui (no meu site, sem invadir a vida de ninguém) o que eu acho sobre a falta de educação, falta de sensibilidade, falta de respeito e falta de inteligência de quem comenta coisas do tipo “você parece um botijão de gás”. Eu acho que todo mundo está no direito de não gostar das peças, de achar que a combinação não funcionou e ter uma opinião sobre o look. O.K. Agora, sair falando besteira como se fosse a dona da verdade e o pior, ofendendo com palavras baixas e sem argumentos é um pouco demais para eu entender… Minha educação e amor ao próximo não permitem admitir coisas desse tipo.
Sei lá, lembrei da mesa que eu participei no YouPix esse ano justamente sobre isso e achei a discussão muito válida. Eu não me importo com os comentários, eles realmente não mudam a minha vida (e se você já ouviu algum desses, também não se deixe abalar, viu?!), mas eu fiquei chocada como as pessoas ainda têm o pensamento tão atrasado. Fiquei triste por essas mulheres que são tão bloqueadas para o novo e para o diferente, o que me leva à conclusão do TANTO que é importante o trabalho que nós fazemos por aqui e que outros blogs feministas, plus sizes e de moda séria também fazem. Essas pessoas PRECISAM sair da inércia de burrice e padronização que elas foram criadas para viver. Nós precisamos tirar essas mulheres do ciclo vicioso em que se encontram, onde elas são sempre levadas a acreditar que existe uma verdade única e que ela vem na embalagem de uma mulher branca,loira, magra, alta e com as roupas de grife. É por essa causa que eu trabalho e é isso que me dá forças e mais vontade ainda para continuar. Então, vem comigo!?
Vale lembrar: a gente é muito mais do que o que essas pessoas pequenas enxergam, a gente é muito mais do que o que qualquer pessoa poderia julgar baseada numa foto. E definitivamente se você, assim como eu, já ouviu comentários maldosos pare e pense: a opinião dela não é melhor ou mais importante que a sua, então não deixe que ela tome muito espaço na sua vida, ok? Quanto a mim, bom, o look com o body continua sendo um dos meus favoritos. Quem não gosta, que lide com isso…